Janeiro 2016
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Ladino - Coisas JudaicasIdioma dos sefarditas, ladino luta para sobreviver na Bósnia no século XXI.

O ladino, idioma dos sefarditas muito semelhante ao castelhano, sobreviveu na Bósnia a inumeráveis guerras, à queda de impérios e ao Holocausto nazista, mas são muito poucos os que falam uma língua que tem a memória dos judeus expulsos da Espanha e que luta para continuar a existir no século XXI.

"Acredito que em toda a região da antiga Iugoslávia não há mais de 20 ou 30 pessoas para as quais o espanhol é idioma materno", disse à Agência Efe Moris Albahari, aposentado de 85 anos e um dos quatro sefarditas em Sarajevo que falam o idioma.

O judeu-espanhol, que nas terras balcânicas teve influência do turco e das línguas eslavas, era falado em Sarajevo por um a cada cinco moradores.
A maioria dos mais de 12 mil judeus bósnios foi assassinada no Holocausto. Desde então, o idioma foi usado pelas famílias sefarditas dentro de casa.

Na Bósnia vivem agora 1.000 judeus, metade deles em Sarajevo, e em sua grande maioria são sefarditas.
"Só falávamos em casa, entre nós. E como os velhos morriam, assim ele desapareceu pouco a pouco", disse Albahari.

O conhecimento da língua de seus antepassados salvou a vida de Albahari durante o Holocausto, e suas lembranças serviram para a gravação de um documentário chamado "Saved by Language" ("Salvo pelo Idioma"), dos cineastas americanos Susanna Zaraysky e Bryan Kirschen.

"Todo o filme é um hino ao idioma, que pouco a pouco foi se perdendo, e nós, na Bósnia-Herzegovina, tentamos protegê-lo, preservá-lo", afirmou à Efe Jakob Finci, presidente da comunidade bósnio-judaica.

"Possivelmente a partir do próximo ano letivo haverá na Faculdade de Filologia de Sarajevo cursos alternativos do idioma ladino e de sua cultura", anunciou.
Albahari lembra sua infância em uma parte velha de Sarajevo que abrigava a comunidade judaica e na qual havia uma fábrica de chocolate em cujo pátio ele brincava com outras crianças, que pediam guloseimas com frases como "echan una bombonica para mí" ("me dê um bombonzinho").

No início da Segunda Guerra Mundial, em 1941, o jovem Albahari conseguiu evitar, com a ajuda de um antigo professor, ser levado para um trem que transportava judeus para campos de concentração.

Sozinho e perdido, ele foi encontrado por soldados italianos com os quais pôde se comunicar em ladino e que o ajudaram. O idioma lhe salvou a vida.

Dois anos mais tarde, como membro de unidades partisanas antifascistas iugoslavas, com seu conhecimento do idioma sefardita, ele pôde salvar a vida de pilotos americanos, um deles de origem hispânica, que buscavam ajuda em um monte bósnio após a queda do avião em que estavam.

Durante a guerra na Bósnia, de 1992 a 1995, muitos judeus deixaram o país, mas os que ficaram, como Albahari, tentaram preservar seu idioma.
"Estudávamos espanhol, fazíamos todo o possível para que não se extinguisse. Soldados espanhóis da UNPROFOR (força da ONU na Bósnia) nos doaram livros", contou.
Os judeus chegaram a Sarajevo e outras regiões da Bósnia durante o século XVI, época de dominação do Império Otomano nos Bálcãs. A primeira comunidade judaica na Bósnia foi formada em 1565.

Os primeiros judeus sarajevitas eram em sua maioria artesãos, comerciantes, farmacêuticos e médicos. Em Sarajevo, até meados do século XIX, quase todos os médicos eram judeus.

A população sefardita crescia e progredia junto com a capital bósnia, que se transformava em um dos principais centros judeus nos Bálcãs e foi considerada por muitos uma pequena Jerusalém.

Os judeus não chegaram à Bósnia direto da Espanha, mas após atracarem em Istambul e Salônica.

"Apenas as segunda e terceira gerações dos espanhóis expulsos se assentou em Sarajevo", explicou recentemente à Efe Eliezer Papo, rabino não residente para a Bósnia-Herzegovina.

Este professor da universidade israelense Ben-Gurion, em Beersheba, e diretor do Centro de cultura ladina "Moshe-David Gaon", afirmou que, para os sefarditas bósnios, entre outros, "a Espanha não é, e aparentemente nunca será, mais um país mediterrâneo ou europeu".

"Na Espanha se desenvolveram novos ramos de ciências judaicas, e os existentes progrediam em tal medida que os olhares de todo o mundo judeu se voltaram para lá, de onde saíam as normas e a moda, a cultura alta e a popular", argumentou.
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Podem não judeus estudar Cabalá?

Conceitos Básicos: Cabalá e Chassidutm - Perguntas e Respostas para Iniciantes - Por Rabino Yitzchak Ginsburgh

Quais Devem Ser Meus Objetivos?

O Baal Shem Tov entendeu que todas as almas possuem um senso da existência de uma realidade mais profunda do que pode ser percebida pelos cinco sentidos. A alma judia, em especial, está imbuída do desejo e da necessidade de estar em contato com a dimensão invisível e oculta da realidade.
Com frequência, o universo material que encobre o mundo faz com que judeus carreguem a ideia errônea de que é impossível atingir e se relacionar com a dimensão oculta da realidade. E, como resultado, algumas pessoas apenas desistem, entorpecidas pela banalidade da existência física. Entretanto, nossa era é testemunha para vários pesquisadores de que não são tão facilmente desviados dessa fundamental necessidade da alma – procurar o significado oculto da vida e da realidade, procurar o próprio D’us.
O aprendizado verdadeiro e sincero da Cabalá e da Chassidut autênticas levam a pessoa a dois simples objetivos: primeiro, entender que D’us é tudo e tudo é D’us. Ele está em todo lugar – em cada aspecto de nossas vidas. Nosso objetivo é descobrir D’us e nos conectarmos com ele em tudo o que fazemos. O segundo objetivo é que pelo nosso aprendizado possamos difundir, ensinar e despertar outros nesse caminho.
Cada um de nós possui uma missão Divina – espalhar a Luz Divina para os cantos mais escuros do mundo. Não importa a idade, sexo ou formação, cada pessoa foi trazida para que ela, de sua própria maneira, transforme o mundo para melhor. Todo o objetivo do indivíduo deve ser o de fazer sua parte para transformar este mundo em uma moradia Divina – repleta de amor, bondade, saúde, alegria e paz verdadeira.

