Coisas Judaicas : Petição: Mudança de nome de rua no RJ como nome de racista
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Petição: Mudança de nome de rua no RJ como nome de racista
25/07/15 Posted by Coisas Judaicas

Para: Exa. Sra. Vereadora Teresa Bergher/Srs. Vereadores da cidade do Rio de Janeiro

À Exa. Sra. Vereadora Teresa Bergher, Palácio Pedro Ernesto, Praça Floriano, Rio de Janeiro. 
sexta-feira, 24 de julho de 2015. 


Prezada Vereadora, 


nós, abaixo assinados, viemos por meio desta mensagem sugerir a V. Exa. que apresente à esta Câmara Municipal uma proposta de alteração de nome de logradouro, situado na cidade do Rio de Janeiro. 


Existe na região da Praça Onze, no Centro , uma rua batizada com o nome do historiador GUSTAVO BARROSO, e que leva o CEP 20230-220. 


Acontece que Gustavo Barroso (1888-1959) foi um ardoroso militante integralista – versão nacional do fascismo – e o autor de publicações de teor indiscutivelmente antissemita, tais como os livros “A Sinagoga Paulista”, “A Maçonaria: Seita Judaica” e “Judaísmo, Maçonaria e Comunismo” (1937); o ciclo “História Secreta do Brasil” (1936, 37 e 38) e também foi tradutor para o Português da infame farsa chamada “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, em 1936. 


A existência de um logradouro batizado em homenagem a um propagador de ideais antidemocráticos, liberticidas e racistas fere de morte a cidadania de todos os cariocas. 


Sem falar que a região da Praça Onze é historicamente ligada a duas comunidades vitimadas pelo pensamento espúrio de Barroso: a dos negros e a dos judeus, que lá coexistiram em absoluta harmonia por décadas. 


Em virtude disso, venho propor a mudança de nome da citada rua de Gustavo Barroso para RUA ALEKSANDER LAKS, em homenagem ao escritor e palestrante recentemente falecido, que dedicou 70 anos de sua vida ao verdadeiro Saber, educando diversas gerações de brasileiros no caminho da bondade, da tolerância e do respeito. 


Aleksander Laks, nascido na Polônia e cidadão brasileiro por adoção, foi um patriota até seu último dia de vida, tendo vivido a maior parte de sua longa vida no Rio de Janeiro. 


Ainda adolescente, em sua terra natal, foi, juntamente com toda sua família de 60 pessoas, aprisionado no Gueto de Lodz, onde conheceu a fome, o frio e a necessidade. De lá, foi enviado juntamente com seu pai e madrasta, para o campo de extermínio de Auschwitz, onde testemunhou e sofreu toda barbaridade que o regime de ocupação nazista impôs aos judeus dos territórios invadidos durante a Segunda Guerra Mundial. Aleksander Laks ainda passaria por mais quatro campos de extermínio e pela infame Marcha da Morte, até ser libertado por soldados franceses, em 1945. Emigrou para o Rio de Janeiro onde se naturalizou brasileiro e prestou serviços educativos de relevância ímpar, ao levar seu testemunho de vida e de superação para centenas de milhares de estudantes e educadores. A memória de Aleksander Laks merece ser exaltada, diferentemente de quem usou de seu prestígio e cultura para disseminar ódio, discriminação e mentiras que persistem vivas nas mentes de militantes de ideologias criminosas. 


Rebatizar a rua da Praça Onze com o nome de um justo em substituição ao nome de uma figura tão controversa, reparará uma nódoa existente há muitos anos no histórico dos logradouros cariocas. 


Na certeza de vossa atenção, 


Cordialmente, 


Os abaixo assinados:


Coisas Judaicas

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