Coisas Judaicas : Séries israelenses chegam ao Brasil
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Séries israelenses chegam ao Brasil
05/10/16 Posted by Coisas Judaicas

Séries israelenses chegam ao BrasilPara os fãs de séries, a grande vantagem de se ter acesso a canais a cabo ou Internet é a possibilidade de assistir às produções de outros países que não sejam do Brasil ou dos EUA. 
Com este acesso, o público vai lentamente se acostumando a escutar outros idiomas e a acompanhar a vida de personagens inseridos em uma cultura completamente diferente daquela que conhece, ampliando o olhar para outras formas de se contar uma história ou compreender uma situação.
Séries produzidas no Reino Unido, Canadá, Austrália, Dinamarca, Alemanha, Suécia ou Japão (via animes) já fazem parte do catálogo de favoritos de muitos que gostam de acompanhar este formato de produção. Mas, apesar do acesso a estas produções ser possível, ele ainda é pouco explorado, visto que existem muitos países que permanecem um território (quase) desconhecido para boa parte deste segmento de público. Isto porque os canais ou serviços de streaming ainda estão engatinhando na importação de produtos estrangeiros (considerando que as produções dos EUA fazem, há décadas, parte da TV brasileira).
Para se ter uma ideia, a HBO Europa começou há alguns anos a produzir séries originais, com o objetivo de lançar duas por ano. Mas ainda vai levar um bom par de anos para a HBO Brasil (canal que pertence ao mesmo grupo) começar a pensar em adquirir estes títulos para o público brasileiro, já que, neste momento, está se dedicando a estabelecer suas próprias produções. Pelos serviços de streaming a situação ainda é mais difícil. Embora seja possível encontrar séries de outras nacionalidades, elas estão em uma proporção muito menor que aquelas dos EUA, Inglaterra ou até mesmo Canadá. Isto ocorre apenas no Brasil, porque no Netflix americano, bem como no Amazon, Hulu e Acorn TV, nos EUA, ou All4 na Inglaterra, é possível encontrar uma quantidade bem maior de séries estrangeiras.
Entre os canais a cabo que atuam no país, o Eurochannel e o +Globosat são os que mais investem na produção estrangeira, sendo que o primeiro está apostando mais nos filmes e curta-metragens que nas séries. Houve uma época, lá pelos idos dos anos de 1990, em que era possível encontrar uma grande quantidade de séries no Eurochannel, geralmente britânicas. Assim que uma acabava, começava outra. Bons tempos, quem sabe um dia eles voltam!
Restou para este público o +Globosat, que nem sempre cumpre horários ou exibe as séries que adquire por completo. Mas, problemas à parte, este é o canal que todo o fã de séries estrangeiras procura quando quer conhecer algo diferente. O +Globosat não tem um perfil de séries definido. Podem passar por lá produções leves de entretenimento ou séries mais densas, complexas e sombrias. A variedade é boa, só seria necessário ampliar o cardápio; e talvez seja exatamente isto que o +Globosat esteja fazendo, ao anunciar para os próximos dias a estreia de quatro séries israelenses.
Israel é um país que vem há alguns anos se estabelecendo no mercado televisivo internacional, mas que ainda não tinha conseguido exibir suas séries no Brasil, com exceção de um ou outro título, sem continuidade. A presença das produções televisivas israelenses no mercado internacional se deve à sua qualidade, ao fato de que o público de séries está mais aberto a conhecer outras culturas, à grande quantidade de canais e serviços de streaming que existe hoje no mundo, e ao interesse de canais americanos em produzir séries diferentes, o que os leva a buscar em outros países títulos que possam adquirir para adaptar ao mercado doméstico.
Quem acompanha o mercado televisivo e sabe o quanto a produção israelense é respeitada internacionalmente, se surpreende em conhecer as origens deste veículo em seu país. A TV começou a operar em Israel de forma experimental em 1966, com o Israeli Educational Television – IETV, um canal público educativo que se tornou regular em 1968. A concorrência surgiu na década de 1980, com canais piratas e o home vídeo. Em 1993, teve início a TV comercial com Channel 2, sendo que ao longo desta mesma década iniciaram as transmissões de canais a cabo. Foram os canais comerciais e a cabo que investiram mais na produção de séries, com produtoras independentes, estabelecendo o perfil deste formato no país.
A base de construção das séries americanas são as diferenças sociais/étnicas e o questionamento moral dos personagens, podendo ou não seguir uma narrativa didática. Em Israel, as séries são construídas basicamente em torno de três temas: religião (ortodoxa moderna x ultra ortodoxa), relacionamentos (especialmente entre judeu x árabe, e judeu proveniente da Europa Ocidental x Oriental) e defesa do país (militar, política e cultural).
A exemplo do que já ocorreu em outros países, Israel também teve uma série que abriu as portas do mundo para a sua produção televisiva. Trata-se de BeTipul, criada por Hagai Levi, Ori Sivan e Nir Bergman. Esta produção, com um orçamento extremamente baixo, ofereceu um drama psicológico profundo e delicado ao apresentar a rotina de trabalho de um psicólogo que atendia a cada dia da semana um paciente diferente.
Exibida entre 2005 e 2008, a série se transformou em uma franquia internacional de sucesso ao ser adaptada por outros países. O primeiro foi os EUA, que entre 2008 e 2010 exibiu pela HBO a série In Treatment. O sucesso do remake gerou mais de dez adaptações internacionais, incluindo uma brasileira, que recebeu o título de Sessão de Terapia, exibida pelo GNT entre 2012 e 2014.
