Fevereiro 2017
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Bênçãos MatinaisPergunta:
Gostaria de saber se é verdade que os judeus já oraram a D`us assim: "Oh, Senhor muito obrigado por não ter nascido gentio, escravo e nem mulher"?

Resposta:
O conteúdo do Sidur, livro de Preces, e seu significado não devem ser simplesmente interpretados apenas em seu sentido literal. Há estudos que explicam o significado de cada prece, quem compilou, de onde foi retirado e qual seu real sentido.

Estas três bênçãos, recitadas pela manhã fazem parte do Sidur e encerram em si um significado profundo.
O homem agradece por não se encontrar em nenhuma destas situações pelos seguintes motivos:
Sobre o gentio:
Se fosse gentio precisaria cumprir apenas as Sete Leis de Nôach, ao invés das 613 mitsvot, preceitos; longe de invejar seu vizinho não-judeu, o judeu pronuncia uma bênção toda manhã em gratidão de que ser judeu significa ser membro da nação que foi eleita por D'us para receber a Torá com seus 613 mandamentos Divinos (foi eleito após D'us tê-la oferecido a todas outras nações que a rejeitaram), o que assegura uma vida altamente moral e santificada.
A pergunta que poderia ser feita aqui é: por que não fazer a bênção de um modo positivo, ou seja, "que me fez judeu" em vez de "que não me fez não-judeu"? A resposta é: fazer-se judeu não é mero acidente de nascimento; a pessoa tem que viver como judeu no dia-a-dia e isto depende de nós. D'us nos concedeu o livre arbítrio; de obedecer ou não Seus mandamentos, de sermos fiéis a nós mesmos ou de trair nossa herança e responsabilidade, de viver de acordo com a Torá e as mitsvot ou de negligenciá-los. Assim, cabe a nós sermos judeus, não somente por nascimento, mas também na prática e na conduta diária. É por isto que não agradecemos a D'us por nos ter feito judeus. Fazer-se judeu diz respeito à vontade e determinação do próprio judeu.
Sobre o escravo:
D'us é nosso único Senhor e somente a Ele servimos.
Escravos são mencionados pela primeira vez na Torá logo após o Dilúvio. Noach amaldiçoou seu neto Canaã, dizendo que os canaanitas seriam escravos dos seus próprios irmãos. Nos tempos de Avraham, a escravidão era comum. Mesmo Avraham tinha escravos, mas eram "escravos" somente no nome; eram tratados mais como membros da casa.
Os filhos de Israel haviam provado a amarga experiência da servidão quando foram escravizados pelos faraós do Egito por vários séculos. Jamais imporiam semelhante destino a qualquer outro ser humano. Aliás, a Torá prescreveu severas leis para a proteção dos escravos. Tantas eram as obrigações impostas ao amo, que havia entre os judeus o dito: "Aquele que compra um escravo, adquire um amo sobre si mesmo".
Um escravo fugitivo, por exemplo, que viesse a um judeu procurar asilo não deveria ser entregue ao seu senhor, mas sim receber refúgio e proteção, ao contrário de qualquer outra propriedade que um judeu tem a obrigação de devolver ao seu legítimo dono.
Teoricamente falando, podiam existir dois tipos de escravos na Terra de Israel: o canaanita e o judeu. O canaanita era protegido pela Torá contra dano corporal. Por sua parte, o escravo tinha a obrigação de cumprir um número limitado dos preceitos da Torá.
A possibilidade do judeu tornar-se escravo surgia no caso de roubo, quando o ladrão não pudesse restituir o bem roubado. O tribunal podia então vendê-lo como escravo. Mas quem iria querer um ladrão em casa?
