Conheça a ex-modelo e ex-Miss Israel que vive a heroína no cinema. Gal Gadot vive a guerreira em novo filme, que estreia no dia 1º: espada, escudo e figurino com cores menos vibrantes do que na série de TV - Clay Enos / Warner/Divugação


Gal Gadot uma judia de talento


Em outubro do ano passado, a Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, promoveu um evento especial para nomear a Mulher-Maravilha embaixadora honorária “para o empoderamento das mulheres e meninas do mundo inteiro”. A cerimônia em homenagem à personagem criada por William Moulton Marston para os quadrinhos, em 1941, teve duas convidadas de honra: a americana Lynda Carter, primeira atriz a encarar a amazona, na popular série de TV, nos anos 1970, e Gal Gadot, a israelense de 32 anos que foi escolhida para envergar o uniforme da heroína da DC Comics no cinema.

— Foi como se tivesse passando o bastão adiante numa corrida de revezamento na Olimpíada — disse Lynda, de 65 anos, à imprensa americana, à época, antes de elogiar a colega: — Acho que ela fará uma Mulher-Maravilha incrível. Ela é uma grande garota.

- LYNDA CARTER:
‘Acho que ela fará uma Mulher-Maravilha incrível. É uma grande garota’

Atriz que encarnou a amazona na TV nos anos 1970, durante evento na ONU
Pouco mais de seis meses depois de receber as bênçãos de Lynda, Gal ainda se recorda com ternura daquele encontro histórico.
— Desde que a vi em carne e osso diante de mim, entendi perfeitamente as razões que levaram a escolhê-la para o papel da Mulher-Maravilha da TV. Lynda é dona de uma personalidade irradiante, bela e inteligente, engraçada e centrada. É, realmente, uma mulher fantástica — descreve Gal em entrevista à Ela Revista.
Gal Gadot uma judia de talento


O batismo de Gal como Mulher-Maravilha aconteceu no ano passado, quando a personagem surge no final de “Batman versus Superman”, de Zack Snyder, para salvar o dia dos mocinhos. “Mulher-Maravilha”, que estreia nos cinemas do mundo inteiro a partir desta semana — dia 1º de junho no Brasil —, inaugura a carreira solo, em filmes, da filha mais ilustre de Themyscira, a ilha secreta entregue à legião de amazonas pelo próprio Zeus. Juntamente com a superprodução, que repagina o ícone da cultura pop, símbolo do poder feminino por mais de 75 anos, Gal recebe o desafio de ocupar o lugar de Lynda no imaginário coletivo.

— Lynda sempre terá o seu lugar garantido como ícone feminino. Ela fez uma bela e inesquecível Mulher-Maravilha, e sempre respeitarei isso — afirma Gal, ex-modelo da agência Sabra, de Tel Aviv, coroada Miss Israel em 2004.
Segundo a atriz, a maior pressão veio dos fãs da heroína:
— Com o filme, estamos criando uma encarnação para a personagem, que é uma coisa que sempre mexe com os mais puristas. Minha tática foi ignorar as críticas e focar no que precisava fazer, que era ajudar a contar essa história da maneira mais interessante que eu pudesse. A reformulação da personagem passou por uma significativa mudança no guarda-roupa.
A figurinista Lindy Hemming atenuou os tons de vermelho, azul e dourado do uniforme da heroína, que surgiam mais intensos nas histórias em quadrinhos e na série de TV. Um escudo e uma espada reforçam as origens guerreiras de Diana.

— A primeira vez que vesti o uniforme da Mulher-Maravilha foi incrível. Era uma roupa linda, que me fazia sentir poderosa. Foi uma sensação surreal, me ver ali, no meio de uma sala, com aquelas roupas. Eu as provei por vários dias durante a fase de testes, até conseguir o papel. Aí eles fizeram os modelos especialmente para minhas medidas. Na época, fiquei feliz e animada, mas não podia confessar isso para ninguém — lembra Gal. — Era um sonho se realizando.

