Janeiro 2015
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico

Flávio Josefo - O Judeu de Roma - Coisas Judaicas
de Mireille Hadas-Lebel

Edição/reimpressão: 1991
Páginas: 288
Editor: Diversos
Coleção: Diversos

Sinopse

História de Josefo, Filho de Matias, Nascido em Jerusalem e Criado na Tradição Judaica que Conservou em Roma Onde Durante Mais de Trinta Anos se Dedicou à História e à Apologética.

O nosso século ainda conhece Flávio Josefo, sacerdote nascido em Jerusalém que, há cerca de dois mil anos, esteve no centro do confronto entre o mundo judeu e o mundo romano? Terá sido um traidor? Terá sido um sábio? Josefo é, de qualquer modo, a melhor testemunha desta época que viu nascer o cristianismo, um grande historiador sem o qual muitas das páginas mais dramáticas da história - como o incêndio do Templo de Jerusalém e a queda de Massada - teriam permanecido até hoje desconhecidas.

Flávio Josefo - O Judeu de Roma de Mireille Hadas-Lebel
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Autor: Benjamin Blech
Páginas: 224

Nestes tempos turbulentos, as pessoas fazem perguntas muito difíceis sobre Deus e a fé: 

* Por que Deus permite que a doença e o mal existam? 
* Se eu sofro, isto significa que eu mereço sofrer? 
* Por que pessoas inocentes, especialmente as crianças, morrem tragicamente? 
* Deus intervém em tempos de dificuldade? Como explicar o Holocausto?
* Quem realmente dirige o mundo: Deus ou o ser humano? 
* De que serve rezar para Deus? 

Autor do best-seller O Mais Completo Guia sobre Judaísmo , o rabino Benjamin Blech admite: as respostas a essas perguntas não são simples. Não há uma explicação única que sirva para tudo. Na verdade, não apenas há muitas respostas, mas em situações diferentes podem ser aplicadas muitas explicações. 

Essa análise fascinante da sabedoria judaica sobre o tema do sofrimento é fruto de milhares de anos de debate, exame e discussão. A sabedoria judaica ensina que há respostas ricas e inspiradoras à derradeira pergunta: Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim? 
Este livro vai mudar seu modo de encarar a vida!!! 

* * * 
ÍNDICE
Introdução 
PARTE 1: 
POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM ÀS PESSOAS BOAS?
1. O Dilema de Jó 
2. Repreensão e Culpa 
3. O Princípio da Maior Prioridade 
4. A Resposta de Deus 

PARTE 2: POR QUE MORREMOS?
5. O Preço do Paraíso 
6. O Enigma da Morte 
7. A Vida Após a Morte 
8. Quando Morre uma Criança 
9. As Dádivas do Envelhecimento, da Dor e da Doença 

PARTE 3: POR QUE SOFREMOS?
10. Compreendendo o Sentido do Sofrimento 
11. O Teste de Abrahão 
12. O Fator de Equilíbrio 
13. Não é Deste Mundo 
14. A Punição de Moisés 
15. A Fé Após o Holocausto 
16. Um Encontro com um Místico 

Posfácio 
Notas 
Sobre o Autor 
* * * 
"Benjamim Blech recoloca Deus no Seu devido lugar - no assento do motorista dos eventos humanos. Isto levanta todo tipo de perguntas fascinantes que o rabino Blech responde com clareza e sabedoria. Ao analisar séculos de ensinamentos judaicos, o rabino Blech nos deu um livro que conforta e inspira."
Ari L. Goldman, autor de The Search for God at Harvard ('A Procura por Deus em Harvard') e Living a Yar of Kaddish ('Vivendo um Ano de Cadish') 

"O rabino Benjamim Blech merece reconhecimento como um sábio do século 21 - acolhedor, inteligente, espirituoso, autor de inúmeras reflexões e, no final das contas, inspirador. O seu maravilhoso livro é aumentado por seu retrospecto rico e fenomenalmente variado, como também por um estilo de prosa lúcido, forte e cativante. Em resumo, todo leitor - judeu ou não-judeu, religioso ou cético - irá se sentir enriquecido por uma obra que aumenta a nossa compreensão e envolvimento com algumas das questões mais persistentes e importantes da vida." 