Outra possibilidade podia ocorrer quando um pobre se vendesse voluntariamente como escravo para pagar uma dívida com seu trabalho. Em cada um desses casos, quando chegava shemitá (o ano sabático, que ocorre a cada sete anos), o "escravo" tinha que ser libertado. A Torá, no entanto, garante ao escravo o direito de permanecer na servidão, se assim o desejasse caso estivesse muito afeiçoado ao seu senhor. Mesmo assim ele teria que sair livre no ano de jubileu. Desta forma, a Torá provê para que não exista nada semelhante a uma classe permanente de escravos na sociedade judaica, como era uma prática comum em todo o mundo e ainda persiste em alguns países. Até mesmo nos Estados Unidos, a escravidão foi abolida somente em 1865 (pela 13ª Emenda Constitucional).
A bênção "...que não me fez um servo" se refere ao escravo canaanita e a recitamos para agradecer a D'us pela liberdade de serví-Lo sem restrições e de cumprir todos os mandamentos da Torá, não apenas alguns, como é o caso do servo.
Num sentido mais profundo, essa bênção nos lembra que somos livres não só da servidão a outros, mas também da servidão à nosso própria natureza. Pois ninguém é mais escravo que aquele que é servo de suas próprias paixões e hábitos. Mas D'us nos concedeu a sabedoria e a capacidade de sermos verdadeiramente livres e isto depende somente da nossa própria vontade e determinação.
Sobre a mulher:
Qualquer um familiarizado com a alta estima na qual a mulher judia é tida na Torá e com o lugar que ocupa na vida judaica, não será tolo o bastante para pensar que esta bênção reflete algo negativo sobre a feminilidade judaica. Basta mencionar que durante a era da profecia houve sete profetisas mencionadas pelo nome no Tanach, e nota-se na Torá que Sara foi, em certos aspectos, até superior a Avraham, pois D'us disse a Avraham: "Tudo o que Sara te disser, ouve-a." Sem mencionar outros fatos ocorridos em nossa história que engrandecem e colocam a mulher em um nível superior e ímpar na vida judaica.
Por natureza, a tarefa do homem é ser provedor, enquanto a mulher tem que dividir seu dia entre cuidar do lar e dos filhos e administrar a vida de toda a família com paciência, compreensão e competência e muitas outras qualidades que a Divina Providência tão generosamente lhe conferiu. A Torá, justamente por este motivo, eximiu a mulher judia da obrigação de cumprir certas mitsvot.
Ela está igualmente obrigada, como o homem, a cumprir todas as proibições da Torá, os mandamentos proibitivos (e estes são a maioria - 365 "não faça" para 248 "faça"). Entretanto, no que se refere aos mandamentos positivos, a mulher judia está isenta do cumprimento de alguns deles (de modo algum, não todos), principalmente os que têm um fator tempo ou limite, em consideração aos seus importantes deveres conjugais e maternais, aos quais a Torá dá precedência. Neste aspecto, portanto, a mulher judia é antes "privilegiada" que "desprivilegiada".
Entretanto, o homem judeu, a quem não foram concedidos os privilégios especiais de que goza a mulher judia, tem a seu favor a oportunidade de estar em comunhão com D'us mais frequentemente pelo cumprimento daquelas mitsvot das quais a mulher está isenta. Esta não é uma compensação pequena e é por esta razão - pela oportunidade de servir a D'us com estes preceitos adicionais- que o homem recita a bênção "que não me fez mulher".
Destes pequenos exemplos podemos concluir que, todos nossos mandamentos possuem um sentido mais profundo e não devem ser jamais analisados na superfície, pelo que "possam estar querendo dizer".
O que deve ser sempre considerado é o verdadeiro conteúdo dentro da "embalagem".
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Resultado de imagem para jovens judeus de barbaPor que é recomendado o uso da barba?
Resposta:
Consta no Zôhar, que a barba está ligada às treze medidas de misericórdia Divina. Ao deixar a barba crescer, o homem torna-se um recipiente para receber as bênçãos Divinas de saúde e sustento, tanto para ele quanto para sua família. No entanto, como toda mitsvá, devemos cumpri-la por ser um preceito da Torá, e não para obter a recompensa.