Podem a Cabalá e a Chassidut Mudar Minha Vida?

A Cabalá é primeiro e, acima de tudo, o estudo do D’us Criador. Quando, com toda a sinceridade do coração, nos aprofundamos nos mistérios e atributos Divinos, dia após dia, hora após hora, nada poderemos fazer a não ser refinar nossas personalidades durante esse processo.
Esse processo é cíclico – quanto mais estudamos a Cabalá com a intenção apropriada, melhor entendemos as manifestações de D’us no mundo e procuramos emular Suas qualidades. Quanto mais refinamos nosso caráter na emulação de D’us, mais próximos ficamos da Presença Divina na criação e somos mais capazes de entender a dimensão interior da realidade e experimentar D’us na criação.
Quando nossa alma se funde com a sabedoria mística, todo nosso padrão de vida é transformado – da consciência de nossas almas, às emoções de nossos corações, a todo aspecto de nosso comportamento.
O estudo da Cabalá depende da devoção e desejo verdadeiros do coração do estudante. Isto é um pré-requisito – o verdadeiro desejo do coração deve ser o de se aproximar de D’us. Além disso, depende da revelação de Cima. Ao longo das gerações, mais e mais tem sido revelado. A revelação final – que depende de quão verdadeiramente desejamos chegar próximo e nos unirmos a D’us – é a revelação profetizada para os Dias de Mashiach, que acreditamos serem iminentes.

Como a Cabalá e a Chassidut Podem Tornar-se Parte da Minha Vida Diária?

A dimensão oculta da Torá é uma parte integral da Torá e seus mandamentos. De fato, é um aspecto da Torá: o corpo da Torá sendo a lei e a alma da Torá sendo a Cabalá. Portanto, idealmente, estudantes sérios estudam tanto a lei da Torá quanto a Cabalá simultaneamente.
Um corpo não pode viver sem uma alma. A alma é enviada de Cima para penetrar o corpo, para aderir, em união, ao corpo no mistério da vida. Na Cabalá, a união do corpo e da alma é chamada Maasê Merkavá (“Os Trabalhos da Carruagem”), e é considerado o mistério mais profundo da Torá. Para que possamos ter acesso a esse segredo mais secreto, deve-se estudar tanto o corpo quanto a alma da Torá.
Existem, claro, períodos da vida quando enfatizamos um mais do que outro. Essas são questões pessoais e particulares para a qual nenhuma regra deve ser delineada. Em geral, como para tudo, deve haver equilíbrio, ponderação e união. Devemos nos devotar ao estudo das leis da Torá e à sabedoria e raciocínio por trás dessas leis. Simultaneamente, para que encontremos D’us, Aquele que faz as leis, devemos nos aprofundar em Seus ensinamentos. Aprender Torá reestrutura nossos processos de pensamento de acordo com a lógica Divina inerente à Torá. Os padrões de pensamento e de referência inatos à Torá tornam-se assimilados em nosso intelecto e refletido em nossa vida.
Em vez de se desenvolver de forma linear, como é comum na cultura ocidental, o estudo da Torá avança de forma circular. Nós aprendemos e, então, revisamos de novo e de novo, cada vez adicionando uma nova e mais profunda camada de conhecimento.
Nessa forma de estudo, a Torá Escrita, o Talmud, os códigos da Lei Judaica, e a parte esotérica, são vistos como um todo abrangente e único. Nenhuma separação pode ser feita entre a dimensão legal do estudo e da prática da Torá. Os textos da Lei Talmúdica estão unidos intrinsecamente com os ensinamentos místicos. Da mesma forma, a Cabalá não pode ser estudada sem a devoção ao Talmud e seus comentários e aos códigos legais.
Assim, o estudante das leis da Torá deverá perceber que uma dimensão oculta e mística existe mesmo nos aspectos mais diminutos da observância da Torá. Por outro lado, um estudante estimulado pelo poder dos ensinamentos místicos da Cabalá deve perceber que a expressão plena desses ensinamentos vem da observância diária das leis da Torá e suas mitsvot.

Como Posso Saber Se a Fonte é Autêntica?

O verdadeiro estudo da Cabalá é o estudo de como ficar próximo a D’us e emular Seus Divinos atributos. No estudo adequado da Cabalá e Chassidut, deve-se tentar prezar e identificar com a auto-anulação na presença de D’us. Se uma pessoa ou instituição que pretende ensinar Cabalá lhe diz que você tem poderes espirituais raros, ou promete a você tais poderes, esse é o primeiro sinal de que essa fonte não é autêntica.
Deve-se avaliar honestamente se o que se está procurando é D’us (a experiência da auto-anulação) ou se o desejo é meramente por uma experiência que se origina em seu ego. A diferenciação básica entre a Cabala autêntica e não-autêntica é como ela é representada: como “coisas” ou como auto-anulação na presença de D’us.
D’us criou nosso mundo com amor. É Seu desejo que nos purifiquemos e retornemos a Ele com amor – sem julgamentos ásperos, que Ele não o permita. Se uma pessoa ou instituição tenta manipular você com ameaças de punição severa neste mundo ou no próximo, este é um outro indício de que esta fonte não é autêntica.
A mitsvá (“Mandamento”) de tsedacá, por exemplo, é considerada uma mitsvá abrangente da Torá e é um dos pilares do judaísmo. Essa mitsvá inclui doar diretamente ao necessitado tanto quanto apoiar organizações que ajudam outros materialmente e espiritualmente. Fazer doações para uma causa como essa dá, ao doador, o mérito de participar em todas as boas ações e objetivos da organização. Em vários locais, também se costuma dar caridade quando se consulta um Tsadik, sábio. Um verdadeiro sábio ou uma autêntica organização não se relacionarão com uma pessoa de acordo com o volume de sua doação ou pela falta dela. Eles aceitarão cada pessoa com paciência e carinho, com um verdadeiro desejo de ajudar ao próximo.
A Cabalá autêntica em nossa geração necessariamente começa com os pensamentos e profundo discernimento da Chassidut. por intermédio do estudo da Chassidut, o desejo inato da alma judia de se tornar única e próxima a D’us é despertada e revelada. Todas as curas e bênçãos vêm exclusivamente disso e de nada mais.