Michael Medved, entrevistador de programa de entrevistas no rádio e autor de 'Hollywood x America' 

"O rabino Blech apresenta um novo livro revolucionário que irá literalmente mudar o modo como lidamos com os mais difíceis obstáculos. Neste, ele fornece respostas originais e inovadoras para os mais intrigantes problemas do ser humano. Leitura obrigatória para qualquer um que já contemplou os complexos temas da vida e da morte." 

Jewsweek Magazine 

"A nossa é uma geração na qual muitos de nós temos que lutar com traumas de natureza pessoal e global. O mais recente livro do rabino Benjamin Blech é uma leitura importante para aqueles que buscam reflexão e entendimento." 
Rebetsin Esther Jungreis , autora de The Comiited Life ('A Vida Comprometida') e The Commited Marriage ('O Matrimônio Comprometido')
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Charles Harary – um dos maiores educadores e palestrantes da atualidade – ensinou sobre três pré-requisitos para a liderança. Saiba aqui quais são. 

Semana passada começamos a leitura do Livro de Êxodos (Shemót, em hebraico) que relata a história de Moshe (Moisés), o modelo por excelência de um líder judeu. A Torá nos conta que o Faraó queria matar todos os meninos judeus recém-nascidos, pois os seus astrólogos lhe disseram que o salvador do Povo Judeu estava nascendo. Entretanto, Amram e Yoheved (o pai e a mãe de Moshe) conseguiram esconder o seu bebê dos guardas do Faraó por três meses. Depois disto, colocaram-no numa cestinha impermeabilizada no rio Nilo, onde acabou sendo encontrado pela filha do Faraó. Moshe foi, então, criado no próprio palácio do Faraó.

A Torá nos relata que depois que Moshe cresceu, ele saiu para ver o que estava acontecendo com seus irmãos do Povo de Israel. Ele viu um capataz egípcio espancando um homem hebreu e salvou-o do egípcio.

Daqui aprendemos alguns princípios básicos de como ser um líder: 

(1) Um líder precisa sair em meio ao povo para ver pessoalmente a sua situação; 

(2) Um líder precisa reconhecer que existe um problema; 

(3) Um líder precisa verificar se já existe alguém tomando conta desta questão. Em caso positivo, ele deve então apoiar e ajudar esta pessoa e não rivalizar com ela para conseguir a honra de ser o(a) herói(heroína); 

(4) Se não há ninguém cuidando do problema, então ele deve fazer algo.

Há uma concepção errônea muito comum de que a habilidade é que leva à liderança. Na verdade, importar-se e aceitar responsabilidades é o que leva uma pessoa à liderança.

A Rainha Ester é um exemplo disto. Casada com o Rei Ahashverosh, que não sabia que ela era judia, recebeu um pedido do seu tio Mordehai para interceder com o rei em benefício do Povo Judeu. Ela hesitou. Mordehai então lhe disse que se ela não intercedesse, a salvação viria de outro lugar e ela arcaria com as consequências (Meguilat Ester 4:12-14). Ester pediu ao povo para jejuar, fazer teshuvá (arrepender-se de seus erros) e orar. Ela aceitou a responsabilidade … e teve sucesso!

Se alguém aceita responsabilidades, o Todo-Poderoso assegurará que esta pessoa receba o que precisa para ter sucesso.

As pessoas tendem a focar em suas fraquezas e usá-las como desculpa para não aceitar responsabilidades. Moshe tinha um problema com sua fala, mas isto não o impediu de agir. O Todo- Poderoso fez com que seu irmão, Aharon, se unisse a ele e tiveram um tremendo sucesso em salvar o Povo de Israel da escravidão no Egito.

Charles Harary – um dos maiores educadores e palestrantes da atualidade (www.charlieharary.com/about/) – ensinou sobre três pré-requisitos para a liderança:

1)Compaixão – um líder precisa verdadeiramente se importar e desejar ajudar. O Todo-Poderoso testou todos os Patriarcas, que trabalharam como pastores de ovelhas, para treiná-los e testálos para a liderança. Os midrashim (comentários sobre a Torá) contam como Moshe esforçou-se notavelmente para encontrar uma ovelha desgarrada e carregá-la de volta para o rebanho porque ela estava fraca e não conseguiria andar sozinha.