É proibido usar navalha, mas é possível aparar a barba com tesoura ou utilizar o barbeador. Neste caso, deve-se cuidar para que não seja "Double action" (dupla ação, com duas ou mais lâminas), o que vem indicado no próprio aparelho. A maioria dos aparelhos, salvo isto, não apresentam problemas.

                    Raizes dos sobrenomes judaicos
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
O teu aniversárioPergunta:

Meu aniversário cai neste final de semana, mas sempre achei esquisito comemorar. Meu nascimento foi uma espécie de acidente – meus pais disseram que foi uma surpresa, e eu nasci seis semanas prematuro. Existe algum significado em celebrar o dia no qual eu não deveria, na verdade, ter nascido?

Resposta:

Seu dia de nascimento é escolhido por D'us – não seus pais, um astrólogo ou o obstetra. O nascimento é D'us dizendo que o mundo não pode seguir em frente sem você. É o dia em que a missão da sua alma precisa começar.

Já havia cerca de seis bilhões de pessoas quando você nasceu. O mundo precisava realmente de você? Uma alma a mais pode mesmo fazer a diferença? Obviamente a resposta é sim; caso contrário D'us não teria enviado sua alma para esta terra.

O fato de você ter nascido significa que deve haver algum dom único que você tem a oferecer ao mundo, que nenhuma dessas outras seis bilhões de pessoas poderia conseguir.

O seu aniversário é uma oportunidade para refletir: este é o dia em que minha alma foi despachada para sua missão. Como está indo a missão? Tenho contribuído com minha parte ao propósito Divino de criar céu e terra? Tenho feito o pouco que posso para melhorar e aperfeiçoar a mim mesmo e ao mundo? Quanto tempo e energia eu despendo em atividades significativas? Quanto do meu tempo eu poderia acrescentar àquela quantidade no ano vindouro?

Longe de ser um acidente, seu nascimento foi claramente um ato deliberado. O fato de você ter surpreendido seus pais e chegado antes mostra como o mundo precisava de você com urgência – sua alma não podia esperar nem mais algumas semanas para a data marcada de chegar aqui. D'us tinha outra data em mente.

Sua alma foi enviada por entrega urgente. Assegure-se de que sua alma continue sendo uma prioridade.

POR ARON MOSS
Rabi Aron Moss ensina Cabalá, Talmud e Judaísmo prático em Sydney, Austrália, e contribui frequentemente com Chabad.org.
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Os Judeus dançantesRabi Israel Baal Shem Tov (1698-1760), fundador do Movimento Chassídico, certa vez foi indagado: “Por que os chassidim irrompem em canto e dança à menor provocação? Este é o comportamento de um indivíduo são, saudável?”
O Baal Shem Tov respondeu com uma história:

Certa vez, um músico chegou à cidade – um músico de grande talento, embora desconhecido. Ele parou numa esquina e começou a tocar. Aqueles que paravam para ouvir não conseguiam se afastar, e logo uma grande multidão se formou, encantada pela gloriosa música, a mais linda que já tinham ouvido. Não demorou muito e eles começaram a se mover seguindo o ritmo, e a rua inteira se transformou numa multidão dançante.

Um homem que passava por ali se perguntou: ‘o mundo enlouqueceu? Por que os moradores da cidade estão pulando para cima e para baixo, sacudindo os braços e fazendo círculos no meio da rua?’
“Os Chassidim”, concluiu o Baal Shem Tov, “são movidos pela melodia que brota de cada criatura na criação de D'us. Se isso os faz parecer loucos àqueles com ouvidos menos sensíveis, eles deveriam parar de dançar?”
Por:Por Eliezer Steinman

Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Quais são as linhas que existem no judaísmo?Pergunta:
Quais são os diferentes tipos de judeus e linhas que existem?

