Diretora Geral da Unesco se posiciona contra países árabes e é ameaçada de morte
Crédito: Divulgação
Irina Bokova - Coisas Judaicas
Vivemos em um mundo onde mulheres poderosas não podem se manifestar sem serem atacadas por seu posicionamento, mesmo ele sendo o mais justo possível. Mas, esse cenário é importante para destacar a força que mulheres como Irina Bokova têm.

Ela é a Diretora da o Conselho Executivo da Organização da Unesco e achou uma temeridade a aprovação do projeto promovido por países árabes sobre os lugares santos de Jerusalém, negando seus vínculos com o Judaísmo, ou seja: apagando da história uma parcela da cultura.

Após declarar sua posição contrária ao documento, não é difícil imaginar que Bokova recebeu represálias. Mas, elas foram além de apenas simples descontentamento. Segundo o embaixador Carmel Shama Cohen em entrevista à rádio pública israelense nesta segunda-feira (17), Irina vem recebendo ameaças de morte desde então.

“A diretora-geral recebeu ameaças de morte e sua proteção foi reforçada […], essas ameaças foram lançadas depois das críticas que ela emitiu”, explicou o diplomata, reforçando que considerou o comportamento dos países árabes como “abominável”.

O texto encaminhado na semana passada (13) à Unesco por sete países árabes descreviam como objetivo “salvaguardar o patrimônio cultural da Palestina e do caráter distintivo de Jerusalém Oriental”. Aprovado na ocasião e também na segunda votação desta terça-feira (18), foi considerado uma afronta à história pela diretora-geral.
Irina Bokova expressou seu contentamento ao dizer que “o patrimônio de Jerusalém é indivisível” e concluindo ao dizer que “cada uma das comunidades têm direito ao reconhecimento explícito de sua história e sua relação com a cidade”.
Mas, ela não foi a única a se descontentar. Entretanto, é a autoridade que está sofrendo agressões e ameaças por seu posicionamento político e sua representação ao mundo. O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu realizou criticas pesadas, também.

Ele acredita ser importante haver a critica e um pensamento sobre a ocupação por Israel. Mas, quanto a reescrever a história e tentar negar a “histórica conexão do judaísmo com o Monte do Templo, onde os dois templos existiram por mil anos e nos quais todos os judeus rezaram”, é um “absurdo”. Porém, não precisou reforçar sua segurança.

Risco de apagar da História

Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e os palestinos querem que ela seja a capital do Estado de Israel no futuro. É onde fica o Monte do Templo/Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado para os judeus (ou Esplanada das Mesquitas – terceiro lugar sagrado do Islã).

Israel anunciou que suspenderia a cooperação com a Unesco, após aprovação do documento na comissão, a resolução torna a referência ao Monte do Templo exclusivamente com a designação de “mesquita Al-Aqsa/Al-Haram Al-Sharif” e suas imediações, ignorando existência de locais judaicos sagrados, também da presença cristã na área.

A blogueira Leah Soibel, demonstra ao “Times of Israel” desta terça (18) a importância histórica destas influências: “Jerusalém e o Monte do Templo estiveram originalmente sob controle judeu com influência cristã mais tarde. Jesus ensinou, rezou e praticou milagres em Jerusalém e no Monte do Templo durante os tempos do Segundo Templo [destruído pelos romanos no ano 70]”, reforçando que seria um crime simplesmente ignorá-las.
Coisas Judaicas

Coisas Judaicas

Blog Judaico - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico

Deixe seu comentário:

0 comments:

Deixe sua opinião