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04/05/2017

Casamentos mistos o que há de errado?

Casamentos mistos  o que há de errado?
Vivemos hoje livremente, e respeitamos, pessoas de todas as crenças. Muitos judeus de hoje crescem totalmente assimilados e sentem-se bem numa sociedade e ambiente seculares. Por que é considerado uma tragédia tão grande quando ele encontra uma mulher não-judia (ou vice-versa) e deseja casar-se? Afinal se amam.. Um par perfeito, porém não foi feito no céu. Por que não?

A decisão de fazer um casamento fora do Judaísmo é talvez o momento mais revelador, quando a pessoa precisa considerar o real significado de ser judeu. É simplesmente um acidente de nascimento? Alguém pode manter uma completa identidade judaica ao casar-se com um não-judeu? O que é mais relevante na vida: um casamento feliz ou a própria religião?

De onde você vem?

Somos todos produtos de gerações passadas; no nosso caso, descendentes de Avraham, Yitschac e Yaacov. A família de Yaacov desceu para a escravidão no Egito e após 210 anos, foi milagrosamente redimida por D’us através de Moshê. Os Filhos de Israel constituíram-se em uma nação ao receber a Torá, ao pé do Sinai , que é nosso "contrato de casamento" com D’us. Até a data de hoje, a história judaica cobre mais de 3.300 anos. Durante este tempo os judeus viveram anos dourados mas também sofreram grandes perseguições, inquisições, pogroms e, por fim, o Holocausto. Nascer judeu hoje é a soma de mais de 3.300 anos de história e de auto-sacrifício daqueles que deram a própria vida pela sua fé.

Imagine se alguém pudesse ressuscitar todos os seus ancestrais. Eles seriam diferentes na linguagem e no modo de vestir, mas todos partilhariam a mesma tradição judaica. O que alguém diria a um bisavô que esteve na prisão por guardar o Shabat? O que alguém diria a uma bisavó que precisava caminhar quilômetros para comprar alimentos casher? Como alguém poderia apresentá-los a uma noiva não-judia?

O Sr. George Rohr, filantropo americano, contou uma história numa convenção dos emissários do Rebe em 1996. Relatou o privilégio de conhecer o Rebe, logo após Rosh Hashaná. Achou apropriado oferecer ao Rebe um presente "espiritual". Pouco tempo antes, ele tinha estabelecido um serviço para principiantes na sua sinagoga em Manhattan, e 120 judeus compareceram a este novo serviço em Rosh Hashaná. O Sr. Rohr decidiu anunciar isto ao Rebe, e estava certo de que este teria muito nachas com estas notícias. Quando chegou a sua vez, caminhou confiante até o Rebe e disse: "Graças a D’us, neste Rosh Hashaná fizemos um serviço para principiantes em nossa sinagoga e participaram 120 judeus, sem qualquer passado judaico!"

O rosto do Rebe, que exibia um largo sorriso, derepente se fechou. Sr. Rohr procurou em suas palavras algo que pudesse ter dito para aborrecer o Rebe.

"O quê?" disse o Rebe.

O Sr. Rohr repetiu: "… 120 judeus sem passado judaico."

"Nenhum passado judaico?" perguntou o Rebe. "Vá e diga a estes judeus que todos eles são filhos de Avraham, Yitschac e Yaacov!"
Alguém poderia perguntar por que deve ser um dos responsáveis por transmitir esta corrente. Só por ter nascido judeu? Que diferença faz se eu saio da linha um pouco e me desvio por outro caminho? Todo mérito vem com responsabilidade e toda responsabilidade vem com um compromisso. No Sinai, D’us nos proclamou Seu Povo escolhido. Escolhido para quê? Para ser uma luz entre as nações e um povo de sacerdotes.

Os judeus são chamados Benê Yisrael. A palavra Yisrael é um acrônimo para a expressão "Yesh Shishin Ribo Otiot LeTorah" – significando que há 600.000 letras na Torá. Cada judeu é comparado a uma letra num Rolo de Torá. Se uma única letra estiver faltando, o Rolo inteiro está incompleto e inválido. Todo judeu é um embaixador do seu povo em seu escalão na sociedade. Este é seu privilégio e a responsabilidade que D’us lhe concedeu. Desconsiderar isto e casar-se fora do Judaísmo é uma franca violação daquela responsabilidade.