2) Compromisso com a Verdade – liderança é fazer o que é certo e não o que parece bom ou irá mantê-lo(a) no poder. Trata-se de servir o público e não sobre ter um cargo.

3) Estar Pronto para Ir Contra Todo o Mundo – pelo que é certo. Avraham (Abraão) foi o primeiro monoteísta e manteve-se firme em oposição a todos os idólatras de sua geração. Moshe opôs-se ao Faraó e o Rei David opôs-se ao gigante Golias.

Aharon, o irmão de Moshe, tinha dois filhos, Nadav e Avihu, que trouxeram uma oferenda de incenso não autorizada durante a inauguração do Santuário (Mishkán) no deserto – e faleceram. Aharon disse a Moshe: “Eles eram mais íntegros e justos que nós”. Porém, outro Midrash conta que Nadav e Avihu andavam atrás de Moshe e Aharon e diziam: “Quando estes dois senhores idosos vão morrer e nós seremos os líderes?”. Afinal, eles eram justos e íntegros ou perversos? O Rabino Noah Weinberg Z”TL, fundador da Organização Aish HaTorá, ensinou que, na verdade, eles eram pessoas justas e boas, porém cometeram o erro de pensar que responsabilidade vem apenas com a posição de liderança.

Responsabilidade, entretanto, vem quando vemos um problema e nos mexemos para solucioná-lo.

Nadav e Avihu constataram que havia problemas diante do Povo Judeu e tinham ideias de como solucioná-los. Eles deveriam ter ido a Moshe e Aharon e perguntado: “Os senhores perceberam estes problemas? O que pode ser feito?” E se houvesse oportunidade, deveriam ter apresentado as suas ideias para serem analisadas. A responsabilidade vem não apenas com a liderança, mas quando vemos o problema e desejamos resolvê-lo!

Uma Palavra

Uma palavra descuidada pode iniciar discussões;

Uma palavra cruel pode destruir uma vida;

Uma palavra dura pode instilar odiar;

Uma palavra brutal pode ferir e matar;

Uma palavra gentil pode suavizar o caminho;

Uma palavra alegre pode iluminar o dia;

Uma palavra na hora certa pode diminuir o estresse;

Uma palavra de amor pode curar e abençoar!

Pensamento: “Não paramos de rir porque ficamos mais velhos. Ficamos mais velhos porque paramos de rir!” 

RABINO KALMAN PACKOUZ – Do Aish Hatorá, é o criador do Meór Hashabat, boletim  semanal com prédicas. 


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Hamas prepara 17 000 jovens terroristas17.000 jovens foram formados pelo Hamas em Gaza para atividades terroristas. 

A ala militar, Izz al Din Qassam Brigada da organização extremista islâmico Hamas recrutou e formou mais de 17.000 adolescentes e jovens palestinos, entre 15 e 21 anos, a formação militar em um "acampamento de verão", chamados "pioneiros solte "na Faixa de Gaza.

Seis meses após a conclusão da última guerra 50 dias contra Israel, os membros mais antigos da organização estão a testar o alcance de seus novos foguetes e tentando reconstruir túneis e reparar o estoque de armas; enquanto os mais jovens recebem treinamento paramilitar.

Os exercícios incluíram o uso de armas, a simulação de rapto de soldados israelenses, e infiltração em território israelense através de túneis. Os retratos de líderes israelenses foram utilizados como alvo na prática de alvo para o curso de snipers.

"Participamos no acampamento por isso sabemos como combater o inimigo sionista e recuperar nossa pátria ancestral Palestina", disse um dos adolescentes em um vídeo que foi transmitido pela Channel 2 da televisão israelense.

Na cerimônia de formatura participou líder do Hamas e ex-primeiro-ministro de Gaza, Ismail Haniyeh. O Hamas, que emergiu como o ramo palestino da Irmandade Muçulmana, jurou destruir Israel e, em vez estabelecer um Estado islâmico palestino. O grupo tomou o controle da Faixa de Gaza em 2007, após Israel se retirou do enclave costeiro e entregar, em setembro de 2005, a Autoridade Palestina, liderada pelo presidente Mahmoud Abbas.

