Março 2016
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
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Apesar da perseguição implacável, os judeus encontraram uma maneira de observar o Purim durante a Inquisição espanhola.
Em 1391, massacres anti-judaicos varreram a Espanha, fazendo com que judeus fossem obrigados a escolher entre se converter ao cristianismo ou serem assassinados. Cerca de 20.000 judeus espanhóis se tornaram cristãos durante este período e muitos mais continuaram a converter ao longo do século 15, sob coerção. No entanto, muitos desses judeus que foram convertidos sob a espada continuaram a praticar o judaísmo em segredo. Isso perturbou muito os espanhóis, que viram que muitos judeus “escondidos” continuavam a fazer parte dos altos escalões da sociedade espanhola, como já eram desde a Idade de Ouro da Espanha muçulmana.
Deste modo, em 1492, a rainha Isabel e D. Fernando expulsaram do seu reino todos aqueles judeus acusados de seguirem praticando a fé judaica. Em um primeiro momento, a Inquisição espanhola foi criada para caçar os judeus que continuavam a praticar sua fé em segredo. Cerca de 165.000 judeus fugiram da Espanha, 50.000 foram batizados e algo como 20.000 morrem, tentando deixar a Espanha em 1492. Enquanto isso, 31,912 “hereges” foram queimados nas fogueiras da Espanha, e outros 17.659 foram queimados em efígie – ou seja, simbolicamente, substituídos por um boneco de pano. Para os judeus secretos, conhecidos como “Anussim” – conversos ou marranos – que viviam sob o jugo da Inquisição e, portanto, em constante medo de que seriam descobertos, a festa de Purim tinha um significado especial, já que a Rainha Esther também foi forçado a praticar o judaísmo em segredo.
Para os Anussim da Espanha, Portugal e América Latina, Purim não era um dia de festa com crianças fazendo barulho e adultos consumindo álcool. Pois, se celebrassem desta forma, seriam descobertos pela Inquisição. Ao invés disso, os Anussim, que corriam perigo de vida, jejuavam por três dias, assim como a Rainha Ester jejuou quando os judeus da Pérsia foram ameaçados de aniquilação.
Como resultado, a Inquisição utilizou o Jejum de Esther como um indicador de judeus engajando-se em atividades religiosas “proibidas”. Além disso, um jejum de três dias não era considerado saudável. De acordo com Gabriel de Granada, um garoto de 13 anos de idade, interrogado pela Inquisição no México em 1643, as mulheres de sua família dividiam os três dias de jejum entre elas. Leonor de Pina, que foi preso pela Inquisição portuguesa em 1619, registrou que suas filhas jejuavam por três dias, durante o dia, enquanto durante a noite, comiam. Contudo, quando comiam, se abstinham de comer carne.
Estudiosos dos Anussim sustentam a idéia de que os judeus secretos de Espanha, Portugal e América Latina viram no jejum particular de três dias como um substituto para as Mitzvot públicas de: ler a Megilá na sinagoga e enviar presentes com comida para familiares e amigos – sendo estas ações que chamavam a atenção da Inquisição. O professor Moshe Orfali da Universidade Bar Ilan afirma que os Anussim jejuavam, muitas vezes, como uma forma de demonstrar o seu remorso por serem forçados a violar a Torá.
Curiosamente, os Anussim também transformaram a rainha Esther em “Santa Esther,” como um meio de disfarçar sua fé judaica durante a Inquisição. Os Anussim frequentemente ofereciam todas as suas orações para esta “santa”. Assim, mesmo que os Anussim hajam perdido muito de sua herança judaica ao longo dos séculos, eles nunca esqueceram a Rainha Esther, ou as palavras da Megilá que proclamam: “E esses dias de Purim nunca deixarão os judeus, e sua lembrança jamais será perdida entre seus descendentes”.
Por: Rachel Avraham, traduzido do site UnitedWithIsrael.org
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Palmira na Síria foi fundada por Salomão
A Cidade do Deserto
Palmira é uma cidade no meio do grande deserto sírio. Esta cidade foi fundada pelo Rei Shlomo (Salomão), como é mencionado no verso do primeiro livro de Reis (09:18), e repetido em Crônicas 2 (8:4), que descreve as cidades construídas pelo rei.
Muitos acreditam que o nome real da cidade é Tamar, que significa “Palmeira”, e, portanto, assim chamada, também, pelos gregos e romanos. Mas, de acordo com a explicação de Rashi sobre o versículo no livro de Crônicas 2, o nome da cidade era, na verdade, Tamor que significa “mudança” ou “traição”, pois estes trairam o povo de Israel, como comentaremos no decorrer do artigo, e apenas acrescentaram a letra “Daleth” (Tadmor), para não ofender a memória do Rei Shlomo, que a construiu.
Aparentemente, o Rei Shlomo buscou construir uma cidade que serviria como um escudo contra as incursões agressivas dos exércitos da Mesopotâmia, que, desde os tempos antigos rivalizava com o Egito sobre a hegemonia da Terra de Israel, do Líbano e da Síria.
Palmira na Síria foi fundada por Salomão
No versículo do Livro dos Reis, já mencionado, está escrito que a cidade foi construída “no deserto, na terra”, sem especificar qual a terra referente, enquanto que, no versículo paralelo no livro de Crônicas 2, está escrito que se trata de uma das cidades da região de Amat, a atual Hama, no norte da Síria, portanto podemos afirmar que, claramente, se trata da cidade conhecida atualmente como Palmira.

