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O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz
25/01/15 Posted by Coisas Judaicas


O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz


Irma Ilse Ida Grese nasceu a 7 de outubro de 1923, em Wrechen, um pequeno vilarejo na região rural de Mecklenburg Vorpommem Brandenbrug, entre as cidades de Feldberg e Fürstenwerder. 

Seu pai, Alfred Anton Albert Grese, nascido em 1899, pessoa de índole conservadora, era agricultor e se filiou ao partido nazista em 1937. Sua mãe, Bertha Grese (Berta Wilhelmmine Winter, nascida em 1904), descobre que seu marido tinha tido encontros com a filha de um dono de um bar e, aparentemente, por causa deste motivo, comete suicídio em 1936, bebendo ácido clorídrico. 

Em 1939 seu pai casa-se novamente. Sua segunda esposa, uma viúva, trás com ela 4 crianças. Eles tem depois uma filha. Irma foi a terceira de cinco crianças (Alfred; Lieschen, nascida em 1921; Irma, nascida em 1923; Helene, nascida em 1926 e Otto, nascido em 1929). Sua irmã, Helene, foi depoente em seu julgamento depois da guerra. Irma, juntamente com sua irmã Helene, desejaram ingressar na BDM (Bund Deutscher Mädchen - Liga das Moças Alemãs), uma agremiação feminina da Juventude Hitlerista. Na pequena Wrechen, com 175 habitantes, não havia nenhum grupo da BDM. 

Seria necessário ir até a cidade vizinha de Fürstenhagen de bicicleta. Porém, Alfred proibiu suas filhas de irem até lá, assegurando que isto era muito perigoso. Em 1938 ela terminou a escola elementar e trabalhou durante seis meses em uma fazenda, e em seguida em uma loja, em Lychen, por seis meses. Aos 15 anos fez um estágio, que durou dois anos, em um hospital para convalescentes, mais tarde sob a direção da SS, em Hohenlychen. Ela tentou tornar-se enfermeira mas uma mudança de trabalho não lhe permitiu e foi trabalhar em uma leiteria em Fürstenburg. 



Em julho de 1942, ainda com 18 anos, ela tentou novamente ser enfermeira, mas com uma nova troca de trabalho (provavelmente devido a um intercâmbio de trabalho, sob a tutela do diretor do hospital de Hohenlychen, o SS Dr. karl Gebhardt), foi enviada para o campo de concentração de Ravensbrück, embora protestasse contra isso. Esse campo foi usado como um campo de treinamento para muitas guardas femininas SS, tendo como instrutora chefe de treinamento, a jovem Dorothea Binz. 

Tecnicamente as guardas femininas eram classificadas como SS-Gefolge, sendo apenas um grupo auxiliar e não membros, propriamente dito, da Ordem SS, que era uma elite tipicamente masculina. Eram pessoas contratadas pelo governo (Reichsangestellte), que recebiam salário por seus serviços mediante um contrato. Como Aufseherin (Supervisora), Irma recebia um salário de 54 Reichsmarks. Ela ficou alí até março de 1943 quando foi para Auschwitz Birkenau, na Polônia, onde permaneceu até 18 de janeiro de 1945. 

Em Auschwitz, trabalhou no início nos Campos “A” e “B”, atuando em várias atividades, incluindo operadora de telefone na sala do bloco do comando, trabalhou dois dias no Strafkommando (um comando de punição). Também trabalhou durante duas semanas, em um outro comando, o StraussenbauKommando (companhia de abertura de estradas), também de punição.

No outono, na direção do jardim (Gartenführerin), durante dois meses. Em dezembro foi para o escritório de censura do correio. Em maio de 1944 supervisionou o “Campo C”, parte de Birkenau, com 20 a 30.000 pessoas, então ocupado por mulheres judias polonesas e depois por húngaras, onde ficou até o final do ano. No dia 1º de janeiro de 1945 foi promovida e transferida para Auschwitz I, onde supervisionou, por duas semanas, dois blocos da ala dos homens. 