O porta-voz do Hamas disse que a alta demanda para entrar no campo forçou os organizadores a expandir o programa e fazer alterações logísticas para dar todos os participantes.

"Eles nos treinaram  para ser combatentes jihadistas a Allah, para libertar a Palestina contaminado pela ocupação dos sionistas, e para estar pronto para a nossa independência iminente, se Deus quiser", disse outro jovem participante entusiasmado.

Hamas organizou acampamentos paramilitares para jovens recrutas a cada ano; mas seus primeiros exercícios de braço militares realizados em suas bases, disse o canal de TV.

A cerimônia de formatura do curso de uma semana foi realizado no estádio principais esportes na cidade de Gaza e incluiu paradas militares, pulando cordas de baixo para cima e através de aros de fogo.

Os participantes mostraram suas habilidades em lidar com rifles e montagem e montagem de peças.

Um Qassam Brigada estimado tem entre 20.000 e 25.000 combatentes nas suas fileiras. No confronto final com Israel morreu cerca de dois mil palestinos em Gaza. Israel afirmou que a maioria deles eram membros das forças do Hamas e outras organizações terroristas, e culpou o Hamas por vítimas civis porque convocou seus lançadores de foguetes e boca de seus túneis transfronteiriços em áreas residenciais de Gaza. Setenta e três israelenses mortos por palestinos durante a guerra. Hamas disparou mais de 4.500 foguetes e morteiros contra cidades israelenses, e lançou vários ataques do mar e através de túneis no território israelense.