Quem Pode Estudar Cabalá e Chassidut?

Idealmente, todas as pessoas devem ser capazes de estudar a Cabalá. Cabalá é a sabedoria interna da criação que nos foi revelada por D’us para que nos aproximássemos D’Ele. De forma clara, D’us deseja que todos os seres humanos se aproximem D’Ele tanto quanto possível. Assim, a Cabalá é importante para todos.
Dito isto, é importante esclarecer que cada um de nós deve estudar a Cabalá em seu próprio nível, o qual, ao contrário da crença comum, pode não ter nada a ver com idade, sexo ou qualquer outra limitação imaginária.

Podem Não-Judeus Estudar Cabalá?

Uma vez que a Cabalá é parte da tradição judaica, é um fato erroneamente comum assumir que ela não tem relação com os não-judeus. Entretanto, muito da Cabalá é pertinente a todos os seres humanos, uma vez que o estudo da Cabalá desperta em todos os estudantes o desejo de adorar ao D’us Único, como comandado na Torá para toda a humanidade.
A Torá antecipa que todo ser humano se torne um servo justo e exclusivo do D’us Único de Israel. Para um não-judeu, isto significa tornar-se um gentio justo a menos que ele deseje avançar ainda mais e se converter ao Judaísmo. Muito da Cabalá é pertinente à consciência dos gentios justos. A Cabalá e a Chassidut estimulam as pessoas ao verdadeiro serviço a D’us, um mandamento relevante a toda humanidade. Para esse serviço, deve-se ter em mente e experimentar as emoções do amor e temor a D’us, dois dos seis mandamentos constantes do coração. Para que experimentemos essas emoções, precisamos ter informações e conteúdo meditativo. A Chassidut nos ensina que não-judeus devem também meditar sobre aquelas verdades e profundezas da realidade da Providência Divina no mundo que irão despertar seus corações ao serviço do D’us Único de Israel. Essas seções da Cabalá são pré-requisitos para que os não-judeus se aproximem de D’us.
Os níveis da Luz Divina que são pertinentes ao estudo pelos não-judeus são os níveis explicitamente essenciais da Divindade. Esse é o influxo da energia Divina que está presente no processo criativo. A Luz Infinita de D’us é a transcendência absoluta. O propósito final da Chassidut é trazer a transcendência para a perspectiva da essência. Até a chegada do Mashiach, isto ainda assim será um estado da consciência judaica. Assim, um não-judeu deve aprender na Cabalá aqueles segredos da criação que o ajudem a apreciar e a se tornarem conscientes da luz essencial de D’us na criação. Isto o leva mais próximo a D’us e aumenta seu desejo de servi-Lo.
Claramente, para que os não-judeus estudem a Cabalá – a qual, afinal, é uma expressão intrínseca da fé judaica – eles devem se identificar com o recebimento dessa sabedoria por meio do canal da Torá e do Povo Judeu e a comprometerem a si próprios à adoração do D’us Único de Israel e a viverem de acordo com os sete mandamentos dados por Ele a Noach para todos os povos.

Existe Alguma Limitação de Idade ou Sexo ao Estudo da Cabalá?

