Dezembro 2016
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Louvor e agradecimento
O Rav Shraga Shmuel Schnitzler zt"l (Hungria, 1889 - Israel, 1979), mais conhecido como Tachaber Rav, estava no Campo de Concentração de Bergen Belsen, o verdadeiro inferno na Terra. 

Ele passava os dias tentando trazer tranquilidade e esperança aos outros judeus. Era o mês de Kislev de 1944 e a Festa de Chánuka se aproximava. Desde o começo do mês o Rav Shraga Shmuel tentava conseguir um pouco de óleo para acender a Chanukiá, mas sem sucesso. Desanimado, ele percebeu que Chánuka se aproximava e faltavam apenas alguns poucos dias. Ele sabia que se não acendesse a Chanukiá naquele ano, cortaria o último fio de esperança de muitos judeus do Campo de Concentração. Ele não queria desistir. Mesmo que só conseguisse acender por um dia, mesmo que fossem apenas por alguns instantes, mesmo que fosse somente um acendimento simbólico, ele queria trazer um pouco de luz para aquela terrível escuridão física e espiritual.

Certo dia, o Rav Shraga Shmuel estava caminhando pelo Campo de Concentração quando tropeçou em um buraco no chão e quase caiu. Ele percebeu que havia algo dentro daquele buraco, pois a terra lá dentro estava um pouco mais fofa. Após se certificar que nenhum guarda nazista o observava, ele começou a cavar. Encontrou um pequeno pote com um líquido dentro que parecia óleo. O milagre de Chánuka estava se repetindo mais uma vez. O Rav Shraga Shmuel não cabia em si de contentamento. Ele colocou mais uma vez a mão dentro do buraco e percebeu que havia um embrulho. Ao abrir, viu que eram oito pequenos copinhos de vidro e oito pavios finos de algodão. Era óbvio que algum dos prisioneiros havia escondido lá sua Chanukiá e o óleo, mas quem seria? Será que ainda estava vivo? Ele enterrou novamente seu recém-encontrado tesouro, caso o dono verdadeiro viesse buscar.

Nos dias seguintes ele passou o tempo inteiro procurando o dono daquela Chanukiá, mas não era de ninguém que estava no Campo de Concentração. Quando Chánuka chegou, o Rav Shraga Shmuel foi buscar a Chanukiá no buraco. Ele acendeu a vela, enquanto um grupo assistia, em total silêncio, aquela pequena luz lutando sua batalha eterna contra a escuridão. Alguns sorriram diante daquele milagre, outros derramaram lágrimas de emoção. Uma pequena fagulha de esperança se acendeu no coração de todos aqueles judeus que presenciavam um novo milagre de Chánuka. O milagre se repetiu nas oito noites de Chánuka, enquanto a pequena luz vencia a terrível escuridão nazista. Poucos meses depois, em abril de 1945, um milagre ainda maior aconteceu. Os alemães se rendiam às forças aliadas e a guerra chegava ao fim. O Rav Shraga Shmuel foi um dos poucos judeus da Europa que conseguiram sobreviver. Depois de sair de Bergen Belsen, ele voltou para a Hungria, onde se estabeleceu como líder espiritual de muitos sobreviventes do Holocausto.

Passaram-se muitos anos. Em uma viagem aos Estados Unidos, o Rav Shraga Shmuel foi fazer uma visita ao Rav Yoel Teitelbaum zt"l (Hungria, 1887 - Estados Unidos, 1979), mais conhecido como Satmer Rebe. Entre outras conversas, o Satmer Rebe comentou que também havia sido prisioneiro em Bergen Belsen. O Satmer Rebe contou que havia estado lá um ano antes do Rav Shraga Shmuel e que havia sido resgatado quatro dias antes de Chánuka. Ele comentou que já havia se preparado para Chánuka. Havia subornado alguns guardas para juntar óleo, potes de vidro e pavios de algodão, e havia enterrado tudo em um buraco. Comentou que o que lhe deixava muito triste era saber que ninguém havia utilizado aquela Chanukiá enterrada. Ao escutar isso, o Rav Shraga Shmuel abriu um sorriso e disse:

- Não se preocupe, sua Chanuki&aaacute; foi usada. Ela dissipou a escuridão de centenas de judeus e ajudou-os a terem força e esperança para aguentar até o final da guerra. Foi um novo milagre de Chánuka" (História Real) 
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Nesta semana lemos a Parashá Vaieshev (literalmente "e se estabeleceu"), que conta a história de Yossef e seus irmãos, filhos do nosso patriarca Yaacov. A Torá se alonga na descrição dos acontecimentos da vida de Yossef. Ele foi vendido como escravo pelos seus próprios irmãos e, após alguns altos e baixos, acabou se tornando o vice-rei do Egito, um dos homens mais poderosos do mundo. Ao analisarmos a vida de Yossef, percebemos que a mão de D'us estava sempre presente, dirigindo cada pequeno acontecimento da sua vida. E este conceito de enxergar a mão de D'us está conectado com a nossa próxima parada no calendário judaico. Logo após o fim deste Shabat começaremos a reviver a Festa de Chánuka. Durante oito dias acendemos as velas da Chanukiá e acrescentamos na nossa Tefilá (reza) o trecho de "Al Hanissim" e o Halel (louvores). Chánuka é a Festa na qual celebramos a incrível vitória do povo judeu sobre o poderoso exército grego e o posterior milagre do único jarro de óleo encontrado intacto, suficiente para acender a Menorá por apenas um dia, mas que durou por oito dias.

Porém, há uma aparente contradição nas fontes judaicas sobre qual milagre é o mais significativo para representar a Festa de Chánuka. Por um lado, se prestarmos atenção no texto do "Al Hanissim", perceberemos que o principal foco é a vitória militar sobre os gregos, ressaltando a natureza milagrosa dos eventos através dos quais D'us permitiu que os judeus saíssem vitoriosos da guerra. Em contraste, o Talmud (Shabat 21b) coloca uma ênfase muito maior no milagre do óleo do que na vitória militar. Quando o Talmud questiona: "O que é Chánuka?", a resposta é a descrição do milagre do óleo, com apenas uma rápida referência à batalha. Afinal, qual dos dois milagres é o mais significativo?