Tadmor e Chanuká
Todo judeu já ouviu falar desta cidade, uma vez que esta está diretamente relacionada com a festa de Chanuká. Assim consta no Talmud, no Tratado de Shabat (21b) “Até quando – é possível acender as velas de Chanucá – Rabi Yochanan diz: até que se terminem as pisadas dos Tadmoritas (na verdade, aparece a palavra Tardomitas, mas se trata de um clássico equívoco de troca de consoantes). Em outras palavras, enquanto ainda houverem tadmoritas na rua, é possível cumprir com a Mitzvá de acender as velas de Chanuká, uma vez que esta Mitzvá deve ser realizada somente quando as pessoas na rua possam vê-la, para, desta maneira, “divulgar o milagre”, e, caso não tenha mais pessoas nas ruas, perdeu-se a oportunidade de cumprir com a Mitzvá esse dia. E o que ensina Rabi Yochanan é que, enquanto haviam tadmoritas nas ruas, ainda podia-se acender as velas, mas caso estes não estivessem mais, não se podia, pois os tadmoritas eram os ficavam nas ruas até mais tarde.
De acordo com o Midrash, alguns escravos não-judeus chegaram à cidade na época do Rei Shlomo, e se estabeleceram lá, casando-se com mulheres judias que, por esta razão, terminaram assimilando-se e perdendo suas identidades judaicas. Estes escravos enriqueceram e conquistaram muitas honras.
Contudo, estes escravos continuavam muito ressentidos com o rei e seus súditos, e, em algum tempo, este ressentimento se transformou em ódio aberto, como mencionado no Midrash (Eichá Rabá 2:4): “Disse o Rabino Yochanan: abençoado aquele que assiste a queda de Tadmor, pois, estes participaram das destruições de ambos os Templos de Jerusalém. O Rabino Yudan diz: na destruição do Primeiro Templo, estes ofereceram oitenta mil arqueiros, e na do Segundo Templo, quarenta mil arqueiros.”
Além disso, o Talmud, no Tratado de Yevamot (16b), menciona que não se pode aceitar neófitos do povo de Tadmor, pois quando estes vieram, junto com o inimigo, para destruir o Primeiro Templo, ao invés de saquear ouro e prata, estes foram direto seqüestrar as mulheres, como o verso de Eichá (Lamentações 5:11) conta: ‘violaram as mulheres em Tsion, as virgens nas cidades de Judá’.
Bendito Aquele que Assiste
Este comportamento dos tadmoritas levou os Sábios a proclamar que, a bênção de Rivka, no versículo de Gênesis (24:60) que diz “‘que sua descendência conquiste os portões daqueles que você odeia” – “se refere aos tadmoritas, pois, abençoado, é aquele que assiste a queda de Tadmor”.
Nesta cidade viviam juntos pessoas de diferentes origens: sírios, gregos, árabes. E, também, judeus. O fato de que aqueles escravos de Shlomo que o odiavam, se casaram com as mulheres judias, assimilado-as e viviam numa cidade que oferecia uma coexistência para pessoas de diversas origens, fez com que a cidade se tornasse um refúgio para todos aqueles que questionavam sua própria identidade judaica. Até o ponto em que nossos sábios proclamaram: “Todos aqueles ds quais não podemos nos casar, saem do inferno e chegam a Tadmor” (Yevamot 17a). E por causa da influência desta, um processo de assimilação começou a se espalhar, também por outras cidades da Babilônia, que estava há mais de mil quilômetros de Tadmor, como Meshán e Harpania.
Em escavações arqueológicas, que aconteceram na cidade, e cujos descobrimentos foram levados para várias cidades da Europa, é possível perceber, claramente, os nomes judaicos aparecendo como os doadores dos templos idólatras da cidade. Arqueólogos chamaram a atenção para a estranha mistura de versos do Sidur judaico com referências idólatras.
Os Romanos
E assim chegamos aos “Cinquenta anos de anarquia”, em Roma (235-285 da Era Comum), cem anos após a grande derrota de Bar Kochba. Os Césares romanos sucedem um ao outro, enquanto que as tribos germânicas se infiltram nos territórios ocidentais.
Ao leste, os persas cresciam e avançavam em sua guerra contra os romanos, tornando-se um novo império assassino. Para os judeus este avanço era de um valor inestimável, uma vez que estes enfraqueceram o poder dos magos da Mesopotâmia e dos ‘Jabares’, os sacerdotes idólatras, que atacavam os judeus. O primeiro rei persa desta dinastia Shabor, é mencionado muitas vezes no Talmud como um grande amigo dos judeus e especialmente do ‘Amora’ Shmuel.
Os judeus esperavam que, como resultado dessas lutas entre os persas e romanos, teriam de volta, a oportunidade de reconstruir o Templo de Jerusalém. Em uma das batalhas, inclusive, os persas sequestram o próprio César Valeriano I. Nada parece impedir que os persas expulsem os romanos da Ásia Menor.
Ben Náser
Mas de repente, surge um terceiro protagonista, que não estava sendo levado em consideração. Papa Ben-Náser, ou Bar Nasor, era o rei dos tadmoritas naquela época (em outros lugares o nome aparece como ‘Odenat’). Este era meio judeu e meio não-judeu, meio rei e meio gângster, de acordo com as descrições talmúdicas. Ele, então, decide se colocar o lado dos romanos perdedores e sai, rapidamente, em uma incursão com seus arqueiros no território da Mesopotâmia, destruindo o famoso centro de estudos judaicos de Nehardea e arrasando cidades e aldeias. Muitas mulheres judias foram levadas em cativeiro e trazidas para a Terra de Israel, onde foram resgatadas pelos judeus locais.
Graças a esta intervenção, o Império Romano escapa de um desastre e volta a ser capaz de se recuperar. Suas legiões na Terra de Israel, então, impôes sobre os habitantes judeus um jugo insuportável. A chegada dos tadmoritas, aliados dos romanos, à Terra de Israel traz ainda mais ruínas e desolação. O Rabino Yochanan, que, neste momento lidera os anciãos da Terra de Israel, proclama: “Bendito é aquele que assiste a queda de Tadmor!”.
Zenobia
Ben Náser foi assassinado logo depois, e sua esposa assume o reinado. O Talmud descreve a enorme riqueza desta mulher, chamada Zinzemay no Talmud, ou Zenobia em outros lugares, e que, aparentemente, foi boa para os judeus, até o ponto que alguns a consideraram judia, ou pelo menos judia assimilada. Ela ganhou a independência de Roma e construiu um império que se estendeu do centro da Turquia até a Líbia e por todo o Curdistão.
Mas, em poucos anos, os romanos a capturaram e esta foi deportada para Roma, e, então, a cidade de Tadmor foi devastada pelos exércitos romanos. Com a conquista muçulmana, Tadmor praticamente desaparece, tornando-se, não mais que uma ruína esplêndida.
Tadmor torna-se, então, o símbolo da confusão, da mistura estranha entre gregos e judeus helenistas, que perderam sua identidade nacional. E é por isso, que Rabi Yochanan nos ensina que devemos esperar com as luzes de Chanuká acesas, que os traços dos tadmoritas desapareça.
Eu escrevo estas linhas enquanto que os terríveis assassinos do Estado Islâmico conquistam novamente as ruínas de Tadmor e ameaçam destruir todos os vestígios de civilizações anteriores, quando, em paralelo, cometem os mais cruéis assassinatos contra seus habitantes e defensores. A maldição do Rabino Yochanan cai, novamente, sobre esta cidade, e possa escutar soar as palavras deste sábio provérbio: “Bendito é aquele que assiste a queda de Tadmor!
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Israel é visto como modelo de segurança