Mesmo havendo uma opinião de que não se deve começar o estudo da Cabalá até os 40 anos de idade, os grandes mestres da Cabalá e da Chassidut não concordam com ela. Alguns dos grandes professores da Cabalá – incluindo o Ari, o Rabbi Moshe Chaim Luzzatto (também conhecido como o Ramchal) e o Rebbe Nachman de Breslov – não viveram até os 40 anos! A partir de pouca idade, eles começaram a estudar a Cabalá. No Zohar, encontramos que um dos sinais da chegada do Mashiach será o estudo e a discussão da Cabalá pelas crianças.
A Chassidut nos revela o drama da criação do universo por D’us. É como um jogo de esconde-esconde. Nesse jogo de inspiração Divina, D’us esconde a Si próprio, mas Ele deseja que O procuremos. Ele nos promete que, se O procurarmos com todo nosso coração e alma, poderemos, finalmente, encontrá-Lo.
Essa procura é o estudo da Cabalá. Ele pode começar no primeiro momento que a pessoa percebe que existe mais neste mundo do que sua visão pode alcançar e isto pode acontecer em um estágio bem precoce da vida.
A razão pela qual algumas autoridades nos alertaram contra o estudo precoce da Cabalá foi pelos exemplos na história judaica, alguns recentes, quando fenômenos muito negativos resultaram da má interpretação e do mau uso da Cabalá. Por exemplo, cerca de 350 anos atrás, um judeu mal orientado, Shabbetai Tzvi, se autoproclamou o Mashiach, baseando-se em interpretações equivocadas da Cabalá. Até que fosse provado ser ele uma fraude, foi provocado um grande sofrimento material e espiritual sobre uma importante porção da comunidade judaica da Europa.
Esta é uma das razões pelas quais o Ba’al Shem Tov revelou uma nova dimensão da Cabalá – a Chassidut. A Chassidut expressa a Cabalá de uma forma acessível a toda alma, e isto exclui qualquer possibilidade de interpretação errada. Assim, é altamente recomendável o estudo da Cabalá por intermédio da estrutura da Chassidut. Quando a Cabalá é estudada dessa forma, o perigo não existe. Se não há perigo, também não haverá barreira de idade ou outra limitação para o estudo da dimensão interna da Torá.
Certamente, o estudo da dimensão interna da Torá – Cabalá e Chassidut – ajuda a todas as pessoas a cumprirem os “deveres do coração” – os seis mandamentos permanentes ordenados pela Torá, que incluem a fé na Onipresença e Providência Divinas acima de tudo, além do amor e temor a D’us.
Esses mandamentos são relevantes aos homens, mulheres e crianças. Certamente, são a chave na educação das crianças estarem relacionadas aos fundamentos do aperfeiçoamento do estado de consciência da pessoa.
Verdadeiras experiências de fé, amor e temor dependem de um processo meditativo, como explicado por Maimônides – o grande filósofo Judeu e autor do Mishneh Torá (“Revisão da Torá”). Esta experiência nos chega com o estudo da dimensão interna da Torá. Mesmo que Maimônides tenha vivido antes da revelação do Zohar, estava claro para ele que se deve tentar acessar os segredos da criação. Isto é o que fortalece a fé em D’us e desperta, no coração, as emoções de amor e temor.
Assim, se a Cabalá e a Chassidut forem estudadas em consideração ao cumprimento dos “deveres do coração”, não haverá diferença entre homens e mulheres, pois esses mandamentos são igualmente pertinentes a todos.
O estudo dos aspectos mais técnicos da Cabalá podem não produzir imediatamente as emoções de amor e temor no coração. Entretanto, o mesmo não pode ser dito do estudo dos trabalhos Chassídicos. O Tanya, ( escrito pelo Rabbi Schneur Zalman de Liadi), por exemplo, traz para a terra as fórmulas abstratas e frequentemente impenetráveis da Cabalá clássica e as traduz para os termos da experiência humana comum. Certamente, o objetivo explícito dos trabalhos Chassídicos é despertar, no coração, as emoções de amor e temor.
Obviamente, qualquer assunto deve ser estudado no nível ou grau de compreensão de cada estudante. Existem infinitos níveis de compreensão. Deve-se iniciar no nível apropriado a ele e continuar a partir desse ponto.

