26/01/2017

Indústria de cibersegurança de Israel cresce

(Bloomberg) -- Os investimentos no setor de cibersegurança de Israel deram um salto de 9 por cento em 2016, ano no qual o mundo presenciou um ataque cibernético bem-sucedido a uma rede de energia nacional, um enorme vazamento de e-mails que pode ter alterado as eleições dos EUA e um assalto informático de US$ 81 milhões a um banco central, segundo um novo relatório da Start-Up Nation Central.
Segundo números baseados na plataforma de dados da organização sem fins lucrativos e no PitchBook, um banco de dados da indústria da tecnologia, 365 empresas israelenses de cibersegurança captaram um total de US$ 581 milhões em 2016, cerca de 15 por cento de todo o capital levantado pelo setor globalmente. Cerca de um quarto das 65 startups israelenses do setor fundadas no ano passado já conseguiram captar recursos, informou o relatório. O relatório foi divulgado antes da conferência Cybertech Tel Aviv 2017, na semana que vem.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu muitas vezes aponta a tecnologia cibernética como motor de crescimento para a economia israelense. A nova pesquisa sugere que a indústria cibernética do país está mantendo seu status de líder global, atraindo talentos e experiência adquiridos com as forças de elite da inteligência militar do país.
"I
srael está na vanguarda da inovação em termos de cibersegurança" porque empreendedores que concluíram seu serviço militar obrigatório "trazem, de forma única, seu talento sobre guerra e inteligência cibernéticas para o setor comercial", disse Avivah Litan, vice-presidente e analista da Gartner Research.
Pesquisa conjunta
A Check Point Software Technologies, pioneira em firewalls de rede, é líder nesse campo, assim como a CyberArk Software, que foca na segurança de contas privilegiadas dentro de redes corporativas. Ambas as empresas são israelenses.
No mês passado, os EUA aprovaram uma legislação que expandirá a pesquisa cibernética conjunta com Israel. Há muito em jogo: o mercado global de segurança cibernética crescerá para mais de US$ 200 bilhões em 2021, contra US$ 122 bilhões no ano passado, segundo a empresa de pesquisa MarketsandMarkets.
Multinacionais também estão expandindo sua presença em Israel, como a Huawei Technologies, que adquiriu a HexaTier, e a Volkswagen, que criou a Cymotive, uma solução de segurança para carros conectados, em uma joint venture com um ex-chefe do serviço de segurança geral de Israel.
Mais de um terço do financiamento obtido pelas empresas cibernéticas israelenses veio de corporações no ano passado, contra um quarto em 2015, segundo o relatório. Entre os investidores estão a Deutsche Telecom Capital Partners e a Singtel Innov8, além do braço de investimento de risco da empresa de segurança militar israelense Raphael Advanced Defense Systems.
Ator internacional
Israel precisa capitalizar com essa vantagem para transformar a indústria local em um ator internacional significativo, disse Yoav Tzurya, sócio da Jerusalem Venture Partners.
"Não há dúvida de que a vantagem competitiva de Israel no setor cibernético vem do Exército, mas a pergunta é se essa vantagem está sendo explorada ao máximo", disse Tzurya, em entrevista por telefone. "A resposta é não."


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