Irã continua com o programa de mísseis balísticosIrã denuncia sanções americanas contra programa de mísseis balísticos. Onze fornecedores do programa iraniano estão na lista negra dos EUA.Sanções econômicas foram suspensas em meio a acordo nuclear.

As novas sanções dos Estados Unidos contra o programa balístico do Irã são "ilegítimas", denunciou nesta segunda-feira (18) o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hossein Jaber Ansari. O país prometeu continuar a desenvolver meios militares convencionais de dissuasão, segundo a Reuters.

"A República Islâmica responderá a essas medidas provocadoras e propagandísticas ao buscar fortalecer seu programa legítimo de mísseis e desenvolver suas capacidades defensivas", disse o Ministério de Relações Exteriores do Irã em comunicado.

As novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos "são ilegítimas porque o programa balístico do Irã não contempla a capacidade de transportar armas nucleares", declarou Ansari, citado pela agência iraniana ISNA.

Os Estados Unidos impuseram sanções a 11 empresas e pessoas que teriam sido fornecedores do programa iraniano de mísseis balísticos, afirmou o Departamento do Tesouro norte-americano neste domingo (17), um dia após o acordo nuclear que retirou sanções econômicas impostas ao país.

O Departamento do Tesouro colocou na lista negra a empresa Mabrooka Trading, com sede nos Emirados Árabes Unidos, e seu proprietário Hossein Pournaghshband, por terem ajudado o Irã a produzir fibra de carbono para programa de mísseis balísticos do país. Instituições financeiras e empresas estão impedidas de tratar comercialmente com as companhias colocadas nesta lista negra do governo dos EUA.

Sanções ao Irã suspensas

As sanções internacionais contra o Irã foram suspensas neste sábado (16), depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar que o país cumpriu os termos do acordo nuclear firmado com os EUA e outros cinco países em 14 de julho de 2015.
Irã continua com o programa de mísseis balísticos

As sanções impostas ao Irã até agora impediram o acesso do país a US$ 80 milhões do sistema financeiro global internacional, reduziram suas exportações de petróleo e afetaram a renda de cidadãos comuns no país, que tem 77 milhões de habitantes.

O acordo nuclear, firmado entre Irã, EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha, tinha como objetivo impedir que o Irã tivesse acesso a uma bomba atômica e mantivesse um programa nuclear voltado apenas a fins pacíficos.

As sanções poderão ser levantadas progressivamente a partir do início de 2016, mas o acordo também prevê seu restabelecimento em caso de violação dos compromissos por parte da República Islâmica. A retirada das sanções deverá esperar uma reunião da AIEA prevista para o meio de dezembro, na qual será confirmado que o Irã respeita seus compromissos.
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