Israel tem  dois minutos de silêncio pelas vítimas do Holocausto
Israel observou dois minutos de silêncio nesta segunda-feira (24), uma tradição anual, para recordar o Dia da Shoa e prestar homenagem aos seis milhões de judeus vítima do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Às 10h locais (4h, pelo horário de Brasília), os motoristas desceram de seus veículos, os ônibus pararam, assim como os pedestres, que se reuniram nas ruas. As escolas também respeitaram dois minutos de silêncio.

Todas as emissoras de rádio e televisão divulgam e exibem desde domingo à noite depoimentos, documentários e filmes dedicados ao genocídio.
As precárias condições de vida de muitos sobreviventes residentes em Israel foram muito comentadas na imprensa.

Mais de 213 mil resgatados do Holocausto vivem em Israel em 2017, grande parte deles abaixo da linha da pobreza, de acordo com as organizações de ajuda às vítimas.

Cerimônia no memorial do Holocausto
Israel tem  dois minutos de silêncio pelas vítimas do Holocausto

No domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ameaçou "destruir" os que pedem a aniquilação de Israel em uma cerimônia no Yad Vashem, o memorial do Holocausto de Jerusalém.
"O Irã e o Estado Islâmico querem nos destruir e o ódio aos judeus hoje está dirigido contra o Estado judeu", afirmou Netanyahu, em referência ao grupo extremista.
"De povo indefeso passamos a ser um Estado com uma das capacidades defensivas mais fortes do mundo", completou.
Trump denuncia antissemitismo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se comprometeu no domingo a acabar com o antissemitismo em uma mensagem em memória das vítimas do Holocausto, depois que seu governo foi criticado por declarações sobre o genocídio.

Em um vídeo de quatro minutos enviado ao Congresso Judaico Mundial reunido em Nova York, o presidente chama o Holocausto ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial de "capítulo mais sombrio da história humana" e prometeu que "nunca mais" acontecerá algo similar.
"Seis milhões de judeus, dois terços dos judeus da Europa, foram assassinados pelo regime nazista. Foram assassinados por um mal que não pode ser descrito em palavras e que o coração humano não pode suportar", disse.

"Devemos acabar com os preconceitos e o antissemitismo onde quer que se encontre. Nós temos que derrotar o terrorismo, e não devemos ignorar as ameaças de um regime que fala abertamente da destruição de Israel", completou.


"Estados Unidos permanecem forte ao lado do Estado de Israel", destacou o presidente na mensagem.
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