POR RABINO YITZCHAK GINSBURGH
Rabino Yitzchak Ginsburg é fundador e diretor do Instituto Gal Einai: Instituto de Estudo Interdisciplinário Avançado de Torá, Arte e Ciências. Renomado explicador de Cabalá e Chassidut, Rabino Ginsburg escreveu mais de quarenta livros esclarecendo tópicos de Torá como psicologia, medicina, política, matemática e relacionamentos.
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Coisas Judaicas
Judeus escravos no Egito - ilustração - Coisas Judaicas
Primeiro em Yitrô é descrita a aseret hadibrot, os “dez pronunciamentos” ou princípios gerais. Agora em Mishpatim vêm os detalhes. Eis aqui como eles começam:
Se você comprar um servo hebreu, ele tem de servir a você por seis anos. Mas no sétimo ano, ele deve ser libertado, sem pagar nada… Mas se o servo declara: ‘Eu amo meu mestre e minha esposa e filhos e não desejo ser livre,’ então o amo deve levá-lo perante os juízes. Ele deve levá-lo à porta ou ao portal e furar sua orelha com um furador. Então ele será seu servo por toda a vida. (Ex. 21:2-6)
Há uma questão óbvia. Por que começar aqui? Há 613 mandamentos na Torá. Por que Mishpatim, o primeiro código de lei, começa desse ponto?
A resposta também é óbvia. Os israelitas tinham acabado de passar pela escravidão no Egito. Deve haver uma razão pela qual isso aconteceu, pois D'us sabia o que estava para acontecer. Evidentemente Ele pretendia que acontecesse. Séculos antes Ele já tinha dito a Avraham que iria acontecer: quando o sol estava se pondo, Avraham caiu num sono profundo, e uma escuridão densa e pesada caiu sobre ele. Então o Eterno lhe disse: “Saiba que durante quatrocentos anos seus descendentes serão estranhos num país que não é o deles e serão escravizados e maltratados ali.” (Gênesis 15:12-13)
Parece que esta foi a necessária primeira experiência dos israelitas como nação. Desde o começo da história humana, o D'us da liberdade buscou a livre adoração de seres humanos livres, mas um após o outro o povo abusou dessa liberdade: primeiro Adam e Eva, depois Caim, então a geração do Dilúvio, depois os construtores de Babel.
D'us começou novamente, dessa vez não com toda a humanidade, mas com um homem, uma mulher, uma família, que se tornariam pioneiros da liberdade. Mas a liberdade é difícil. Nós a procuramos para nós mesmos, mas a negamos aos outros quando a liberdade deles entra em conflito com a nossa. Essa verdade é tão profunda que dentro de três gerações dos filhos de Avraham, os irmãos de Yossef estavam dispostos a vendê-lo como escravo: uma tragédia que não terminou até que Yehuda estivesse preparado para abandonar a própria liberdade para que seu irmão Beniamin pudesse sair livre.
Foi preciso a experiência coletiva dos israelitas em sua profunda, íntima, pessoal e amarga experiência da escravidão - uma lembrança que eles foram ordenados a jamais esquecer - para transformá-los num povo que não faria mais de seus irmãos e irmãs escravos, um povo capaz de construir uma sociedade livre; a mais difícil de todas as conquistas no âmbito humano.
Portanto não é surpresa que as primeiras leis que eles foram comandados após o Sinai fossem relacionadas com a escravidão.
Teria sido uma surpresa se tivessem sido sobre qualquer outra coisa. Mas agora vem a verdadeira questão. Se D'us não quer a escravidão, se Ele a considera uma afronta à condição humana, por que Ele não a aboliu imediatamente? Por que permitiu que continuasse, embora de maneira restrita e controlada? É concebível que D'us, que pode produzir água a partir de uma pedra, maná do céu, e transformar o mar em terra seca, não possa mudar o comportamento humano? Existem áreas onde o Todo Poderoso é, por assim dizer, impotente?
Em 2008 o economista Richard Thaler e o professor de direito Cass Sunstein publicaram um livro fascinante chamado Nudge (Cotovelada). Nele abordaram um problema fundamental na lógica da liberdade. Por um lado a liberdade depende de não haver excesso de legislação. Isso significa criar espaço dentro do qual as pessoas têm o direito de escolher por si mesmas.
Por outro lado, sabemos que as pessoas nem sempre farão as escolhas certas. O velho modelo no qual a economia clássica estava baseada, que deixava as pessoas fazerem por si mesmas escolhas racionais, se mostrou como não sendo verdadeira. Somos profundamente irracionais, uma descoberta à qual vários acadêmicos judeus fizeram importantes contribuições. Os psicólogos Solomon Asch e Stanley Milgram mostraram o quanto somos influenciados pelo desejo de conformar, mesmo quando sabemos que outras pessoas entenderam errado. Os economistas israelenses, Daniel Kahneman e Amos Tversky, mostraram como até ao tomar decisões econômicas com frequência calculamos mal seus efeitos e deixamos de reconhecer nossas motivações, uma descoberta pela qual Kahneman recebeu o Prêmio Nobel.
Como então você impede as pessoas de fazerem coisas prejudiciais sem tirar sua liberdade? A resposta de Thaler e Sunstein é que há maneiras oblíquas nas quais você pode influenciar as pessoas. Numa cafeteria, por exemplo, você pode colocar comida saudável ao nível do olho e comida gordurosa num local mais inacessível e menos visível. Você pode sutilmente ajustar aquilo que eles chamam “arquitetura de escolha” das pessoas.
Isso é exatamente o que D'us faz no caso da escravidão. Ele não a aboliu, mas a circunscreve colocando em ação um processo que previsivelmente, mesmo que leve muitos séculos, levará as pessoas a abandoná-la por acordo próprio.
Um escravo hebreu deve ser libertado após seis anos. Se o escravo ficou tão acostumado com a sua condição que não deseja sair livre, então ele é forçado a passar por uma cerimônia estigmatizante, tendo a orelha furada, o que permanece como um sinal visível de vergonha.
Todo Shabat, escravos não podem ser forçados a trabalhar. Todas essas estipulações têm o efeito de transformar a escravidão de vitalícia em uma condição temporária, e percebida como humilhação em vez de algo escrito indelevelmente na escrita humana.
Por que escolher essa maneira de fazer as coisas? Porque as pessoas devem escolher livremente abolir a escravidão se quiserem ser livres totalmente? Foi preciso o reinado de terror após a Revolucão Francesa para mostrar como Rousseau estava errado quando escreveu no Contrato Social que se necessário as pessoas têm de ser forçadas a ser livres. Essa de certa forma é uma contradição, e levou, no título do notável livro de J. L. Talmon sobre o pensamento por trás da Revolução Francesa, à democracia totalitária.
D'us pode mudar a natureza, disse Maimônides, mas Ele não pode, ou escolheu não, mudar a natureza humana, exatamente porque o Judaísmo é construído sobre o princípio da liberdade humana. Assim ele não pôde abolir a escravidão da noite para o dia, mas pode mudar nossa arquitetura da escolha, ou em outras palavras, nos deu uma Cotovelada, mostrando que a escravidão é errada mas que devemos ser nós que a abolimos, em nosso tempo, pelo nosso próprio entendimento. Foi preciso muito tempo na verdade, e na América, não sem uma guerra civil, mas aconteceu.
Há alguns assuntos nos quais D'us nos dá uma cotovelada. O resto cabe a nós.
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O Sagrado136 pp. | 14x21 cm
ISBN: 978-85-325-2222-1
Assuntos: religião/espiritualidade

Em tempos de busca pelo “segredo”, o rabino Nilton Bonder oferece ao leitor uma percepção sobre aquilo que deve, ou deveria, ser o motivo da procura pelos homens: o sagrado. 

Autor do bestseller A alma imoral, que virou monólogo de sucesso nos palcos cariocas com a adaptação e atuação premiada de Clarice Niskier, Bonder reflete, em O sagrado, sobre a crença, popularizada pelos livros de autoajuda, de que o homem possui a chave para desvendar o mistério da vida e alcançar a plenitude, aqui e agora. No livro, o autor mostra por que o sagrado é antídoto para o consumismo desenfreado e o individualismo que imperam na atualidade.
A ideia de escrever a obra surgiu do espanto do autor diante do sucesso de livros que oferecem um segredo capaz de mudar a vida das pessoas. Para Bonder, a busca incessante pela plena satisfação do desejo leva ao que ele chama de ‘religião dos indivíduos’, tão em voga na atualidade. Em nome da autorrealização, o homem se coloca no centro de um universo no qual ele é um sujeito especial, que merece consumir indiscriminadamente e acumular dádivas por suas conquistas.
Para os que creem na soberania do indivíduo, Bonder adverte: o homem é frágil e vulnerável. O verdadeiro segredo, camuflado pelos livros de autoajuda, é ter consciência dessas limitações; é questionar o desejo como fonte absoluta de bem-estar, ao invés de simplesmente tentar preenchê-lo. “Pensar que somos o centro do universo só nos fez intolerantes e ignorantes no passado”, afirma. “Esse é um engano trágico que mais cedo ou mais tarde levará à frustração e à descrença”, completa ele.
O SagradoEm seu livro, ele mostra que o verdadeiro segredo é o “oculto do oculto”, ou o sagrado, justamente aquilo que a obviedade não permite enxergar e que não pode ser adquirido como um simples produto, disponível numa prateleira de supermercado. Ao contrário, para alcançá-lo, o homem precisa se libertar do que ele chama de ‘tirania do ego’, do culto ao indivíduo, abrindo espaço para o outro – a família, os amigos, a comunidade – em suas vidas.
Distante do racionalismo que quer entender e do esoterismo que quer evocar, o sagrado acolhe a incerteza, fortalecendo as escolhas, abarca o vazio, permitindo a sabedoria, resgata a nobreza que há no simples e potencializa a verdadeira riqueza. “Não somos um fim, somos um meio pelo qual se dá um projeto muito além de nossa biografia individual. E essa não é uma má notícia. Ser parte e não a integralidade nos aproxima da realidade e possibilita a experiência do sagrado – de ser especial não como algo isolado, independente, mas inserido na Árvore da Vida”, conclui.