Explica o Rav Chaim Friedlander zt"l (Alemanha, 1923 - Israel, 1986) que há dois aspectos que podem definir a importância de um milagre. Um dos aspectos é a necessidade do milagre ocorrer, isto é, quanto maior a urgência de uma situação, mais importante é o milagre. Por exemplo, antes do milagre da abertura do Mar Vermelho ocorrer, o povo judeu estava cercado no deserto, com os egípcios quase os alcançando e o imenso mar diante deles. Era um milagre extremamente necessário e urgente, que dele dependia a salvação do povo inteiro. Há também um segundo aspecto que pode definir a importância de um milagre, que é a medida do quanto um milagre quebra as leis da natureza. De acordo com o judaísmo, tudo é um grande milagre, pois é a mão de D'us que faz tudo acontecer. Apesar de ser algo cotidiano, até mesmo o ato de acender um fósforo é um milagre. A natureza é um simples mecanismo que D'us criou para manter o mundo funcionando sem precisar intervir o tempo inteiro de maneira revelada. Não há nenhuma dificuldade para D'us quebrar as leis que Ele mesmo criou. Entretanto, de acordo com Sua sabedoria infinita, raramente Ele faz isto, pois milagres que envolvem a quebra das leis da natureza atingem diretamente o livre arbítrio das pessoas. Nas raras ocasiões nas quais Ele quebra as leis da natureza, há um efeito muito forte sobre as pessoas que testemunharam o milagre, pois neste caso fica impossível ignorar a Providência Divina. Quanto maior e mais evidente a quebra da natureza, maior o impacto sobre as pessoas e, portanto, maior o nível de importância do milagre.

Isto nos ajuda a entender que cada um dos milagres que aconteceram em Chánuka é mais importante que o outro em um dos aspectos. Em termos da necessidade, a vitória militar sobre os gregos foi muito mais importante do que o milagre do óleo. Os decretos gregos estavam colocando em risco o cumprimento da Torá e a continuidade do povo judeu e, por isso, era essencial que o pequeno exército judeu superasse os poderosos gregos. Por outro lado, os milagres que possibilitaram a vitória militar do povo judeu não aconteceram de forma aberta, não foi necessária a quebra das leis da natureza. Alguém que testemunhou o milagre da batalha poderia atribuir a vitória à destreza dos judeus nas batalhas ou à sorte. Já o milagre do óleo não foi um milagre de grande necessidade. Mesmo sem este milagre o povo judeu já estava livre do jugo grego e poderia retomar em breve os Serviços do Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Entretanto, este milagre foi extraordinário no sentido que representou de forma clara a quebra das leis da natureza. Milagres como este têm um poderoso efeito nas pessoas que testemunharam, deixando o envolvimento de D'us no milagre quase irrefutável.

Com este entendimento podemos responder a diferença de abordagem entre o Talmud, que foca no milagre do óleo, e o texto do "Al Hanissim", que enfatiza a vitória militar. De acordo com Rashi (França, 1040 - 1105), quando o Talmud questiona "O que é Chánuka?", a pergunta na verdade é "Por causa de qual milagre nossos sábios fixaram Chánuka como uma comemoração permanente?". Ensina o Rav Chaim Friedlander que houveram muitos eventos milagrosos na história do povo judeu e cada um deles foi transformado em uma espécie de "Yom Tov", no qual era proibido fazer "Hespedim" (discursos de elogio aos falecidos) e jejuns. Porém, chegou um momento em que estes eventos eram tão abundantes que os rabinos decidiram cancelar todos eles, com exceção de Purim e Chánuka, pois foram milagres que tiveram impactos muito profundos no povo judeu. O questionamento do Talmud é para tentar identificar qual é o milagre excepcional que justificou Chánuka ter continuado como uma Festa permanente, enquanto os outros dias de milagres foram anulados. É por isso que a resposta do Talmud foca principalmente no milagre do óleo, pois certamente foi um milagre que, por quebrar as leis da natureza, foi muito mais marcante para o povo judeu do que o milagre da batalha.

Entretanto, quando é o momento do povo judeu agradecer a D'us pelos milagres de Chánuka, nosso foco principal é no milagre mais necessário, que salvou nossas vidas e permitiu o judaísmo existir até hoje. Este milagre é a vitória na batalha contra os gregos, a vitória de poucos contra muitos, dos fracos contra os fortes. Como o "Al Hanissim" é o momento de agradecimento na nossa Tefilá, a principal ênfase é dada à vitória militar, pois este é o aspecto da história de Chánuka de maior necessidade para a continuidade do povo judeu.

O Talmud (Shabat 21b) termina sua explicação dizendo que o período de Chánuka é conhecido como "dias de Halel VeHodaá", que literalmente significa "dias de louvor e agradecimento". Talvez o Talmud esteja se referindo aos dois aspectos dos milagres que aconteceram em Chánuka. O louvor é feito em relação ao milagre do óleo, pois é o milagre que mostra de forma mais completa o envolvimento de D'us com o povo judeu, enquanto o agradecimento é feito em relação ao milagre da batalha, pois nosso maior sentimento de gratidão é em relação à nossa redenção do exílio grego.

Uma das principais lições que podemos aprender da Festa de Chánuka é que D'us faz milagres o tempo inteiro. Algumas poucas vezes Ele faz milagres abertos, que quebram as leis da natureza, mas na grande maioria das vezes os milagres são ocultos e somente conseguimos enxergar se pararmos para prestar atenção e refletir. Mesmo quando D'us faz milagres em nossas vidas, se não internalizamos, em pouco tempo as marcas deste milagre somem. Os milagres devem nos trazer para níveis espirituais mais elevados, devem nos tirar do comodismo. D'us permitiu que os gregos dominassem os judeus pois estávamos acomodados. Somente quando o povo judeu reagiu e lutou para reestabelecer as leis da Torá é que D'us nos salvou com milagres. Em um mundo de tanta escuridão, representada pelo comodismo, pela preguiça e pela falta de espiritualidade em nossas vidas cotidianas, as luzes de Chánuka nos trazem de volta à nossa essência verdadeira.   

SHABAT SHALOM E CHÁNUKA SAMEACH  


Rav Efraim Birbojm

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Israel pune países que condenaram assentamentos judaicos
‘Aqueles que estiverem contra nós serão derrotados’, disse Netanyahu
(Foto: kremlin.ru)
Israel pune países que condenaram assentamentos judaicos.

Benjamin Netanyahu lança represálias contra 12 países que votaram a favor de resolução da ONU que condena assentamentos judaicos em território palestino.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lançou uma ofensiva de represálias contra os 12 países que votaram a favor da condenação dos assentamentos judaicos em territórios palestinos na última sexta-feira, 23, em uma sessão do Conselho de Segurança da ONU.

Netanyahu ordenou a seus ministros que se abstenham de viajar nas próximas quatro semanas para Rússia, França, Espanha, Reino Unido, China, Japão, Egito, Uruguai, Angola, Ucrânia, Senegal e Nova Zelândia. Netanyahu também proibiu seus ministros de se reunirem com representantes dos países listados e convocou os respectivos embaixadores para expressar um protesto formal.

