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15/05/2017

Judeus brasileiros são destaque em Israel

Judeus brasileiros  são destaque em IsraelReportagem, publicada no jornal Tsomet Hasharon,

aborda o crescimento da comunidade brasileira em Raanana. 

Leia:

Devagar e silenciosamente formou-se em Raanana uma comunidade (Kehila) de olim chadashim brasileiros, onde os mais antigos ajudam os mais novos, festejam chaguim juntos, jogam futebol e se auxiliam reciprocamente. Eles já são 400 pessoas entre homens e mulheres. Cento e oitenta e três famílias de judeus que fizeram aliá do Brasil moram em Raanana e entre eles, a maioria das 63 familias  no ultimo ano.  Devido ao crescente número de brasileiros que buscam a área de Hasharon (Raanana, Kfar Saba, Herzelia e Hod Hasharon) para morar, foi criada há um ano a Kehila Brasileira de Raanana e Arredores.
Essa Kehila foi criada por amigos, olim vatikim e chadashim com o intuito de favorecer a adaptação dos brasileiros a Israel e contribuir para a sua integração na sociedade israelense. Com encontros sociais e o objetivo de oferecer ajuda mútua, criou-se um ambiente de apoio e uma “rede de proteção de amigos em prol de amigos”. Assim, entre outras coisas, eles se ajudam na tradução de cartas e documentos recebidos, ajudam a marcar hora no médico, visitas guiadas ao supermercado e mais. Mas nem tudo são flores, uma das principais dificuldades desse grupo de voluntários e encontrar espaço físico para atividades sociais que acolha o número crescente de brasileiros que chegam a essa e outras cidades vizinhas.
Rita Cohen Wolf, ola vatika do Brasil e que vive em Raanana há mais de 20 anos, juntou-se a outros olim para a criação dessa Kehila. “Eu cheguei do Rio de Janeiro com meu ex-marido e minhas filhas direto ao Merkaz Klita de Raanana onde vivemos por 7 meses. Eu era alfabetizada em hebraico mas não tinha o domínio da língua, o que para uma psicóloga é essencial. Estudei muito e em pouco tempo comecei a trabalhar como psicóloga da Prefeitura da cidade, depois no Centro de Desenvolvimento Infantil da kupat cholim Macabi e nos últimos anos trabalho apenas em consultório particular”.
“Criamos a Kehila brasileira tendo em mente o número crescente de olim que não param de chegar”, conta Rita. “A situação econômica e de segurança no Brasil se deteriora a cada dia e queríamos proporcionar aos olim que chegam aqui na nossa área, um pouso mais leve e seguro. A partir de atividades sociais e comunitárias, visamos dar o apoio tão importante nesse inicio de vida em um outro país. Assim, organizamos visitas guiadas ao supermercado para auxiliar aos olim a conhecerem por exemplo a grande quantidade de queijos que aqui existem, qual a melhor carne pro churrasco etc…”
Todas as atividades dessa Comunidade Brasileira são organizadas por um grupo de voluntários e sem nenhum fim lucrativo. Assim sendo, necessitamos de apoio para podermos continuar apoiando os olim em seus primeiros passos. Tudo o que buscamos nesse momento é um local propício no qual possamos dar prosseguimento as nossas atividades que ate o momento vem sendo realizadas nas casas dos integrantes da Kehila ou em parques.
Rita Cohen Wolf, conta sobre o porquê de muitos dos brasileiros que chegam a Israel terem, nos últimos anos, optado por Raanana. “Em primeiro lugar, o fato da cidade já estar sendo habitada por um considerável número de brasileiros, é sem dúvida um ponto de atração. Os novos Olim querem morar perto de seus conterrâneos com a mesma língua, costumes e cultura. Por outro lado, chegam ao Brasil as notícias de que Raanana é uma cidade com excelente nível de vida e de educação. Morar em Raanana tornou-se “in” e embora o alto custo de vida da cidade seja algo que preocupe os olim, muitos preferem morar em apartamentos menores ou nem tão bem conservados, mas ficar na cidade. Eu também. Não saio de Raanana por nada. Minha vida e aqui.
Sandro Maghidman chegou a Israel com esposa e quato filhos há quase cinco anos. A família mora em Kfar Saba (cidade vizinha a Raanana) e ele trabalha na Amdocs. “Nós somos de São Paulo mas antes de chegarmos a Israel moramos em alguns países por conta do meu trabalho. Mas a cada mudança de país eu sempre pensava em vir pra Israel tanto por sionismo quanto por termos família aqui. Segundo Sandro, “nós percebemos que os olim que chegam precisam de ajuda. No meu caso, eu já cheguei com trabalho, mas o pessoal que sai da situação instável que hoje assola o Brasil necessita de muito apoio ao chegar a Israel”.
Em Raanana já existe uma sinagoga criada e frequentada por brasileiros. O Rabino faz as prédicas em português. Segundo Sandro Maghidman, a grande onda de aliá do Brasil se deve em grande parte à situação financeira no Brasil. “Os judeus brasileiros, em sua maioria, não mandam seus filhos para as escolas públicas e assim, têm que arcar com altíssimos custos de educação. O mesmo acontece com planos de saúde que no Brasil são caríssimos. Assim, quando eles se dão conta de que chegando em Israel os custos que terão com saúde e educação serão irrisórios frente aos gastos que tinham, a ideia se torna muito atrativa.” “ O que eles tem que ter em mente também e que aqui terão que se enfrentar com obstáculos como a língua e a busca de trabalho. Os desafios são muitos, mas por outro lado os benefícios são imensos. Entre eles a segurança com que você pode andar nas ruas e criar seus filhos. “A tranquilidade vale tudo. Bom nível de vida, de escolas e, agora, também uma Kehila brasileira que existe para acolher aos que chegam”.
Sandro Maghidman diz que existem órgãos oficiais destinados a cuidar da aliá de brasileiros e explica a diferença entre estes e a proposta da Kehila Brasileira. “Nós fazemos um trabalho comunitário de cunho social. Festejamos chaguim juntos, passeamos juntos por Eretz Israel e realizamos encontros entre amigos. Por exemplo, às sextas feiras marcamos jogo de futebol, já viu brasileiro não gostar de futebol?
“Há apenas duas semanas mais três novas famílias chegaram a Raanana e rapidamente fizemos um encontro de boas vindas e confraternização com os membros da nossa Kehila. No fundo queremos e estar juntos, seja em festas, eventos, passeios. Procuramos motivos para nos encontrarmos e passarmos horas gostosas juntos”. Por exemplo, na última festividade de Tu Bishvat (Festa das Àrvores) nos reunimos – todos os brasileiros – e fizemos um plantio do “Bosque da Kehila” num terreno que nos foi cedido para o plantio pela Prefeitura de Kfar Saba. Foi muito emocionante pois cada um de nos quer se sentir ligado a Terra de Israel. Aqui plantamos, fincamos nossas raízes e aqui ficaremos.
Para nós, da Kehila Brasileira de Raanana e Arredores, ée muito importante que os Olim sintam que não estão sozinhos. Os primeiros tempos são difíceis ate se conquistar a língua e um trabalho, mas esse e só o começo e depois tudo fica mais fácil. Nossa meta agora, conclui Sandro ´é encontrarmos um lugar que possa colher nossas atividades comunitárias para que possamos continuar abraçando todos os olim brasileiros que chegam aqui em Raanana e Arredores.

Tradução: Alexandre Gomberg.

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