Após ataque em Bruxelas, Israel é visto como modelo de segurança aeroportuária.

Com a série de incidentes de extremismo tendo como alvo o coração da Europa durante o ano passado, líderes podem ter que recorrer a medidas mais rígidas

Moscou (AP) – Autoridades na Europa e ao redor do mundo reforçaram a segurança em aeroportos, estações de trem, edifícios governamentais e outros locais-chave após os ataques de terça-feira, no aeroporto e no sistema de metrô de Bruxelas.
Com Bruxelas em estado de alerta máximo e com o pronunciamento do primeiro ministro francês, que disse que a Europa está “em guerra”, líderes europeus realizaram reuniões de segurança emergenciais e mobilizaram mais policiais, especialistas em explosivos, cães farejadores e oficiais à paisana, com alguns alertas desaconselhando viagens a Bélgica.
A apreensão foi sentida de longe. Na cidade de Nova York, autoridades mobilizaram unidades antiterrorismo adicionais para áreas de grande movimento e locais de trânsito.
Após a série de ataques extremistas tendo como alvo o coração da Europa durante o ano passado, alguns analistas afirmam que a Europa finalmente terá que implementar um nível de segurança mais rígido não apenas em aeroportos, mas também em “alvos fáceis”, como shopping centers – do tipo com que os israelenses vêm convivendo há anos.
Após ataque em Bruxelas, Israel é visto como modelo de segurança aeroportuária
“A ameaça que estamos enfrentando na Europa é semelhante à que Israel enfrenta”, afirmou Olivier Guitta, diretor-presidente da GlobalStrat, uma consultoria de segurança internacional. “Nós entramos em uma era em que precisaremos mudar nosso modo de vida e tratar a segurança com muita seriedade”.
Fortes críticas à segurança da Bélgica foram feitas na terça-feira por Pini Schiff, um ex-diretor de segurança do aeroporto Ben-Gurion, em Israel, considerado um dos mais seguros do mundo. Após os ataques palestinos à aeronaves e passageiros de Israel em 1970, oficiais israelenses colocaram em prática vários níveis de segurança no aeroporto de Tel Aviv, significando que um agressor que escapasse à atenção em um nível provavelmente seria capturado em outro.
Schiff disse que os ataques no aeroporto de Bruxelas marcam uma “falha colossal” na segurança belga e que “as chances são muito baixas” que um ataque a bomba como esse tivesse acontecido em Israel.
No entanto, há quem tema que, de maneira realista, não haja muito mais a ser feito.
“As pessoas precisam entender que, se pretendemos continuar desfrutando a vida em uma sociedade livre, precisamos responder de maneira proporcional”, afirmou Simon Bennett, diretor de Defesa Civil e Unidade de Segurança na Universidade de Leicester, Inglaterra. “Na minha opinião, em uma sociedade livre, a segurança aeroportuária deve ser tão rigorosa quanto possamos razoavelmente torná-la”.
Após ataque em Bruxelas, Israel é visto como modelo de segurança aeroportuária
Philip Baum, autor de “Violence in the Skies: A History of Aircraft Hijacking and Bombing” (em tradução livre: “Violência nos Céus: Um Histórico de Sequestros e Bombardeios de Aeronaves”), disse que “fazer com que as pessoas passem por inspeções mais rigorosas” não é a resposta para a ameaça em constante evolução. Ele afirmou que o pessoal de segurança precisa começar a usar análise comportamental para focar em intenções maléficas. Ele também afirmou que o pessoal de segurança precisa de melhores treinamentos e mais flexibilidade, e que deveriam começar a utilizar mais animais.
“É uma questão de tornar a segurança menos previsível”, afirma Baum.