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos consideram o Hamas uma "organização terrorista" e exigir que o grupo islâmico a considerá-lo um interlocutor válido para desarmar, reconhecer Israel e os acordos assinados pelo Estado judeu e da Autoridade Palestina.
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Onde estará a Arca da Aliança?
Arca da Aliança - Coisas Judaicas
 “Indiana Jones judeu” diz saber onde está a Arca da Aliança.
Arqueólogo afirma que existe um túnel que leva até câmara secreta
A Arca da Aliança é o artefato mais sagrado e significativo do judaísmo. De grande importância religiosa e histórica, passou a fazer parte do imaginário popular após o lançamento do filme Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida.
O especialista em TI Harry Moskoff, que também é arqueólogo e cineasta amador, recebeu o apelido de “Indiana Jones judeu”. Ele dedicou os últimos 25 anos de sua vida para descobrir a localização dessa “Arca Perdida”.
Onde estará a Arca da Aliança?
Harry Moskoff, o “Indiana Jones judeu”
Em entrevista ao site Israel News, conta que já se reuniu com diversas autoridades rabínicas e arqueológicos de renome mundial em busca de informações. Revestida de ouro puro, a Arca foi construída por orientação de Deus e fez parte da peregrinação dos judeus no Êxodo durante 40 anos.
Era a peça mais importante no Templo de Salomão e ficava no local chamado santo dos santos. Segundo a Bíblia, representava a presença do próprio Deus. Foi vista pela última vez no ano 586 a.C., quando os babilônios conquistaram Jerusalém e destruíram o Templo. O que aconteceu com a Arca permanece um mistério até hoje.
Moskoff acredita que está muito perto de encontrar a verdadeira localização da Arca, afirmando que ela está enterrada no Monte do Templo. Sua teoria, com base em evidências históricas, arqueológicas, topográficas e bíblicas, é que quando encontrar-se a verdadeira localização do Santo dos Santos, a caixa de ouro estará em uma câmara secreta, construída diretamente abaixo, numa sala construída pelo rei Salomão. Segundo tradições judaicas, o rei previu a destruição do Templo e teria edificado esse local como segurança.
De modo geral, acredita-se que a mesquita chamada de “Domo da Rocha” foi construída sobre o local do Templo. Porém, eruditos judeus argumentam que Deus jamais permitiria qualquer edifício ser construído em cima do Santo dos Santos. Moskoff afirma ter estudado a fundo a estrutura do Monte Moriá, nome que os judeus dão ao local. Ele explica que vários historiadores conhecidos afirmam saber a localização exata do templo judaico, contudo “algumas coisas simplesmente não faziam sentido com a topografia original da montanha”.
Sua opção foi manter-se fiel ao relato bíblico e ao livro “À Sombra do Templo” (1982), do famoso arqueólogo israelense Meir Ben-Dov. Um dos trabalhos mais conhecidos de Ben-Dov foi a descoberta de um túnel mencionado nas escrituras judaicas que era usado pelos sacerdotes que estavam “ritualmente impuros”.
“O túnel foi construído na parte sul do Monte. Conduz a um banheiro ritual. Este lugar é descrito no Talmude. Ele (Ben-Dov) descobriu que túnel existe até hoje, da mesma maneira como foi descrito”, disse Moskoff. “Este túnel foi bloqueado há 150 anos e é claro que muitos querem que permaneça fechado. Mais de 2.000 anos depois, o túnel continua inteiro. Se passarmos por esse túnel, ele nos levará até a localização exata do Templo”, comemora.
Para Moskoff o problema é que a maioria dos arqueólogos não são religiosos e minimizam os relatos das Escrituras como fatuais. Por isso não acharam a arca até hoje. “Nenhum deles está procurando a Arca de uma perspectiva verdadeiramente judaica, tradicional e bíblica, conciliando todas as fontes”, defende Moskoff
O principal empecilho para que possa mostrar ao mundo se tua teoria está correta é o fato de as escavações sob o Monte serem proibidas. O local, que também é sagrado para os muçulmanos, é administrado pela Waqf, ligado ao governo da Jordânia.
Perguntado sobre por que dedicar-se tantos anos por algo que não pode provar, Moskoff explica que entende que a revelação da arca está ligada ao cenário dos últimos dias, quando o Templo será reerguido.
“Quando se fala sobre a Arca, não pode deixar de falar sobre o que está acontecendo hoje em Israel. Quase todos os dias, Jerusalém e o Monte do Templo estão nas manchetes. Ao descobrir a Arca ou mesmo outros artefatos relacionados ao Templo poderia iniciar uma revolução”, disse ele.
Ele produziu um documentário explicando sua teoria detalhadamente. Também criou um site para divulgar suas descobertas.
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O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) fez ontem (29), no Rio de Janeiro, o debate Charlie Hebdo - Terrorismo e Liberdade, para discutir causas e razões do ataque a jornal por fundamentalistas islâmicos, que resultou na morte de 12 pessoas no último dia 7. Ao participar do encontro, a consulesa da França no Brasil, Alexandra Baldeh Loras, disse que o debate sobre o tema deve ser o mais amplo possível, com a participação de todos os segmentos da sociedade, com o objetivo de evitar o incitamento ao ódio social.
Para ela, os franceses repetem hoje o que foi feito com os judeus na 2ª Guerra Mundial. Na época da guerra, uma parte da população foi excluída e mandada para campos de extermínio. ''Isso também é um tabu para a França''. O país tem que assumir o seu passado de 400 anos de escravidão e 300 anos de colonização, ''que são a riqueza da França hoje''. Alexandra lembrou que esses povos lutaram para que a França se tornasse um país livre e, depois, árabes e africanos ajudaram a reconstruir a França ''E hoje não queremos ver a figura da França multicultural, multirracial, que é uma coisa maravilhosa'', lamentou.
Descendente de judeus e de muçulmanos, ela defende que se coloque nos livros escolares franceses as grandes figuras de negros, árabes e judeus que ajudaram a construir a história da França, para mostrar que "todas as etnias trouxeram coisas boas para este mundo". Ela enfatizou que, em um mundo onde, no máximo, 30% são brancos, já não dá mais para escutar bobagens, como as que relatam que as coisas maravilhosas foram feitas somente por brancos.
Mesmo que perca a posição de consulesa, Alexandra não pretende ficar quieta. Ela promete ser porta-voz das minorias, mas que não quer fazer política, somente compartilhar sua experiência como descendente de minorias, de imigrantes, ''mas também francesa''. Para ela, ainda existe apartheid social e racial na França. ''É muito difícil a pessoa se desenvolver como ser humano quando vê só escravidão, colonização e, pelas mídias, só violência, apontando que se é violento, indesejável na França.''
Alexandra acrescentou que a Justiça praticada na França não é a mesma para quem comete corrupção - para branco, negro ou descendente de imigrantes. Em sua opinião, esse conjunto de fatores acaba contribuindo para levar os jovens para o terrorismo contra os próprios franceses.