O primeiro-ministro israelense enviou uma mensagem de alerta para os 12 países em questão na véspera de Natal, em uma cerimônia para acender a primeira vela do candelabro da festa do Chanucá, data que celebra o levante dos judeus no século II a C. “Aqueles que estiverem contra nós serão derrotados, porque pagarão um preço diplomático e econômico por suas ações contra Israel”, disse Netanyahu, invocando o espírito de Judas Macabeu.

A resolução 2334 declara ilegais os assentamentos judaicos em territórios palestinos por violarem as normas do direito internacional. Ela declara que as colônias judaicas não têm “validade legal”.

A condenação reflete o isolamento do governo Netanyahu. Ela foi aprovada com todos os votos a favor, exceto o dos EUA, que se absteve da votação e de exercer seu poder de veto. Embora não tenha caráter coercitivo, a resolução pode gerar problemas legais para Israel, caso a Palestina a invoque perante o Tribunal Penal Internacional.

Netanyahu declarou que a votação foi “tendenciosa e hostil” e disse não ter dúvidas que o governo de Barack Obama está por trás da resolução.
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Prime Minister Benjamin Netanyahu and Culture and Sports Minister Miri Regev (L) attend the weekly cabinet meeting in Jerusalem on December 11, 2016. (Yonatan Sindel/Flash90)
Prime Minister Benjamin Netanyahu and Culture and Sports Minister Miri Regev
JERUSALÉM — O governo de Israel anunciou na segunda-feira que vai avançar com milhares de novas casas em Jerusalém Oriental, num desafio claro ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que aprovou uma resolução condenando os assentamentos israelenses. A prefeitura de Jerusalém sinalizou que pretende aprovar na quarta-feira a construção de mais 600 casas na parte oriental predominantemente palestina, que deverão ser as primeiras de um conjunto de 5.600, de acordo com o jornal “The New York Times”.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou a medida na sexta-feira, depois da abstenção dos Estados Unidos, que não usou seu direito de veto para apoiar seu aliado mais próximo no Oriente Médio. Trata-se da primeira resolução adotada desde 1979 para condenar Israel por sua política de assentamentos.

A medida condena as colônias tanto na Cisjordânia como em Jerusalém Oriental, considerando-as “uma flagrante violação da lei internacional” e um obstáculo à paz, e exige que “Israel cesse imediatamente e completamente os assentamentos nos territórios palestinos ocupados”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a resolução, qualificando-a de golpe vergonhoso contra Israel, e afirmou que por trás dela estavam o presidente Barack Obama, e o secretário de Estado americano, John Kerry.

Em retaliação, Israel adiou, por tempo indeterminado, a visita do primeiro-ministro ucraniano por causa do apoio de Kiev à resolução da ONU.

Os embaixadores em Israel de dez dos 14 países-membros do Conselho de Segurança que votaram o texto foram convocados no domingo de Natal pela chancelaria israelense.


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Donald Trump diz que ONU virou clube de diversão
Donald Trump - Coisas Judaicas

Trump afirma que revés de Israel na ONU não atrapalhará a paz.

Pinimba entre Israel e Palestina vira alvo da verborragia do presidente eleito. Já Obama diz não ter dúvidas de que o venceria.

Estados Unidos - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está questionando o papel da Organização das Nações Unidas (ONU), três dias após o Conselho de Segurança aprovar resolução que condena colônias israelenses em terras palestinas. “A ONU tem tanto potencial, mas agora é só um clube para as pessoas se reunirem, conversarem e se divertirem. Muito triste!”, escreveu Trump no Twitter.

Na sexta-feira, quando a resolução foi aprovada por 14 dos 15 membros do Conselho de Segurança (os EUA se abstiveram), Trump disse que ficaria “muito mais difícil negociar a paz” com a derrota de Israel na ONU. “Mas vamos conseguir mesmo assim!”, tuitou.

O embaixador israelense nos Estados Unidos, Ron Dermer, disse à CNN nesta segunda-feira que o país tem provas do envolvimento do governo Barack Obama na resolução. “Nós vamos apresentar essa prova ao novo governo. Se eles quiserem compartilhar, podem fazê-lo”, disse Dermer. 

Já em clima de despedida, o presidente Barack Obama afirmou ontem que venceria o republicano Donald Trump se tivesse disputado as últimas eleições no país. Em entrevista à CNN, Obama disse que muitas pessoas no país seguem dizendo que sua mensagem é a correta. “Tenho confiança nesta visão. Tenho certeza que se tivesse voltado a me candidatar e tivesse a articulado, acredito que poderia mobilizar a maioria do povo americano a me apoiar", afirmou. Obama, contudo, não pode concorrer a nenhum outro cargo, por ter sido eleito para dois mandatos na Casa Branca.
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  Engenheiro do Hamas estava desenvolvendo submarinos na TunísiaMohammad al-Zawahri supostamente morto pelo Mossad estava trabalhando no projeto de um submarino de longo alcance para o Hamas. 

As autoridades da Tunisia afirmaram que estão tratando a morte de Mohammad como assassinato.

O engenheiro chefe do Hamas, Mohammad al-Zawahri estava supostamente trabalhando na construção de submarinos para o grupo terrorista islâmico antes de ser morto na Tunísia, segundo afirmou seu irmão Radwan al-Zawahri  em entrevista à Al-Jazeera. 
Radwan disse que seu irmão estava realizando doutorado em engenharia e finalizava o projeto de um submarino que poderia ser dirigido remotamente. "Ele estava muito calmo", disse Radwan. "Pude fazer com que ele me contasse um pouco sobre o projeto, mas ele não falava muito." 

Mohammad al-Zawahri

A esposa do engenheiro Majdah Khaled Salah disse à Al-Jazeera sobre o suposto assassinato que foi atribuído ao Mossad: "Aproximadamente às 2 da manhã ouvimos tiros, saí e comecei a correr; pensei que fosse uma explosão, mas vi o carro do meu marido e o encontrei;  Eu chamei: 'Murad, 'Murad me responda!' Coloquei a mão no coração dele e suas roupas estavam cheias de sangue, a bala atingiu seu coração... foram dois tiros, um no coração e outro na garganta ", disse. 
  Engenheiro do Hamas estava desenvolvendo submarinos na Tunísia


         Engenheiro do Hamas estava desenvolvendo submarinos na Tunísia
   Mulher de AL-Zahwar sendo entrevistada
  
Ela também negou o conhecimento da ligação de seu marido a grupos armados em Gaza, Líbano e Síria: "Meu marido sempre foi  muito quieto"
Imagens da câmara de segurança apagadas
Enquanto isso, a rádio tunisina Shams que também relatou a morte do engenheiro do Hamas, informou que as câmeras de segurança em torno de sua casa em Sfax foram desativadas pouco antes de sua morte e que as filmagens foram adulteradas.
Segundo o relatório, durante o tempo do suposto assassinato as câmeras de segurança mostraram imagens diferentes.