Em Moscou, o ministro de transportes russo Maxim Sokolov disse a agências de notícias russas que as autoridades irão “reavaliar a segurança” nos aeroportos russos, embora suas medidas já estejam entre as mais rígidas da Europa. Há inspeção obrigatória nas entradas dos aeroportos desde 2011, quando um ataque suicida a bomba no aeroporto Domodedovo, em Moscou, matou 37 pessoas.
A segurança era alta em todos os aeroportos de Paris e nos de Gatwick e Heathrow, em Londres, entre muitos outros.
No aeroporto Fiumicino, em roma, cães farejadores foram mobilizados para as áreas de check-in, enquanto no aeroporto de Malpensa, em Milão, veículos da polícia patrulhavam as áreas anteriores às inspeções de segurança.

Na Alemanha, o sistema ferroviário estatal, Deutsche Bahn, interrompeu seu serviço ferroviário de alta velocidade da Alemanha a Bruxelas, realizando a parada dos trens na cidade fronteiriça de Aachen.

Ao mesmo tempo, a operadora internacional de ferrovias de alta velocidade Thalys suspendeu todo o seu tráfego de trens na terça-feira e solicitou aos passageiros que adiem viagens a Bélgica. No ano passado, um ataque a um trem da Thalys entre Bruxelas e Paris foi frustrado por três cidadãos americanos e um britânico, que viajavam no trem.

O Egito também afirmou que estava aumentando sua segurança, solicitando que oficiais de segurança de alto escalão realizem pessoalmente as inspeções de segurança em aeroportos e em áreas externas, como hotéis e estacionamentos.
O Egito tem trabalhado para melhorar sua segurança desde que uma aeronave russa foi abatida por extremistas após decolar do Aeroporto Internacional Sharm el-Sheikh, em outubro do ano passado, matando todas as 224 pessoas a bordo. Segundo Moscou, ela foi derrubada por um dispositivo explosivo, e a unidade local do grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por plantá-lo na aeronave.
Na Grécia, a polícia incorporou segurança adicional nos aeroportos, estações de metrô e embaixadas, com oficiais uniformizados e à paisana. Porém, a porta-voz do governo Olga Gerovasili disse que não havia medidas de segurança adicionais sendo tomadas em relação a refugiados e imigrantes após os ataques a Bruxelas.
“Nós não estamos fazendo qualquer ligação entre as duas questões. Isso seria uma derrota para a Europa”, afirmou ela.

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Sérvia devolve  bens a judeus
Aleksandar Lebl
Sérvia devolve a judeus bens de vítimas do Holocausto.

Em 1945, Aleksandar Lebl, um sobrevivente do Holocausto retornou à Sérvia e recuperou a casa da família. Foi um dos poucos. 

A maioria das propriedades dos judeus dizimados na Segunda Guerra Mundial ficaram sem herdeiros, um problema que deve ser resolvido por meio de uma lei.

Mais de 70 anos depois de ter sido declarada "livre de judeus", a Sérvia aprovou uma lei em fevereiro para restituir à pequena comunidade judaica essas propriedades sem herdeiros. É um dos primeiros países do leste europeu a adotar tal medida.

Mais de 80% dos 33.000 judeus que viviam na Sérvia antes da Segunda Guerra Mundial foram exterminados até a primavera de 1942 e seus bens confiscados pelos nazistas ou pelo governo fantoche de Belgrado.
"Depois da guerra, as autoridades decidiram devolver as propriedades, mas com tantas vítimas não havia ninguém para recuperá-las", declarou à AFP Lebl, de 93 anos.

Hoje, os judeus residentes na Sérvia, um país de cerca de 7,1 milhões de pessoas, não chegam a 1.000.
A lei aprovada visa fazer justiça aos judeus que sobreviveram e resolver o problema da falta de herdeiros.
Milhares de propriedades, principalmente imobiliárias, serão entregues à Associação de comunidades judaicas no país, que planeja alugá-las em sua maioria.
"Nós identificamos 3.000 imóveis confiscados pelos alemães durante a guerra", indicou o presidente da Associação, Ruben Fuks.

Este não é um número final. É muito provável que aumente, sobretudo na província de Voivodina, onde viviam quase a metade dos judeus da Sérvia antes da guerra, acrescentou.

"A Sérvia tem uma obrigação moral com os judeus que dedicaram suas vidas e trabalho a este país", afirmou recentemente o ministro da Justiça, Nikola Selakovic.

