Coisas Judaicas : Parlamentar brasileiro diz que a controvérsia de Danny Dayan reflete o amadorismo diplomático brasileiro
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Parlamentar brasileiro diz que a controvérsia de Danny Dayan reflete o amadorismo diplomático brasileiro
25/01/16 Posted by Coisas Judaicas

Um parlamentar brasileiro, Sóstenes Cavalcante, do Partido Social Democrático (PSD) se pronunciou contra a decisão do governo federal de adiar a nomeação de Danny Dayan como embaixador de Israel para o Brasil. O adiamento da nomeação de Dayan provocou um desastre de relações públicas devido em parte ao fato de que ele serviu como o presidente do Conselho de Yesha [Judéia e Samaria] por cinco anos.

Sóstenes Cavalcante (PSD) disse à Agência israelense Tazpit (TPS) que lamentou o impacto da deterioração potencial das relações diplomáticas entre os dois países.


"Ao longo da história da diplomacia brasileira, eu acredito que este é o primeiro caso de rejeição de um embaixador de um governo democraticamente eleito. Eu quero ser enfático em afirmar que quem perde aqui é o Brasil”, ressaltou.

O parlamentar citou a necessidade de o país sustentar um sistema de boas relações estrangeiras, a fim de ser um "ator global" competitivo.
Cavalcante apelou à comunidade judaica do Brasil e do mundo para ignorar os comentários feitos pelo parlamentar brasileiro Carlos Marun, que recentemente comparou Dayan a um guarda de campo de concentração.
"Eu prefiro acreditar que Carlos Marun é um bom brasileiro que falou no calor da emoção. Caso contrário, vale a pena refletir sobre se temos um representante do Hamas na Câmara dos Deputados”.

No entanto, quando questionado sobre a maneira que o governo brasileiro deve responder aos comentários de Marun, ele se concentrou nas divisões ideológicas no seio do governo. "Eu não posso falar para o governo, apesar de pertencer ao PSD que é, atualmente, a base de sustentação do governo. De qualquer forma, eu tenho uma lacuna ideológica enorme com o modelo político atual que está em falta com o país”, disse ele.

O parlamentar também fez um pedido à comunidade judaica brasileira "para ignorar esta infeliz decisão do governo brasileiro como o governo do Partido dos Trabalhadores da presidente Dilma Rousseff está divorciando o governo da nação. A nação brasileira é pacífica e respeita todas as comunidades e os povos”. Cavalcante lamentou o fato de que o incidente teria efeitos significativos sobre os laços entre Israel e o Brasil. Embora ele não tenha delineado especificidades, disse ele à TPS que Israel tem o direito de responder.

"Eu acho que Israel deve reagir em conformidade. Este é um incidente diplomático de extrema gravidade. Eu moro no Rio de Janeiro, onde vamos sediar as Olimpíadas de 2016. Eu prefiro não falar sobre reações contrárias potenciais”, comentou.
O político do PSD salientou que tais incidentes devem ser evitados no futuro no Brasil e no mundo.

"Espero que essa turbulência diplomática sirva como uma lição para todos os governos do mundo. Que estes casos de amadorismo diplomático no Brasil sejam uma lição, e que não voltem a acontecer, pelo menos entre os países plenamente democráticos”, concluiu.

Fonte: TPS / Texto: Alexander Apfel / Tradução por Aguinaldo Wechesler

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