31/03/2015

Israel sofrerá um Holocausto eletrônico no dia sete de abril

Israel sofrerá um Holocausto eletrônico no dia sete de abril
Grupo de 'hackers' Anonymous ameaça Israel com 'Holocausto eletrônico' Os 'hacktivistas' anunciaram uma operação contra Israel a sete de Abril, em retaliação pela guerra com os Palestinos.

O coletivo de 'hackers' Anonymous promete apagar Israel do ciberespaço na próxima semana, como parte de uma missão de retaliação contra o país pela guerra na Palestina. Num vídeo com imagens da última guerra, no Verão de 2014, este grupo de 'hackers' anuncia o seu objetivo com palavras muito duras para com o reeleito líder Benjamim Netanyahu (Benjamin, no original hebraico). "Esta é uma mensagem para as insensatas entidades Sionistas", diz um dos elementos do grupo, em inglês, usando a já conhecida máscara de Guy Fawkes. "Estamos de regresso para vos voltar a castigar pelos crimes nos territórios palestinos", anuncia, marcando o ataque para sete de Abril de 2015. O grupo de 'hacktivistas' - assim denominados por serem hackers ativistas - denuncia o que diz ser "agressão contínua, bombardeamentos, assassínio e rapto do povo palestino", criticando o silêncio de outros países, árabes e não árabes.

"A resposta a estes crimes monstruosos contra a Humanidade vai acontecer a sete de Abril de 2015", diz a voz, com banda sonora dramática em fundo e imagens de Palestinos feridos. A operação Israel, ou #OpIsrael, promete deitar abaixo servidores, sites governamentais, sites do exército israelita, bancos e instituições públicas. "Vamos apagar-vos do ciberespaço", prometem. "Sete de Abril de 2015 será um Holocausto eletrônico, uma mensagem à juventude palestina", continuam, classificando os jovens palestinos de "símbolo de liberdade, resistência e esperança.”.

Imagens do líder Benjamin Netanyahu passam várias vezes, com a repetida ameaça: "Vocês vão ver o que o Holocausto eletrônico significa." Não é feita referência ao grupo terrorista Hamas, que lidera a Palestina e foi recentemente denunciado por crimes de guerra e como sendo autor de um ataque que matou 11 crianças palestinas. A mensagem de "solidariedade com o povo palestino contra Israel" ressoou positivamente juntos dos opositores de Israel nas redes sociais; por outro lado, contas de Twitter que se identificam como sendo parte do coletivo de 'hackers' indicam que centenas de contas de israelitas já foram atacadas e há mesmo um ficheiro no site Pastebin com (alegadamente) endereços de email e dados pessoais de uma série de figuras daquele país.

Até meios israelitas como o Haaretz, que é conhecido pelas críticas violentas à política de Israel, denunciaram a operação e a sua comparação escandalosa com o Holocausto – que se refere à morte de seis milhões de judeus na Europa nazi, como parte da limpeza étnica ordenada por Hitler. O coletivo Anonymous não tem uma liderança centralizada e identifica-se como um grupo que defende a liberdade de imprensa, a transparência governamental e igualdade de gênero, entre outros valores. Recentemente, o grupo lançou uma operação contra as contas de militantes do Estado Islâmico nas redes sociais.



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