Os judeus apoiaram a luta dos sérvios por sua independência no século XIX e lutaram junto a eles na Primeira Guerra Mundial.

Em 2009, 46 países assinaram a chamada declaração de Terezin, comprometendo-se a restituir os bens aos judeus.
ks/at/erl/mb/mr
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Israel mostra que não é só religioso
Renata Cohen, do Ministério do Turismo de Israel

Israel investe no País para mostrar que não é só religioso.

O Turismo de Israel garante que está investindo mais do que nunca no trade e no consumidor brasileiro para desmistificar a imagem de destino exclusivamente religioso. A estratégia é mostrar que o país tem possibilidades de impressionar o turista com eventos esportivos, altos padrões tecnológicos, qualidade de vida, cultura e vida noturna, e a WTM Latin America, em São Paulo é uma ótima oportunidade para mostrar isso aos operadores.


“É claro que não dá para fugir do fator religioso, já que ali o visitante está exatamente no cenário da bíblia, mas a estrutura turística é um dos pilares da economia do país, e queremos mostrar por quê”, explica a diretora do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, Renata Cohen. “Queremos atrair o turista mais viajado, que busca algo diferente ao que encontra nos destinos internacionais mais populares. Vamos mostrar a infra-estrutura e porque somos referência em tecnologia no mundo, além de atrair o fã de esportes para nossas maratonas.”


Renata conta que cerca de 60 mil brasileiros vão a Israel anualmente, e, nas atuais circunstâncias que vive o País, seria uma vitória caso o número mantivesse estável.
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Minha terra prometida: O triunfo e a tragédia de Israel

SINOPSE

Best-seller nos Estados Unidos, Minha terra prometida é uma fascinante história de Israel, contada a partir de dezesseis datas cruciais da construção do Estado judeu e centrada principalmente na dimensão humana dos fatos. No início, encontramos um sionista britânico que visitou a Terra Santa em 1897 e entendeu que estava ali o caminho do futuro para o seu povo. A seguir, descobrimos um jovem agricultor judeu que, nos anos 1920, ajudou a expandir a economia na região. 

Chegamos à década de 1940 e somos apresentados ao líder de um grupo que fez das ruínas ancestrais de Massada um símbolo para o sionismo. Em seguida, conhecemos a história de um palestino que foi vítima das expulsões promovidas pelo Exército israelense em Lida, em 1948 – episódio brutal que o jornalista Ari Shavit qualifica como a “caixa-preta” de Israel. A chegada dos órfãos do Holocausto ao país, o programa nuclear israelense nos anos 1960, os religiosos que começaram o movimento dos colonos na década de 1970 e a vida atual em Israel ocupam as páginas seguintes do livro. 

Sem se desviar das questões mais polêmicas, Shavit constrói um painel ao mesmo tempo triunfal e trágico do Estado judeu. “Por que Israel? O que é Israel? Israel sobreviverá?” – essa é a tripla indagação do autor.

DADOS DO PRODUTO

título: Minha terra prometida: O triunfo e a tragédia de Israel
título original: My Promised Land: The Triumph and Tragedy of Israel

isbn: 9788568493243
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 496
ano de edição: 2016
edição: 1ª
Autor: Ari Shavit
Tradutor: Alexandre Morales

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Gadi Eizenkot:Quem viola as regras é julgadoEm meio a uma tempestade demagógica ao  lado da política "para" e "contra" desencadeada depois que o caso duvidoso de um soldado que atirou em um terrorista palestino que jazia ferido em Hebron, o Chefe do Estado Maior Gadi Eizenkot escreveu uma carta especial para os soldados das Forças de Defesa de Israel, no qual ele diz: "que cada  soldado que tiver  errado,  nós não vamos hesitar em processar aqueles que não cumprem os critérios operacionais e não seguem a nossa moral".

No início da carta, Eizenkot declarou: "Nos últimos meses, estamos a lidar com ataques terroristas graves contra cidadãos israelenses destinadas a minar a estabilidade do país.  A missão da IDF é para garantir a segurança dos cidadãos e residentes israelenses, no campo de batalha e proteger nossas casas.  A IDF tem o direito de agir com determinação e dedicação em todas as áreas, e as tropas têm completa liberdade de ação e  deve usar todos os meios necessários para desempenhar as suas funções. (...) mas como disse David Ben Gurion, "o destino Israel depende de duas coisas - Poder e Justiça '.

Eizenkot acrescentou que o exército procura santificar a vida humana e a pureza das armas, os valores com base em uma herança judaica de longa data, que vem do sábio Chafetz Chaim: "Em cada ação e cada situação deve atuar profissionalmente tão focado medido e prudente, para cumprir a nossa missão e ser fiéis aos nossos valores”.

O soldado foi preso pelas circunstâncias confusas em que ele executou um terrorista palestino desarmado. Ele disse que agiu em legítima defesa porque temia que ele estava indo detonar um explosivo, mas de acordo com fontes militares, o agressor (que tinha esfaqueado um outro oficial e foi neutralizado), já havia sido revistado

Os políticos  apelaram para a demagogia,  apelando para manifestações contra o julgamento do soldado, dizendo que é um "herói" e que o governo está a  "ceder às pressões da esquerda".

