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28/11/2016

Justiça alemã confirma condenação do contador de Auschwitz

Oskar GroningA justiça alemã confirmou a pena de quatro anos de prisão para o contador de Auschwitz Oskar Groning, de 95 anos, condenado por "cumplicidade" no assassinato de 300.000 judeus.
A Corte Federal de Karlsruhe rejeitou em 20 de setembro um recurso apresentado pelo nonagenário após a condenação em julho de 2015 pelo tribunal de Luneburgo, informou à AFP o advogado Hans Holtermann.
A Corte também recusou os recursos apresentados por vários demandantes que não concordavam com a primeira sentença.
A decisão, muito aguardada pelos juristas da Alemanha, valida um conceito mais amplo da noção de responsabilidade no Holocausto, ao acusar alguém de "cumplicidade" com o extermínio, sem provas de participação direta nos assassinatos.
Em 2011, o ex-guarda do campo de Sobibor John Demjanjuk, condenado por cumplicidade, também apresentou um recurso. Mas o réu faleceu enquanto a Corte Federal examinava seu caso e o tribunal não pôde validar ou invalidar o conceito ampliado de responsabilidade.
"Esta decisão afirma, finalmente, de forma clara que todos aqueles que participaram no processo de extermínio compartilham a responsabilidade e a culpabilidade", afirmou em um comunicado Christoph Heubner, do Comitê Internacional de Auschwitz.
"Isto enviará uma mensagem duradoura para os próximos julgamentos relacionados com o genocídio", completou.
Oskar Groning está em liberdade, já que o recurso de cassação é suspensivo. O Ministério Público determinará se o seu estado de saúde é compatível com a detenção, o que parece pouco provável.
Em 15 de julho de 2015, Groning foi condenado a quatro anos de prisão por, segundo ele, ter aceitado "um trabalho de escritório seguro" no campo de extermínio nazista de Auschwitz, na Polônia.
Durante o julgamento ele admitiu ter cometido uma "falta moral" e pediu desculpas.
A Alemanha julgou nos últimos anos vários nazistas em processos que ilustram o crescente, embora tardia, rigor da justiça em relação ao grupo.
Quase 1,1 milhão de pessoas, incluindo um milhão de judeus, morreram entre 1940 e 1945 no campo de Auschwitz-Birkenau, libertado pelos soviéticos em janeiro de 1945. 

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