Resposta:
Há três tipos de judeus:
1. Aqueles que cumprem mitsvot;
2. Aqueles que cumprem mais mitsvot;
3.E aqueles que se esforçam em cumprir ainda mais mitsvot

…Mas ainda estou para encontrar aquele judeu que não cumpre nenhuma mitsvá. Eles não conseguem, mesmo que tentem.
Quanto aos rótulos de ortodoxo, conservativo, reformista, reconstrucionista, liberal, chassidico, ultra-ortodoxo, etc, etc – como o Rebe certa vez falou: "Etiquetas são para camisas, não para pessoas."
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Respeitando a naturezaRabi Aryeh Levin (o “tsadic de Jerusalém", 1885-1969), relatou como ele certa vez estava caminhando pelo campo com seu mentor, Rav Avraham Yitschak Kook.

No decorrer de uma discussão de Torá, Rabi Levin apanhou uma flor. Vendo isso, Rav Kook disse:

“Toda a minha vida tenho sido cuidadoso para não arrancar uma folha de grama ou uma flor sem necessidade, quando ela tinha a capacidade de crescer ou florescer. Você conhece o ensinamento de nossos Sábios, de que nem uma só folha de grama cresce aqui na terra sem que haja um anjo acima dela, ordenando-lhe que cresça. Todo broto e folha diz algo importante, toda pedra sussurra alguma mensagem oculta no silêncio – toda criação entoa sua canção.”
“Essas palavras de nosso grande mestre,” concluiu Rabi Levin, “vindas de um coração puro e sagrado, ficaram profundamente gravadas em meu coração. Desde aquele dia, comecei a ter uma forte sensação de compaixão por todas as coisas.”
Uma história similar é relatada sobre o Rebe Rayatz e seu pai, o Rebe Rashab:
… Caminhando, entramos na floresta. Concentrado naquilo que eu tinha ouvido, empolgado pela gentileza e seriedade das palavras de meu pai, distraidamente arranquei uma folha de uma árvore próxima. Segurando-a em minhas mãos, continuei minha caminhada silenciosa, ocasionalmente rasgando pequenos pedaços da folha e atirando-os ao vento.
“O Santo Ari,” disse meu pai, “diz que não apenas toda folha da árvore é uma criação investida com vida Divina, criada com um propósito específico dentro da intenção de D'us na criação, mas também que dentro de toda e cada folha há a centelha de uma alma que desceu à terra para encontrar correção e plenitude.
“O Talmud”, continuou meu pai, “decreta que ‘um homem é sempre responsável pelas suas ações, esteja acordado ou dormindo.’ A diferença entre a vigília e o sono está nas faculdades interiores do homem, seu intelecto e emoções. As faculdades externas funcionam igualmente bem durante o sono, apenas as interiores estão confusas. Portanto, os sonhos nos apresentam verdades contraditórias. Um homem acordado vê o mundo real, um homem adormecido não. Esse é o significado profundo da vigília e do sono: quando alguém está acordado vê a Divindade; quando está adormecido, não vê.
“Apesar disso, nossos Sábios afirmam que o homem é sempre responsável pelas suas ações, esteja desperto ou adormecido. Somente nesse momento falamos sobre a Divina Providência e, sem pensar, você arrancou uma folha, brincou com ela em suas mãos, torcendo-a, apertando-a e rasgando-a em pedaços, e atirou-a em todas as direções.
“Como pode alguém ser tão rude com uma criação de D'us? Esta folha foi criada pelo Todo Poderoso com um propósito específico e está imbuída com uma força de vida Divina. Tem um corpo e tem uma vida. De que maneira o “Eu” dessa folha é inferior ao seu “Eu”?
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
O diário do diaboAlfred Rosenberg, figura importante do círculo íntimo de Adolf Hitler desde o começo, fez sua fama espalhando ideias criminosas sobre os judeus. 
No amanhecer do Terceiro Reich, sua obra sobre a filosofia racista se tornou um best-seller nacional e um dos pilares da ideologia nazista.
O diário de Rosenberg foi descoberto em um castelo na Baviera, no fim da guerra, e examinado por promotores durante os julgamentos de Nuremberg. Mas – com Rosenberg declarado culpado e executado – o volume misteriosamente desapareceu.
Agente do FBI e então consultor especializado em recuperar artefatos de importância histórica, Robert K. Wittman ouviu falar desses escritos pela primeira vez em 2001, quando o arquivista chefe do Museu do Holocausto dos Estados Unidos o contatou para revelar que alguém pretendia vender o diário por mais de 1 milhão de dólares. 
A ligação desencadeou uma busca de uma década que os levou a um par de secretárias octogenárias, um professor excêntrico e um catador de lixo oportunista. Do promotor de Nuremberg que o surrupiou para fora da Alemanha ao homem que finalmente o entregou, todos tinham motivos para esconder a verdade.
Com base nos registros de Rosenberg sobre sua participação no confisco de obras de arte e na brutal ocupação da União Soviética, suas conversas com Hitler, sua eterna rivalidade com Göring, Goebbels e Himmler, "O diário do diabo" revela as engrenagens do regime nazista – e a mente do homem cuja visão extremista deu origem à Solução Final.
NO FINAL DE MARÇO, EM TODAS AS LIVRARIAS.
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Maratona de Jerusalém 2017Maratona de Jerusalém traz atmosfera mágica para corredores.