A partir da extrema esquerda, o fato "representa a face da ocupação", tornando a mesma demagogia para julgar os fatos de acordo com a ideologia e não por respeito aos fatos e da lei.


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Corpos de terroristas ficam em Israel O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou que o ministro da Defesa, Moshe Yaalon, que não devolva para a Autoridade Palestina (PA) mais corpos de terroristas.

Isto foi confirmado por fontes do  Haaretz  com Gabinete  do Primeiro-Ministro, que não explicou as razões para esta decisão.

Nos últimos meses houve uma situação em que o Exército de Defesa de Israel (IDF) devolveu os corpos de palestinos mortos durante os ataques que ocorrem nos territórios da Judéia e Samaria (Cisjordânia), porém não  aqueles que foram mortas em Israel, incluindo Jerusalém, disse a fonte.

A decisão de não retornar corpos de terroristas palestinos levou o governo no início da onda de violência último 01 de outubro, mas, eventualmente, o exército considerou que isso  incentivou novos protestos e começaram a retornar.

Porém, o Ministro da Segurança Interna, Gilad Erdan, ordenou à polícia para não fazê-lo, a menos que a família aceitar uma série de condições em funerais, incluindo o de realizar durante a noite e poucas pessoas para não transformá-los em manifestações de incitamento a violência.

Os palestinos têm levantado a questão perante diferentes organizações internacionais que afirmam que é uma questão humanitária.
O número de corpos de terroristas palestinos mortos que permanecem com Israel é entre dez e vinte, de acordo com fontes palestinas.

A onda de violência, até agora, custou a vida de 204 palestinos. Na sua grande maioria foram eliminados quando perpetrar ataques contra civis israelenses e militar; e o restante em violentos confrontos com as forças de segurança.
Por sua vez, os terroristas mataram trinta israelenses, três estrangeiros e um palestino durante esta última escalada de violência que começou em outubro passado. EFE e Aurora

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Israelenses constroem cidade no Ceará
Projeto de cidade inteligente em Croatá, no Ceará. Foto: Divulgação.
Em Croatá, distrito do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, está sendo construída a primeira smart city social do país, uma cidade inteligente que atenderá área com forte déficit habitacional e de outros serviços. 
Será o primeiro protótipo real de uma cidade inteligente para população de baixa renda.
A nova cidade se chama Croatá Laguna Ecopark e é uma iniciativa conjunta de duas organizações italianas, Planeta Idea e SocialFare - Centro para Inovação Social, com a StarTAU, Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv, que compartilham esforços para gerar impacto social e tecnológico.
Conhecedores da posição de Israel como líder nos setores de alta tecnologia, os italianos buscaram este mês em Tel Aviv startups e tecnologias altamente inovadoras que vão forjar o futuro das cidades inteligentes no Brasil.
As três empresas israelenses que participarão são Magos, fabricante de radares para segurança, GreenIQ​­, sistema que controla a irrigação com base na previsão do tempo, economizando até 50% de água, ePixtier, plataforma em nuvem que fornece mapas em 3D, permitindo planejamento e gerenciamento eficientes das cidades.

Em vez de morar em um bairro anônimo do subúrbio, o habitante estará imerso num sistema social integrado, com sinal wi-fi liberado, aplicativos específicos para serviços de transporte alternativo, compartilhamento de bicicletas e motos, pagamentos via smartphone, além de reaproveitamento das águas residuais, controle computadorizado da iluminação pública e praças dotadas de equipamentos esportivos que geram energia.
A tecnologia também oferecerá ajuda para desenvolver programas sociais, como cursos de prevenção médica, nutrição, alfabetização digital e hortas compartilhadas.
A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços. “Essa tipologia de cidade nasce para gerir de forma ordenada tais fluxos com serviços inovadores”, disse Gianni Savio, diretor geral da Planet Idea, à revista Comunità Italiana.
A previsão é concluir a primeira fase dos trabalhos em 2016, constituída por 150 casas e toda a infraestrutura. Croatá faz parte de uma região valorizada por causa do crescimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que está destinado a se tornar, até 2025, o segundo porto em movimentação de cargas, depois do Porto de Santos.
Os seis pilares da smart city social são: planejamento urbano e organização, arquitetura além das regras tradicionais da habitação social, tecnologia dedicada, mobilidade inteligente, vida comunitária, energia limpa.


         
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Clérigo é condenado por incitar massacre de judeus

