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Os meses do Ano Judaico
05/01/16 Posted by Coisas Judaicas

Os meses do Ano Judaico
Podemos melhorar nossas vidas refletindo sobre os 12 meses do calendário judaico e as principais ideias que que eles contêm, compilando um excelente currículo para levar uma vida com significado sob a perspectivada Torá.

1 – Tishrei - Aperfeiçoe a Si Mesmo

“Todos pensam em mudar o mundo,” disse Leo Tolstoy, “mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.” O Judaísmo sempre entendeu a sabedoria dessas palavras. Todo Rosh Hashaná começa com o mandamento para introspecção pessoal. Em todo Ano Novo, quando pensamos sobre o destino do mundo, D'us exige que revisemos nossas próprias vidas, para refletir sobre nossas falhas pessoais, e iniciar um processo de arrependimento. O mundo nada mais é que um conglomerado de indivíduos – e quando pensamos sobre suas falhas precisamos primeiro bater no próprio peito em confissão e contrição. Como era notável que quando o sumo sacerdote oferecia suas preces no Santo dos Santos em Yom Kipur, ele seguia a sequência de expiação primeiro para si mesmo, depois para sua família e somente então para toda a congregação de Israel. A mensagem do primeiro mês é rezar pelo mundo, mas aperfeiçoar a nós mesmos.

2 – Cheshvan - Faça Cada Dia Ser Importante

O calendário do ano começa com muitos feriados, mas é seguido por um mês sem uma única festa. Há uma ideia profunda nessa sequência. Cheshvan serve para nos lembrar de que nossas vidas são muito mais que os dias marcados por celebração especial. O verdadeiro teste do nosso caráter é a maneira pela qual tratamos os momentos “diários” da nossa existência. O Judaísmo não tem um Dia das Mães nem um Dia dos Pais. Honrar os pais e mostrar-lhes gratidão não deve ser restrito a um dia. Os aniversários são ótimas ocasiões para oferecer presentes de amor, mas muito mais bonito é dar expressão à preciosidade de um relacionamento numa base regular e consistente.
Numa notável passagem no Talmud, os rabinos perguntam qual versículo é o mais importante de todos na Bíblia inteira. O rabino que oferece o último numa série de opiniões – o que provavelmente a torna a resposta mais correta – diz que é aquele que exige de nós oferecer um sacrifício a cada manhã e um sacrifício a cada noite. É o versículo que junta todos os ideais da Torá e os coloca no nível mais alto quando realizados consistentemente, numa base diária. Cheshvan nos ensina que todo dia pode e deveria ser vivido como um feriado.

3 – Kislêv - Lute com Luz

No meio do inverno, quando estamos envoltos na escuridão, acendemos as velas de Chanucá. A Festa das Luzes nos lembra não somente o milagre dos macabeus mas uma verdade importante da nossa fé: não importa o quanto é difícil nossa luta, quão impossível é nossa situação, “não com força nem com poder, mas com meu espírito,” diz o Eterno.”
Não havia azeite suficiente nem para uma noite, mas durou todas as oito, contra todas as leis da natureza e todas as expectativas racionais. Chanucá é a festa que nos ensina a mensagem de esperança contra todas as dificuldades. Kislêv nos lembra para jamais nos entregarmos às trevas das dificuldades pessoais. Desespero e depressão não fazem parte do vocabulário daqueles que crêem.
Embora seja atribuído a outros, nós fomos os primeiros a dizer que é melhor acender uma vela que maldizer a escuridão.

4 – Tevet - Quebrando as Muralhas

O 10º dia de Tevet é um dia de jejum e lamentação. Celebramos o dia em que as muralhas da cidade de Jerusalém foram quebradas, levando à destruição do Primeiro Templo. É um pensamento notável: tragédia não é apenas quando o próprio templo está ardendo. Precisamos reconhecer e ter consciência dos momentos que marcam a quebra dos muros que ajudam a preservar o sagrado. Pode ser tarde demais para gritar quando o mal irrompe e o crime é contagioso. Precisamos, cada um de nós, refletir sobre a quebra das muralhas que definem o comportamento civilizado, os caminhos nos quais a moralidade se torna ainda mais desonrada e a simples etiqueta cada vez mais rara. Tevet nos lembra a lamentar a morte da civilização muito antes de sermos forçados a testemunhar seu verdadeiro funeral.

5 - Shevat - Novos Começos Silentes

O 15º dia deste mês, Tu B’Shevat, traz consigo a celebração da primavera embora ainda seja inverno. Deseja nos lembrar que a semente dos frutos do verão enraízam muito mais cedo – uma lição que poderíamos querer aplicar a todos os departamentos de nossas vidas.
“Quando devo começar a educação de meu filho?” alguém perguntou a Sigmund Freud. “Que idade ele tem agora?” perguntou Freud. Quando soube que a criança tinha três anos, Freud respondeu: “Corra para casa, você já desperdiçou os três anos mais importantes.”
A primeira palavra da Torá é Bereshit – no princípio. O princípio nos molda como nenhuma outra coisa. Shevat nos ensina a reconhecer um novo começo, antes mesmo que se torne evidente.