Prova une paixão pelo esporte e viagens, em um dos lugares mais interessantes do Oriente Médio.

Um percurso cheio de detalhes para quem gosta de lugares históricos. 

A prova que acontece pelo sétimo ano, costuma contar com corredores de diversos países que enfrentam os 5k, 10, 21k ou 42k. A data da Maratona de Jerusalém em 2017 é 17 de março e, por mais um ano, o evento mostrará a cultura da cidade, junto aos 3 mil anos de história.

Corrida e passeio

Quem vai para a Maratona de Jerusalém deve separar alguns dias para conhecer os arredores, afinal não é só de corrida que vive o homem. Você pode passear por Tel-Aviv, Haifa, Massada, Eilat, conhecer o Muro das Lamentações e ir até o Mar Morto.

Maratona de Jerusalém 2017
O número de brasileiros no evento aumenta a cada ano e as inscrições ainda estão abertas (https://jerusalem-marathon.com/Register.aspx). “A prova e a cidade são mágicas. Quem gosta de correr uma maratona deve colocar esta na lista, é imperdível”, finaliza Sílvio.

Confira o vídeo da prova no ano passado
           



Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Tire suas dúvidas sobre a Cabala
Tire suas dúvidas sobre a Cabala, uma espécie de filosofia de vida dos judeus.

Base das crenças judaicas, ela ajuda a interpretar a vida e ver o mundo de uma forma mais ampla.
A Cabala, ou Kabbalah em hebraico, é uma espécie de filosofia de vida seguida pelos judeus, que ajuda a dar um sentido mais amplo para a vida e o relacionamento das pessoas.

Certamente você já ouviu falar que alguém "segue a Cabala". Pessoas famosas, internacionalmente, como a cantora Madonna, a atriz Demi Moore e a ex-top model Naomi Campbell são adeptas desta tradição judaica milenar. No Brasil, o cantor Paulo Ricardo, a apresentadora Glória Maria e o ex-jogador Ronaldo "Fenômeno" também seguem essa filosofia.

Mas, afinal, o que é a Cabala? Originalmente chamada de Kabbalah (pronuncia-se 'cabalá'), ela compreende um conjunto de princípios contidos na Torá – corresponde aos cinco primeiros livros da Bíblia hebraica –, que são a base das crenças e dos valores do povo judeu, conforme explica o rabino Uri Lam, da Congregação Israelita Mineira (CIM), situada em Belo Horizonte. Segundo o religioso, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Cabala não tem nada a ver com misticismo ou seita, mas, sim, com uma tradição judaica.

