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Porção Semanal da Torá – V’etchanan
01/08/15 Posted by Coisas Judaicas

Porção Semanal da Torá – V’etchanan Comentários sobre a Porção Semanal da Torá – V’etchanan

No capítulo 4 do livro de Devarim, encontramos um versículo muito interessante: “E vocês, que aderiram ao Senhor teu D´us, estão todos vivos hoje.”

Em primeiro lugar, este versículo se refere ao que é relatado nos versículos anteriores sobre o Povo de Israel, aonde, ao chegar nas planícies de Moav, muitos pecaram com a idolatria chamada Peor, e outros também se prostituiram com as midyanitas e as moavitas. Todos que cometeram qualquer um destes erros graves, foram mortos por uma febre súbita, até Pinchas interromper a punição ao matar Zimri, um dos líderes da tribo de Shimon e a Cozbi, uma princesa midyanita. Assim, todos os que pecaram, morreram. Mas vocês, Moshe continua dizendo, estão todos vivos hoje!

Visto desta forma, o versículo explica que os únicos que sobreviveram por não cometer tais pecados, são aqueles que, agora, estão ouvindo e, que, em breve entrarão na Terra Prometida.

Precisamos, contudo, nos esforçar um pouco mais para perceber que há muito mais escondido no verso.

A Adesão

Estamos falando de adesão. Esta palavra, referindo-se a relação entre o Criador e a parte da humanidade, parece um tanto incongruente, algo difícil de acontecer. E, no entanto, aparece aqui como um objetivo, uma obrigação, assim como em outros lugares (em Deut. 10:20; 11:22 e 13:05) que, aparecem no imperativo.

O Talmud pergunta como é possível se aderir a Presença Divina, se se trata de um “fogo que queima”? Referindo-se, ao fato, de que a Presença Divina não possui uma substância material e, portanto, não se pode aderir a ela.

A resposta do Talmud é que ao tentar nos aproximar dos Sábios, tanto em relação ao casamento, ou nos negócios, e etc, nos aderimos ao Criador. Desde que os homens tendem a ser influenciados por tudo aquilo que o rodeia, pelo seu negócio, seus pontos de vista e, de fato, quase tudo com o que entra em contato. Assim, ao se aproximar dos Sábios em todos os aspectos da vida, este estará, cada vez mais, mais perto do caminho certo. E não apenas nas “questões religiosas”, mas mesmo em questões “laicas” e nos negócios, já que os sábios deveriam dar um exemplo positivo em todos os aspectos da vida.

A Responsabilidade dos Líderes

Daqui se aprende a enorme responsabilidade dos líderes espirituais, dos Sábios, frente ao povo e ao Criador. Para estes, o menor deslize torna-se uma ‘profanação do Nome Divino “, do qual, representam neste mundo. Não se permite ao Sábio comportamentos vulgares e, de acordo com o seu nível perante o público, lhes é exigido que atinjam a mais alta perfeição. Até o ponto de que o Talmud cita um versículo do profeta Malachí (Malaquias 2:7) ” vá buscar a Torá de sua boca, pois ele é o anjo do Senhor dos Exércitos”, dizendo: se seu mestre é como um anjo do Senhor dos exércitos, você pode aprender Torá de sua boca, e se não, não. Ou seja, o sábio deve se parecer com um anjo em seu comportamento.

Somente então que entendemos a questão da adesão. Se trata de uma pessoa física, o Sábio, que se tornou o representante do Criador, para o resto das pessoas. Quem o vê, quem fala com ele, quem se relaciona com ele em qualquer aspecto, experencia a nítida sensação de tocar o céu, de estar em contato quase direto com o próprio Criador.

Comparando os anciãos com o Criador

O Rabino Shimon, o Paculi costumava explicar uma parte das frase em hebraico, uma conjunção, que normalmente é usada para indicar o objeto direto. Se trata da palavra ‘et’ (את) que, cada vez que aparece na Torá, lhe atribuia novo significado, uma vez que a mesma palavra pode significar também a conjunção ‘com’. Assim, explicou, por exemplo, que “No começao D’us criou o céu e a terra”: o céu, e todos os seus exércitos, a terra, e todos os seus exércitos. E assim o fez em cada versículo, até que chegou ao verso: “O Senhor, teu Deus, você O respeitará”, ele não sabia como explicá-lo de acordo com sua teoria, e, portanto, voltou atrás de todo o seu trabalho. Mas o Rabi Akiva veio e disse que este versículo também poderia ser explicado pela mesma teoria, uma vez que, juntamente com o Criador, também deve ser respeitado os Sábios.

Este é um grau muito elevado, na verdade, e nem todos nós somos capazes de alcançar nem mesmo as solas dos sapatos destas pessoas que não se desconectavam mesmo uma única vez do estudo da Torá, do amor e o temor do Criador. Para nós, a única maneira de aderir ao Criador é nos aderir a estes sábios.

Muitos deles ainda estão vivos na nossa memória coletiva através de seus ensinamentos e de seus livros, e, portanto, podemos e devemos aderir a estas “fontes de salvação” e extrair a mais pura água de suas ações, tanto dos ensinamentos diretos quanto os indiretos e assim, indiretamente, aderimos ao Criador.

A Ressurreição

Ao fazê-lo, nos tornamos pessoas verdadeiramente vivas, já que a essência da vida é tirar o máximo proveito de nossa existência, em todos os aspectos.

Muitos acreditam que “viver” é realizar extravagâncias, provar novas experiências emocionantes mesmo que (ou especialmente quando) estas vão contra os padrões éticos. Mas esta não é a vida real, pois neste caso apenas se desfruta da novidade emocionante, e quando repetida duas ou três vezes, já não interessa mais, enquanto que a vida real passa por seus lados, sem que percebam.

O contato com o Criador oferece a mais ampla variedade de estímulos, em todos os aspectos da nossa vida, dos quais, ao experimentá-los corretamente, nos fornecem uma satisfação que não está limitada ao tempo e nem a “rotina”. Nos últimos dois mil, ou 2.500 anos, desde a destruição do nosso Templo em Jerusalém (há diferenças entre a destruição do Primeiro e do Segundo), temos auto-limitação em manter o que já tínhamos, sem o grande potencial de se expandir no campo da ação: “desde a destruição do Templo não se encontra mais a Presença Divina, a não ser que seja nos quatro côvados quadrados de halachá” (Talmud, Berachot 8a). Mas desde que o povo de Israel começou seu retorno à Terra de Profecia, como havia sido profetizado (Deut. 30) estes campos de ação estão se expandindo mais e mais e o organismo nacional recupera uma vida que parecia estar adormecida.

Voltamos para a vida: ressuscitamos. Podemos agora participar de mais campos de atividades que nos tragam mais perto do Criador, que nós forneçam esta vida tão desejada, esta adesão, conforme necessária!.

Coisas Judaicas

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