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O Jejum de Guedaliá
07/10/16 Posted by Coisas Judaicas


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Por Rabi Aryeh Leib Nivin e Rabi Shraga Simmons

O dia seguinte a Rosh Hashaná marca o Jejum de Guedaliá. O jejum começa ao alvorecer e termina ao cair da noite. Qual é o significado desse jejum, e por que ocorre durante os dias intermediários entre Rosh Hashaná e Yom Kipur?

A história de Guedaliá

Após a destruição do Primeiro Templo há 2.500 anos, a maioria do povo judeu foi exilada para a Babilônia. O conquistador, Nabucodonosor, terminou por facilitar algumas de suas restrições mais severas e permitiu que alguns judeus permanecessem na Terra de Israel. Ele chegou a designar um judeu justo, chamado Guedaliá, para administrar o território. Aos poucos, mais judeus que tinham escapado dos horrores da guerra para os países vizinhos começaram a voltar aos seus lares em Israel.
Guedaliá era realista sobre as limitações da soberania judaica. Ele compreendia que para sua auto-preservação, os judeus em Israel precisavam cooperar plenamente com a nação que tinha conquistado o seu país.
Porém esta política de subserviência era intolerável para alguns judeus. Um homem chamado Yishmael ben Netaniah, espicaçado pela inveja e influência estrangeira, promoveu um levante para ignorar o Rei da Babilônia. Em 3 de Tishrei, Yishmael traiçoeiramente assassinou Guedaliá, bem como muitos outros judeus e babilônicos.

Resposta em Yom Kipur

Após o assassinato de Guedaliá, os judeus temiam uma reação do Rei da Babilônia. Pensaram em fugir ao Egito para se salvarem. Porém como o Egito era uma sociedade moralmente corrupta, os judeus estavam num dilema – era a ameaça física contra o perigo espiritual. Portanto, eles se voltaram ao Profeta Yirmiyáhu, que estava recolhido em luto, para pedir conselhos.

Durante uma semana inteira, Yirmiyáhu implorou a D'us por uma resposta. Finalmente, em Yom Kipur, ele teve um retorno. Yirmiyáhu chamou os judeus e disse a eles para permanecerem em Israel, e tudo daria certo. D'us estava planejando fazer com que os babilônicos agissem misericordiosamente para com os judeus, e dentro em breve, todos os judeus exilados teriam permissão de voltar ao seu próprio solo. Mas, Yirmiyáhu lhes disse, se os judeus decidissem ir para o Egito, a espada da qual eles estavam correndo os mataria lá.

Infelizmente, as palavras do Profeta não causaram efeito, e o povo se recusou a acreditar. Todos os judeus em Israel fizeram as malas e desceram ao Egito. Chegaram a seqüestrar Yirmiyáhu e levá-lo com eles! Agora a destruição estava completa; a Terra de Israel ficou completamente estéril.

É fácil prever o que aconteceu em seguida. Alguns anos depois, a Babilônia conquistou o Egito e dezenas de milhares de exilados judeus foram completamente dizimados. O único sobrevivente desse massacre foi Yirmiyáhu; sua profecia tinha se provado tristemente verdadeira.

O evento inicial – o assassinato de Guedaliá – tem sido comparado à destruição do Templo Sagrado, porque custou vidas judaicas e foi o fim da colonização judaica em Israel durante muitos anos. Os Profetas, portanto, declararam que o aniversário dessa tragédia deveria ser um dia de jejum. É o terceiro dia de Tishrei, imediatamente depois de Rosh Hashaná.

Lições do Jejum

Lição nº 1 - O povo judeu tinha caído a um de seus níveis mais baixos na História. O Templo fora destruído, a maioria dos judeus tinha sido exilada, e tudo parecia desesperador. Porém D'us mudou esta situação desesperada e fez com que o justo Guedaliá fosse nomeado. Porém Guedaliá foi assassinado por um judeu e toda a esperança se perdeu.

Foi a essa altura que Yirmiyáhu rezou, pedindo a D'us alguma visão e certeza. Isso foi durante os 10 dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur. Esta história é relembrada para nos ensinar uma importante mensagem para os dias de hoje: Não importa quão distante você esteja, sempre poderá voltar e D'us o perdoará.
Lição nº 2 - Os judeus que foram pedir conselho a Yirmiyáhu tinham certeza, subconscientemente, que D'us lhes daria a resposta que desejavam ouvir. Portanto, quando D'us respondeu de modo diferente, eles se rebelaram. Porém, não eram pessoas perversas. O que aconteceu?

Embora estes judeus de certa forma dependessem da vontade dos babilônicos, não estavam dispostos a dependerem da vontade de D'us. A lição é que apegar-se a D'us significa segui-Lo o tempo todo, não somente quando isso coincide com aquilo que você deseja.

Uma boa regra na vida, quando se enfrenta um dilema moral traiçoeiro, é perguntar a si mesmo: "O que D'us diria? O que Ele deseja que eu faça?"

Lição nº 3 - Quando um judeu mata outro, é uma enorme tragédia, terrível, que pode ter enormes repercussões históricas. Não há desculpas para tal violência. Temos diferenças filosóficas e políticas? Devemos resolvê-las com calma e tolerância. É a única maneira aceitável.

Coisas Judaicas

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