27/12/2016

Israel prepara expansão de assentamentos

Prime Minister Benjamin Netanyahu and Culture and Sports Minister Miri Regev (L) attend the weekly cabinet meeting in Jerusalem on December 11, 2016. (Yonatan Sindel/Flash90)
Prime Minister Benjamin Netanyahu and Culture and Sports Minister Miri Regev
JERUSALÉM — O governo de Israel anunciou na segunda-feira que vai avançar com milhares de novas casas em Jerusalém Oriental, num desafio claro ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que aprovou uma resolução condenando os assentamentos israelenses. A prefeitura de Jerusalém sinalizou que pretende aprovar na quarta-feira a construção de mais 600 casas na parte oriental predominantemente palestina, que deverão ser as primeiras de um conjunto de 5.600, de acordo com o jornal “The New York Times”.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou a medida na sexta-feira, depois da abstenção dos Estados Unidos, que não usou seu direito de veto para apoiar seu aliado mais próximo no Oriente Médio. Trata-se da primeira resolução adotada desde 1979 para condenar Israel por sua política de assentamentos.

A medida condena as colônias tanto na Cisjordânia como em Jerusalém Oriental, considerando-as “uma flagrante violação da lei internacional” e um obstáculo à paz, e exige que “Israel cesse imediatamente e completamente os assentamentos nos territórios palestinos ocupados”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a resolução, qualificando-a de golpe vergonhoso contra Israel, e afirmou que por trás dela estavam o presidente Barack Obama, e o secretário de Estado americano, John Kerry.

Em retaliação, Israel adiou, por tempo indeterminado, a visita do primeiro-ministro ucraniano por causa do apoio de Kiev à resolução da ONU.

Os embaixadores em Israel de dez dos 14 países-membros do Conselho de Segurança que votaram o texto foram convocados no domingo de Natal pela chancelaria israelense.



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