Em 18 de janeiro, devido a evacuação do campo, frente ao avanço do exército russo, ela retornou ao campo de concentração de Ravensbrück antes de ser transferida, em março, a seu pedido, para Bergen-Belsen (seu namorado, o SS Oberscharführer Franz Wolfgang Hatzinger estava em Bergen-Belsen). Hatzinger era Chefe do Departamento de Construção na administração de Auschwitz I. Ele foi transferido para Bergen-Belsen por volta de fevereiro de 1945, porém morreu de tifo em 23 de abril de 1945. 


O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz

Irma Grese e Josef Kramer 
O comandante Josef Kramer concede a ela permanecer em Belsen. Em Belsen, entre outras atividades, teve o encargo de Arbeitsdienstführerin (líder de grupo de trabalho), coordenando turmas de trabalho. 

Durante o período que vai da primavera de 1942, quando ainda trabalhava em Fürstenburg, ela visitou a familia apenas duas vezes, sendo que a última vez foi em 1943, quando discutiu com o pai e foi expulsa de casa, pois não a queria envolvida na SS. Ela não voltou mais para casa.


O Julgamento e as Acusações 


Belsen foi libertada pelos ingleses em 15 de abril de 1945. Nesse dia, depois de um cessar fogo, acordo feito pelo exército alemão, permitiu-se que os ingleses tomassem controle do campo e no centro de treinamento do exército alemão, adjacente ao campo. Uma testemunha da libertação, Lolo Lewis, soldado britânico de 20 anos, recordou que quando ele chegou em Belsen, o comandante Kramer e sua assistente, Irma Grese, estavam nos portões, em posição ereta, para recebê-los. Embora a maior parte do pessoal do campo já tivesse escapado no dia anterior, 80 dos membros do pessoal permaneceram em seus postos com ordem de ajudarem os britânicos, inclusive o comandante. 


No dia 17 todos os membros da SS foram desarmados e presos. Também foram presos 12 dos Kapos, prisioneiros de confiança, apontados como supervisores de campo. A partir do dia 18 iniciou-se o sepultamento dos mortos que estavam espalhados pelo campo. Os britânicos forçaram deliberadamente os membros da SS a usarem unicamente suas mãos para o sepultamento de cadáveres de prisioneiros que morreram de doenças contagiosas. Em um documentário filmado, um oficial britânico disse que os alemães estavam sendo punidos, não sendo permitido que usassem luvas para manusearem os corpos. Durante 10 dias foram sepultados cerca de 13.000 corpos. 

Vinte destes 80 guardas morreram depois que os ingleses assumiram o controle, sendo que a maior parte deles morreram de tifo, mas outros foram envenenados com ptomaína, na comida servida pelos britânicos. Em 29 de abril, Irma e outros 44, foram transferidos para a prisão de Celle, cidade a 16 km a noroeste do campo, onde permaneceram até o pronunciamento do julgamento de 17 de novembro. Eles foram acusados de crimes de guerra pela Corte Militar Britânica, sob Autorização Real de 14 de junho de 1945, com várias acusações de assassinato, maus tratos aos internos dos campos de concentração de Auschwitz e Bergen Belsen. 


O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz

Irma Grese na Prisão de Celle 
Foram realizadas duas cortes para os julgamentos, sendo que a 1ª Corte relatava as atividades de Bergen-Belsen e a 2ª Corte as atividades de Auschwitz (ambas dentro do período de 1º de outubro de 1942 a 30 de abril de 1945). 

Os julgamentos foram realizados na cidade de Lüneburg, a poucos kms ao norte do campo, entre 17 de setembro a 17 de novembro de 1945. Todos os acusados foram representados por um procurador judicial. Irma Grese foi defendida pelo Major L.S.W. Cranfield.