Nilton Bonder - Coisas JudaicasO AUTOR

Rabino Nilton Bonder é um escritor com 21 livros publicados. Reconhecido nacional e internacionalmente como pensador nas áreas de humanismo, filosofia e espiritualidade, seus trabalhos fizeram grande sucesso nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. É autor de Exercícios d’AlmaPortais secretosCurativos para a almaA alma imoralO sagrado,Tirando os sapatos e Segundas intenções, editados pela Rocco, que relança a trilogia A Cabala da comidaA Cabala do dinheiro e A Cabala da inveja, bem como O segredo judaico de resolução de problemasPortais secretosCódigo Penal CelesteTer ou não ter, eis a questão e Sobre Deus e o sempre.

Onde comprar: Livraria Atzilut
Largo do Machado, 29, sobreloja 265 (2o. piso Galeria Condor) - Catete - Rio de Janeiro - RJ - Contatos: (21) 3471-7136 - Cel.: (21) 97144-8899

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Mulheres alemãs compram armas para se defenderem

Depois de assédios, alemãs compram armas para se defenderem

A polícia informou que foram feitos 300 pedidos de autorização para a compra de pistolas de pressão desde 1º de janeiro

A brasileira Thais Gatto, de 24 anos, mora em Gütersloh, na Alemanha e ganhou do namorado um presente que não é mais incomum: um spray de pimenta. "Duas amigas foram seguidas por dois homens que pareciam árabes. Depois disso, comecei a ter medo", diz ela ao jornal Folha de S. Paulo.  
Em alguns dias, a jovem vai passar a morar em Colônia, cidade que, no Ano Novo, foi palco de uma série de incidentes: uma multidão de cerca de mil homens alcoolizados, com "aparência árabe ou do norte da África", foi para a praça da catedral e vários deles assaltaram e agrediram sexualmente centenas de mulheres. Já são 650 queixas, 45% delas por agressão sexual.  
Donos de lojas de Colônia relataram que os estoques de spray de pimenta acabaram em algumas horas. Além disso, a polícia informou que foram feitos 300 pedidos de autorização para a compra de pistolas de pressão desde 1º de janeiro. Durante todo o ano de 2015, foram 408 pedidos.  
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Movimento radical Hamas anuncia nova guerra contra Israel




O líder do movimento radical islâmico Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, declarou hoje estar pronto para uma nova guerra com Israel, afirmando que os grupos armados palestinos estão  construindo novos túneis naquele enclave.
Ismail Haniyeh falava diante dos milhares de pessoas que acompanhavam as cerimônias fúnebres de sete militantes do Hamas, que morreram esta semana na sequência do desmoronamento de uma galeria subterrânea.
Segundo o dirigente do Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço armado do movimento radical palestino, e os grupos da resistência estão em prontidão permanente em todas as frentes: ar, terra, mar e nas zonas subterrâneas.
Cobertos com as bandeiras verdes do Hamas, os corpos dos sete combatentes foram acompanhados por centenas de membros das brigadas Ezzedine al-Qassam que entoavam frases a incitar à violência contra Israel.
Excepcionalmente, dirigentes do Hamas depositaram flores sobre os corpos dos combatentes e deslocaram-se a um cemitério perto da fronteira com Israel, uma zona considerada particularmente perigosa para os responsáveis do movimento que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.
A Faixa de Gaza, um pequeno enclave de 362 quilómetros quadrados entre Israel, o Egito e o Mar Mediterrâneo, com 1,8 milhões de habitantes, foi devastada por três guerras nos últimos seis anos.
Apesar da trégua com Israel desde agosto de 2014, o ex-primeiro-ministro palestino afirmou que os grupos armados da Gaza têm capacidade para "reagir a qualquer momento em qualquer confronto" com Israel.
"A leste da cidade de Gaza, os militantes subterrâneos constroem túneis ao longo da fronteira com Israel, enquanto a oeste de Gaza, os militantes testam 'rockets' todos os dias", referiu Ismail Haniyeh.
"Foi a partir destes túneis que os militantes capturaram Oron Shaul", mencionou o dirigente.
Israel declarou o sargento Oron Shaul e o tenente Hadar Goldin mortos durante a guerra de 2014, mas nunca conseguiu recuperar os corpos dos militares.
O Hamas nunca esclareceu o paradeiro destes militares israelenses. Do lado israelense, as autoridades já autorizaram no passado a troca de prisioneiros ou de corpos.
Segundo diferentes fontes dos serviços de segurança, o Hamas está  reconstruindo os túneis destruídos por Israel durante a guerra do verão de 2014. Um dos objetivos deste conflito que durou 50 dias era destruir esta mesma rede de túneis.
Veja o vídeo: 
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Abutre capturado e acusado de ser espião

Abutre “espião” volta para Israel

Um abutre com um dispositivo foi encontrado no Líbano. A população pensou que era um espião israelense e capturou o animal.


Uma operação guiada pelo Líbano e com o apoio das Nações Unidas devolveu um abutre que foi capturado por cidadãos libaneses ao país de origem, Israel. 

Segundo jornais libaneses, ao ver o abutre, os populares tiveram medo de ser atacados e por isso decidiram capturá-lo. Ao ver que o abutre estava equipado com um transmissor, pensaram que se tratava de um “abutre espião”. 