Filhos

A Torá proíbe explicitamente o casamento misto. A fonte está em Devarim 7:3-4:

"E não te aparentarás com eles: tua filha não darás a seu filho, e sua filha não tomarás para teu filho, porque ele desviará teu filho de Me seguir, e servirão a outros deuses, e crescerá a ira do Eterno sobre ti, e Ele te destruirá depressa."

A implicação direta é que filhos deste tipo de união serão afastados do Judaísmo. Por acaso, esta também é a fonte bíblica para a lei de descendência materna. Como o versículo declara "pois ele (i.e., um pai não-judeu) fará teu filho se afastar…" Isso implica que um filho nascido a uma mãe judia é judeu, ao passo que se um homem judeu desposa uma mulher não-judia, o filho não é judeu. Assim, no caso de um judeu casado com uma não-judia, o filho não é judeu, e uma linhagem judaica ininterrupta até então foi quebrada. Se um homem não-judeu casa-se com uma judia, os filhos são judeus. No entanto a Torá proíbe explicitamente este tipo de união, pois "ele desviará teu filho".

A verdade é que uma mulher judia que já tenha feito um casamento misto e tido filhos, deve ser encorajada a dar-lhes uma educação judaica completa. Quando isto não ocorre, o filho cresce com uma identidade confusa e mesclada; sente-se um "meio-judeu".

Tecnicamente, isso não existe – ou alguém é 100% judeu ou não é. Mas alguns fatos contribuirão para aumentar a confusão: Eles celebrarão Chanucá ou Natal, os dois ou nenhum deles? O filho também recebe um teste de lealdades mistas. Todas as passagens da vida criam um problema. O filho deve ser circuncidado, batizado, ambos ou nenhum deles?

Casar-se numa sinagoga ou numa igreja, ser enterrado num cemitério judaico ou cremado? E quais são as chances de que queira se casar dentro do Judaísmo? Mesmo no caso de uma mãe judia determinada que deseja casar-se com um não-judeu e criar seu filho como judeu, quem pode afirmar que o filho desejará desposar uma judia e – o mais importante – que tipo de exemplo a mãe deu para o filho?

Os filhos aprendem com os pais. Não podem aprender ética, precisam vê-la sendo praticada.

Além disto, todo mundo deseja pertencer a um grupo – é uma necessidade humana básica. O casamento misto provoca confusão nos filhos quanto a que grupo eles realmente pertencem.

Está nos genes

De forma geral, até o casamento entre pessoas com o mesmo tipo de educação acarreta um certo risco de ajustamento e compatibilidade. Mesmo que os dois já se conheçam há algum tempo, não há garantia sobre seu relacionamento quando se tornarem casados. Porém quando a educação é totalmente diferente as chances de compatibilidade e ajustamento são ínfimas, quase inexistentes. Isso ocorre especialmente quando as diferenças são antagônicas e de natureza hostil, como ficou evidente pelos pogroms e perseguições aos judeus em todos os países onde viveram nos últimos 2.000 anos. Além disso, a ciência moderna reconhece a natureza hereditária dos traços de caráter, especialmente aqueles profundamente enraizados no decorrer das gerações.

O casamento misto pode resultar, cedo ou tarde, em conflito e infelicidade.

Nenhuma mudança

Mesmo que um casal esteja feliz um com o outro, profundamente apaixonado, e tenha decidido se casar apesar das diferenças religiosas, quem garante que os futuros eventos não reverterão seus sentimentos? Existem muitos fatores que podem mudar os sentimentos de uma pessoa.

O Rei Shelomô declara: "Estou dormindo, mas meu coração está desperto." Um judeu pode estar dormindo espiritualmente, mas no íntimo seu coração judaico está sempre desperto e, a certa altura, será despertado. Após anos dentro de um casamento, onde grande parte se transforma em rotina, a alma e o coração judaicos podem ser despertados para procurar o significado mais profundo da vida. Pode haver uma busca pela espiritualidade e redescobrimento das próprias raízes.