No 1º processo, o de Belsen, o promotor Cel. T.M. Backhouse aludiu o seguinte contra Irma Grese: "Nr. 9, Grese, foi Aufseherin em comandos de trabalho e temporariamente Aufseherin de punição de mulheres, em Auschwitz. Ela foi descrita como a pior mulher no campo, e não havia um tipo de crueldade que aconteceu naquele campo pelo qual ela não foi conhecida como sendo responsável. Ela participou regularmente de seleções para a câmara de gás, fazendo punições por conta própria, e quando ela veio para Belsen ela continuou precisamente do mesmo modo. Ela, também, especializou em lançar cães em pessoas."


Muitos dos sobreviventes de Bergen Belsen testemunharam contra Irma, que rejeitou a culpa contra várias acusações. Eles forneceram extensos detalhes de assassinatos, torturas, crueldades e excessos sexuais empregados por Irma Grese durante seus anos em Auschwitz e Bergen-Belsen. 


Sobreviventes de Auschwitz testemunharam que ela usava habitualmente botas, carregava um chicote e uma pistola e que estava sempre acompanhada por um cão feroz. Declararam que seus atos eram de puro sadismo e que tinha satisfação sexual com atos de crueldade, batendo em prisioneiras com seu chicote de equitação e usando prisioneiros para satisfazer suas inclinações bissexuais sádicas. 

Apesar de tais afirmações, sobre seus "excessos sexuais", publicadas em livros, posteriores a guerra, tais fatos nunca foram realmente comprovados, pois eram declarações isoladas, relatadas principalmente por Olga Lengyel e Gisela Perl, e não de conhecimento geral. Falou-se que ela usava métodos físicos e emocionais para torturar os internos dos campos e que batia em prisioneiras até a morte e atirava em outras a sangue frio. Afirmou-se que tinha sido encontrado em sua barraca, em Birkenau, um abajour, que ela mandou fazer, com a pele de três prisioneiras, porém, tal abajour nunca foi visto ou foi encontrado qualquer vestígio de sua existência. 

As acusações de assassinato foram feitas em depoimentos juramentados, mas nenhuma delas foram confirmadas, pois não foram citados nomes das vítimas. As mais sérias acusações contra ela eram de que ela estava presente quando os prisioneiros eram selecionados para a câmara de gás, em Birkenau, e que ela tinha participado em forçar as mulheres a fazer fila para a inspeção do Dr. Mengele. 

Ela admitiu em seu julgamento chicotear prisioneiros e também bater com uma vara, apesar de saber que ambas as práticas eram contrárias as regras do campo. Negou que tivesse um cão, que tivesse espancado até a morte ou atirado em algum prisioneiro. 

Negou ter selecionado prisioneiros para as câmaras de gás, embora estivesse presente na formação das filas e, fato importante, é que somente os médicos tinham autoridade de fazerem seleções. Muitas das acusações, tanto durante o julgamento, através de depoi
O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz
Nº 8, Herta Ehlert; Nº 9, Irma Grese; Nº 10, Ilse Lothe 
mentos juramentados, ou, até mesmo publicados depois da guerra, nunca foram realmente comprovados e, desta forma criou-se um mito de beleza e crueldade, hoje conhecida como a "Bela Besta". Entretando, questionada, durante o julgamento, se era culpada ou não, disse: “ Sem culpa."



Fala Final de Defesa do Major Cranfield a favor de Irma Grese 


"Foi declarado por Diament que Grese era encarregada de comandos de trabalho em Auschwitz e Belsen, mas a evidência dos acusados e de outros tinham provado que ela tinha sido Arbeitsdienstführerin no campo e não tinha sido encarregada de tal comando. 


Em Auschwitz ela declarou que ela tinha tido um Kommando vegetal por um mês ou dois, e houve uma certa divergência entre a promotoria e ele mesmo quanto a saber se ela teve ou não um Strafkommando; aparte destes dois comandos de trabalho ela tinha obrigações no campo o tempo todo. O Conselho alega que as acusações de Diament sobre a severidade de seu tratamento aos internos era exagerada e era evidente que tinham sido a linguagem conduzida pelo interrogador. 

