Coisas Judaicas : Implante dorsal futurista de empresa israelense pode corrigir colunas lesionadas
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Implante dorsal futurista de empresa israelense pode corrigir colunas lesionadas
16/12/15 Posted by Coisas Judaicas



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Curve-se. Flexione. Estenda. Gire. Apesar de essas palavras serem comuns para a maioria das pessoas, elas (literalmente) dão arrepios nas espinhas de milhões que sofrem de dor lombar crônica em todo o mundo. Premia Spine é uma empresa israelense que busca tornar essas palavras inofensivas mais uma vez para pacientes, com um implante espinhal revolucionário.
A empresa israelense está oferecendo um tratamento alternativo para pacientes que receberam a prescrição de operações de fusão espinhal. Ao invés de anexar uma estrutura rígida de parafusos e hastes à coluna do paciente, o sistema TOPS – Total Posterior Solution (Solução Posterior Total) da Premia Spine é um implante espinhal que recria os movimentos naturais das costas, dando aos pacientes não apenas uma faixa maior de movimentos, como também alega uma recuperação mais confiável e mais rápida.
O desenvolvimento na Premia Spine começou em 2003, com inspiração em outros campos da medicina. Cirurgiões ortopédicos, que deixaram de fazer uso da fusão anos atrás, agora defendem a substituição de toda a articulação por um implante artificial. O CEO da Premia Spine, Ron Sacher, busca aplicar os mesmos procedimentos de substituição total da articulação do joelho e quadris que revolucionaram a ortopedia para transformar os tratamentos da parte inferior da coluna.
“Havia uma época em que as pessoas tinham os seus joelhos e quadris fundidos com hastes de metal”, diz Sacher à NoCamels. “As pessoas caminhavam com uma perna reta. Elas não conseguiam dobrar a perna, pois aquela articulação fora eliminada. A gênese deste programa era solucionar o problema de estenose espinhal (compressão da medula espinhal), possibilitando que os cirurgiões removessem as articulações e contassem com um implante como o nosso para recriar a função normal de toda a coluna posterior, muitas vezes comprometida pela cirurgia de fusão”.
“É como remover as paredes inferiores de um edifício alto”
O sistema TOPS é um dispositivo mecânico que fica entre duas placas de titânio que recriam os movimentos normais de flexão, extensão, curvatura e giro, sem torções e voltas em excesso. É um tratamento específico para pacientes diagnosticados com um bloqueio da medula espinhal na parte inferior das costas (estenose espinhal) e vértebra deslocada (espondilolistese de baixo grau).
O elemento mais importante a ser executado em uma cirurgia para pacientes com estenose espinhal é a limpeza do bloqueio da medula espinhal e dos nervos circundantes. Se o bloqueio não for limpo, a dor intensa e o torpor persistirão.

Entretanto, quanto mais um cirurgião limpar, menos estável a coluna vertebral se tornará. Um paciente com um canal espinhal limpo e sem qualquer suporte seria muito instável: “Pense em um edifício de 70 andares; retire as paredes de retenção no 40º andar”. Sacher explica: “No caso de grandes rajadas de vento, o prédio se movimentaria demais e tombaria. Movimento demais seria igualmente doloroso.
“O que estamos fazendo é possibilitar que o cirurgião faça a descompressão, limpe todos os nervos e utilize o nosso dispositivo para conter o movimento em uma faixa normal”. A construção interna do dispositivo limita os graus de movimento em cada direção a graus específicos, preservando todos os movimentos das costas sem comprometer qualquer direção.
                           
Melhora mais rápida e manutenção da melhora por mais tempo
Em um simpósio em Barcelona, em 2012, foi relatado que os custos no sistema Medicare dos EUA associados a complicações de fusão espinhal para tratar a estenose espinhal e a espondilolitese em pacientes são de US$ 103 milhões em um período após a operação. O mesmo estudo descobriu que um em cada quatro pacientes idosos que receberam a fusão foram novamente operados e um em cada dois deram baixa novamente em um hospital devido a complicações.
Isso contrasta fortemente com os resultados clínicos iniciais do sistema TOPS. “Vemos que os nossos pacientes melhoram mais rápido e permanecem em uma situação melhor por mais tempo. Em nossos estudos clínicos, que duraram de seis a sete anos, vimos resultados muito bons”, diz Sacher à NoCamels. Já que o sistema TOPS possui menos componentes do que os sistemas de fusão espinhal, há menos chance de uma falha dos equipamentos, o que reduz significativamente a chance de uma nova baixa e uma nova operação.
Aproximando-se do oitavo ano de testes clínicos, a Premia Spine esteve distribuindo uma versão menor do produto nos últimos 20 meses para um número limitado de médicos na Europa. A Premia Spine concentrou a distribuição do sistema TOPS em centros importantes dentro da Alemanha, Suíça, Áustria, Turquia, Israel, Reino Unido, Bélgica e, recentemente, Itália.
Sacher diz que já que o procedimento é bem simples, os neurocirurgiões não deverão ter dificuldade em se familiarizarem com este dispositivo. A empresa pretende duplicar a quantidade de centros na Europa nos próximos 12 meses.


Testes e financiamento nos EUA
Do outro lado do Atlântico, nos EUA, o sistema TOPS está terminando três anos de coleta de dados de acompanhamento para apresentar ao FDA – Food and Drug Administration. Os estudos clínicos deverão começar em 2015. Sacher espera ser aprovado pelo FDA quatro ou cinco anos após os estudos clínicos. Com base nos números da Spine Research Foundation (Fundação de Pesquisas da Coluna) de aproximadamente 400 mil cirurgias de fusão espinhal realizadas a cada ano apenas nos Estados Unidos, o implante da Premia Spine em breve estará em posição de conquistar uma considerável parcela do seu maior mercado.
Ron Sacher e os esforços americanos de arrecadação de recursos da Premia Spine iniciaram no começo de dezembro, com a “Exposição itinerante de ciências da vida de empresas biofarmacêuticas e de dispositivos médicos” (“Medical Device and Bio-Pharma Companies Life Sciences Roadshow”) do Ministro da Economia de Israel, que levou a empresa para Nova York, Boston, Pittsburgh, Orange County e Palo Alto. A exposição itinerante contou com nove empresas israelenses, incluindo as empresas biofarmacêuticas BioGenCell e TenCure Ltd., apresentando suas empresas para investidores. A Premia Spine diz que os seus esforços de arrecadação de recursos estão bem encaminhados, com compromissos sólidos de investidores privados. Esta rodada de financiamentos continuará aberta até o começo de 2014.


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