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As Letras do Alfabeto – Lamed
01/07/15 Posted by Coisas Judaicas

As Letras do Alfabeto – Lamed


As Letras do Alfabeto – Lamed: Aspiração – Contemplação do Coração

Em “As Letras de Rabi Akiva”, a pronúncia completa da letra lamed (lamed-mem-dalet) é lida como na frase: “um coração que entende conhecimento”( lev meivin da’at). O valor numérico desta frase (608) equivale a “coração” (32) vezes “Eva” (19), i.e., “o coração de Eva”.

Em seu comentário sobre a história do Jardim do Éden, o episódio inicial da humanidade, Rabi Avraham Ibn Ezra afirma que Adão é o segredo do cérebro; Eva, o segredo do coração; a cobra, o segredo do fígado. Na Cabalá e na Chassidut estas correspondências fundamentais são desenvolvidas e explicadas de modo profundo.

Adão e Eva, macho e fêmea, são os protótipos das forças espirituais de dar e receber. A união marital e doação do macho para a fêmea estão relacionadas com o segredo do conhecimento, conforme é dito: “E Adão conheceu sua esposa Eva.” Por esta razão, Adão e Eva são frequentemente vistos como uma representação do professor e seu aluno. O professor contrai seu intelecto em um ponto (yud) a fim de transmitir seu ensinamento a seu aluno, enquanto o aluno anula seus níveis anteriores de concepção para se tornar um recipiente apropriado para os ensinamentos novos e extraordinários de seu mestre.

Particularmente, a forma do lamed representa a aspiração do aluno realmente devotado em aprender da boca de seu professor. O significado literal da letra lamed é “aprender” (ou “ensinar”). A semente da sabedoria, representada pela letra yud, descende do cérebro (Adão) para impregnar a consciência completa do coração (Eva). O coração anseia (de modo ascendente) por receber este ponto de discernimento do cérebro. Este é o segredo da forma da letra lamed, o coração ascendendo no desejo de conceber e compreender (“entender conhecimento”) o ponto de sabedoria, o yud situado no topo da letra lamed.

Nossos Sábios se referem ao lamed como “uma torre flutuando no ar”. Trezentas leis relacionam-se ao segredo desta “torre flutuante”. Em nosso estudo da Torá, a “torre flutuante” é a expressão de nosso amor e devoção aos ensinamentos da Torá, nosso desejo em compreender sua verdade interior, que nos eleva acima da “barreira da gravidade” da preocupação terrena. Nós aprendemos que o Baal Shem Tov colocava a palma de sua mão no coração de uma criança judia e abençoava-a para que esta fosse um “judeu quente”. 

A palma, o poder de concretizar o potencial, se manifesta — no nível espiritual interior — na “vontade [coroa, keter] do coração” para conceber e se unir com a Vontade de D’us, os ensinamentos da Torá. O lamed, o coração, anseia de forma ascendente e se conecta com o yud do insight Divino. Isto se reflete na forma da letra lamed — um kaf elevando-se até um yud. Este também é o segredo da sequência espiritual indicada pelas letras da palavra keli, “recipiente” (kaf-lamed-yud): o poder de concretizar o potencial (a palma [kaf] do Baal Shem Tov), manifestado no anseio do coração [lamed] de se elevar para conceber o segredo da sabedoria Divina [yud]. Por toda a Torá, do começo ao fim, o coração simboliza o conceito primordial de recipiente, o segredo de Eva.

FORMA

Um vav — cuja cabeça (yud) olha para baixo — sobre um kaf.
“Uma torre flutuando no ar”.
A única letra que ascende acima da linha.
Mundos

Um foguete de três andares flutuando no espaço cósmico.
O anseio do homem em compreender o universo.
Almas

O coração de um homem sábio ascendendo para compreender a sabedoria de D’us.
Estudar a fim de ensinar, estudar a fim de fazer.
Divindade

Inspiração Divina; a Shechiná mais elevada.
Imaginação profética rompendo as limitações do intelecto racional.

NOME

Aprender; ensinar
Mundos

O poder de direcionar e controlar o instinto animal.
Desenvolvendo aptidões seculares; conhecimento empírico.
Almas

O anseio da alma de estudar Torá.
Retificação do poder da imaginação.
Aprendendo simultaneamente a fim de ensinar e a fim de fazer.
Divindade

Aprendendo sobre a Essência de D’us.
Criando novos céus e terra.

NÚMERO

Trinta
Mundos

Trinta dias do mês.
“Malchut” é adquirido através de trinta atributos.
O valor de trinta shekalim de uma mulher adulta.
O ciclo menstrual.
Almas

Os trinta tzadikim por cujo mérito o mundo se mantém.
Trinta gerações de Abrahão até a destruição do Primeiro Templo.
Divindade

Trinta níveis de Realeza.
Trinta categorias de tzadikim no Mundo Vindouro.


Fonte: GAL EINAI 

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