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Tribunal egípcio bane Hamas e o classifica como terrorista
CAIRO (Reuters) - Um tribunal egípcio baniu neste sábado o braço armado do grupo palestino Hamas e o classificou como uma organização terrorista.
O Hamas é uma ramificação da Irmandade Muçulmana do Egito, que as autoridades também declararam como sendo um grupo terrorista e vem reprimindo sistematicamente, desde que o exército derrubou um de seus líderes, Mohamed Mursi, da presidência em 2013.
"O tribunal decidiu banir as Brigadas Qassam e classificá-las como grupo terrorista", disse o juiz do tribunal especial do Cairo que lida com casos urgentes.
Autoridades egípcias dizem que armas são contrabandeadas da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, para o Egito, onde acabam chegando aos grupos militantes que lutam para derrubar o governo do Cairo, apoiado pelo Ocidente.
Militantes islâmicos baseados na região do Sinai, que faz fronteira com Gaza, já mataram centenas de policiais e soldados desde o fim da carreira política de Mursi. A insurgência se espalhou a outras partes do Egito, o país árabe mais populoso.

(Por Michael Georgy)
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Israel nega ter autorizado novas casas em assentamentosJerusalém - Israel  negou nesta sexta-feira que tenha autorizado a construção de novas casas em assentamentos da Cisjordânia , como informaram ONG locais, e disse que se trata apenas de renovação do procedimento para a edificação de casas já autorizadas.
Fontes do governo israelense disseram à Agência Efe que, "ao contrário das informações" divulgadas hoje, "não houve autorização alguma para novas construções" em assentamentos judaicos da Cisjordânia.
Segundo duas organizações locais que supervisionam a atividade colonizadora de Israel como "Terrestrial Jerusalem" e "Paz Agora", o Executivo teria aberto hoje um concurso público para a construção de 430 novas casas em assentamentos judaicos no território ocupado da Cisjordânia, medida que originou duras críticas por parte de dirigentes palestinos.
"Essas informações diziam respeito meramente a renovação automática do procedimento de autorização de construção de novas casas, anunciado há um ano durante as negociações com os palestinos e conhecidas por todas as partes. Não foi autorizada a construção de nova casa ", enfatizou o alto funcionário.
De acordo com as ONGs, o concurso abrange 112 casas na colônia de Geva Binyamin, 156 em Elkana, 87 em Alfei Menashe e 84 em Kiryat Arba.
A Paz Agora adiantou que as autoridades israelenses apresentaram um concurso para a construção de um hotel no assentamento de Ma"aleh Adumim, na Cisjordânia, e outros para escritórios e comércios nessa colônia judia e na de Immanuel.
O chefe do Departamento de Negociações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, disse que a decisão "não surpreende no contexto da cultura de impunidade outorgada pela comunidade internacional a Israel".
Antes de pedir ao conjunto de nações que deixe de "tratar Israel como um Estado acima da justiça", Erekat disse que o anúncio é um novo exemplo que lembra que "os pedidos vazios ao reatamento das negociações não são substitutos da justiça e não salvarão a solução de dois Estados".
Por sua vez, a ministra da Cultura e Informação da OLP, Hanan Ashrawi, afirmou que "mais uma vez, as vidas, direitos e terras dos palestinos são vulnerados em nome das campanhas eleitorais israelenses", alusão à proximidade do anúncio do pleito previsto para março em Israel.
As ONGs, assim como os altos funcionários palestinos, relacionaram a divulgação do concurso público com a proximidade do pleito geral de março e acusaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanayahu, de estar movido por interesses eleitoreiros.
O porta-voz do primeiro-ministro israelense Mark Regev disse à Agência Efe "não estar familiarizado com essa informação".
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Não queremos guerra com Israel mas não tememos um conflito, diz Hezbollah.

Líder do Hezbollah Nasrallah faz discurso a apoiadores. 30/01/2015. 

O líder do libanês Hezbollah disse nesta sexta-feira que o grupo não deseja travar uma guerra com Israel, mas estava preparado para um eventual conflito, reservando-se o direito de retaliar ataques israelenses a qualquer momento, em qualquer lugar.