Dunklemann tinha declarado que a chefe feminina S.S que lidou com ela tinha aproximadamente 30 anos, mas naquele momento Grese teria tido 20 e eles tinham ouvido de uma testemunha que em um campo de concentração uma mulher de 20 olhou sua idade dela duas vezes. Dunklemann alegou que Grese batia nos internos com um bastão de borracha e os chutava – negado pela acusada – durante a Chamada por não ficarem paradas ou outros assuntos triviais durante as revistas. Como poderia esta mulher que permanecia ela mesma nas revistas e não estava encarregada, sabia porque o castigo era infligido? Quatro outras declarações de jovens mulheres com idade de 20, 26, 20 e 27 confirmaram o que Dunklemann disse. 

O Conselho desejou recorrer novamente às circunstâncias nas quais estas acusações em comum tinham sido feitas em Belsen, e que enquanto Dunklemann identificava a pessoa acusada os outros não, e eles estavam de fato em Auschwitz somente durante três semanas. Um mês depois que elas fizeram seu primeiro depoimento elas fizeram um segundo, identificando Grese por uma fotografia. Klara Lebowitz alegou que a acusada era encarregada da Chamada que acontecia duas vezes por dia e às vezes durava três ou quatro horas. 

Será que o Tribunal acredita que qualquer pessoa que tinha que fazer uma lista de chamada permitiria que estas revistas durassem oito horas por dia? Isso não era uma tolice absoluta? A deponente declarou então que Grese frequentemente fazia os internos ficarem por horas a fio sobre seus joelhos. Grese tinha admitido fazer nas ocasiões os internos ajoelharem na Chamada, mas a razão era fazer a contagem mais fácil. Será que o Tribunal considera isto um crime de guerra por ordenar internos a se ajoelharem de forma que eles pudessem ser contados?

Katherine Neiger declarou que a Chamada começava as 03:00 horas e ia até as seis horas. Alguém iria começar uma lista de chamada na escuridão e deixaria isto continuar até as seis horas se ela tinha que assistir a isto? Isso era obviamente falso, e o Tribunal tem que aceitar a evidência da acusada e da testemunha de que as revistas começaram as 06:00 horas e estes nunca iam por períodos muito longos. Neiger ficou em Auschwitz durante somente dez dias, mas ela disse que pessoas foram mantidas no Campo C por cerca de uma quinzena. Como ela poderia ter possivelmente conhecimento disto?

Trieger, que, quando ela foi para Auschwitz, teria tido 17 anos, disse em sua deposição que Grese estava em Auschwitz desde junho de 1942, mas a acusada, quando no box das testemunhas, disse que chegou em março de 1943, e isso não foi interrogado pelo erudito promotor. Triszinska alegou que a acusada tinha um cão, mas Grese negou e sua negação tinha sido confirmada por outros dos acusados e outras testemunhas de Auschwitz. 


O seu nome não tinha sido determinado a este respeito por Kopper quando no box das testemunhas. Triszinska também alegou que ela tinha visto Grese no Bloco 25 ajudando e usando força para carregar as mulheres para dentro dos caminhões. Grese havia negado que ela estivesse no Bloco 25, e Volkenrath tinha dito que aquele bloco estava fora dos limites para todas as Aufseherinnen. Kopper, em sua declaração, disse que Grese tinha chegado em Ravensbrück em 1941, e quando no box das testemunhas ela pôs isto até mais cedo – 1940. 

Isto era incompatível com a história da acusada quando ela disse que ela tinha chegado em Ravensbrück em 1942, e isso não tinha sido provocado pelo promotor. Kopper alegou que Grese tinha sido uma Blockführerin em Auschwitz mas em evidência, ela disse que ela era encarregada das revistas de todos os blocos. Estava perfeitamente claro o que fazia uma Blockführerin. 

Como pôde Kopper, com toda a sua experiência, razoavelmente ter cometido um engano estúpido como este? Em evidência, Grese disse que ela só tinha sido encarregada do kommando de punição durante dois dias e encarregada do Strassenbaukommando durante duas semanas, mas Kopper alegou que ela era encarregada do Kommando de punição de 1942 a 1944, e encarregada da companhia de punição que trabalhava fora do campo durante seis meses. Ele tentou conseguir que Kopper reconciliasse estas duas declarações, mas ela foi incapaz de fazer isso. 

