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28/01/2017

Polícia interroga Netanyahu pela terceira vez

Polícia interroga Netanyahu pela terceira vezJerusalém – Polícia interroga Netanyahu pela 3ª vez por suspeita de corrupção

Benjamin Netanyahu: segundo a polícia, há provas suficientes para confirmar que Netanyahu cometeu alguns dos crimes dos quais é suspeito (Jewel Samad/AFP)

Os agentes se apresentaram no escritório do chefe de governo israelense para continuar as investigações do chamado "Caso 1000"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi interrogado nesta sexta-feira pela terceira vez sobre a suposta troca de favores com Arnon Mozes, empresário israelense e dono do principal jornal do país, “Yedioth Ahronoth”, e o suposto recebimento ilegal de presentes, informou o jornal “Haaretz”.

Os agentes se apresentaram no escritório do chefe de governo israelense para continuar as investigações do chamado “Caso 1000”, no qual estão envolvidos o multimilionário australiano James Packer e o produtor de Hollywood israelense, Arnon Milchan, como responsáveis pela entrega de caríssimos presentes a Netanyahu e sua família.

Mas as investigações policiais parecem concentrar-se em um segundo assunto, mais grave, chamado “Caso 2000”, sobre conversas entre o chefe do Executivo e Mozes, a quem supostamente pediu para melhorar a cobertura de sua pessoa no “Yedioth Ahronoth”, propriedade do magnata, em troca de legislar para controlar a distribuição de seu concorrente, o “Israel Hayom”.

Segundo o “Haaretz”, a polícia concluiu que existem provas suficientes para confirmar que Netanyahu cometeu alguns dos crimes dos quais é suspeito.

Desde o começo deste mês, o premiê israelense foi interrogado em três ocasiões pelas autoridades, que também interrogaram sua esposa Sara e seu filho Yair sobre os supostos casos de corrupção.

Mozes também foi interrogado ontem – pela oitava vez -, no mesmo dia em que Netanyahu criticou nas redes sociais a suposta campanha de perseguição à qual é submetido por veículos de comunicação e políticos, que, em sua opinião, pressionam o procurador-geral Avijai Mendelblit a apresentar acusações contra ele “a qualquer preço” e pôr assim fim a seu mandato.

Na quarta-feira, o chefe do Executivo já havia se dirigido aos deputados israelenses no parlamento: “É legal receber presentes de amigos. Me investigam? Me acusam? É uma piada ruim. Qualquer um que tenha olhos pode ver que este caso é uma caça às bruxas sem precedentes, hipócrita”.

Na última semana, o “Channel 10” da TV israelense informou que a polícia realiza outras duas investigações sobre assuntos nos quais poderia estar envolvido o primeiro-ministro, entre eles a compra estatal de três submarinos alemães.

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