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Para Além do Medo foi suprimido do Festival de Cinema de Jerusalém
18/06/15 Posted by Coisas Judaicas

Para Além do Medo foi suprimido do Festival de Cinema de JerusalémYigal Amin, que assassinou o primeiro-ministro Isaac Rabin a 4 de Novembro de 1995, tem hoje 45 anos e cumpre pena de prisão perpétua.

Governo israelense retira filme sobre assassino de Rabin do Festival de Cinema de Jerusalém.

Depois da ameaça de corte dos subsídios estatais pelo Ministério dos Desportos e da Cultura israelense, Para Além do Medo foi suprimido da programação. A ministra Miri Reguev tem seguido política de cancelamento de apoio às criações consideradas "pouco patrióticas".

Para Além do Medo é o título de um documentário sobre Yigal Amir, assassino condenado do primeiro-ministro israelita Isaac Rabin, em 1995, que integraria a programação do Festival de Cinema de Jerusalém, a decorrer entre 9 e 19 de Julho. 

Contudo, depois de críticas ferozes manifestadas, principalmente por sectores da esquerda israelita, e da ameaça de suspender os fundos estatais atribuídos ao festival, feita pela ministra israelita dos Desportos e Cultura, Miri Reguev, a organização decidiu suspender a sua exibição, noticia o diário Haaretz.

Para Além do Medo foi suprimido do Festival de Cinema de Jerusalém
Isaac Rabin
Ainda assim, Para Além do Medo manter-se-á na competição para Melhor Documentário Israelita e, depois de uma reunião entre os directores do festival e a ministra Miri Reguev, aqueles aceitaram a proposta de estrear o filme, num cinema privado, alguns dias antes do início do festival. Em comunicado, Miri Reguev declarou ser “impensável que um festival apoiado pelo estado apresente um filme sobre o assassinato vil de um primeiro-ministro”. 

Para Além do Medo foi suprimido do Festival de Cinema de Jerusalém
Yigal Amir
Quanto a Yigal Amir, que os realizadores Herz Frank e Maria Kravchenko filmaram na prisão onde cumpre pena, acompanhando a relação deste com a mulher, com quem casou já detido, e com o filho de ambos, de 12 anos, a ministra dos Desportos e da Cultura escreveu que “as balas da sua pistola esmagaram um símbolo do Estado, da democracia e liberdade de expressão”, acrescentado: “Estes são valores sagrados que foram violados por este assassino desprezível”.

Miri Reguev, 50 anos, tem provocado um verdadeiro tumulto nos meios culturais israelitas. A pressão bem-sucedida sobre a organização do Festival de Cinema de Jerusalém surge na sequência da suspensão do financiamento estatal do teatro Al-Midán, na cidade de Haifa, onde estava em cena Vida Paralela, peça sobre o palestiniano Walid Daka, que nos anos 1980 sequestrou e assassinou um soldado israelita. 

Reguev tem seguido uma política de sanções semelhantes aos projectos culturais apoiados pelo Estado que o seu ministério considere “pouco patrióticos”. Segundo escreve o El País, ao contrário do agora sucedido com Para Além do Medo, estas têm sido geralmente obras críticas da ocupação dos territórios palestinianos ou que defendam atitudes pacifistas perante os vizinhos árabes.



                  

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