Por Graziela Dreilich



Israelenses e palestinos se reuniram no domingo, 30/8, no Midrash Centro Cultural, Leblon - Rio de Janeiro, para dialogar sobre o conflito no Oriente Médio e buscar soluções para a paz. O encontro foi incentivado pela Comissão Brasileira da Anistia do Ministério da Justiça, em conjunto com a Universidade de Al-Quds e o Centro Truman da Universidade Hebraica de Jerusalém. 

O encontro foi dividido em três blocos: Jovens ativistas em debate, diálogo composto por três israelenses e três palestinos, o Painel Religioso e Painel Político.

No Painel Religioso, foram convidados o Sheikh Barakat Fawzi Hasan, diretor-geral do Centro Jerusalém de Estudos e Mídia Islâmica e professor de Islamismo da Universidade de Bethlehem, e o rabino David Shlomo Stav, co-fundador e presidente da organização TZOHART. Foi mediador o historiador James Green. 

O bloco foi permeado por um debate ameno entre ambas as partes, cada qual expondo sua posição religiosa frente ao conflito. Sheikh Barakat Fawzi Hasan ressaltou que a religião muçulmana é uma religião de paz, e que de modo algum o islamismo é representado pela ação dos grupos extremistas. No mesmo sentido, o rabino David Shlomo Stav se posicionou reafirmando que a coexistência das duas religiões existe e é pacífica. Sendo assim, foram citados os pontos primordiais essenciais a serem seguidos como caminho para a paz entre israelenses e palestinos, seguido de uma pausa para perguntas da platéia.

O painel seguinte foi sobre política, do qual participaram como convidados Mohamed Amer Odeh Abdel Hadi, presidente do departamento Ibero Americano da Comissão Geral de Relações Internacionais do Al-Fatah, e o Sr. Nitzan Horowicz, ex-membro do Knesset (parlamento israelense) e membro da Comissão Regional de Desenvolvimento Econômico.

Mohamed Amer Odeh em sua explanação quanto a situação palestina criticou o estado de Israel e sua política contra os palestinos, trazendo à tona assuntos como check-points e palestinos subjugados a tratamento cruel, mortes de palestinos por soldados israelenses, dentre outros. Afirmou também estar certo de que com a criação ou não de um estado palestino, que houve um progresso considerável no caminho em direção a paz entre ambos, se comparado ao passado. Em contrapartida Nitzan Horowitz pontuou que o estado de Israel é um estado democrático, em que a coexistência entre israelenses e palestinos é possível e ocorre de fato, diferente do posicionamento de Mohamed. Também pontuou que uma solução milagrosa não é o que se espera por ambas as partes, mas um trabalho continuo nesse sentido.

Diferente do bloco anterior, este painel foi marcado por um debate acalorado durante o espaço a perguntas do público, em que afloraram questões ainda cruciais para o entendimento entre israelenses e palestinos, demonstrando assim que a jornada para o estabelecimento da paz entre ambos ainda será longa e repleta de muito trabalho e esforço.

Fonte: Shemá Agência de Notícias
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