A partir de BeTipul, a produção televisiva israelense se tornou alvo do mercado internacional, que adquiriu não apenas séries ficcionais, mas também reality shows e game shows, os quais ganharam remakes. Entretanto, apesar de toda esta penetração no mercado internacional, as séries originais têm tido dificuldade de viajar para países fora da Europa (seu melhor mercado), seja em função do idioma ou da cultura.
No Brasil, o canal TNT Séries estreou no último mês de julho Mossad 101/Hamidrasha, drama de ação israelense que ainda está sendo exibido. Já o canal TNT Brasil prepara desde 2014 a série Rua Augusta, remake da israelense Allenby, criada por Gadi Taub, ainda sem uma data de estreia anunciada. O próprio +Globosat já exibiu em 2013 as duas temporadas de Hatufim, série que deu origem a Homeland. Agora o canal anuncia quatro novos títulos.
A primeira estreia é a de Dois Lados de um Conflito/Fauda, que ocorreu em setembro, às 21h30. Este é um drama policial criado pelo jornalista Avi Issacharoff e pelo ex-militar das forças especiais Lior Raz, que também estrela a série.
A história gira em torno de uma equipe do Mista’arvim, unidade de combate ao terrorismo que atua infiltrada na Palestina. Sua missão é a de caçar Abu-Ahmed (Hisham Suliman) um ex-líder do Hamas que forjou sua própria morte. O comandante da equipe é Doron (Raz), que adiou sua aposentadoria para realizar mais esta missão, com a qual ele espera encerrar sua carreira.
A série é falada em árabe, tendo sido exibida em seu país em 2015 pelo canal Yes com legendas em hebraico. Apesar de ser um drama de ação, a história, segundo os produtores, tem como objetivo mostrar o lado humano dos dois lados (palestinos e israelenses). A primeira temporada tem doze episódios produzidos, sendo que ela foi renovada em julho. A segunda temporada está prevista para a Fall Season de 2017, em Israel. A produção é da Tender Productions.
A segunda estreia é a de Hostages/Bnei Aruba, que também começou a ser exibida pelo +Globosat em setembro, às 23h. Criada por Omri Givon e Rotem Shamir, a série é uma produção do Channel 10 que ganhou um remake americano em 2013, pela CBS, também com o título de Hostages. O remake foi exibido no Brasil no mesmo ano pelo canal Warner.
Trata-se de um drama psicológico que gira em torno da Dra. Yael (Ayelet Zurer), cirurgiã designada a realizar uma operação no primeiro-ministro de Israel. Mas, na noite anterior ao procedimento, a família de Yael se torna refém de um grupo mascarado. O plano é obrigar Yael a matar o ministro durante a cirurgia em troca da liberdade de seu marido e filhos. A série teve duas temporadas com um total de vinte e dois episódios produzidos (dez para a primeira e doze para a segunda temporada). No elenco também estão Jonah Lotan (visto em 24 Horas, CSI: NY e Homeland), como Adam Rubin, líder do grupo de sequestradores; Tomer Kapon, Nevo Kimchi, Shmil Ben Ari e Shmuel Netzer, entre outros. A produção e distribuição é da Armoza Formats.
A terceira série estreou em setembro, às 23h30. Trata-se de O Escritor/The Screenwriter, drama criado por Sayed Kashua (Arab Labor), considerado por alguns críticos como o Louis C.K. israelense. A história acompanha a vida de Kateb (Yousef Sweid), um roteirista bem sucedido de quarenta e poucos anos que passa por uma crise existencial. Após anos atuando no mercado televisivo, no qual trabalha como roteirista e produtor de uma famosa sitcom, Kateb começa a questionar os verdadeiros valores da vida. Como se isto não bastasse, ele ainda precisa lidar com o preconceito que existe na sociedade e no local de trabalho por ele ser um palestino atuando nos meios de comunicação de Israel, bem como com os altos e baixos de seu casamento, e com as discussões provocadas por judeus ortodoxos modernos e ultra ortodoxos que vivem ao seu redor. No elenco também estão Ruba Blal-Asfour, como a esposa de Kateb; Eran Zrhobitz, como o agente e produtor de Kateb; Yasmin Churi e Adham Bachus.
The Screenwriter (também divulgada como The Writer) é uma série falada em árabe e hebraico. A primeira temporada tem dez episódios produzidos pela Dori Media com distribuição internacional da Keshet International. A série foi exibida pelo First Channel de Israel na Summer Season de 2015. Por fim, também em setembro, às 23h30, o +Globosat estreou Justiça Sem Lei/Street Justice/Achat Efes Efes, série criada por Amir Mann. O canal exibirá na sequência as três temporadas produzidas, com um total de vinte e nove episódios. Produzida entre 2011 e 2015, a série é um drama policial de ação que retrata os limites entre a justiça e a legalidade. Arik Arbel (Amos Taman) é um detetive excessivamente dedicado ao trabalho. Homem de temperamento explosivo, ele assume a missão de colocar criminosos atrás das grades, mesmo que isto signifique prendê-los antes que cometam crimes. No elenco também estão Efrat Dor, Moris Cohen, Sharon Alexander, Golan Azulai, Zohar Shtrauss e Vladimir Friedman, entre outros. A produção é da Artza Productions.
Além das estreias destas produções, o +Globosat também programou a reprise de Hatufim, que voltou à grade do canal, às 21h30. Serão exibidas as duas temporadas na sequência.

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