Considere o fato de que estes sentimentos não serão compartilhados pelo cônjuge. Ele não entenderá nem sentirá as mesmas emoções, e você estará sozinho. Por outro lado, um parceiro judeu significa uma história compartilhada, e um destino em comum.

Mas dá certo!

Existe, obviamente, o argumento de que a porcentagem de casamentos mistos é considerável, e muitos deles parecem ser duradouros. No entanto, as estatísticas mostram que a porcentagem de separações e divórcios entre estes casais é muito maior que nos casamentos entre pessoas da mesma fé. Além disso, muitas pessoas casadas tentam manter a aparência de um casamento "feliz", com vergonha de confessar o fracasso e revelar os conflitos e indignidades que ocorrem no lar. Num casamento misto a sensação de vergonha é ainda maior, sabendo que muitos amigos avisaram sobre isso, enquanto o casal insistia que com eles seria diferente.

Simplesmente não está certo

Para ser franco – no sentido comum da palavra – a pessoa não deveria querer arrastar o outro numa aliança problemática desde o início. Se existe um verdadeiro amor entre as partes, e não de maneira egoísta, deve-se deixar passar a possibilidade de prazer imediato e de curta duração para poupar ao outro este tipo de situação. Deve-se considerar que os filhos talvez tenham de testemunhar conflitos – ou algo pior – entre os pais. É necessário enfatizar que a conveniência pessoal, o desejo ou a gratificação não são justificativas para a pessoa se envolver com algo que está errado, especialmente envolver outra pessoa – menos ainda a pessoa amada; ninguém tem o direito de magoar outra pessoa.

Um casamento judaico

Um casamento judaico é chamado de Binyan Adei Ad – um edifício duradouro. Para que isto ocorra, tudo deve estar conectado com as instruções da Torá, chamada Torat Chaim – Torá da Vida – sendo a fonte da vida eterna no Mundo Vindouro, bem como um verdadeiro manual que ensina como devemos viver.
Não se trata de simples analogia. Sem uma fundação sólida, todos os esforços colocados nas paredes, teto, decorações e tudo o mais serão inúteis. Isso é ainda mais verdadeiro sobre a estrutura do casamento; se os alicerces são instáveis levando a um desmoronamento! É por isso que um casamento judaico deve, antes de mais nada, ser baseado na Torá – uma fundação sólida.

Eu devo casar-me com uma judia somente porque é judia?

Muitos jovens sentem-se pressionados pelos pais a procurarem um cônjuge judeu e, embora a escolha seja mais ampla no mundo não-judaico, eles se sentem obrigados a casar-se com alguém da comunidade por um senso de dever. Com freqüência perguntam qual a diferença entre o judeu e o não-judeu – ambos se vestem da mesma maneira, ambos partilham valores em comum, comem a mesma comida. Se um homem se depara com uma opção entre duas mulheres, uma judia e a outra não, ele deveria casar-se com a judia somente porque ela é judia?

A resposta é um "Sim" ressonante!

Sim, porque ali existe o potencial para um casamento realmente judaico. Embora no momento não pareça haver diferença entre a judia e a não-judia, à medida que as pessoas ficam mais velhas elas amadurecem e mudam. As vicissitudes, conflitos e desafios da vida puxam a pessoa em todas as direções. Se pelo menos alguém se casar com um judeu, há algo em comum e um potencial para crescer. A Torá fornece as leis de Taharat Hamishpachá – Pureza Familiar – que realçam o casamento; a grande importância de Shalom Bayit – a paz no lar – e como administrar um lar casher. A importância da chinuch – educação – desde a mais tenra idade. Nenhum casamento pode ser considerado como algo garantido, mas um homem e sua mulher devem trabalhar para implementar estas diretrizes e ter sucesso no casamento.

A conversão é uma opção?