A história da acusada era que durante aquele período ela fazia obrigações no telefone nos Campos A e B, mas quando isto foi colocao para Kopper, Kopper tinha dito que somente homens fizeram estas obrigações. Se isso fosse verdade, Grese teria vindo aqui e contaria uma mentira muito estúpida sem objetivo nisto? O Conselho submeteu que o Kommando de punição do qual Kopper falou era o Kommando Vístula, e naquele Kommando estava Lohbauer. Em nenhum momento Grese teve qualquer coisa que fazer com o Kommando Vístula. 

Ela teria tomado conta por si mesma, a única Aufseherin, do forte Kommando 800, como um homem S.S., sob ela, de acordo com a história de Kopper? Kopper descreveu como os prisioneiros eram ordenados a irem até a cerca e eram fuzilados pelas sentinelas à taxa de 30 por dia. Era provável que algum interno pudessem enganar e desafiar uma sentinela, e se 30 prisioneiros tinham sido mortos a cada dia, não haveria em algum lugar alguma confirmação daquela história? 

O Conselho então revisou partes adicionais da declaração de Kopper de que o que ela mantinha era absurdo e só provava que ela era uma mentirosa viciada e que nenhuma palavra que ela disse poderia ser confiada por um momento, deixando de ser usada como evidência contra Grese.

Com respeito à evidência oral, Szafran alegou que ela viu Grese bater em uma jovem em Belsen com um chicote de equitação. Esta foi a única alegação de algum espancamento em Belsen por ela. Grese foi perfeitamente franca e disse que ela tinha batido em internos com uma vara e intencionava ferí-los mas que em nenhum momento em Belsen ela carregou uma vara ou golpeou um interno com qualquer coisa diferente de sua mão. Não havia nenhuma menção deste incidente no depoimento de Szafran. Ilona Stein tinha dado evidência de disparos em três pessoas durante uma revista quando elas tentaram se esconder. Grese notou as tentativas e ordenou a um dos guardas S.S. atirar. 


Mas em sua declaração somente uma mulher foi falada, e o Conselho sugeriu que isto foi uma confusão de dois ou três incidentes e não era o tipo de evidência suficiente para apoiar uma acusação de assassinato. Aparte disso, estava provado que uma Aufseherin tinha algum poder para dar uma ordem a um guarda S.S. para atirar em uma mulher? 

O segundo assunto do qual Stein tinha falado era sobre uma mãe e filha que estavam falando sobre a cerca de um setor a outro. Era possível que se Grese tivesse visto duas mulheres fazendo algo contrário dos regulamentos do campo ela teria ido e poderia as ter golpeado, mas a evidência na declaração era de que ela tirou o seu cinto de couro e bateu na mulher com ele. Aquele cinto de couro tinha foi manufaturado para o Tribunal, e ele era tão leve e inconsistente que uma pessoa dificilmente poderia ter conhecimento de uma pessoa que foi furada com isto, permitindo só bater.

A testemunha Klein tinha dito que Grese tinha lhes dado fazer esporte por meia hora, i.e. treinamento físico, em Belsen, e alegou que enquanto isto acontecia ela os batia e infligia várias torturas. Nos interrogatórios estes não tinham chegado a nada, mas tinha sido colocados para fazer a melhorar a história. Durante todo o caso este exagero tinha estado em evidência e quando desafiado não tinha chegado a nada. 


Os espancamentos mencionados por Bimko tinham se transformado em uma caixa de opiniões. Em três ou quatro ocasiões tinha sido feita uma pergunta perfeitamente simples a Bimko no interrogatório – e ela era foi uma das poucas com inteligência – e ela tinha mentido e recusou a responder no caso em ela deveria dizer uma palavra que poderia estar a favor de algum dos acusados.