Os investigadores disseram que os responsáveis pelo assassinato tinham um vasto conhecimento técnico e eram muito profissionais. O porta-voz oficial do tribunal municipal de Sfax, Murad al-Turki, sugeriu uma conexão entre o Mossad e o assassinato do engenheiro.
  Engenheiro do Hamas estava desenvolvendo submarinos na Tunísia
Mohammad al-Zawahri, especialista em drones do Hamas
Ele destacou que o tribunal está tratando o caso como um assassinato e oito pessoas já foram presas em resposta ao crime. Eles dirigiam quatro carros que são suspeitos de terem sido utilizados. Um repórter e um cinegrafista também foram presos. As autoridades estão procurando por suspeitos de origem tunisiana em conexão com o assassinato. 
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Joanna Palani

Uma jovem dinamarquesa que lutou contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque foi detida em Copenhagen. Joanna Palani, de 23 anos, será julgada por violar sua proibição de viajar ao exterior e pode ser condenada a até dois anos de prisão.

Em junho de 2015 a jovem foi proibida de viajar para fora da Dinamarca, mas admitiu em uma audiência na semana passada que viajou para Doha, no Catar, em junho deste ano. Sua próxima audiência será realizada nessa terça-feira.
Joanna desistiu de seu curso de ciência política para se juntar à milícia curda no combate ao EI em 2014. Ela lutou ao lado das forças Peshmerga no Iraque e das Unidades de Proteção Popular curdas na Síria, antes de ser proibida de deixar a Dinamarca. Em uma postagem em sua página no Facebook, Palani afirmou que tem como objetivo “lutar pelos direitos das mulheres, pela democracia – pelos valores europeus que aprendi como garota dinamarquesa”.
A jovem nasceu em um campo de refugiados em Ramadi, no Iraque, durante a primeira Guerra do Golfo. Sua família é original do Curdistão iraniano, área ocupada pelos curdos no Irã, mas ganhou asilo na Dinamarca quando Joanna ainda era criança.
Durante a primeira audiência do julgamento de Palani, seu advogado argumentou que é muito contraditório que a jovem seja punida por lutar do mesmo lado que as tropas dinamarquesas. “É hipócrita puni-la. Por que não punimos as pessoas que lutam pelo EI ao invés das pessoas que estão lutando do mesmo lado da Dinamarca?”, perguntou Erbil Kaya.
A lei de proibição de viagem ao exterior pela qual Joanna é acusada faz parte de uma série de medidas tomadas pelo governo dinamarquês para tentar conter o fluxo de cidadãos que vão para o Oriente Médio para lutar ao lado de grupos não governamentais. O país é o segundo maior da Europa em número de pessoas que lutam pela jihad, atrás apenas da Bélgica.
A lei visa impedir que cidadãos dinamarquesas saíam do país quando a viagem pode ter envolvimento com questões de segurança nacional ou “uma ameaça substancial à ordem pública”. Palani é a primeira pessoa a ser preso sob as novas leis e está sendo mantida na maior prisão da Dinamarca, Vestre Faengsel, em Copenhague.
Joanna supostamente era uma soldada de alto nível do exército curdo e o Estado Islâmico ofereceu uma recompensa de 1 milhão de dólares (3,3 milhões de reais) por sua morte no último final de semana. A encomenda de sua morte foi divulgada em diversos canais e redes sociais do grupo terrorista, em diversas línguas, segundo o jornal al-Arabiya. A jovem também vem recebendo uma série de ameaças online e off-line
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Conselho de Segurança da ONU condena assentamentos de IsraelEm uma mudança de postura, os Estados Unidos se abstiveram e não usaram o poder de veto para barrar a resolução contra o seu aliado histórico. O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira uma resolução que condena e pede o fim dos assentamentos israelenses em território palestino. 

Aliado histórico de Israel, os Estados Unidos se abstiveram e não usaram o seu poder de veto para barrar a medida. A postura dos americanos, sempre favoráveis a Israel em ações nas Nações Unidas, representa uma mudança e marca mais um (talvez o último) capítulo nas tensas relações entre Barack Obama e o premiê israelense Benjamin Netanyahu. 

A resolução foi apresentada no conselho de 15 membros para votação nesta sexta por Nova Zelândia, Malásia, Venezuela e Senegal, um dia depois de o Egito a retirar, sob pressão de Israel e do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. Com a abstenção dos EUA, a medida passou, sob aplausos, com 14 votos.
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Status de NiddahA Torá define que o Status de Niddah se inicia a partir do início do ciclo menstrual da mulher, até que ela realize o banho ritual no Micvê.

• Micvê – piscina de água natural no qual a mulher após o período menstrual realiza o banho ritual.

Assim está na Torá:

“E uma mulher, quando tiver o fluxo de sua carne de cor sangüínea, sete dias ficará separada (Niddah) na sua impureza”. “E se limpar-se de seu fluxo, contará para sí sete dias e depois se purificará”. A palavra em hebraico Niddah vem da palavra Naddah, significando “removido” ou “separado”. A palavra se refere a menstruação, mas à necessidade de separação. Nesta tradução a palavra indica que ela deve suprimir todo contato físico com seu marido. 

 Uma variedade de motivos explicam a importância e significância da abstinência sexual durante o período menstrual; nos ensina a ter paciência, e os homens que forem incapazes de esperar que suas esposas estejam ‘puras’ novamente e se apressam em fazer sexo enquanto elas ainda estão menstruadas, devem aprender a liçao de paciência das arvores jovens cujos frutos não podem ser comidos durante os três primeiros anos(Lv.19.23)

As leis de Nidaah e Micve são observadas principalmente entre os judeus ortodoxos.
Shalom a todos!
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Belém espera mais turistas no Natal após onda de violência em 2015 BELÉM, Cisjordânia - Depois de um 2015 turbulento, no qual uma onda de violência anti-israelense atingiu o país e os territórios palestinos  (deixando 150 mortos em três meses), comerciantes e clérigos judeus e palestinos esperam mais turistas em relação ao Natal do ano passado. 

Dezenas de milhares de visitantes são esperados no fim do ano nos locais sagrados do cristianismo, como Jerusalém, Nazaré e Belém — onde o auge das celebrações será no sábado, com a tradicional Missa do Galo. Mas mesmo com clima de otimismo, a segurança se mantém em alerta máximo.

Preparativos para o Natal estão em andamento em Belém, na Cisjordânia ocupada, em um contexto econômico e de segurança mais favorável do que no ano passado, de acordo com as autoridades do setor do turismo. A metade dos 120 mil turistas esperados em dezembro são cristãos.