“Não queremos uma guerra, mas não temos medo de um conflito e temos que saber a diferença entre essas duas coisas, e os israelenses devem também compreender isso muito bem”, disse Sayyed Hassan Nasrallah.

Os comentários de Nasrallah foram feitos durante um evento em homenagem aos seis combatentes do Hezbollah e um general iraniano que foram mortos durante um ataque aéreo israelense em 18 de janeiro.

O Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, respondeu ao ataque na quarta-feira, lançando foguetes que mataram dois soldados israelenses na fronteira com o Líbano.

A violência elevou a tensão entre Israel e o Hezbollah ao pior nível desde uma guerra de 34 dias em 2006, mas ambos os lados pareceram recuar de uma escalada maior.

Dirigindo-se a um salão repleto de apoiadores por meio de uma videoconferência, Nasrallah disse considerar Israel culpado pelo assassinato de qualquer um de seus líderes ou soldados.

“Temos o direito de responder em qualquer lugar e a qualquer momento, e da maneira que considerarmos apropriada”, disse Nasrallah. O discurso foi transmitido ao vivo por canais de notícias árabes e comemorado com rajadas de tiros em Beirute.

Israel não emitiu comentários imediatamente após o discurso de Nasrallah, mas pouco antes o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, culpara os apoiadores iranianos do Hezbollah pelo agravamento na violência.

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Mughniyeh - Coisas JudaicasO líder histórico do grupo terrorista Hezbollah, Imad Fayez Mughniyeh, que morreu na sequência de uma misteriosa explosão em Damasco em 12 de fevereiro de 2008, foi morto em uma operação conjunta com o serviço secreto israelense Mossad e da CIA, revela um relatório da Washington Post.

O relatório acrescenta que a operação teve a necessária  aprovação final do ex-presidente dos EUA, George W. Bush.

A informação também indica que a bomba foi fabricada nos Estados Unidos e da Agência Central de Inteligência tinha observadores no terreno na capital síria, eles estavam seguindo Mughniyeh; mas o artefato explosivo foi detonado por controle remoto a partir de Israel.

"A maneira com que foi preparado, os Estados Unidos poderiam objetar e atrasar; mas não executar a operação ", disse ele ao jornal um ex-inteligência.

O relatório, confirmou o jornal por cinco ex-membros da inteligência norte-americana e indica que os Estados Unidos ajudaram a preparar a bomba, que foi testado até vinte vezes em uma instalação secreta na Carolina do Norte, para garantir que não haveria danos colaterais.

Mughniyeh foi morto em operação conjunta do Mossad e da CIA"Nós detonamos 25 bombas com certeza que iria funcionar", disse um ex-alto funcionário da inteligência americana ao jornal. 

Uma autoridade dos EUA disse que era importante para Israel para puxar o gatilho que ativou o dispositivo que eliminou Mughniyeh. "Foi a vingança", disse ele.

Mughniyeh foi um dos fundadores do Hezbollah militar e tornou-se o chefe de operações internacionais da organização terrorista xiita.

Foi implicado no atentado à embaixada dos EUA em Beirute em 1983, no ataque à embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, e na sede do centro comunitário AMIA na capital da Argentina, onde eles foram mortos 85 pessoas.
Mughniyeh foi morto em operação conjunta do Mossad e da CIA
O terrorista libanês xiita pró-iraniano também estava envolvido no assassinato do chefe da CIA no Líbano, William F. Buckly em 1994 eo bombardeio das Torres Khobar, na Arábia Saudita, em 1996.

Após a invasão do Iraque pelos EUA, Mughniyeh foi responsável por armar e treinar as milícias xiitas iraquianas que realizaram ataques mortais contra as tropas norte-americanas.

Com este pano de fundo, Mughniyeh no topo da lista dos EUA de terroristas procurados.

Mughniyeh "era um agente do Irã", disse o ex-chefe da inteligência militar israelense como dizendo.


O relatório



Washington Post indica que a administração Bush considerou Mughniyeh como uma grande ameaça à segurança dos EUA.
Um ex-funcionário dos EUA, que estava estacionado em Bagdá, disse que "tinha uma licença para encontrar e eliminar Mughniyeh, e qualquer um que estava ligada a ele."