A conversão é algo muito sério. Faça a si mesmo esta pergunta: A conversão está sendo feita por um desejo verdadeiro de me tornar judeu, independentemente de qualquer parceiro em perspectiva, ou é uma conversão simbólica, para agradar aos pais? Uma conversão séria pode levar anos, e envolve mudanças importantes no estilo de vida e no comportamento.
Passar por uma conversão "cosmética" não é, obviamente, a solução para uma pessoa bem intencionada, e abominável para uma pessoa honesta. Uma verdadeira conversão tem de transformar um não-judeu num judeu, com uma nova neshamá (alma) judaica, como uma criança nascida de pais judeus. Este tipo de conversão é feita estritamente de acordo com a Halachá; qualquer coisa a menos é uma falsidade e uma zombaria.
A Halachá é bastante clara em sua insistência para que o convertido em perspectiva aceite sinceramente todas as mitsvot. Aceitar todas, exceto uma, invalida automaticamente a conversão, e o não-judeu permanece um não-judeu, exatamente como antes. Obviamente, é possível enganar um rabino ou uma Corte Rabínica declarando a intenção de aceitar todas as mitsvot, mas não se pode enganar o Criador, aquele que imbui a neshamá.
Há o bem conhecido argumento de que é injusto exigir mais de um convertido em potencial, em termos de aderência às mitsvot, do que aquelas que muitos nascidos judeus observam na prática. Este debate é inadmissível, pois é uma exigência e estipulação da Lei Judaica, à qual o convertido em potencial deve se comprometer por inteiro.
Uma palavra de cautela: dentro da comunidade judaica de hoje, alguém pode se converter num estabelecimento ortodoxo ou progressista. Deve-se deixar claro desde o início que uma conversão ortodoxa é aceita em todos os círculos judaicos, ao passo que os ortodoxos não aceitam outro tipo de conversão.
Isso é análogo a um caminho mais longo, porém mais curto. Para chegar a algum destino específico, pode-se pegar uma rota mais longa, que na verdade pode ser a mais curta. Pode-se pegar uma rota mais curta, e esta se mostrar muito longa. Uma conversão ortodoxa é o caminho mais longo-mais curto. Talvez seja árduo e demore muito tempo, mas é o caminho mais curto para o reconhecimento universal. Uma conversão progressista pode ser relativamente fácil mas, em última análise, é uma rota muito longa, pois o resultado final não é reconhecido. É motivo de grande choque para muitos filhos ao descobrirem que seus pais passaram por conversões inválidas. Uma autoridade rabínica competente deve ser sempre consultada.


Conselho aos pais

Os pais muitas vezes procuram conselho rabínico sobre como impedir um casamento misto. Na verdade, são precisos dois conselhos. Um, antes da crise, e outro depois.

Quando nasce uma criança, logo após o "mazal tov", os pais inscrevem o recém-nascido nas melhores escolas da região. Esperam que seu filho seja educado e liberal. Então declaram que após esta educação ampla, o filho estará apto a fazer sua própria opção sobre com quem deseja se casar. Quando o filho decide fazer um casamento misto, os pais então correm para o rabino pedindo que conserte aquilo rapidamente. Na verdade, este tipo de educação não fornece qualquer escolha ao filho. Se os pais desejam dar uma verdadeira opção, precisam transmitir-lhes uma forte identidade judaicas.

Viver como judeu – este é o conselho antes da crise, pois a prevenção é o melhor remédio. Mas e se alguém já se encontra em crise?

Obviamente, os pais devem intensificar seus próprios esforços, e pedir a ajuda dos amigos, para impedir a tragédia. Todos os membros de uma família judaica constituem um só organismo e, quando uma parte dele precisa de tratamento, este pode ser dado de duas maneiras: diretamente, se possível, ou indiretamente, através do fortalecimento das outras partes do corpo, especialmente aquelas que governam as funções de todo o organismo.
Fortalecer o engajamento com a Torá e mitsvot por parte dos pais produz um efeito benéfico em toda a família. Obviamente, isso pode às vezes acarretar sérias mudanças nos hábitos. Por outro lado, nada é difícil demais se for em benefício dos filhos, mesmo tendo que enfrentar adversidades.

Espera-se que um judeu sempre viva segundo a vontade de D’us e qualquer que tenha sido a conduta da pessoa no passado, ela sempre poderá começar uma nova vida por meio da teshuvá – que significa literalmente retornar à própria essência.
 
Fonte: http://www.chabad.org.br/   

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