Discurso de ódio na Internet A SaferNet, organização que monitora crimes e violações dos direitos humanos na Internet, revelou que o número de novas páginas com conteúdos como pedofilia, intolerância religiosa, homofobia, racismo e xenofobia caiu 9% na comparação entre 2015 e 2016. Porém, segundo a empresa, esse índice não representa uma mudança positiva no comportamento de usuários brasileiros. Para Tiago Tavares, diretor-presidente da ONG, a queda é ilusória, já que a subnotificação aumentou de forma significativa. “As pessoas vêm e não denunciam, não há mais revolta. Essa queda no índice quantitativo não é representada em uma análise qualitativa mais aprofundada”.
Segundo o especialista, uma parcela desses conteúdos passou a ser assimilada e compartilhada. Assim, existe o risco de a homofobia, por exemplo, ter sido banalizada por parte de usuários que antes a denunciava ou até endossada por outros usuários. “O número de ideias segregacionistas está crescendo”, garante ele. No Brasil, um caso que representa esse descompasso entre o número de denúncias e o comportamento dos usuários é relativo ao neonazismo. No SaferNet, as notificações caíram de 583 para 339 em um ano, no entanto, a comunidade brasileira no StormFront, fórum neonazista e nacionalista branco, cresceu vertiginosamente nos últimos dois anos.
De todos os tipos de denúncia, que incluem pornografia infantil e tráfico de pessoas, o Facebook lidera como o principal meio usado por internautas para a propagação de ideias contrárias à diversidade. Quase 46% do total de denúncias ocorreu dentro da plataforma, o que era de esperar diante da imensa comunidade brasileira na rede social. O ranking segue com Twitter, YouTube, XVideos (um site pornográfico), Google e o portal de notícias G1 (a área de comentários de leitores). Os três sites que mais removem conteúdos são Facebook, Twitter e YouTube.
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