Há mais estabilidade este ano, e os primeiros números indicam que haverá um aumento na frequência de turistas em 2016 em comparação com 2015. Há mais reservas em hotéis — indicou Sami Khoury, que administra o site “Visit Palestine”.
Como em todos os anos, uma árvore de Natal gigante coberta com decorações douradas ocupa a Praça da Manjedoura, ao lado da Igreja da Natividade — construída no local onde Jesus Cristo nasceu, segundo a tradição cristã. Comerciantes têm expectativas de um período mais lucrativo. Para Wahid al-Laham, que vende lembranças e decorações natalinas, os negócios serão certamente melhores do que no ano passado.
— Cerca de 80% a mais — estimou ele. — Mas ainda muito abaixo de alguns anos atrás.
Para chegar ao local de nascimento de Cristo, quem vem de Israel deve atravessar o muro que separa o Estado hebreu da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel há 49 anos. Por temor de ataques, autoridades decidiram manter o esquema de segurança em alerta máximo, semelhante ao de 2015.
Os católicos, porém, ainda buscam alento regional, citando o êxodo de cristãos sírios e iraquianos por conta da guerra e do terrorismo.
— O contexto continua a ser duro para as comunidades cristãs do Oriente Médio, submetidas a uma verdadeira tragédia — disse o arcebispo Pierbattista Pizzaballa, administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, que representa a Igreja na Terra Santa.

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Israel promoverá grande debate sobre saúde digital
Será realizada, entre os dias 23 a 25 de maio, a 16ª Conferência e Exposição BIOMED 2017, em Tel-Aviv, Israel. 

Neste ano, a conferência apresentará um novo formato, no qual incentivará inovações e tendências que estão moldando o futuro dos sistemas de saúde e das ciências da vida. 

O novo e excitante formato pede participação ativa dos participantes da conferência, o que irá intensificar significativamente o valor oferecido e a experiência de networking. Envelhecimento será o tema central da conferência. Será estudado e discutido doenças que afetam a população idosa, tais como doenças crônicas, câncer, doenças neurodegenerativas e diabetes e abordado formas para diagnosticar e tratar pacientes idosos utilizando novos métodos e inovações na medicina de precisão, genética, diagnóstico pessoal, tratamento e monitoramento, com a meta final de ser preventiva, caso e quando possível. 

A saúde digital pode desempenhar um papel importante ao lidar com essas áreas. Além disso, questões de segurança cibernética são levantadas – em conexão com o uso dessas novas tecnologias -, robótica e terapias regenerativas e celulares. 

A BIOMED, enquanto evento líder da indústria de ciências da vida de Israel, tem se posicionado ao longo dos anos como o principal local de reunião anual de agentes da indústria de saúde de todo o mundo. A conferência atrai visitantes de diversos lugares, que visam explorar as várias inovações e experimentar em primeira mão o espírito empreendedor que é uma das bases da vibrante comunidade de ciências da vida de Israel. 

Nas edições anteriores, o evento recebeu mais de 6.000 executivos sênior, cientistas e engenheiros, incluindo aproximadamente 1.000 participantes de mais de 45 países e um número superior a 4.500 reuniões individuais. Faça parte da delegação brasileira que visitará a BIOMED 2017, um dos maiores eventos de saúde digital de Israel, que ocorrerá em Tel Aviv entre os dias 23 e 25 de maio. 

A Israel Trade and Investment Brazil organizará uma comitiva brasileira para visitar o evento. Empresas brasileiras interessadas em marcar reuniões com empresas israelenses durante a feira, com o objetivo de explorar possíveis oportunidades de negócios, favor entrar em contato por meio do e-mail e telefone indicados abaixo.
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srael é a segunda nação mais inovadora do mundo, de acordo com o Relatório de Competitividade Global 2016-2017 do Fórum Econômico Mundial (FEM), que classifica a competitividade dos países com base em 12 categorias, incluindo inovação, preparo tecnológico, sofisticação de negócios e educação superior.
Quando o assunto é inovação, a “nação das startups” é a segunda, perdendo apenas para a Suíça, que também está classificada como primeiro lugar na lista de competitividade geral. Finlândia, E.U.A. e Alemanha fecham o top cinco da lista dos países mais inovadores, seguidos pela Suécia, Holanda, Japão, Singapura e Dinamarca.
Segundo o FEM, “a economia global ainda está em recuperação”. “Países precisam optar pela abertura, tecnologia e inovação para continuarem competitivos.”
Dentre as 138 nações avaliadas recentemente pelo Fórum Econômico Mundial para competitividade, Israel foi classificado como vigésimo quarto colocado (três posições acima, comparando-se com o ano passado), com significativos pontos fortes em inovação (segundo colocado), disponibilidade de capital de risco (segundo colocado), qualidade de instituições de pesquisa (terceiro colocado), investimento de empresas em pesquisa e desenvolvimento (terceiro colocado) e colaboração universidade-indústria em P&D (terceiro colocado).
A classificação em melhor posição na lista deste ano é resultado do momento de contínuo crescimento de Israel, que contrasta com o de alguns outros países da região. De acordo com o relatório, “apesar de a maioria dos países importadores de petróleo da região estarem lidando com declínio ou estagnação de competitividade, Israel progrediu três posições enquanto continua a estabelecer sua posição como uma das mais inovadoras economias do mundo”.
O relatório da FEM segue o trimestre de quebra de recordes para as startups israelenses: 187 startups israelenses levantaram um recorde de US$ 1,7 bilhão no segundo trimestre de 2016, um salto de 55% com relação ao US$ 1,1 bilhão levantado por 174 empresas no trimestre anterior, de acordo com o IVC Research Center e com a firma de contabilidade KPMG Somekh Chaikin.
Segundo Koby Simana, Diretor-Executivo do IVC Research Center, “2016 continuará sendo forte em levantamento de capital, com uma projeção de 20% de crescimento de um ano para o outro, ou cerca de US$ 5,3 bilhões, no total, a serem levantados até o fim do ano”.
Outra herança do forte cenário de startups de Israel é a recente aquisição da desenvolvedora de jogos sociais Playtika por um consórcio de empresas chinesas por US$ 4,4 bilhões – uma das maiores “saídas” por uma empresa israelense na história da “nação das startups”.
“Israel é a nação que santifica a inovação”
Com o maior número de startups per capita do mundo, segundo um relatório divulgado recentemente pela Autoridade de Inovação de Israel, o país é o lar de 2.000 startups que foram criadas na última década; outras 3.000 startups e empresas de alta tecnologia de pequeno e médio porte; 30 empresas em crescimento; 50 grandes empresas de tecnologia; e 300 centros de P&D de empresas multinacionais.
“Graças a duas décadas frutíferas na indústria israelense de alta tecnologia, tivemos conquistas sem precedentes”, afirmou Avi Hasson, Presidente e Cientista-Chefe da Autoridade de Inovação de Israel, em uma declaração. “Se investirmos em nossa indústria de alta tecnologia, seremos capazes de promover um crescimento mais rápido.”
Em uma declaração, o Primeiro Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “Israel é a nação que santifica a inovação. Atingimos ótimos patamares, mas não podemos parar agora; queremos continuar a subir”.
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A partir deste sábado, 24 de dezembro, os lares judaicos vão ficar mais iluminados por conta da festividade de Chanucá, a Festa das Luzes, uma importante celebração para o povo judeu.
Ano após ano, em Chanucá, as luzes são acesas em todos os lares judaicos e a chanukiá (candelabro de oito braços) é colocada perto de alguma janela, onde possa estar de frente para a rua. Na primeira noite, acende-se a vela da extrema direita e, em cada noite subseqüente, acrescenta-se uma nova vela.

