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O Oásis da Transformação
25/01/15 Posted by Coisas Judaicas

O Oásis da Transformação


Elimah: O Oásis da Recriação Constante

Elimah é o primeiro lugar onde Israel parou após sua redenção do Egito e local da abertura do Mar Vermelho. A palavra Elimah – alef, lamed, yud, mem, hei – é uma permutação do Nome de D’us Elo-kim - alef, lamed, hei, yud, mem. Elo-kim é o Nome que simboliza D’us como Ele se manifesta na Criação.
Elimah é o único lugar onde a Torá descreve fisicamente as cercanias do acampamento: Elimah tem 12 fontes e 70 tamareiras. Daí aprendemos que Elimah, uma permutação de Elo-kim, é o oásis no qual a recriação contínua do mundo por D’us é originalmente manifestada como 12 fontes e 70 tamareiras. O quê as fontes e tamareiras simbolizam?

Tribos e Anciãos

O Oásis da TransformaçãoRashi explica que as 12 fontes aludem às 12 Tribos, enquanto as 70 tamareiras aludem aos 70 Anciãos do Sanhedrin.
O Sefer Yetzirah se aprofunda no significado oculto desta explicação. As 12 Tribos são referidas como as 12 bordas ou linhas diagonais – gvulai alachson. Cada linha diagonal na Árvore da Vida corresponde a uma das Tribos (veja o diagrama da Árvore da Vida ao lado).

Fontes – Perspectivas na Realidade

As fontes nesta porção semanal da Torah – B’shalach – são descritas como einot que literalmente significam “olhos”. O olho é nossa perspectiva da realidade. Cada tribo é uma alma-raiz individual da alma coletiva de Israel. Cada tribo percebe a realidade de seu próprio e original ângulo, diagonalmente. Uma percepção direta da realidade vê o objeto como ele foi criado – sua tangibilidade. Uma perspectiva diagonal nos dá uma pequena idéia do “nada” que precede o “algo” da criação – sua intangibilidade. Um dos objetivos da alma judia é ser capaz de perceber, não apenas acreditar, que o mundo está sendo recriado. Para poder ver e experimentar a recriação, deve-se ser capaz de ver as coisas de um ângulo – diagonalmente.

Tâmaras - Transformação

A palavra hebraica para tâmara é tamar, cuja raiz significa mudança ou transformação. O significado profundo da tâmara, que representa malchut – o renovado e aperfeiçoado Reino de Israel – é seu poder de autotransformação. Os 70 Anciãos representados pelas tamareiras dão às pessoas o poder de contínua autotransformação, que é o objetivo de malchut.
Ao embarcarmos em um processo de autotransformação, devemos primeiro ganhar um novo ângulo da realidade. Depois disso conseguido, poderemos então prosseguir ao novo estágio: a metamorfose espiritual através dos 70 poderes individuais.

Uma Conceitualização Matemática

Cada diagonal tem um quadrado envolvendo-a. A área que a linha diagonal cria é exatamente o dobro da área do quadrado. Matematicamente, isto é definido como a “raiz quadrada de 2”. A relação da diagonal para o quadrado é aproximadamente 7 para 5. Esta é a melhor aproximação da raiz quadrada de 2, que é um número irracional.
Ao somarmos nossa diagonal (7) ao lado do quadrado (5), obtemos 12, o valor numérico de zeh – “isto”. Este é o segredo das 12 linhas diagonais das Tribos. Devemos obter a percepção da diagonal para que possamos explicitamente apontar para um objeto dizendo zeh, “isto”, e vermos não somente sua tangibilidade, mas também sua essência interior.

Nova Percepção e Transformação

Área do quadrado = 25.
Diagonal (7) ao quadrado = 49.
25 é ponto central de 49 (24+1+24). Qual é o próximo par de números no qual o quadrado de um é o ponto médio do quadrado do outro? 29 e 41.
29 ao quadrado = 841.
41 ao quadrado = 1681.
29 ao quadrado é ponto médio de 41.
7 mais 5 = 12 zeh – Nova Percepção.
29 mais 41 = 70 (Anciãos) -- Transformação.
Este é o segredo dos dois estágios da transformação: primeiro, ganhando-se uma nova percepção – como simbolizado pelo zeh – a diagonal do quadrado. Esta percepção, então, nos ajuda a nos transformarmos e ajustarmos a uma nova percepção da realidade, como simbolizado por 29 e 41 – os 70 Anciãos.

Transformação da Profecia Translúcida para a Transparente

Moshê começou a profetizar com a palavra “koh” (valor numérico 25) que significa “aproximadamente”. Este é o termo usado por todos os profetas que viram suas profecias através da “Vidraça Translúcida” e transmitiram suas profecias e termos aproximados, alegóricos.
Em Elimah, Moshê sofre sua maior transformação. Quando conectado ao poder transformativo deste oásis, ele inicia um novo estágio de profecia: Zeh – que significa “exatamente assim”. Moshê transmite as palavras de D’us com exatidão. Este tipo de profecia é exclusivo de Moshê e é chamada a profecia da “Vidraça Transparente”.
Ao meditarmos sobre a imagem do oásis de 12 fontes e 70 tamareiras, nós, também, podemos usar o poder de nossa própria visão da recriação para alcançarmos uma nova perspectiva da realidade e transformar nossa própria profecia de translúcida para transparente.

POR RABINO YITZCHAK GINSBURGH, TRADUZIDO POR MAURÍCIO KLAJNBERG
Rabino Yitzchak Ginsburg é fundador e diretor do Instituto Gal Einai: Instituto de Estudo Interdisciplinário Avançado de Torá, Arte e Ciências. Renomado explicador de Cabalá e Chassidut, Rabino Ginsburg escreveu mais de quarenta livros esclarecendo tópicos de Torá como psicologia, medicina, política, matemática e relacionamentos.

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