Ex-governadora da Carolina do Sul, Haley tem 45 anos e nenhuma experiência na área de política externa. 

Mesmo assim foi a escolhida por Trump em um momento onde os Estados Unidos haviam deliberadamente mudado sua postura histórica em relação a Israel na ONU.

Indicada por Donald Trump para ser a nova embaixadora americana junto às Nações Unidas (ONU) Nikki Haley teve seu nome aprovado pelo Senado para o cargo nesta terça-feira (24/01). Foram 96 votos a favor e quatro contrários, todos democratas.

A confirmação de Nikki Haley caiu como uma bomba nos meios diplomáticos, sendo um passo importante para a consolidação de todo o apoio que o novo presidente americano prometeu a Israel.

Evangélica, Nikki Haley pertence à igreja metodista. Durante seu governo, a Carolina do Sul tornou ilegal no estado o movimento de BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) que visa prejudicar a economia israelense. Também demonstrou solidariedade ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Seu posicionamento não mudou e ela deixou isso claro durante a audiência de confirmação do Senado. Fazendo críticas à ONU, avaliou que a Organização “trata mal” a Israel, numa referência à Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em dezembro de 2016, que poderá dividir Jerusalém e entregar a porção oriental ao controle palestino.

O governo do ex-presidente Barack Obama vinha fazendo esforços para que isso acontecesse em nome de uma “solução” para os conflitos no Oriente Médio.

A nova embaixadora junto à ONU prometeu que “não se absterá quando a ONU tentar criar um ambiente internacional que incentive o boicote a Israel” e deixou clara que sua posição “sempre será” em favor do Estado judeu.
Questionada sobre a intensão de Trump decidir pela transferência da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, ela afirmou apoiar “totalmente” a medida.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, expressou sua gratidão a Haley logo após a confirmação. Segundo o Jerusalem Post, ele declarou oficialmente que Israel estava “ansioso para trabalhar em plena cooperação para desfazer os danos causados pela vergonhosa resolução do Conselho de Segurança”.
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