Ensinamentos

O rabino Uri Lam esclarece que os temas abordados na Cabala são muitos, tais como a vida, os sonhos e a meditação. Ele cita, ainda, temáticas mais complexas, como a "imortalidade da alma" e a dimensão da vida "além da Terra". "São séculos e mais séculos de experiências de sábios que viveram em lugares diversos, como Israel, Europa e norte da África, condensadas na forma de textos e imagens", diz Uri Lam.
Outra visão
Enxergar o mundo e a vida de uma forma mais ampla é um dos principais benefícios da Cabala para quem a estuda, de acordo com o rabino da Congregação Israelita Mineira. "Quem conhece e passa a compreender os ensinamentos, desenvolve a capacidade de interpretar a vida e o mundo de uma forma mais ampla, múltipla, e, com isso, passa a respeitar mais o próximo, principalmente aquele que tem pensamento diferente. Além de aprender a maravilha de que nenhum ser humano é igual ao outro", esclarece o rabino.
Números cabalísticos
Você já deve ter ouvido alguém dizer a expressão "números cabalísticos", para se referir a dígitos que supostamente possuem características místicas, certo? Na verdade, apesar desse nome, Uri Lam descarta qualquer ligação do termo com a Cabala. Segundo ele, na tradição judaica, palavras hebraicas até possuem "profunda relação" com números, mas isso não corresponde a nada sobrenatural.

Estudando a Cabala

Ao contrário do que se imagina, a Cabala não é um ensinamento exclusivo para os judeus. Ou seja, qualquer pessoa pode estudá-la a qualquer momento, desde que tenha em mente alguns princípios básicos, conforme esclarece o religioso mineiro. "O estudo da Cabala deve ter, como base, a humildade, e não, a busca por poder. É preciso, ainda, ter um conhecimento mínimo da tradição judaica e noções, mesmo que rudimentares, do idioma hebraico", explica Uri Lam.

O rabino afirma, ainda, que esses princípios devem ser seguidos à risca, para que a Cabala não seja aprendida de forma equivocada. Outro ponto destacado pelo representante da Congregação Israelita Mineira é que os guias que ensinam a Cabala não são e nem devem ser tidos como "gurus". "O estudo equivocado da Cabala pode levar ao mesmo caminho das seitas intolerantes, radicais e dogmáticas, que se veem como a única verdade. Já o estudo honesto e correto da Cabala deve levar ao respeito ao próximo e à humildade de se alcançar um aspecto da compreensão do mundo sob o olhar da tradição espiritual judaica", esclarece Uri Lam.

Fonte:http://www.revistaencontro.com.br
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Israel tem o  nono melhor sistema de saúde do mundoO Instituto Legatum publica a cada ano um estudo sobre os países mais prósperos do mundo e um dos nove índices tidos em conta é a saúde. Segundo este ranking, Israel possui o nono melhor sistema de saúde do mundo, com uma expectativa de vida de 82.5 anos. 

O país é seguido por Alemanha, Bélgica, Nova Zelândia, Noruega e França. Os primeiros da lista são: Luxemburgo, Singapura, Suíça, Japão, Holanda, Suécia, Hong Kong e Austrália. 

O estudo leva em consideração indicadores como a esperança média de vida, a saúde geral da população, as infraestruturas de saúde e os serviços de cuidados preventivos disponíveis.
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Dia da Moda Modesta  exibe peças para judias ortodoxas em IsraelJERUSALÉM (Reuters) - Renunciando ao provocante e ao malicioso, um grupo de estilistas realizou nesta quinta-feira em Jerusalém o primeiro grande desfile de Israel para judias ortodoxas, cuja tradição exige que se vistam com roupas conservadoras.

