O governo de Israel anunciou neste domingo que não devolverá aos seus familiares os corpos dos militantes do Hamas mortos em ataques a israelenses, mas os sepultará.

"O gabinete de segurança pública discutiu a política atual de tratamento dos corpos de terroristas do Hamas mortos em ataques e decidiu que não devolverá os corpos, mas que os enterrará", indicou, em um comunicado divulgado no Twitter, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O comunicado assinalou que na mesma reunião foram discutidas formas de se recuperar os restos mortais dos soldados mortos na guerra de Gaza de 2014 e de conseguir a libertação de dois civis israelenses desaparecidos e que o Exército acredita estarem nas mãos do Hamas.


O Hamas condenou a decisão por meio de seu porta-voz, Fawzi Barhum, que denunciou uma "ocupação bárbara e criminosa" de parte de Israel.

"Estas decisões não têm nenhum resultado positivo", afirmou o porta-voz, em declarações à AFP, sem dar maiores detalhes.

Israel já havia enterrado anteriormente os corpos de militantes do Hamas em localidades secretas, nas partes mais remotas do país.

A decisão tomada pelo gabinete de segurança ocorreu um dia após as brigadas de Al Qasam, braço armado do Hamas, divulgar um vídeo no qual parodiava a festa de aniversário do soldado israelense Oron Shaul que, segundo o Exército, morreu na guerra de Gaza de 2014.

O Exército acredita que outro soldado, Hadar Goldin, tenha morrido junto com Shaul há dois anos e que o Hamas os guarde como potencial moeda de troca.

Em setembro, uma autoridade militar havia dito que Israel tinha 18 palestinos de Gaza presos desde 2014 e os corpos de outros 19 e "oferecia trocá-los pelos corpos dos soldados israelenses".

Mas Lior Lotan, a cargo de prisioneiros e pessoas desaparecidas, disse que naquele momento o Hamas rejeitou a oferta.
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