02/07/2015

Israel descobre joalheria utilizada pelo Hamas para financiar rede terrorista em Nablus

Israel descobre joalheria utilizada pelo Hamas para financiar rede terrorista em Nablus

As Forças de Defesa de Israel, o Shin Bet (Serviço de Segurança israelense semelhante ao FBI) e a a polícia israelense descobriram uma importante rede de terror e célula militar em Nablus. 

Aproximadamente 40 membros do Hamas foram presos durante a operação conjunta, que vem se desenrolando há meses.

"O objetivo da rede era incrementar as atividades do Hamas na Judéia e Samaria, inclusive preparando terreno para ataques terroristas", informou um agente do Shin Bet à Agência Tazpit de Notícias. Informações obtidas das pessoas detidas indicam que essa célula era o núcleo de uma extensa rede que o Hamas havia estabelecido na Judéia e Samaria.

"A rede possui uma elaborada infraestrutura e administração, cuja sede é em Nablus," prosseguiu a fonte. "Seus comandantes regionais colaboraram em um vasto espectro de assuntos, incluindo educação, questões financeiras e jurídicas, comunicação, informação, auxílio a prisioneiros do Hamas em Israel e operações militares."

Entre os detidos está Ghannam Tawfiq Salameh, um agente sênior de Nablus que serviu como comandante da célula e que segundo Shin Bet é conhecido por suas tentativas passadas de estabelecer uma ramificação do Hamas na cidade.

Um dos mais notáveis aspectos da rede é o seu alto nível de organização financeira. A subdivisão do Hamas em Nablus foi sustentada por um intrincado sistema de transferência de dinheiro que envolvia contrabando de ouro e jóias da Jordânia para territórios controlados por Israel. Uma joalheira local de Nablus era usada como "lavanderia" para os itens contrabandeados. Os lucros da venda do ouro e das jóias - comprados por agentes estrangeiros do Hamas - eram usados para financiar as operações da rede.

Durante a operação, Shin Bet e a polícia israelense confiscaram aproximadamente 4 milhões de shekels (cerca de 1 milhão de dólares) em ouro e jóias. A investigação foi repassada a um procurador militar da Judéia e Samaria, que deve oficializar as acusações contra os suspeitos nos próximos dias.

Fonte: Tazpit Brasil / Texto: Ben Niran / Tradução: Graziela Dreilich
Foto: O esquema de comando da rede / crédito: Shin Bet

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