Orçado em US$ 120 milhões, “Mulher-Maravilha” retrocede às origens da heroína, quando ainda era conhecida como Diana, a princesa das amazonas., filha da rainha Hipólita (Connie Nielsen), criada para se tornar uma guerreira, longe do mundo dos homens. Ao salvar a vida de Steve Trevor (Chris Pine), piloto americano que vem a cair na costa da ilha, em plena Primeira Guerra Mundial, ela se sente compelida a deixar a terra natal, convencida de que poderá ajudar a estancar o conflito que se alastra pelo planeta. Combatendo ao lado de homens, ela descobrirá a extensão de seus poderes, amadurecendo no processo. O filme é dirigido por Patty Jenkins, autora de “Monster — Desejo assassino” (2003), drama que deu a Charlize Theron o Oscar de melhor atriz. “Mulher-Maravilha” é um caso raro de filme de ação dirigido por uma mulher.

— A trama acompanha a jornada de transformação da jovem e ingênua Diana em uma mulher adulta e sábia. O fato de Patty saber o que significa passar por esse processo sugere uma capacidade melhor para entender o que está acontecendo com a personagem — diz Gal.
Gal Gadot uma judia de talento


Mas a atriz acredita que a diretora não foi escolhida por ser mulher.

— E sim porque ela era a pessoa certa para a tarefa. Patty tinha uma visão original sobre a Mulher-Maravilha que queríamos mostrar, e sabia como concretizá-la — observa a atriz, que ganhou seu primeiro papel de destaque no cinema como a espiã Gisele, da franquia “Velozes & furiosos”.


GAL GADOT com figurino de Mulher-Maravilha: "ter sido dançarina contribuiu muito mais para a minha performance", diz ela - Clay Enos / Warner/Divulgação

Os dois anos em que serviu o Exército, que em Israel é obrigatório também para mulheres, vieram a calhar naquele início da carreira em Hollywood, num gênero de filme dominado por machos. O preparo físico e os conhecimentos sobre armas foram úteis em produções movidas a espetaculares corridas de carros e disputa entre organizações criminosas. Gal chegou a dispensar dublês em uma ou outra sequência mais perigosa de “Mulher-Maravilha”, mas a inspiração e a motivação para o balé passaram longe de suas experiências na caserna:

— O fato de eu ter sido dançarina contribuiu muito mais para a minha performance em histórias de super-heróis do que meu treinamento militar. As coreografias das brigas e batalhas de um filme como “Mulher-Maravilha” me lembravam muito os exercícios de dança, o que tornava o trabalho no set mais prazeroso.

‘A Mulher-Maravilha é, acima de tudo, um ícone do movimento feminista’

- GAL GADOT
Mãe de duas meninas, Alma, de 5 anos, e Maya, que nasceu em março deste ano.

Foi durante as filmagens do quarto título da série “Velozes & furiosos”, protagonizada por Vin Diesel e Paul Walker, que Gal se casou com o empresário israelense Yaron Versano. O casal tem duas filhas: Alma, de 5 anos, e Maya, que nasceu em março passado. Ela espera que suas filhas cresçam com modelos femininos bravos, generosos e independentes, como a Mulher-Maravilha.

— Ela é, acima de tudo, um ícone do movimento feminista — resume. — Ainda há um grande mal-entendido sobre o significado do feminismo. Eu mesma tenho amigos que me afirmam saber o que é, mas percebo que a ideia deles é completamente equivocada. Essa má interpretação acaba criando antagonismos. Algumas pessoas pensam que ser feminista é odiar os homens, queimar sutiãs em praça pública. Não é o caso. Feminismo é sobre liberdade para que nós, mulheres, possamos escolher o que fazer, o que usar, o que ser, enfim, termos os mesmos direitos dos homens. A gente pede igualdade entre gêneros, e a Mulher-Maravilha simboliza isso.



Coisas Judaicas

Coisas Judaicas

Blog Judaico - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico

Deixe seu comentário:

0 comments:

Deixe sua opinião