Centenas de ortodoxas e fashionistas estavam na plateia do "Dia da Moda Modesta" para ver modelos israelenses desfilarem com peças de mangas compridas e vestidos até os tornozelos.
Dia da Moda Modesta  exibe peças para judias ortodoxas em Israel
Dia da Moda Modesta  exibe peças para judias ortodoxas em Israel"As pessoas estão olhando na nossa direção agora para encontrar esse tipo de visual modesto, que é muito interessante de se ver", disse a estilista ultraortodoxa Miri Beillin.
Dia da Moda Modesta  exibe peças para judias ortodoxas em Israel
"Estamos trabalhando para este dia maravilhoso, modéstia da moda, que é uma experiência completa e incrível para nós como mulheres religiosas".
Os judeus ultraortodoxos representam cerca de 10 por cento da população de Israel.
(Por Eli Berlzon)


Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Premiê de Israel defende indulto ao soldado AzariaO primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se pronunciou nesta quinta-feira a favor do indulto ao soldado condenado nesta semana a 18 meses de prisão por matar um atacante palestino ferido, informaram os meios de comunicação.
"Continuo a favor de indultar o soldado Azaria", disse Netanyahu aos jornalistas que o acompanhavam em uma visita oficial à Austrália, segundo a rede Channel 10.
O primeiro-ministro já havia se pronunciado neste sentido antes da divulgação da condenação.
Depois de meses de um processo que manteve Israel apreensivo e que colocou o foco sobre as divisões da opinião pública no país, um tribunal militar condenou na terça-feira o sargento Elor Azaria a 18 meses de prisão.
Membro de uma unidade paramédica, o soldado foi filmado no dia 24 de março de 2016 por um militante pró-palestino quando atirava na cabeça de Abdul Fatah al Sharif, um palestino que havia acabado de atacar vários soldados com uma faca.
Ferido por tiros, o homem jazia no chão imóvel quando foi morto pelo militar.
O processo dividiu as pessoas que defendem o respeito necessário de valores éticos por parte do exército e aquelas que deram um apoio aos soldados que enfrentam ataques de palestinos.
Na Austrália, Netanyahu se mostrou preocupado pelo efeito que este episódio pode ter nos militares que, segundo ele, podem hesitar no momento de atirar por medo de ser processados, indicaram a rádio pública e o Channel 2.
Segundo uma pesquisa publicada na quarta-feira pelo jornal Maariv, 69% dos israelenses são favoráveis ao indulto a Azaria e 56% consideram a pena muito severa.
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
História de Retorno
Por Mindy Rubenstein

Há cerca de dez anos meu marido e eu, junto com dois filhos pequenos, participamos  de um lindo jantar de Shabat no Chabad, onde me senti totalmente apaixonada pelo Judaísmo. Admito que inicialmente não era um entusiasmo mútuo. 

Vi um sagrado, significativo – e empolgante – estilo de vida e quis entrar com os dois pés. Meu marido, porém, era respeitoso, mas estava hesitante.

Juntos, no decorrer da década seguinte, navegamos para aquele que se tornaria um estilo de vida abrangente. Começamos um tanto lentamente, acendendo velas de Shabat e tendo chalá e yuch, sopa de galinha, até chegar a plena observação do Shabat, comida casher dentro e fora de casa, e aderindo às leis da pureza familiar. Também tivemos mais filhos, dobrando o tamanho da família ao qual estávamos ambos acostumados.

Com o tempo, agíamos e nos vestíamos como judeus observantes. Olhando em retrospecto, porém, não foi a transição mais fácil e automática. Às vezes eu me ia julgando as pessoas da família, por exemplo, por não terem nos dado “mais Judaísmo”, e então por não estarem adotando nosso recém descoberto nirvana.

Aqueles que “descobrem” a religião com frequência passam por mudanças, pois examinamos partes de nosso íntimo que não sabíamos existir, diz Rabi Aron Moss, co-diretor da Sinagoga Nefesh em Sidney, Austrália, em seu artigo “O Judaísmo é um Culto?” Como resultado, podemos reavaliar a nós mesmos e a nossas vidas. Todo crescimento é acompanhado por algum desconforto e instabilidade. Mas quando fazemos mudanças súbitas, podemos deixar para trás uma parte de nós mesmos.