Chanucá lembra o episódio ocorrido no mês de Kislev, no ano 164 antes da era comum, quando os gregos entraram no Templo sagrado, e violaram todo o óleo que lá se encontrava, e que seria usado nos serviços religiosos. Os Macabeus conseguiram uma vitória sobre os invasores, ao iniciarem a arrumação do Templo, procurando colocá-lo em condições para o culto, e ao quererem acender a Menorah, encontraram um único recipiente com óleo que não tinha sido violado. E apesar deste óleo ser suficiente apenas para um único dia, ocorreu o milagre deste óleo poder ser utilizado por oito dias, tempo este que permitiu que o Templo de Jerusalém pudesse ser reconsagrado e purificado.
Da mesma forma que nossos antepassados fizeram há mais de dois mil anos, estamos celebrando a vitória do povo judeu em se manter fiel às suas tradições. Que as luzes da chanukiá iluminem os caminhos da paz, da solidariedade e da tolerância.
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Trump pede para que seja vetada resolução da ONU sobre colônias israelensesNa avaliação da ONU, a presença das colônias israelenses é um entrave para a paz no Oriente Médio.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira (22) que seu país vete na Organização das Nações Unidas (ONU) um projeto de resolução promovido pelo Egito e que exige a interrupção da construção de colônias israelenses, segundo a France Presse.

A votação da resolução está prevista para as 17h (de Brasília) desta quinta. "A resolução que está sendo examinada pelo Conselho de Segurança da ONU deve ser vetada", afirmou o republicano, citado em um comunicado.

Na sexta-feira (16), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez um apelo para que os legisladores israelenses levem em consideração o adiantamento de um projeto de lei que legalizaria assentamentos israelenses em terras palestinas na Cisjordânia, de acordo com a Reuters.

"Eu exorto veementemente os legisladores a reconsiderar o avanço deste projeto, que terá consequências jurídicas negativas para Israel e diminuirá substancialmente as chances de paz entre árabes e israelenses", afirmou Ban ao Conselho de Segurança da ONU durante sua última conferência sobre o Oriente Médio.

Nova assessora

Donald Trump nomeou nesta quinta-feira sua ex-diretora de campanha Kellyanne Conway, reconhecida por seu papel decisivo na eleição do republicano, para o cargo de assessora do presidente na Casa Branca, segundo a France Presse.
"Kellyanne Conway é uma assessora e estrategista de confiança, que teve um papel determinante na vitória", afirmou Donald Trump em um comunicado.
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Um Êxodo Judaico para uma Nova Terra
Rimonim em prata E portraits da família Levy-Franks, da exposição "Os primeiros judeus americanos",na New-York Historical Society. (Mark Kauzlarich, para o The New York Times)
por Joseph Berger
Se é que se pode dizer que um evento de tal magnitude teve um lado positivo, a Inquisição o teve para os judeus da Espanha e Portugal: o fato de empurrá-los para as Américas, onde, de modo geral, encontraram tolerância e oportunidades que lhes tinham sido negadas na Europa.
A história dos judeus refugiados estabelecidos no Novo Mundo é o foco de uma exposição inaugurada em 28 de outubro de 2016 na New-York Historical Society.

Com manuscritos raros, Bíblias, livros de oração, pinturas, mapas e objetos do culto, a mostra “Os Primeiros Judeus Americanos: Liberdade e Cultura no Novo Mundo” registra como os judeus, expulsos da Espanha e de Portugal após serem expelidos, em séculos anteriores, da Inglaterra e França, fundaram comunidades prósperas em Nova York, Filadélfia, Charleston, Newport e, ainda mais cedo, nas ilhas do Caribe e na América do Sul. Nos Estados Unidos, eles, como seus compatriotas americanos, foram atirados nas correntes históricas, encontrando-se nos dois lados durante a Revolução Americana, o movimento para abolir a escravidão e a Guerra Civil. E sua aceitação foi, por vezes, efêmera ou ilusória.

