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Gabinete israelense aprova acordo com a Turquia apesar da pressão das famílias de israelenses detidos em Gaza
04/07/16 Posted by Coisas Judaicas

Jerusalém (TPS) – O gabinete de segurança israelense aprovou um acordo de reconciliação com a Turquia na quarta-feira, 29/6, por 7 votos a 3. 
O acordo, que foi apoiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, teve a oposição do ministro da defesa Avigdor Liberman, do ministro da justiça Ayelet Shaked e do ministro da educação Naftali Bennett.
O acordo, que foi assinado terça-feira passada, surgiu seis anos depois das forças israelenses terem interceptado uma flotilha que tentava romper o bloqueio de Gaza, deixando 10 cidadãos turcos mortos e causando uma fissura nas relações turco-israelenses.
Três condições deverão ser atendidas por Israel: um pedido oficial de desculpas pelo incidente da flotilha em 2010, que está por ser emitido, bem como 20 milhões de dólares em compensação para as famílias daqueles que morreram. Além disso, à Turquia será permitido fornecer ajuda à Gaza via porto israelense de Ashdod.
As famílias de Oron Shaul e Hadar Goldin, soldados mortos durante a guerra de Gaza em 2014 e cujos corpos estão atualmente sendo retidos pelo Hamas em Gaza,expressaram desdém com o acordo. As famílias exigiram a devolução dos corpos dos soldados antes que qualquer ajuda possa ser fornecida a Gaza, controlada pelo Hamas, uma condição não incluída no acordo atual.
A família Shaul protestou em frente à residência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu,exigindo a retirada do acordo de paz. A família Goldin apresentou uma carta ao escritório do primeiro-ministro.
Juntamente com a família Shaul, parentes de Avera Mengistu participaram dos protestos. Mengistu, um homem israelense com histórico de doença mental, o qual se acredita ter estado sob custódia do Hamas após ter atravessado a fronteira para Gaza e ter sido submetido a interrogatório por agentes do Hamas em 7 de setembro de 2014. O paradeiro e as condições de Mengistu são incertos, embora funcionários do Hamas tenham afirmado que ele foi liberado após o interrogatório.
O irmão de Mengistu, Ilan, denunciou o acordo de reconciliação, dizendo: "O governo precisa ouvir os nossos gritos e entender que estamos falando de uma questão humanitária aqui. Avera é meu irmão e um irmão para todos nós. Precisamos trazê-lo para casa".
"É inaceitável que enquanto o governo permite um acordo humanitário com Gaza, os direitos humanitários do meu irmão são esquecidos", acrescentou.
O gabinete israelense decidiu discutir a imposição de condições mais rigorosas sobre prisioneiros do Hamas atualmente detidos em prisões israelenses como forma de pressionar o Hamas para libertar os israelenses detidos em Gaza.
O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reuniu-se com as três famílias por meia hora no escritório do primeiro-ministro, informando as famílias que a ONU vai nomear representantes especiais para lidar com a questão do retorno dos corpos e dos israelenses desaparecidos.
Sete dos dez ministros que votaram a favor do acordo se reuniram com as famílias antes de entrar no gabinete do primeiro-ministro em Jerusalém para votar sobre o acordo.
Vários parlamentares israelenses, que se opunham ao acordo, expressaram preocupação sobre a condição de pagamento às famílias de presumíveis terroristas, bem como sobre os interesses da Turquia em entrar no acordo, citando retórica anti-Israel do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, em anos recentes.
O parlamentar Naftali Bennett manifestou cautela sobre o acordo, explicando que "reconciliação com a Turquia é importante neste momento e é do interesse do Estado de Israel, no entanto, o pagamento em compensação aos autores de um ato terrorista é um precedente perigoso que Israel vai se arrepender no futuro".
"Enquanto houver influência turca sobre o Hamas, eles (os turcos) é que devem fazer todo o possível para garantir que Oron Shaul e Hadar Goldin, abençoadas sejam suas memórias, retornem a Israel", disse Bennett.
Netanyahu defendeu firmemente o acordo numa conferência de imprensa em Roma na segunda-feira da semana passada, anunciando o acordo.
"Nós não estamos entrando em uma lua-de-mel. Não estou tentando embelezar este acordo ou olhar para ele através de lentes cor-de-rosa", disse ele. "O que estou dizendo é que os nossos interesses vitais são promovidos por este acordo, que na balança se inclina para os nossos interesses."
O acordo vem em um momento delicado, com o mortal ataque terrorista no aeroporto de Istambul na noite de terça, que custou a vida de pelo menos 41 pessoas e deixou muitos mais feridos.
"O ataque no aeroporto de Istambul é outra prova de que ninguém está imune ao terrorismo. Israel tem sofrido com esse tipo de terror durante anos ", escreveu a parlamentar Ksenia Svetlova em sua página do Facebook na terça-feira passada à noite. "O mundo está apenas começando a se preparar para esta batalha que ameaça o nosso modo de vida, nossa independência e liberdade. Precisamos de ampla cooperação em matéria de informação, de rejeitar o extremismo islâmico e de reconhecer o perigo do extremismo religioso."
Fonte: TPS / Texto: Joshua B. Dermer / Tradução: Hannah Franco / Foto: Hillel Maeir

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