Muito se ouviu falar sobre tiros no campo de Belsen, mas muito pouco sobre isso em Auschwitz. A única sugestão que alguém teria sido alvejado em Auschwitz foram as acusações contra Grese. Comparado com Belsen, Auschwitz era normalmente um campo organizado e competentemente administrado, e lá não houve confirmação de todos os incidentes de tiros. Os acusados do Conselho estiveram em Belsen durante um tempo muito curto, e devido as condições caóticas do campo haviam muito poucas partes de funcionamento; seus três acusados em Belsen estavam todos preocupados com comandos de trabalho."



Fala Final do Promotor Cel. T.M. Backhouse contra Irma Grese 
A próxima acusada, Grese, é uma mulher curiosa, que é bastante franca sobre quase tudo o que foi alegado contra ela. Ela foi treinada em Ravensbrück, e ela disse que tinha se alistado na SS. Se ela estava alistada na SS, por que você acha que seu pai bateu nela e a expulsou de casa? 

A irmã de Grese disse que quando elas eram crianças elas queriam estar no Bund Deutscher Mädchen mas o pai delas não permitiu, mas Grese tinha ambições de estar dentro do Movimento da Mocidade Nazista antes dela ter que trabalhar fora, e quando ela volta vestida com o uniforme de um campo de concentração seu pai lhe bate e expulsa de casa. 

Esta é uma das duas coisas deque ela estava fazendo contra a sua vontade, ou ela lhe falava de coisas que estavam acontecendo e o que ela estava fazendo. Ela se graduou de Ravensbrück para Auschwitz, e seu primeiro trabalho, de acordo com ela, tinha o dever de telefonista na sala do Blockführer, embora Kopper dissesse que eles nunca empregaram mulheres naquele dever. Ela admite ter o encargo do Strafkommando durante dois dias, porque, eu submeti, Völkenrath que já tinha dito o mesmo. Kopper diz que ela tomou conta deste Kommando durante uns sete meses. Você se lembra da história de enviar judeus para buscarem coisas além do arame e a história de Kopper do resultado da investigação. 

Você pode imaginar Kopper inventando tal história extraordinária? 

Então ela toma conta do kommando da jardinagem, e você tem sua história de que ela estava montada em sua bicicleta com o cão. Ela nega sempre ter tido um cão, e diz que embora ela tivesse uma bicicleta ela nunca usou porque isto não era permitido a uma Aufseherinnen. Você tem as histórias de Rozenwayg, Watinik e Triszinska dela estar encarregada deste Kommando, com Lothe como Kapo e lançando um cão nelas. Então ela voltava para seus deveres do campo e ia para a agência postal. Está claro na evidência de Hoessler que ela também tinha que ajudar o Blockführer pela manhã quando os destacamentos de trabalho vinham, e novamente você tem vários incidentes que aconteceram quando ela estava agindo como Blockführerin. 

Então, bem de repente, esta jovem garota é colocada no encargo de Aufseherinnen no Campo C, o campo onde o gaseamento de húngaras está a ponto de começar. Ela é encarregada de 30.000 pessoas. Você ouviu falar do chicote de celofane que, ela disse, foi feito para ferir. No Campo C havia longas Chamadas que às vezes duraram de três a quatro horas. Ela disse: "Eu levava uma vara e se as pessoas evadissem destas seleções eu os arrastava de volta, e as chicoteava". 

Ela é bastante franca sobre isto, e em sua própria confissão eu sugiro que, em Auschwitz, há ampla evidência para mostrar que ela estava maltratando, enquanto batia e prolongava a Chamada. Então ela vem a Belsen e é feita Arbeitsdienstführerin, e novamente você tem as histórias como ela batia nas pessoas. Ela permanecia no portão batendo nelas, ela bateu em garotas que trabalhavam na cozinha, e ela batia nas pessoas e as faziam fazer esporte. Ela disse: "Embora eu carregasse um chicote e arrebatava pessoas em Auschwitz, pela mesma razão eu nunca fiz isto em Belsen. 


