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03/05/2017

Tradutora do FBI se apaixona por terrorista e adere ao Estado Islâmico

Tradutora do FBI se apaixona por terrorista e adere ao Estado Islâmico

A tradutora Daniela Greene se casou com o ex-rapper Denis Cuspert, que mudou seu nome para Abu Talha al-Almani ao se unir ao Estado Islâmico (Foto: Reprodução/Youtube/Wir sind Keine Salafisten Islamisten Jihadisten Terroristen)

Tradutora do FBI se casou com terrorista do Estado Islâmico que ajudava a investigar, revela CNN.

Ela voltou aos EUA se dizendo arrependida, ficou presa por dois anos e cooperou com autoridades americanas.

Uma tradutora do FBI (a polícia federal americana) viajou para a Síria e se casou com um terrorista do Estado Islâmico que ela estava ajudando a investigar. A história, ocorrida em 2014, foi revelada nesta semana pela rede americana CNN.

Tradutora do FBI se apaixona por terrorista e adere ao Estado IslâmicoSegundo a reportagem, Daniela Greene tinha acesso a informações privilegiadas, e seu relacionamento com o jihadista, um rapper alemão que se juntou ao EI, expõe “uma brecha embaraçosa na segurança nacional” americana.

Greene mentiu para o FBI, viajou para a Síria e avisou seu namorado de que ele estava sob investigação. O rapper é Denis Cuspert, que era conhecido no mundo da música como Deso Dogg e, na Síria, adotou o nome de Abu Talha al-Almani e se tornou um recrutador do grupo terrorista.

Cuspert elogiou Osama bin Laden em um música, ameaçou o ex-presidente Barack Obama com um gesto de cortar a garganta e apareceu em vídeos de propaganda jihadista, em um deles segurando uma cabeça humana decapitada.
A CNN diz que, semanas depois de haver se casado com ele, a tradutora parece ter se arrependido e voltou para os EUA, onde foi presa e concordou em colaborar com as autoridades. Ela se declarou culpada, foi condenada a dois anos de detenção e foi solta no ano passado.

Tradutora do FBI se apaixona por terrorista e adere ao Estado IslâmicoSegundo a reportagem, o caso levanta dúvidas sobre o tratamento dado a Greene pela Justiça, que lhe teria atribuído uma pena considerada muito branda.

Em um comunicado, o FBI afirmou à CNN que, depois do caso de Greene, “tomou várias medidas em diversas áreas para identificar e reduzir vulnerabilidades de segurança”.

Greene, que trabalha agora como hostess em um hotel, disse ao canal que tem medo de discutir detalhes do seu caso porque sua família pode ser colocada em perigo.

O advogado dela definiu sua cliente como “inteligente, articulada e obviamente ingênua” e disse que ela sente um “remorso genuíno” pelo que fez.

Nascida na Tchecoslováquia e criada na Alemanha, a tradutora foi casada com um soldado americano no passado e se mudou para os EUA. Ela é descrita por ex-colegas como ótima aluna e profissional.

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