O abutre que foi capturado na terça-feira, pertence à espécie Grifo Euroasiático, que está em vias de extinção. 

Os aparelhos encontrados na ave têm o propósito de saber por onde ela voa. Antes deste incidente, o abutre tinha sido libertado na Reserva Natural de Gamla há um mês. Os registos do localizador mostram que foi capturado a quatro quilômetros da fronteira de Israel. 

Segundo relata o The Jerusalem Post, após as forças de segurança terem confirmado que o abutre não era uma ameaça, o animal foi libertado.

Abutre capturado e acusado de ser espião “Em pleno século XXI esperávamos que as pessoas percebessem que os animais selvagens não são perigosos e que o seu papel é agir conforme a sua natureza”, explicou Ohad Hatzofe, um ecologista aviário da Autoridade Israelita para os Parques e Natureza (INPA).


A INPA informou esta sexta-feira que o abutre já foi devolvido aos céus israelenses. 
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Recarregue as baterias do seu casamentoNa semana passada, meu marido surpreendeu-me com uma novidade empolgante.
“Que tal nos livrarmos das nossas obrigações apenas por dois dias e dar uma escapada? Só nós dois! Vamos tirar uma folga das crianças, do trabalho e do ritmo frenético da vida, e apreciar a companhia um do outro.”
As palavras foram música para os meus ouvidos. Todo especialista em casamento sugere isto – e por bons motivos – para reacender o casamento e recarregar as baterias. Mas até estarmos realmente no carro acenando adeus para nossos filhos naquela tarde de domingo, eu quase não podia acreditar que iria acontecer.
Nosso destino – uma surpresa para mim, e escolhido pelo meu marido – foi o lindo cenário das Cataratas do Niágara, a apenas uma hora e meia de nossa casa. Foi uma escolha perfeita – longe o suficiente para sentirmos que viajamos mas não longe demais para sentirmos que não poderíamos manter contato com as crianças, ou voltar caso fosse inesperadamente preciso. O plano era ficarmos fora da tarde de domingo até a noite de segunda-feira, tempo suficiente para dar uma arejada na vida, mas suficientemente breve para fazermos arranjos adequados em nossos horários de trabalho, portanto não sentiriam muita falta de nós.
Meu marido planejou todo o itinerário, preenchendo nosso tempo com atividades e passeios que foram uma mistura de diversão e relaxamento em locais pitorescos. Eu não pude acreditar nos pequenos detalhes em que ele pensara com antecedência, e toda sua pesquisa e coordenação para tornar nossa viagem tão espetacular como foi. À sua maneira característica, ele pensou em tudo, e os dois dias foram de uma felicidade absoluta, recarregando e revigorando nós dois.
No caminho de volta eu, mais uma vez, expressei minha gratidão a ele por tornar essa viagem tão memorável, e ambos resolvemos fazer isso com mais frequência.
“Mas você sabe do que eu gostei mais?” perguntei a ele. Sua curiosidade aumentou à medida que eu continuava. “Foi o fato de ser você a tomar a iniciativa! Mesmo se a viagem não fosse tão perfeita ou bem planejada como foi, mesmo que a acomodação não tivesse sido tão maravilhosa, ou se houvesse falhas em nosso itinerário, para mim, ainda teria sido perfeito, porque você usou tempo e esforço para mostrar que nosso relacionamento era importante para você. Isso significa tudo para mim – mesmo se tudo tivesse saído errado – que você planejou isso para mim!”
Então, qual é a minha mensagem aqui?
Primeiro, para todos os maridos que estiverem lendo isto – tomem a iniciativa para mostrar à sua mulher que seu relacionamento é uma prioridade para você. Alguns dias fora de casa seriam uma boa maneira de começar. Mas se isso não for possível, desde que você decida mostrar que se importa, não se sinta desencorajado pela expectativa de que precisa ser algo extraordinário. Apenas o fato de você dar o primeiro passo e usar sua engenhosidade a farão sentir que é querida e especial. Pense que nossa conexão com D'us é “um relacionamento” também. D'us nos diz; “Abra para Mim apenas a ponta da uma agulha e Eu abrirei para você uma comporta.”
Obviamente, D'us pode fazer qualquer “arranjo” necessário em nossas vidas melhor e mais perfeitamente que nós podemos. Mas talvez, estamos sendo solicitados a “separar algum tempo das obrigações” para demonstrar que nosso relacionamento com nosso Criador é uma parte real e importante da nossa vida.
Talvez aqui, também, nossos esforços não precisem ser perfeitos. Nossas ações não precisam ter o cenário perfeito e pitoresco. Os arranjos nem sequer precisam ser livres de falhas. Nós simplesmente temos de tomar a iniciativa.
Chana Weisberg - Coisas Judaicas


Chana Weisberg é a Diretora de Gerenciamento Editorial de Chabad,org. Escreveu vários livros, incluindo o mais recente, Cuidando do Jardim: Os Dons Únicos da Mulher Judia. Ela atuou como reitora de diversos institutos educacionais para mulheres, e faz palestras internacionais sobre temas relacionados a mulheres, fé, relacionamentos e a alma judaica.
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Ministério Público pede apreensão do livro  "Minha Luta"
Promotor pede busca e apreensão de exemplares de ‘Minha luta’, livro de Hitler

A 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal emitiu, nesta sexta-feira, um despacho que pede busca e apreensão de exemplares do livro "Minha luta", de Adolf Hitler, da livraria Saraiva, localizada na rua do Ouvidor, no Centro do Rio. 

A petição veio após o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Martins Vieira, solicitar a investigação de editoras e livrarias que estariam comercializando a obra, que ganhou reedição este ano, quando completou 70 anos e, portanto, caiu em domínio público.

