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07/04/2016

Israel tem custo alto com assentamentos

Israel tem custo alto com assentamentos
 Israel investe mais nos colonos judeus que vivem na Cisjordânia ocupada do que no resto de seus residentes e aumentou 28,4% seu orçamento de 2015 para os assentamentos, segundo um estudo do Macro Center for Political Economics de Israel que foi divulgado nesta quinta-feira pelo jornal "Ha'aretz".

"O governo israelense gasta muito mais em um colono da Cisjordânia do que em um residente de Neguev ou Galileia, e o dobro do que um residente do centro".
Dos 1,4 bilhão de shekels (323 milhões de euros) que atribuiu em 2015, 28,4% a mais do que no ano anterior, o investimento per capita sobre os colonos foi de 3.904 shekels (900 euros), 14% a mais que em Neguev, ao sul do país, 28% a mais que na Galileia, e 100% a mais que o gasto público para os residentes do centro.

Os pesquisadores manejaram dados do Escritório Central de Estatísticas e do Orçamento Geral, e levaram em conta as verbas regionais, considerando o dinheiro concedido à educação, funcionamento e aos custos de determinados benefícios fiscais dos quais gozam alguns destes habitantes, entre outros indicadores.

"A atividade em andamento nos assentamentos na Cisjordânia implica em altos custos e uma grande carga para a economia e sociedade israelenses. E não importa se a razão for a defesa ou a despesa civil, um investimento reduzido ou a ameaça do boicote", diz o relatório.

O texto também aponta que nos últimos 17 anos aumentou 105% a construção de casas nas colônias em termos de superfície construída até alcançar os 9,9 milhões de metros quadrados.

Israel tem custo alto com assentamentosE adverte sobre o custo que teria uma possível retirada dos territórios palestinos ocupados, como foi debatido em reiteradas ocasiões perto de um eventual acordo de paz, levando em conta a crescente revalorização das casas e a entrega de compensações.

"Os pesquisadores apontam que o valor das casas continua subindo e que a evacuação de alguns ou todos os assentamentos, supondo que cada família receba US$ 400 mil em compensação, custaria cerca de US$ 4 a 10 bilhões, dependendo do alcance da retirada. A contínua expansão das colônias só elevaria esse custo no futuro", recolhe o jornal "Ha'aretz".

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