O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz
Albert Pierrepoint 
Eu sempre usei minhas mãos em Belsen, embora em Belsen os prisioneiros estavam tão horrendos que eu não gostava de tocá-los". Até agora, na medida que esta garota está preocupada, sua irmã disse que quando ela era uma criança ela era uma criança amedrontada e uma pequena covarde que corria, e ela adotou esta doutrina do Nazismo no qual o covarde se transforma no tirano. 

Ela foi para Ravensbruck e lá ela achou sua coragem, porque as pessoas desafiadas não batiam de volta. Em Auschwitz ela tinha seu revólver e chicote de celofane, e com cerca de 21 anos ela tem o encargo de 30.000 mulheres. Ela não fez nenhum segredo disto. Ela batia nelas, e quando ela veio para Belsen você pode duvidar que ela continuava agindo do mesmo modo?"
A Sentença 

No 54º dia do julgamento foi pronunciada a sentença do tribunal. Os acusados tiveram que ficar em grupos nos degraus da segunda e terceira bancada. Irma Grese foi conduzida junto a Elisabeth Volkenrath e Johanna Bormann. Elas foram consideradas culpada em ambas as cortes. Dos acusados, foram declarados culpados 8 dos homens e 3 mulheres, sentenciados a morte e outros 19 a vários termos de encarceramento. Foram passadas penas de morte para oito dos homens, que receberam a seguinte sentença:

O PRESIDENTE - "Nº. 1 Kramer, 2 Klein, 3 Weingartner, 5 Hoessler, 16 Francioh, 22 Pichen, 25 Stofel, 27 Dorr. As sentenças deste Tribunal para cada um de vocês de quem eu nomeei há pouco é que vocês sofrerão morte por enforcamento."

Semelhantemente três mulheres receberam a penalidade máxima, com a seguinte sentença:

O PRESIDENTE - "Nº 6 Bormann, 7 Volkenrath, 9 Grese. A sentença deste tribunal é que vocês sofrerão morte por enforcamento."

“Elizabeth Völkenrath, em lágrimas, olhava longinguamente para o alto, com a respiração pesada; Johanna Bormann mergulhou em sí mesma; mas Irma Grese permanceu com o rosto invariável e principiou ir embora. Mulheres da polícia militar conduziram as três mulheres para fora." Ela mostrou pouca emoção do início ao fim quando a sentença de morte foi traduzida para o alemão como “Tode durch den Strang", literalmente, morte pela corda. No dia 22 de novembro os condenados fizeram um pedido de objeção contra o julgamento ao Marechal Montgomery, porém, este rejeitou no dia 8 de dezembro de 1945, todos o pedidos de clemência.

A Execução 
Ela, Elisabeth Völkenrath, Johanna Bormann e os oito homens foram transferidos para a prisão de Hameln, na Westfalia, para aguardar a execução. Os sentenciados, juntamente com outros dois homens que foram condenados pela Comissão de Crimes de Guerra, Otto Sandrock e Ludwig Schweinberger, foram albergados em pequenas celas ao longo de um corredor, em cujo final os engenheiros do exército britânico construiram a câmara de execução com o patíbulo.


Albert Pierrepoint, (carrasco oficial, executou de 1932 a 1956, cerca de 433 homens e 17 mulheres, dos quais 200 eram nazistas), foi o encarregado para conduzir as execuções, planejada para o dia 13 de dezembro de 1945, numa quinta-feira. As mulheres foram levadas separadas para o enforcamento e os homens foram aos pares para apressar o processo. Visto que os prisioneiros podiam escutar o som do alçapão caindo a cada execução, ficou decidido que Irma, sendo a mais jovem, deveria ser a primeira, para ser poupada do trauma de escutar a execução dos outros.

