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A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico
26/07/15 Posted by Coisas Judaicas

A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico
Complexa e delicada, a comunicação entre médico e paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. Quando o assunto é o câncer, ela é ainda mais vital. Partindo da experiência de mais de 30 anos em oncologia, o autor criou um guia de orientação sobre como estabelecer, de forma respeitosa e franca, uma comunicação efetiva e terapêutica com os portadores de câncer.
O lançamento da obra do médico Ricardo Caponero acontece em SP no dia 28 de julho, na Livraria da Vila, no Shopping JK Iguatemi.
Apesar de todos os avanços médicos e tecnológicos das últimas décadas, o câncer ainda é considerado tabu para a maioria das pessoas. Assim, quando o indivíduo se descobre portador da doença, por vezes depara com uma espécie de “conspiração do silêncio”, o que pode prejudicar o tratamento e provocar consequências psicológicas profundas. Por outro lado, a equipe médica nem sempre está preparada para transmitir ao paciente informações claras, precisas e verdadeiras. Partindo de uma experiência de mais de 30 anos na área, o oncologista Ricardo Caponero dispôs-se a criar um guia sobre como dialogar com esses pacientes. No livro A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares (184 p., R$ 53,10), lançamento da MG Editores, ele explica como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca e, ao mesmo tempo, efetiva e terapêutica. O lançamento da obra acontece no dia 28 de julho, terça-feira, das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila, no Shopping JK Iguatemi, que fica na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo.
Embora seja uma atividade comum e rotineira na área da saúde, a arte da comunicação assume um papel muito mais significativo em situações particulares em que a mobilização de grande quantidade de conteúdo emocional está em evidência. Na oncologia, ela se dá entre o profissional e um paciente que não gostaria de estar ali, que sabe que vai ouvir muitas coisas que não desejaria ouvir ou nega a doença que tem. Se a comunicação já apresenta dificuldades, nessas circunstâncias ela se torna ainda mais desafiadora.
Por isso, segundo Caponero, os oncologistas deveriam conhecer em profundidade os meandros da comunicação dinâmica, já que ela é parte fundamental do tratamento. “Os profissionais que participam do diagnóstico devem estar minimamente esclarecidos sobre a importância e o impacto que a comunicação exerce – tanto como alento quanto como sofrimento”, afirma.
No Brasil, estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para os anos de 2015 e 2016 apontam a ocorrência de aproximadamente 576.358 casos novos de câncer por ano. Estima-se um total anual de 302.350 casos novos para o sexo masculino e 274.230 para o feminino. Nos homens, os tipos mais incidentes seriam os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, colón e reto e estômago; nas mulheres, os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, colón e reto e glândula tireoide.
Muito provavelmente, de acordo com Caponero, o diagnóstico não será feito por um oncologista. Clínicos gerais, cirurgiões, médicos de família e da comunidade e os mais diversos especialistas farão o primeiro contato com o paciente e encaminharão os casos a um especialista. A este cabe explicar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento. Porém, tudo que é dito ao paciente e a seus familiares pelos profissionais envolvidos traz grande impacto na comunicação entre eles.
Infelizmente, inúmeros dados mostram que os profissionais de saúde, inclusive e principalmente os médicos, estão muito mal preparados para estabelecer uma boa comunicação. Tal situação, diz o oncologista, se agrava no momento de dar más notícias, mesmo em especialidades como a oncologia, nas quais essa situação é quase rotina.
O livro, portanto, lança luz sobre os aspectos mais significativos da comunicação entre médicos e pacientes, envolvendo a equipe de saúde e a família dos portadores de câncer. Além de ensinar técnicas que ajudam na transmissão de informações, Caponero aborda a comunicação como forma de tratamento, os entraves a ela, as possíveis soluções e os aspectos legais ligados ao exercício da medicina.
Tão importante quanto medicamentos e procedimentos corretos é a intervenção médica no diálogo com o paciente. Segundo Ricardo, há técnicas para treinar a execução desse diálogo, formas de dar más notícias, mas a prática, a experiência e a atenção constante aos detalhes são fundamentais para a melhora nessa comunicação – que, no entanto, nunca será perfeita.
“A verdade é como um remédio: há dose, via e hora para ser administrada. Uma dose baixa não é eficaz, mas uma dose alta demais ou administrada de forma errada pode fazer mal. E, para saber qual é a dose necessária, é preciso perceber o paciente como uma pessoa que tem medos, gostos e história. O diálogo é o caminho para o entendimento”, conclui o médico.
O autor
Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Caponero é especialista em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) e em Cancerologia Clínica pela Associação Médica Brasileira (AMB), além de mestre em Oncologia Molecular pelo Centro de Investigaciones Oncológicas de Madri, Espanha. Membro da American Society of Clinical Oncology (Asco), da European Society for Medical Oncology (Esmo), da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (Mascc), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO) e da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP), é ex-presidente e atual diretor científico dessa última instituição. Atua como oncologista na Clinonco – Clínica de Oncologia.

Título: A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares.
Autor: Ricardo Caponero
Editora: MG Editores
Preço: R$ 53,10 (E-book: R$ 33,80)
Páginas: 184 (14 x 21 cm)
ISBN: 978-85-7255-113-7
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890

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