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Tensão entre Washington e Riad
23/04/16 Posted by Coisas Judaicas

Tensão entre Washington e RiadAs tensões entre Washington e Riad aumentaram no meio da reunião de Barack Obama com líderes dos países do Golfo. Os analistas notam que a Arábia Saudita não é único país com o qual os EUA se sentem pouco à vontade.

O mesmo acontece no caso de Israel, onde as tensões na região criam obstáculos para as relações bilaterais e, provavelmente, isto só mudará após o fim do mandato de Obama.

Nos últimos nove meses no cargo, e o presidente Obama, aparentemente, tem que tentar de novo tranquilizar os seus aliados do Oriente Médio, que ficam perturbados com a política americana na região.

Além de uma tensa relação com a Arábia Saudita por causa do Irã, da luta contra o terrorismo e da possível publicação de documentos que acusam naturais sauditas dos ataques de 9/11, existe outro país do Oriente Médio onde atitudes menos cordiais são susceptíveis de persistir até o final do mandato de Obama.

"Apesar da amarga batalha política sobre as armas nucleares iranianas, muitos expressaram a esperança de que o machado de guerra fosse enterrados e o resto do mandato de Obama mostrasse um melhoramento acentuado nas relações entre os EUA e Israel. No entanto, continua a ser evidente que isso não acontecerá", nota a agência de noticias The Medial Line, especializada na cobertura do Oriente Médio.

Esta opinião tem ver com a última declaração do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo o qual as Colinas de Golã, conquistadas por Israel em 1967 durante a guerra com a  Síria  e anexadas unilateralmente em 1981, permanecerão sempre como território de Israel.

O anúncio foi feito no domingo (17) quando o Governo se reuniu pela primeira vez na região disputada.

Israel está preocupado com o acordo de paz que circula em Genebra e que inclui uma cláusula segundo a qual Israel deve devolver as Colinas de Golã à Síria.
Netanyahu afirmou que tinha dito ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que Israel não criaria obstáculos para a regulação do conflito na Síria mas que as fronteiras de Israel não mudariam.

"Eu decidi realizar a reunião do gabinete nas Colinas de Golã para transmitir uma mensagem clara: as Colinas de Golã ficarão para sempre nas mãos de Israel. Israel nunca sairá das Colinas de Golã", declarou primeiro-ministro israelense.

“A resposta dos EUA foi imediata e inequívoca”, escreve a The Media Line.

O porta-voz do Departamento de Estado John Kirby, referindo-se às Colinas de Golã e a outros territórios usurpados por Israel em 1967, declarou: “ Os territórios não fazem parte de Israel, o seu estatuto tem que ser determinado por via de negociações. A situação atual não permite isso”.

Esta posição foi apoiada quer pelo Partido Republicano, quer pelo Partido Democrata.

O vice-presidente dos EUA Joe Biden também foi extremamente claro na sua crítica à política de Israel.
“Acredito que as ações que o governo de Israel levou a cabo nos últimos anos (a expansão constante e sistemática dos assentamentos, a legalização de postos avançados, as apreensões de terra) estão nos levando e, mais importante ainda, estão levando Israel na direção errada," disse o vice-presidente na segunda-feira (18).

A posição dos EUA tem sido apoiada pela Alemanha.

"Um princípio básico do direito internacional e da carta da ONU indica que nenhum Estado pode reivindicar o direito de anexar um território de outro Estado",  disse Martin Schaefer, porta-voz da chancelaria da Alemanha na segunda-feira (18).

Netanyahu responderá perante Liga Árabe por suas palavras sobre Colinas de Golã

Em Bruxelas, no Conselho de Assuntos Exteriores da União Europeia, a comissária Federica Mogherini também enfatizou que "a UE reconhece Israel nas suas fronteiras antes de 1967, independentemente das pretensões do Governo israelense nas outras áreas, até que uma solução definitiva seja alcançada. Esta é uma posição conjunta, reafirmada pela União Europeia e os seus estados-membros".

A Liga Árabe anunciou que convocaria uma cúpula de emergência no Cairo por causa da declaração de Netanyahu.

Resta saber qual será o resultado final de todas estas declarações.


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