Jerusalém (TPS) - Um clérigo muçulmano foi condenado por incitação, por ter proferido discursos no Monte do Templo nos quais ele disse que os judeus deveriam ser "massacrados" e que eles eram semelhantes aos "macacos e porcos".
A sentença foi proferida pelo juiz Samuel Herbst no Tribunal de Magistrados de Jerusalém, condenando o xeique Omar Abu Sara por incitação à violência e por divulgação de incitação ao racismo.
Segundo a acusação, o xeique Abu Sara falou na capela Qibli da Mesquita Al-Aqsa em novembro de 2014 sobre "as características dos judeus de acordo com o Alcorão". O discurso foi aplaudido pelo público, filmado, e carregado no dia seguinte para o YouTube.
No discurso, Abu Sara comparou judeus com "macacos e porcos" e os acusou de assassinar o profeta islâmico Maomé, juntamente com outros profetas. Ele também disse que os judeus têm de ser massacrados.
"Eu digo aos judeus explicitamente: É hora de massacrar vocês, lutar com vocês e matar vocês", ele pregou. "Aguardamos o dia e momento quando chegar a hora de acabar com vocês, e vamos enfrentá-los, se Deus quiser (...) Deus, por favor acelera aquele dia, agiliza o dia da morte deles, acelera o dia em que purificamos Al-Aqsa da sua sujeira, acelera o dia em que um estado califado islâmico seja estabelecido".
Em seu veredicto, o juiz Herbst disse que "quando eu olho para o réu vejo um ser humano, e é profundamente lamentável que quando ele olha para mim, ele veja um macaco ou um porco, destinado a ser impiedosamente exterminado".
"Judeus e árabes vivem lado a lado em Israel, e isso não vai mudar", Herbst continuou. "O réu e seus semelhantes inflamam tensão constante, que começa com discursos e termina com o atual registro de crianças e jovens segurando facas e direcionando-as para os corpos, a carne e gargantas de membros de outra nação". "É hora de parar esta incitação, na Internet, em reuniões, e em locais de culto", concluiu.
A queixa foi apresentada pela Honenu, uma organização de ajuda legal, em nome de Yehuda Glick, um conhecido defensor dos direitos dos judeus no Monte doTemplo, pouco depois de Glick sobreviver a um atentado contra sua vida por um terrorista palestino.
Em resposta à condenação, Honenu saudou a decisão, mas acrescentou que "infelizmente, quando se trata de incitação contra os judeus, cabe aos cidadãos e organizações ajudar o sistema legal a fazer o seu trabalho. Esperamos que estas mudanças políticas e que a polícia e o procurador da República façam o seu trabalho fielmente".
"Espero que ele receba o castigo que ele merece", comentou Yehuda Glick. "Eu também espero que isso desencoraje outros e que o Monte do Templo possa voltar a ser um centro de paz e não de incitação".
Fonte: TPS / Texto: MichaelBachner / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Kobi Richter
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EL ameaça crianças judias na TurquiaSilêncio oficial israelense sobre ameaça contra crianças judias na Turquia
Dirigentes israelenses e turcos não quiseram comentar nesta terça-feira as informações da Sky News segundo as quais o grupo Estado Islâmico (EI) prepara atentados contra crianças judias na Turquia.
As informações do canal britânico foram divulgadas depois da decisão anunciada na véspera por Israel de recomendar que seus cidadãos deixem a Turquia o mais rápido possível.
Três turistas israelenses morreram no atentado suicida em Istambul, em 19 de março. Um quarto turista iraniano também morreu no ataque.
Segundo a emissora, o EI teria planos já adiantados de matar crianças judias em escolas na Turquia, em um ataque classificado como iminente.
Estas informações teriam sido obtidas por serviços de informação - não se sabe de quais países - de seis membros da organização extremista detidos na Turquia nos últimos dias.
Indagado pela AFP, os ministérios das Relações Exteriores israelense e turco, assim como o governo israelense, não quiseram fazer comentários.
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Israel chama de "delirante" versão sobre pedido de lealdade a Elton John
Israel chamou de "delirantes" as alegações de que teria pedido ao cantor britânico Elton John uma declaração de lealdade ao Estado de Israel antes de permitir sua entrada para um show.
Shuki Weiss, empresário que organiza apresentações em Israel, afirmou na segunda-feira que o ministério do Interior havia, a princípio, imposto como condição a declaração para entregar um visto a Sir Elton Hercules John.
"Há apenas duas semanas pediram a Elton John para assinar uma declaração de lealdade. (Depois) renunciaram a esta ideia insensata", disse, de acordo com a imprensa.
Ainda segundo os meios de comunicação, Weiss fazia referência a uma cláusula padrão em um formulário de solicitação do visto que estipula: "Declaro não ter atuado nunca contra a população judaica ou a segurança do Estado de Israel".
Pedido de lealdade a Elton John é delírio
O ministério do Interior declarou que analisa a possibilidade de apresentar uma demanda por difamação.
"Estamos diante de um caso de mentira escandalosa, destinada a ser as capas dos jornais em benefício de um promotor e às custas de um ministério", afirmou a porta-voz da pasta do Interior, Sabin Hadad.
"Nunca pedimos a um artista para assinar uma declaração assim, e acreditar o contrário é delirante", concluiu.
A apresentação de Elton John está prevista para 26 de maio em Tel Aviv.
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Cesaréia em Israel mostram a imponência do Império Romano
Ruínas de Cesaréia
Ruínas de Cesaréia, em Israel, mostram a imponência do Império Romano.


Na costa do Mar Mediterrâneo, entre Tel Aviv e Haifa, está um dos mais impressionantes sítios arqueológicos de Israel: o Parque Nacional de Antiguidades. Localizado na cidade de Cesaréia, o espaço abriga as ruínas do antigo palácio do rei Herodes, o Grande, construído no primeiro século a.C.. O nome Cesaréia (Caesarea) é uma homenagem ao imperador romano César Augusto.
Cesaréia em Israel mostram a imponência do Império RomanoO complexo arquitetônico compreende edificações de diferentes eras, desde o período Helênico (século 3 a.C.) até o período das Cruzadas (século 12 d.C.), mas foi durante o governo de Herodes (37 a 4 a. C.) que Cesaréia ganhou importância e se tornou o maior centro cultural greco-romano da região oriental do Império Romano.