O pedido do Ministério Público teve como origem uma compra virtual efetuada pelos advogados Ary Bergher, Raphael Mattos e João Bernardo Kappen. O trio adquiriu um exemplar no site da Saraiva e enviou ao procurador uma notícia crime sobre a reedição e a comercialização da obra, que dissemina o racismo. O texto foi encaminhado ao MP, que deu início à investigação.

O promotor Alexandre Themístocles Vasconcelos ainda pede o recolhimento do livro nas sedes das editoras Centauro e Geração Editorial. Também foi solicitada a proibição de comercialização da obra pelas livrarias Travessa e Argumento, que estariam prestes a colocar o produto à venda.

De acordo com o despacho do promotor, se mostrou necessária a adoção de medidas urgentes “para se evitar a prática continuada de racismo”. Ainda segundo a promotoria, é possível a determinação de busca e apreensão antes da instauração de um inquérito policial, por garantia do Código Penal.

Na internet já circulam manifestos contra a reedição de “Minha luta”. Na obra, composta por dois volumes, Hitler expressa duas ideias antissemitas, racistas e nacional-socialistas, adotadas pelo partido nazista. O livro é chamado por alguns de a “Bíblia nazista” e até hoje tem influência em grupos neonazistas.

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Coisas JudaicasAs 3.000 pessoas que apareceram no Summit de Investimentos da OurCrowd, em Jerusalém, são testemunhas da incrível ascensão do Crowdfunding.

Em um país onde a tendência é se fechar ao sinal de chuva, foi difícil acreditar que mais de 3.000 pessoas venceram as pancadas de água – e até mesmo neve em algumas áreas – para participar da OurCrowd Global Investor Summit no Centro de Convenções Nacional de Israel na última segunda-feira, dia 25 de janeiro.

O segundo Summit realizado pela empresa de capital OurCrowd, atraiu investidores, empresários, parceiros corporativos e capitalistas de risco de mais de 50 países e incluiu palestrantes da Honda, Coca-Cola, Philips, Intuit, GE Digital e Samsung, bem como de dezenas de startups israelenses.

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Jon Medved esteve no Brasil em setembro de 2014 para uma visita de negócios.
“Estou animado e satisfeito que milhares de pessoas compareceram hoje de todo o mundo”, disse Jon Medved, fundador e CEO da OurCrowd. “Este não é um negócio normal; é quase uma revolução”.

2015 foi o ano mais fértil para o levantamento de capitais para alta tecnologia israelense, afirma a pesquisa realizado pela IVC-KPMG sobre o Crescimento de Capital de High-Tech Israelense. 708 negócios representaram uma excepcional quantia de US$4.43 bilhões – o maior valor anual já registrado. O montante reflete um aumento de 30% desde o recorde anterior em 2014, quando 690 negócios atraíram US$3.42 bilhões.
IVCPara ver a pesquisa complete visite a página IVC Research Center
O evento foi realizado em meio a preocupação global de que a economia está entrando em um momento de depressão, com ações se depreciando e crescimento econômico desacelerado. “Um ótimo momento se investir no mercado” acrescenta Jon Medved. “Nós não estamos investido para daqui três a seis meses, mas para três a seis anos, e investir em tecnologias que são realmente revolucionárias”, conclui.
Eduardo Grytz da Performa Investimentos, Wylie Levone da Hogan Lovells, Cônsul Daniel Kolbar da Missão Econômica do Rio de Janeiro e Moi Benchimol da OurCrowd
OurCrowd - Coisas Judaicas

O brasileiro Eduardo Grytz, da empresa Performa Investimentos, está em visita de negócios por Israel e também participou do Summit da OurCrowd. “Israel é realmente um pólo de inovação e apresenta muitas oportunidades para investimento” comenta. “Essa viagem tem sido muito proveitosa. Agradeço a contribuição da equipe da Missão Econômica de Israel em São Paulo, que auxiliou na coordenação da agenda de reuniões para o sucesso desta visita” continuou.
O evento de dois dias em Jerusalém teve workshops e apresentações de cerca de 100 empresas. Ele também incluiu um Hackathon (Maratona de Programação) ao vivo e uma competição de startups. Durante o evento, a Honda anunciou a sua entrada formal no mercado israelense.
Fonte: Israel21c e Missão Econômica

Outros eventos de Investimento

Convidamos você a conhecer o ecossistema e as oportunidades de investimento em Israel. A Missão Econômica de Israel e a Anjos do Brasil estão organizando uma missão para Israel de 3 a 7 de abril de 2016. É uma oportunidade única para conhecer in loco o que está acontecendo no país das start-ups e desenvolver parcerias de peso.
Depoimentos sobre a edição anterior desta missão estão disponíveis no site da Anjos do Brasil e da ABVCAP. Para mais informações sobre a próxima missão, clique aqui ou entre em contato conosco.

Missão Econômica de Israel no Rio de Janeiro

Missão Econômica de Israel em São Paulo

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Grécia, Chipre e Israel juntos para reforçar cooperação Os interesses econômicos e regionais juntam em Nicósia o presidente cipriota Nicos Anastasiades, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o chefe do governo israelense, Benjamin Netanyahu.
Uma primeira reunião do trio de dirigentes se centra no reforço da cooperação ao nível da diplomacia, da defesa, do comércio e gestão de recursos naturais.
Não deverão ser abordados temas políticos, como a divisão de Chipre, numa altura em que Israel e Turquia relançam as relações diplomáticas, afetadas por várias crises nos últimos anos.
Grécia, Chipre e Israel juntos para reforçar cooperação Grécia, Chipre e Israel juntos para reforçar cooperação Grécia, Chipre e Israel juntos para reforçar cooperação No encontro em Chipre, precedido de uma reunião entre Tsipas e Netanyahu em Jerusalém, deverá ser assinado um acordo de cooperação sobre recursos hídricos. 

Na mesa está também a exploração de gás e petróleo ao largo de Chipre e de Israel. Vão falar ainda da ligação dos três países através de um cabo elétrico submarino e de um gasoduto, que no futuro poderá permitir a exportação de gás de Israel para a Europa.