Unesco aprova resolução contra o status de Jerusalém para Israel
A resolução, adotada por consenso, já tinha sido votada na terça-feira
 em comissão, com 22 votos a favor, 10 contra e 23 abstenções 


O Conselho Executivo da Unesco adotou nesta sexta-feira uma resolução sobre o status de Jerusalém que apresenta Israel como uma “potência ocupante” e que já suscitou a ira deste país, informou a organização.

Esta resolução, proposta por vários países árabes, estipula que “todas as medidas (…) tomadas por Israel, uma potência ocupante, que alteraram ou buscam alterar o status de Cidade Santa de Jerusalém” serão “nulas e sem efeito e devem ser abolidas”. O texto denuncia a lei de anexação de Jerusalém Oriental, do qual Israel se apoderou e anexou em 1967.

A resolução, adotada por consenso, já tinha sido votada na terça-feira em comissão, com 22 votos a favor, 10 contra e 23 abstenções.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, qualificou o texto de “absurdo” e afirmou que este nega o vínculo histórico entre os judeus e Jerusalém. Como represália, Israel anunciou na quarta-feira uma redução de um milhão de dólares da sua contribuição à ONU.

Em outubro, ocorreu um atrito entre Israel e a Unesco quando o país, indignado pela votação de uma resolução sobre o patrimônio cultural palestino de Jerusalém, convocou seu embaixador na organização.

Para protestar contra estas resoluções da Unesco, que considera hostis a Israel, o governo de Netanyahu ordenou vários cortes na sua contribuição ao orçamento das Nações Unidas, que passou de 11 milhões de dólares para 3,7 milhões, segundo um responsável israelense.

Israel considera Jerusalém em seu conjunto como sua capital “unificada”, algo nunca reconhecido pela comunidade internacional, enquanto os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado ao que aspiram.
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