Startup Israelense cria bloqueador de anúncios para dispositivos móveis que promete reduzir tráfego de dados em 50%.
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Startup Israelense cria bloqueador de anúncios para dispositivos móveis que promete reduzir tráfego de dados em 50%.

Fazer o bloqueio de anúncios em dispositivos móveis já vem sendo possível graças a serviços de aplicativos como o Adblock Plus e o Trust Go, em que o usuário pode controlar a quantidade da publicidade vista durante a navegação.

Agora, uma startup israelense batizada de “Shine” promete ser ainda mais eficiente e prejudicar consideravelmente a indústria de publicidade móvel, que está cada vez mais desencorajada a investir em anúncios que não são visualizados.

Em todo o mundo, já existem cerca de 144 milhões de usuários de bloqueadores de anúncios, sendo que entre 2013 e 2014 o crescimento foi de 70%, segundo uma pesquisa realizada pela PageFair em parceria com a Adobe.

Por outro lado, para as operadoras de telefonia os anúncios são um obstáculo. O diretor de marketing da Shine, Roi Carthy, afirma que um aplicativo padrão ou um site executa o envio do “ping” até 50 vezes por minuto. Tantas requisições geram custos de infraestrutura, e dependendo da localização, os anúncios podem ser responsáveis pelo consumo de até 50% dos dados contratados pelo usuário.
Foi pensando nisso que os 25 funcionários da companhia israelense decidiram criar a ferramenta. “O que descobrimos redefiniu o malware. Não significa que o anúncio é mal intencionado, mas ele se comporta como um malware. A tecnologia e a metodologia é a mesma, mas é mais sobre a segmentação”, comentou Carthy.
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Ainda não tem informações sobre o serviço ser gratuito ou pago e nem como deve funcionar essa cobrança. Também poderá existir o pagamento de uma taxa de empresas anunciantes para que seus anúncios não sejam bloqueados no sistema.

Carthy diz que o bloqueio de publicidade é um direito. “Se o consumidor decide usá-lo, acreditamos que deveria ser o seu direito e eles devem ser capazes de fazê-lo com total integridade”, comenta. Ele afirma que até gosta de anúncios, mas que eles deveriam ser exibidos em um ambiente mais controlado.

Fonte: CanalTech
Axact

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