Essa não é a maneira judaica, diz Rabino Moss. Todas as mudanças de vida devem ser feitas gradualmente e com pensamento, pois se integram com sua personalidade em vez de dominá-la. Em outras palavras, religião deveria engrandecer e aprofundar sua identidade para tornar você melhor. É isso que D'us deseja.

Servir a Ele, mas não se perder no processo. E como na época eu já era casada e com filhos, significava também preservar e respeitar o relacionamento com meu marido. Trabalhamos juntos lenta e metodicamente abraçando as mitsvot num esforço para ter paz no lar.

Quando começamos a manter casher, eu falava muito nas casas de nossos familiares sobre isso, essencialmente usando a comida para me separar deles. Tenho aprendido com a passagem dos anos, através dos meus erros, que há maneiras de se manter casher porém ainda participar com respeito e amorosamente em reuniões familiares. Cumprir mitsvot não deveria ser uma fonte de estressse ou desacordo – se for, não está sendo feita da maneira correta.

A caminho da minha evolução, quando anunciei orgulhosamente que desejava parar de dirigir no Shabat, minha rebetsin avisou-me: “Não assuma levemente a decisão de guardar o Shabat. Depois que você atravessar a linha, não vai querer desistir porque se torna difícil demais.” Então espere até chegar a hora certa.

Eu entendi sua sabedoria quando, no começo de minha observância, fui comprar uma peruca, a forma tradicional que muitas mulheres casadas escolhem para cobrir o cabelo. Foi maravilhoso. Mas não consultei meu marido primeiro, ou um rabino ou rebetsin, ou fiz um plano para cumprir a mitsvá. No decorrer dos anos que se seguiram, lutei com essa mitsvá. Porque não foi feita gradualmente, com reflexão.

Quando me olho no espelho, às vezes não reconheço a mulher de espírito livre, criativa, focada, que minha família conhecia antes. E agora entendo melhor por que eles estranharam nosso novo estilo de vida. Não foi tanto porque adotamos rituais judaicos não muito comuns, mas sim porque na essência eu tinha fechado uma porta no meu eu anterior, em vez de integrá-lo à minha nova vida.

Como alguém me disse certa vez: “É melhor estar do lado de fora olhando para dentro, que estar do lado de dentro olhando para fora.” Após trabalhar tanto para estar no meio do Judaísmo observante, de repente me vi sentindo alguma resistência. Como se essas mitsvot, esse estilo de vida, estivessem sendo forçados sobre mim, embora eu os tivesse abraçado tão apaixonadamente.

Talvez eu tenha deixado para trás, ou ignorado, partes de mim mesma que precisavam de cuidado.Esta pode ser a razão pela qual algumas baalai teshuvahs (que retornaram ao Judaísmo observante) saem completamente do caminho. É tão importante encontrar um rabino ou rebetsin para orientar você, e consultar-se com eles durante o processo de mudança. E não creio que todas queiramos saltar tão plenamente dentro de uma versão do Judaísmo transformadora de vida. Aprenda sobre as mitsvot, sobre Judaísmo e Torá, e cerque-se com pessoas de mente aberta. Mas vá lentamente, e faça aquilo que faz sentido para você. E, o mais importante, as mitsvot que você escolher devem ser feitas com amor e respeito por aqueles à sua volta.

Para mim, creio que a chave para abraçar minha identidade como judia observante foi criar um equilíbrio, onde meu antigo eu poderia voltar novamente, mas com uma profundidade maior de direção. Entendi que minha criatividade e talentos não deveriam ser mandados embora, mas ser integrados, dentro de uma estrutura de Torá, para revelar os aspectos únicos de mim mesma e o papel que D'us colocou diante de mim.

http://www.beitchabad.org.br/

#coisas