Em suas memórias, "Executioner", Albert Pierrepoint descreve os fatos relatando os preparativos e as execuções:

Afinal nós terminamos anotando os detalhes dos dez homens, e RSM O'Neil ordenou "Tragam Irma Grese." Ela caminhou fora de sua cela e veio em nossa direção sorrindo. Ela parecia como uma jovem bonita como alguém sempre desejaria encontrar. Ela respondeu as perguntas de O'Neil, mas quando ele perguntou sua idade ela pausou e sorriu. Eu achei que nós ambos estavamos sorrindo com ela, como se nós percebêssemos o embaraço convencional de uma mulher que revela a sua idade. Eventualmente ela disse "vinte e um", que nós sabíamos estar correto. Esta jovem loira de vinte e um, que habitualmente levava um chicote de equitação para chicotear os prisioneiros até a morte, tinha, isso foi declarado por um dos guardas de sua categoria no campo, sido responsável por pelo menos trinta mortes em um dia. O'Neil lhe pediu que pisasse na balança. "Schnell!" ela disse - "Rápido!" ...

...."Eu fui despertado por um ordenança às seis horas da manhã seguinte. Sexta-feira 13 de dezembro de 1945. ... "

...."Nós subimos os degraus às celas onde os condenados estava esperando. Um oficial alemão à porta que conduzia ao corredor com a porta aberta e nós andamos além da fileira de rostos e para dentro da câmara de execução. Os oficiais permaneceram em atenção. O Brigadeiro Paton-Walsh estava com o seu relógio de pulso erguido. Ele me fez o sinal, e um suspiro de respiração libertada foi audível na câmara, eu caminhei pelo corredor. "Irma Grese," eu chamei. Os guardas alemães rapidamente fecharam todas as grelhas dos doze orifícios de inspeção e abriu uma porta. Irma Grese saiu. 


A cela era muito pequena para eu entrar, e eu tive amarrá-la no corredor. "Siga-me," eu disse em inglês, e O'Neil repetiu a ordem em alemão. Ela entrou na câmara de execução, contemplou por um momento os oficiais que estavam de pé em volta dela, então caminhou para o centro do alçapão onde eu tinha feito uma marca de giz. Ela permaneceu muito firmemente nesta marca, e quando eu coloquei o capuz branco sobre sua cabeça ela disse com voz desfalecida: "Schnell." Após o impacto da queda, o médico me seguiu para dentro do fosso e pronunciou a sua morte. Depois de vinte minutos o corpo foi retirado e colocado em um esquife pronto para o enterro."
O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz
Prisão de Hameln 



Seguiu-se um rápido sepultamento no pátio adjacente da prisão. Em 1954, seu corpo, assim como o dos demais, foram exumados e transferidos para um cemitério vizinho, Am Wehl, onde seus túmulos permancem até hoje.

Prisão de Hameln, 13.12.1945
Horário das Execuções:
09.34 - Irma Grese
10.03 - Elisabeth Völkenrath
10.38 - Johanna Bormann
12.11 - Josef Kramer e Dr. Fritz Klein
12.46 - Karl Francioh e Peter Weingärtner
13.15 - Intervalo (almoço)
15.37 - Ansgar Pichen e Franz Hössler
16.16 - Wilhelm Dörr e Franz Stöfel


Herança de 12.12.1945 em Hameln:
O julgamento de Irma Grese - a cadela de Auschwitz
Irma Grese 


Enquanto Irma Grese aguardava sua execução, os bens que ela deixaria eram enumerados na prisão:


Dinheiro: RM 439,65 - Poupança: RM 4.391,57
6 anéis de metal amarelo, 1 cinto de couro, 1 impermeável, 2 pijamas, 1 guarda-pó, 3 camisas, 1 avental, 3 pares de meia-calça, 1 par de sapatos azuis, 1 par de botas altas, 1 vestido, 2 pares de meias, 1 saia, 2 blusas, 1 suéter azul, 1 toalha, 2 calcinhas, 1 sutiã, 1 mochila, 1 carteira, 2 pentes,
1 certidão de nascimento, 1 calça de equitação.

* Irma Grese deixou todos estes pertences às suas irmãs Helene e Lieschen, com excessão de um anel com sua monografia, para Anneli.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Irma_Grese
http://irmagrese.ucoz.com/biografia.html

Coisas Judaicas

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