O objeto mais impressionante da exposição é um livro de oração e de memórias muito gasto, de 180 páginas, de 10 cm x 7,5 cm, totalmente manuscrito por Luís de Carvajal, o Jovem, no México Colonial, em 1595, até onde a Inquisição havia estendido suas sinistras garras de tortura e execução.
De Carvajal era um converso, forçado a adotar o Catolicismo, mas suspeito de prática clandestina dos rituais judaicos. Durante seu julgamento, foi pressionado a denunciar 120 judeus que secretamente seguiam sua fé, até mesmo seus parentes. A seguir, foi queimado na fogueira.
“Eles o dobraram”, diz Debra Schmidt Bach, uma das curadoras da exposição.
O livrinho de Luís de Carvajal desapareceu misteriosamente do Arquivo Nacional do México na década de 1930. No entanto, há pouco tempo, Leonard L. Milberg, um empresário americano, dono de uma importante coleção de Judaica, tomou conhecimento de que a tal maravilha estava à venda na casa de leilões Swann Auction Galleries, em Manhattan, e conseguiu fazer com que fosse devolvido ao México. No momento, está emprestado para a exposição.
A exposição apresenta documentos que narram excentricidades dos primeiros assentamentos judaicos: um édito expulsando os judeus das colônias americanas da França; um documento rabínico atestando a Casherut de alimentos enviados a Barbados; um serviço do século 18 para a circuncisão de escravos, obrigatória pela Bíblia, e uma lista de oficiantes de circuncisão em Curaçao e no Suriname; e uma pesquisa de um missionário cristão especulando se os Índios americanos eram as Tribos Perdidas de Israel. Há duas pinturas nostálgicas de cenas caribenhas feitas por Camille Pissarro, pintor francês impressionista nascido em St. Thomas de mãe judia. Setenta e dois dentre os 170 itens expostos pertencem à coleção do Sr. Milberg.
Apesar de a colônia holandesa de Nova Amsterdã, hoje Nova York, se ter tornado um refúgio importante, sua aceitação de judeus foi limitada. O cruel governador do posto avançado, Peter Stuyvesant, recuou quando 23 refugiados do Brasil, governado por portugueses, chegaram em 1654. Mas a Companhia das Índias Ocidentais Holandesas disse a Stuyvesant que business era business e os judeus deveriam lá permanecer desde que pudessem contribuir para o bem-estar comercial do posto avançado.
Aqueles judeus fundaram a primeira congregação da América do Norte, Shearith Israel – Remanescentes de Israel – e construíram uma sinagoga em 1730 onde é hoje a South William Street, em Lower Manhattan. A congregação segue atuante no Central Park West, para onde se mudou em 1897.
A Congregação Shearith Israel emprestou à exposição um rolo de Torá queimada, resgatado de um incêndio provocado pelos soldados britânicos, em 1776, e um par de rimonim ricamente trabalhados em prata – ornamentos com pequenos sinos para a Torá – criação do conceituado prateiro Myer Myers. Há também uma ketubá – um contrato de casamento – ilustrado com uma noiva e um noivo sob a chupá, o pálio nupcial.
Abigaill Levy Franks, destacada senhora da Nova York àquela época, é saudada com um portrait. Suas cartas, segundo informa o texto dos murais, transmitem seu descontentamento com o casamento de sua filha com um cristão, Oliver Delancey. Interessante notar que o rapaz era descendente da família que deu nome à Delancey Street – a rua que mais tarde se tornaria a espinha dorsal da parte judaica do Lower East Side.
Como outros colonos, os judeus tinham sentimentos ambivalentes acerca do fim do domínio britânico. Haym Salomon, imigrante polonês, ajudou a financiar a Revolução. Mas Abraham Gomez e outros 15 judeus estavam entre os 932 signatários da lealdade ao Rei George III.
Outros documentos relatam a difícil disputa sobre a escravidão. Livros de contabilidade registram a compra de cinco escravos por Matthias Lopez em 1787, ao passo que Jacob Levy Jr. é mencionado em documentos de uma sociedade abolicionista como tendo libertado quatro escravos em 1817.
Há, também, partes da exposição dedicadas às comunidades judaicas na Filadélfia; Nova Orleans; Charleston, S.C.; e Newport, R.I. A mostra não traz a famosa carta de George Washington à congregação de Newport expressando a esperança de que todos “sentem-se em segurança sob sua videira e sua figueira”. Mas exibe cartas de congregação em Newport e Savannah, Ga., agradecendo ao novo Presidente por ser tão hospitaleiro.
Alexander Hamilton, o celebrado fundador da atual Broadway, também aparece. A exposição conta que sua mãe tinha esposado um judeu e que, por isso, ele era fluente em hebraico e tinha vínculos profissionais muito próximos com judeus.
Vários documentos comprovam que foi na Congregação Kahal Kadosh Beth Elohim, em Charleston, que a versão americana do Judaísmo Reformista teve suas raízes, em 1824, através de jovens dissidentes que “queriam modernizar o judaísmo para que não morresse”, disse Dale Rosengarten, diretora do Centro Sulista de Cultura Judaica no College of Charleston. A Sra. Rosengarten foi curadora dessa exposição em Princeton.
“Não surgiu de nossa imaginação, mas brotou em nosso solo nativo”, disse.
Os judeus fizeram importantes contribuições às ciências e cultura no século 19, bem como a outros campos; mas, como ensina a exposição, “apesar do ostensivo comprometimento da nação com a tolerância religiosa, os estereótipos dos judeus persistiam na cena americana. “Uma galeria tem um retrato e a espada e bainha do Comodoro Uriah Phillips Levy, herói naval da Guerra de of 1812, e quadros pintados por Solomon Nunes Carvalho, que acompanhou John C. Frémont, o explorador, em uma expedição cross-country”.
Inevitavelmente, segundo Louise Mirrer, presidente da New-York Historical Society, a história dos judeus do Novo Mundo tem ressonância para os imigrantes, refugiados e minorias, atualmente. “As sementes foram plantadas, há muito tempo, em um lugar onde cada um pudesse praticar sua religião, livremente”, disse a Sra. Mirrer, explicando por que o Novo Mundo atraiu europeus – como os puritanos – em busca de liberdade religiosa.
Mas, às vezes, houve anomalias, Mirrer continuou: “Na exposição, vemos o tipo de fervor religioso que promove um tipo de violência contra certos grupos”.
Joseph Berger é escritor de vários livros e editor do New York Times
O artigo traduzido por Lilia Wachsmann foi publicado no The New York Times em 27 de outubro de 2016
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A presença judaica em Jerusalém através das erasA conexão entre o povo judeu e a cidade de Jerusalém é um dos fatos mais bem documentados da História mundial. Em fontes judaicas tradicionais, a palavra “Jerusalém” é mencionada mais de 600 vezes, pelo menos 140 vezes no Bíblia cristã.
1. Considerações gerais
Jerusalém foi tanto a capital política quanto espiritual do povo judeu – a última, sem interrupção até o presente, através de bons e maus tempos.
1.1. A conexão entre o povo judeu e a cidade de Jerusalém é um dos fatos mais bem documentados da História mundial. Em fontes judaicas tradicionais, a palavra “Jerusalém” é mencionada mais de 600 vezes, pelo menos 140 vezes no Novo Testamento, mas nenhuma vez no Corão. Há uma referência no Corão (17:7) à destruição do Primeiro e do Segundo Templos, que ficavam em Jerusalém. Há também uma referência no Corão (34:13) ao rei Davi e ao seu filho, o rei Salomão, que construiu o Primeiro Templo em Jerusalém. No entanto, o Corão, que foi escrito há aproximadamente 1.400 anos, não menciona explicitamente a palavra “Jerusalém”. Levando-se em consideração que a palavra “Jerusalém” já existia por 2.000 anos quando do advento do islã, essa omissão é significativa.
