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Viúva israelense comemora assassinato de comandante do Hezbollah
22/12/15 Posted by Coisas Judaicas

Samir Kuntar - Coisas Judaicas
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Viúva israelense comemora assassinato de comandante do Hezbollah que matou seu marido em 1979


A viúva de uma das vítimas mortas por Samir Kuntar há quase quatro décadas comemorou o assassinato do comandante das forças do Hezbolah Kuntar no último final de semana em Damasco. A viúva Smadar Haran  perdeu o marido Danny Haran e uma filha de quatro anos no ano de 1979, em um ataque terrorista de Samir Kuntar. Quando terroristas proeminentes são mortos, para muitos israelenses, particularmente familiares enlutados de vítimas do terror, um senso de justiça permeia. No entanto, para Smadar Haran, a morte do terrorista foi muito mais do que ‘fazer justiça’.

"Não se trata de vingança, mas de sermos salvos dos seus planos tão cruéis", disse Smadar Haran à agência de notícias Tazpit (TPS). A mulher, que havia perdido o marido e a filha no mesmo ataque, destacou que quem matou o terrorista salvou muitas vidas. "Algumas pessoas nunca vão saber se suas vidas foram salvas em razão dele ter sido morto”, avaliou.

"Eu sinto que o que aconteceu  foi necessário acontecer, porque o terrorista Samir Kuntar voltou para cometer terrorismo depois que tinha sido libertado da prisão", continuou Haran. "Ainda mais, ele se tornou um alto comandante das forças do Hezbollah na região das Colinas do Golan, o que significa que ele estava, mais uma vez, colocando as vidas dos cidadãos israelenses em perigo”.

Depois de ser preso em Israel por ter cometido um ataque na fronteira do Líbano em 1979, quando ele capturou e matou Danny Haran, Kuntar foi libertado por Israel no ano de 2008. A libertação de Kuntar foi parte de um acordo de troca de prisioneiros em que ele e outros prisioneiros foram libertados em troca dos corpos dos soldados israelenses Ehud Goldwasser e Eldad Regev, que foram capturados pelo Hezbollah em 2006.

Apesar das dificuldades inevitáveis que os familiares enlutados enfrentam quando os assassinos de seus entes queridos são libertados da prisão, Haran salientou que é de extrema importância para todos os membros da sociedade evitar se tornarem justiceiros.
"É claro que todo ser humano normal tem algum tipo de consciência e um desejo por justiça", disse Haran. "Nós vivemos, mas não na selva, nós vivemos em um país democrático, por isso não é para eu ou outras vítimas fazer a lei com as próprias mãos”.

Naturalmente, a viúva Smadar Haran ainda precisa de tempo para internalizar plenamente o significado da morte do terrorista Kuntar. "Esta foi, de alguma forma, uma surpresa e eu não tive muito tempo para pensar sobre isso", disse Haran para TPS. "Talvez até mesmo na próxima semana, eu estarei pensando sobre isso de forma um pouco diferente”.

Apesar da sensação única de resiliência de Haran, ela nunca foi capaz de alcançar o encerramento completo da morte de Danny. "Eu tenho lidado com isso por muitos anos, mas nunca será totalmente alcançado até eu morrer", desabafou Haran.

“Assim como o que aconteceu comigo antes, uma parte da minha experiência foi fechada, mas outra foi aberta”. Mesmo que a mulher Haran não tenha conseguido superar o trauma por completo, ela expressou sua convicção que ela e o restante do país estão muito melhores com a morte de Kuntar e vai continuar a perseverar. "Quando eu estou olhando do lado de fora da minha janela em Nahariya, vejo como a cidade cresceu cerca de quatro vezes mais do que era há 37 anos”, comparou com o tempo transcorrido após a morte do marido.

Nahariya é uma cidade perto da fronteira norte com o Líbano que tem sido vulnerável a ataques do Hezbollah no passado, principalmente durante a Segunda Guerra do Líbano, em 2006. Apesar de contínuas ameaças emergentes próximas à fronteira norte de Israel, Haran enfatizou que a cidade continuou crescendo.  “Este lugar está realmente se desenvolvendo e você pode sentir a energia da vida aqui, e não da morte", concluiu.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek  / Tradução: Aguinaldo Wechesler
Foto: cortesia - legenda: Samir Kuntar

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