6 – Adar - Milagres Ocultos

Os milagres vêm em formatos diferentes. Há milagres abertos e claros como a abertura do mar quando os judeus sairam do Egito. Com mais frequência, porém, os milagres tomam o formato da história de Purim. Toda parte da queda de Haman poderia ser confundida com coincidência, a vitória de Mordechai e Esther como um acaso feliz. No decorrer da nossa vida precisamos do exemplo da história de Purim para nos fazer lembrar, como diz o lindo ditado, que a coincidência é apenas a maneira de D'us permanecer anônimo. Os milagres ainda acontecem em nossa geração? Claro que sim – e com a perspectiva de Adar seremos capazes de reconhecê-los todos os dias da nossa vida.

7 – Nissan - Centralidade da Família

A história do nosso povo começa com uma celebração centrada no lar e na família. Pêssach nos ensina que ser realmente livre é ter tempo para ficar cercado por filhos e entes queridos. Pêssach transforma cada pai num mestre, todo lar num santuário. Os filhos devem fazer perguntas; os pais cumprem seu papel respondendo com histórias de nosso passado coletivo e compartilhando esperanças para nosso futuro messiânico.
É mais do que trágico hoje ler sobre a ruptura da vida familiar, da falta de comunicação entre gerações, e as consequências das dificuldades de ganhar o sustento impedindo que tantos realmente tenham tranqüilidade na vida. Nissan nos pede para lembrar da centralidade da família, tanto pela preservação do povo judeu, quanto pela realização pessoal.

8 – Iyar - Centralidade de Israel

Iyar em nossa geração é o mês no qual nos concentramos no milagre do nosso moderno retorno a Israel e a Jerusalém. É em Iyar que celebramos Yom Yerushalayim, Temos testemunhado pelo menos um cumprimento parcial das palavras dos profetas para o final dos dias.
O que ainda não desfrutamos é a paz e a tranquilidade que o profeta Yeshayáhu prometeu que nos seria concedido na época da redenção final. O ódio a Israel vai além de toda a compreensão racional e o ódio aos judeus tem aumentado além de tudo que teríamos considerado possível após o Holocausto. Iyar nos pede para refletir sobre a importância de Israel como parte do nosso destino bíblico – e exige nosso envolvimento e apoio à luz das fortes ameaças contemporâneas à sua existência contínua.

9 – Sivan - Centralidade de Torá

A verdade irrefutável é que nossa existência se baseia na Torá – e aquilo que ocorreu no Sinai há muito tempo é o que define nossa missão no mundo e faz de nós, nas palavras da Bíblia, um reino de sacerdotes e uma nação sagrada. A Torá é nosso único presente para o mundo. Se você procura felicidade, realização, e bênçãos divinas – torne o presente de Sivan o centro de sua vida e a bússola para suas metas.“É uma árvore de vida para aqueles que se apegam a ela e àqueles que a apóiam encontram júbilo .” Nada mais precisa ser dito.

10 – Tamuz - Tábuas Quebradas

Em 17 de Tamuz Moshê desceu a montanha com as tábuas na mão e viu os judeus adorando o bezerro de ouro. Ele sabia que não tinha alternativa exceto quebrá-las. Um povo que não tinha sabedoria para observar seus ensinamento não merecia as tábuas de pedra contendo o Decálogo. Neste dia jejuamos para relembrar o momento em que os judeus se mostraram não merecedores e guardar a lição para não repetir o pecado de nossos ancestrais.

11 – Av - D'us é Nosso Pai

Tragédia após tragédia se repetiu no novo dia de Av no decorrer da história. Desde a data da destruição dos dois templos até o dia em que começou a Primeira Guerra Mundial. Foi um dia que trouxe consigo a fúria de D'us pelos nossos pecados.
Talvez o único consolo seja o próprio nome do mês, Av, que também significa pai. A transgressão tem consequências. Porém o grande consolo deste mês que demonstra claramente que somos responsáveis pelos nossos pecados é que não importa o quê, D'us permanece sendo nosso pai. Seremos sempre Seus filhos. E aquele conhecimento nos consola enquanto procuramos manter nosso relacionamento e aperfeiçoar nosso caráter e humildemente implorar pelo Seu perdão, retornando ao Seu caminho.

12 – Elul - Amor Divino

Este mês antes de Rosh Hashaná é um acrônimo para uma linda frase “Ani L’dodi Vedodi Li” – “Eu sou para meu amado e meu amado é para mim” (Cântico dos Cânticos).
Quando nos aproximamos do Ano Novo, o nome do mês nos lembra que temos um vínculo muito especial de amor com o Criador. Com frequência, o que nos impede do arrependimento é a sensação de que já nos afastamos demais. O que nos impede de chegar mais perto de D'us é nossa presunção de que a distância entre nós é grande demais para ser percorrida. Elul nos garante. O amor de D'us por nós é tão grande que não importa onde estamos hoje, ainda somos bem recebidos pela Divina Presença se apenas dermos um passo adiante.
Reflita sobre estes doze passos: eles podem lhe oferecer a alegria de viver judaicamente e as recompensas de uma vida espiritual – uma vida de significado, de bênçãos e de realização divina.

POR BENJAMIN BLECH

Coisas Judaicas

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