A presença judaica em Jerusalém através das eras1.2. Jerusalém foi fundada pelo rei Davi na antiga cidade de Jebus há aproximadamente 3.300 anos atrás, quando ele a renomeou e lhe conferiu um caráter judaico. Jerusalém foi tanto a capital política quanto espiritual do povo judeu – a última, sem interrupção até o presente, através de bons e maus tempos.
1.3. Pelos últimos 3.300 anos, Jerusalém nunca foi a capital de nenhum outro povo, nem mesmo de árabes e muçulmanos, um fato significante levando-se em conta que a cidade foi conquistada por tantos povos diferentes.
2. Observações de algumas pessoas célebres sobre a conexão do povo judeu com Jerusalém
Além do Domo da Rocha, Jerusalém não tem qualquer significado mais importante para o islã (o Domo da Rocha foi construído sobre as ruínas do Primeiro e do Segundo Templos judeus).
2.1.”Para um muçulmano”, observou o escritor britânico Christopher Sykes, “há uma profunda diferença entre Jerusalém e Meca ou Medina. As últimas são cidades sagradas contendo locais sagrados”. Além do Domo da Rocha, ressalta ele, Jerusalém não tem qualquer significado mais importante para o islã (o Domo da Rocha foi construído sobre as ruínas do Primeiro e do Segundo Templos judeus).
2.2. Sir Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico, disse à diplomata Evelyn Shuckburgh, em 1955: “Há de se deixar os judeus terem Jerusalém – foram eles que a tornaram famosa”.
2.3. Sari Nusseibah, ex-representante da Autoridade Palestina em Jerusalém: “Seria cegueira negar a conexão judaica com Jerusalém”.
3. Alguns registros da presença judaica em Jerusalém, de 705 d.C. a 1967 d.C.
• 705 d.C. – “Desde o tempo do califa Abdel-Malik em diante, os judeus estavam entre aqueles que guardavam os muros do Domo da Rocha. Por isso, eles não precisavam pagar o imposto cobrado de todos os não-muçulmanos. Os judeus eram encarregados de limpar o lixo da área haram (impura para muçulmanos)”. Mujir al-din em seu livro History of Jerusalem and Hebron.
• 863 – “Essa é a data presumida da mudança da Yeshivat Eretz Israel de Tiberíades para Jerusalém, para que se tornasse a autoridade religiosa central de toda a região. O último dos Ga’ons (sábios) de Jerusalém foi Evyatar Ben Eliyahu Hacohen (1112)”. Nathan Schur, History of Jerusalem.
• 1167 – “Duzentos desses judeus vivem em um canto da cidade, sob a Cidadela de Davi”. Benjamin de Tudela em seu famoso livro Travels.
• 1395 – “Os judeus na Cidade Santa vivem em suas próprias áreas residenciais especiais”. O viajante Ogier D’Anglure em Le Saint Voyage de Jerusalem.
• 1499 – “Dentre os inúmeros judeus em Jerusalém, eu encontrei diversos nativos da Lombardia, três da Alemanha e dois monges que se converteram ao judaísmo”. Diário de viagem de Arnold von Harff, Die Pilgerfahrt I.
• 1546/47 – “Muitos judeus moram em Jerusalém e há uma rua especial dos judeus”. Ulrich Prefat da Eslovênia em suas crônicas.
• 1611 – “E nessa Terra, eles [os judeus] vivem como estrangeiros… sujeitos a toda opressão e privação, que eles suportam com paciência incompreensível, desprezados e combalidos. Apesar de tudo isso, eu nunca vi um judeu com raiva em seu rosto”. George Sandys, filho do arcebispo de York, em Travails.
• 1751 – “Quatro mil pessoas chegam por ano junto com um número semelhante de judeus que vêm de todos os cantos do mundo”. O viajante sueco Frederick Hasselquist em Voyages and Travels in the Levant.
• 1860 – Primeiro bairro judeu construído fora dos muros de Jerusalém.
• 1889 – “Trinta mil das 40.000 pessoas em Jerusalém são judeus… no momento, os judeus estão vindo para cá às centenas”. The Pittsburgh Dispatch, 15 de julho de 1889.
• 1925 – Universidade Hebraica inaugurada no Monte Scopus, Jerusalém.
• 1967 – Árabes derrotados em sua nova guerra contra Israel – a “Guerra dos Seis Dias”. Jerusalém reunificada. Muro das Lamentações e Monte do Templo liberados.
4. O respeito de Israel pelos locais de adoração de todas as religiões
Com exceção do período de 1948 a 1967, Jerusalém nunca foi uma cidade fisicamente dividida. Em 1948, a Legião Árabe Jordaniana, sob o comando de Glubb Pasha (na realidade John Bagot Glubb, um inglês) invadiu e controlou, até 1967, a área que hoje é conhecida como a parte oriental de Jerusalém. Isso incluía a murada Cidade Antiga. Os jordanianos, então, expulsaram todos os judeus e tornaram a antiga Cidade de Jerusalém judenrein (“limpa dos judeus”, em alemão). Sob o controle jordaniano, ocorreu o seguinte:
• Cinqüenta e oito sinagogas no antigo Bairro Judeu – algumas construídas há muitos séculos – foram destruídas e profanadas. Os jordanianos transformaram algumas delas em estábulos e galinheiros.
• A Legião Árabe Jordaniana profanou o antigo cemitério judeu, existente há mais de 2.500 anos no Monte das Oliveiras. Uma estrada foi construída através do velho cemitério para ligar o Hotel Intercontinental a uma rodovia. A Legião Árabe Jordaniana usou lápides de destacados rabinos como calçamento e na construção de latrinas.
• Apesar do acordado no Armistício de 1949 entre Israel e a Jordânia, que permitia a visita de judeus a seus lugares sagrados, os jordanianos proibiram os judeus de visitarem o Muro Ocidental (Muro das Lamentações) na Cidade Antiga ou o antigo cemitério judeu no Monte das Oliveiras. A Universidade Hebraica no Monte Scopus e o Hospital Hadassah ficaram totalmente isolados e foram reduzidos a ruínas.
• Apesar do flagrante e completo desrespeito da Jordânia pelos lugares sagrados judeus, a ONU nunca aprovou sequer uma resolução denunciando o fato. Compare isso à gama de resoluções da ONU contra Israel.
Em contraste, o tratamento que Israel deu a todos os locais sagrados em Jerusalém e cercanias desde 1967 tem sido exemplar. O ex-presidente americano Jimmy Carter disse “não haver dúvida” de que Israel foi mais competente em salvaguardar os locais sagrados da cidade que a Jordânia.
5. A população de Jerusalém
Muitos não têm consciência de que, desde aproximadamente 1840, os judeus têm constituído a maioria da população de Jerusalém.
6. Conclusão
Quando o povo judeu defende Jerusalém como sua Cidade Eterna, ele se baseia em numerosas e sólidas evidências históricas. Nenhum outro povo pode demonstrar ligações tão fortes com Jerusalém quanto o povo judeu: a ligação judaica com a Cidade Santa é a mais longa e ininterrupta. Jerusalém é o – único – centro espiritual do judaísmo. Em toda a sua longa história, Jerusalém apenas foi a capital de um único povo: o povo judeu. Os judeus têm constituído a maioria de sua população nos últimos 160 anos. E, o que é de suma importância para a comunidade internacional: Israel tem, de longe, o melhor histórico de proteção dos lugares santos de todas as religiões – em Jerusalém eles recebem o respeito que merecem. Pela lógica, Jerusalém é a capital do Estado de Israel e todas as pessoas sinceras e de boa fé devem reconhecer esse fato.
extraído de www.infoisrael.net