As ruínas do parque mostram a imponência dos monumentos na época. O complexo abrigava um grande porto, ao lado de instalações para entretenimento, como o anfiteatro e o hipódromo.
De frente para o mar, o teatro tem milhares de lugares dispostos em uma estrutura semi-circular. Foi a primeira instalação romana cultural construída durante o reino de Herodes. O espaço foi restaurado e atualmente recebe apresentações musicais, com os antigos assentos sendo utilizados novamente.
Cesaréia em Israel mostram a imponência do Império RomanoOutra construção importante é o aqueduto, que fornecia o suprimento de água no local. Na época, já era considerado um projeto inovador, pois permitia que a água corresse das fontes até a cidade graças a ação da gravidade. Hoje, onde ficam suas ruínas, é comum ver turistas tomando sol e banho de mar.
O Parque de Antiguidades é um dos pontos turísticos mais visitados em Israel e é frequentado também por locais, que aproveitam as praias e os espaços públicos. Nas proximidades do antigo palácio há restaurantes, cafeterias, lojas e galerias de arte, que fornecem a estrutura para o visitante que quiser passar o dia por lá. 
História
Cesaréia em Israel mostram a imponência do Império RomanoEntre os achados arqueológicos e históricos de Cesaréia está uma inscrição em pedra relativa a Pôncio Pilatos, o Procurador (governador) da Judéia entre os anos 26 e 36 d.C. – mais conhecido pela passagem em que delega ao povo a possibilidade de salvar ou não Jesus Cristo. A peça é importante por ser a única evidência arqueológica da existência desse personagem fora do Novo Testamento.
Cesaréia também foi cenário de um episódio bíblico. Foi ali que Simão Pedro compartilhou o evangelho com Cornélio, um centurião romano que se tornou o primeiro gentio, ou seja, um homem não-judeu a se converter ao cristianismo.

Fonte: Débora Costa e Silva  UOL, em Israel 



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Divina Proporção

Por David Zumerkorn – extraído de seu livro “Numerologia Judaica” com permissão do autor.

Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (é conhecido "vulgarmente" como 3,1416, mas equivale a 3.141592653589793238462643383279502884197169399375).

Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618. O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante. Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia proporções (do lado maior dividido pelo lado menor) e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Parthernon... (proporção do retângulo que forma a face central e lateral). A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618. Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.

Durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu. O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas, que não utilizavam retângulo de ouro grego.

Mas em 1200, Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática: a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...

1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34
E assim por diante.

E assim por diante. Aí entra a primeira "coincidência": proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egipto e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas:


A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colméia é de 1,618;

A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;

A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;

A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore à medida que subimos de altura é de 1,618.

E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também. Por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO. Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que D’us teria escolhido para fazer o mundo.

Bom, por volta 1500 com o Renascentismo à cultura clássica voltou à moda. Michelangelo e,principalmente, Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã,colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a Divina proporção quanto o corpo humano... obra prima Divina.

Por exemplo:
Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.

Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.

Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;

Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618; A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;

Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618; (Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos acurados de medição).

Cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção. Seria D’us, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita á sua imagem e semelhança?

Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum. Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções.

Meça seu cartão de crédito, largura/altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada. (sempre considere erros de medida da régua ou fita métrica). Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven e em outra diversas obras.

Mera coincidência?

Prefiro pensar em um conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais reveladas para nós apenas esperando abrirmos os olhos e reconhecermos as maravilhas da Divina Proporção.
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FBI desbloqueia iPhone de terroristas
(Foto: REUTERS/U.S. Customs and Border Protection)

Imagem de arquivo mostra Tashfeen Malik e Syed Farook, atiradores de San Bernardino, no aeroporto de Chicago.

FBI desbloqueia iPhone de terroristas e encerra processo contra Apple.Agência usou método próprio para acessar aparelho, diz Associated Press. Departamento de Justiça dos EUA processava empresa por desbloqueio.
O FBI conseguiu desbloquear o iPhone de um dos terroristas dos ataques a San Bernardino através de um método ainda desconhecido, mas sem a ajuda da Apple, segundo a agência de notícias Associated Press (AP). Com isso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos encerrou nesta segunda-feira (28) o processo movido contra a empresa.
De acordo com o jornal "Washington Post", os promotores do caso escreveram que os investigadores "acessaram os dados contidos" no aparelho de um dos atiradores e não precisavam mais da ajuda da Apple.
Na última segunda-feira (21) a justiça americana já havia aceitado anular audiência a pedido do governo depois que o Departamento de Justiça afirmou que havia encontrado um método para desbloquear o smartphone.
Segundo a Apple, com isso a empresa não precisa ser forçada a ajudar no desbloqueio de outro aparelho em caso semelhante na cidade de Nova York.
O ataque
No início de dezembro de 2015, pessoas armadas entraram num edifício em San Bernardino, na Califórnia, e mataram 14 pessoas e deixando outros 17 feridos. O tiroteio ocorreu no Inland Regional Center, uma instituição que atende "pessoas com deficiências de desenvolvimento".
Desde então, a Apple se negava a desbloquear o iPhone encontrado na casa de Syed Farook e Tashfeen Malik, o casal responsável pelo ataque, alegando que estabeleceria um precedente muito perigoso na proteção de dados dos usuários.