A CIA tinha para obter aprovação especial de Bush para realizar a operação para eliminar Mughniyeh; enquanto o director nacional procurador geral de inteligência, conselheiro de segurança nacional e do Gabinete de Assessoria Jurídica de os EUA, todos devem assinar o plano. Um oficial afirmou que o processo para obter autorização para a operação foi "rigoroso e tedioso".

Oficiais de inteligência tiveram que provar que Mughniyeh e Hezbollah era uma ameaça constante para os Estados Unidos. "A decisão foi a de que tínhamos de ter a confirmação absoluta de que era um ato de auto-defesa", disse um ex-funcionário da inteligência citado pelo jornal.

"Tudo o que posso dizer é que, embora continue respirando, era uma ameaça, seja no Líbano, no Iraque ou em qualquer lugar. Ele era um funcionamento muito inteligente, dedicada e eficaz, o lado do mal ", disse o ex-embaixador dos EUA no Iraque, Ryan C. Crocker o jornal.

O relatório acrescenta que a CIA sabia há pelo menos um ano em que ele estava vivendo Mughniyeh, antes de matar, e que o Mossad trouxe a idéia de uma operação conjunta.

Hezbollah culpou na época Israel pela morte de Mughniyeh. Até agora ele tinha transcendido pouca informação sobre a operação conjunta da Mossad e CIA, diz o jornal.

Dois agentes de inteligência dos Estados Unidos também tiveram a oportunidade de matar o chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani, ele andou com Mughniyeh, disse o Washington Post; mas devido à falta de autorização do presidente dos EUA não poderia fazê-lo por falta de base legal.

De acordo com o Sunday Times de Londres, Mughniyeh morreu após sair de uma recepção organizada pelo embaixador do Irã em Damasco, Hojatoeslam Ahmad Musavi, para comemorar o vigésimo nono aniversário da vitória da revolução iraniana. Mughniyeh subiu em sua prata Mitsubishi Pajero 4x4 veículo off-road, modelo 2006, não percebendo que veículo travesseiro tinha sido substituído por um outro que tinha um engenho explosivo.
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Discute-se muito o que hoje constitui uma alimentação saudável. 

Buscam-se opiniões consultando endocrinologistas, nutricionistas, e outros especialistas ou …todos eles de uma vez!

Buscam-se opções avaliando cardápios, calorias, benefícios de certos alimentos ou a eliminação de outros na dieta como os "vilões", carboidratos. Mas nada que radicalize demais é recomendável. 

Há pessoas que optam pelo vegetarianismo por não apreciarem o sabor da carne, ou por encontrarem em seu consumo um grande malefício: para sua saúde e outros por considerarem moralmente errado matar um animal para comer. 

A dieta vegetariana é uma das opções adotadas por quem quer levar uma vida equilibrada e saudável. Mas do ponto de vista judaico como ela é avaliada?

Para o judaísmo atividades comuns entre as quais comer, dormir, dirigir os negócios, relacionar-se, etc. – são parte do serviço a D'us, não menos que a observação ritual da tefilá, limudei Torá, tsedacá e outras mitsvot 

Atividades de nosso dia-a-dia são a ponte através da qual acessamos níveis mais elevados, entre os quais o simples ato de comer. Mais que visar nossa sobrevivência, alimentar-se é um meio de trazer santidade a nossa vidas. 

De que forma isto é possível? Observando as leis conforme indicadas na Torá: é permitido que se coma carne, desde que o animal seja: de uma espécie permitida pela Torá (Vayicrá cap. 11); ritualmente abatida (shechitá – Devarim 12:21), tenha removidos os elementos não-casher (sangue e determinadas gorduras e nervos - Vayicrá 3:17; Bereshit 32:33); seja preparado sem misturar carne e leite (Shemot 34:26); e as bênçãos apropriadas sejam recitadas (Devarim 8:10). Ao alimentar-se conforme a maneira prescrita pela Torá, e com a intenção apropriada, diz o Talmud, a mesa da pessoa torna-se um altar virtual a serviço de D'us. 

O enfoque da Torá sobre o cuidado com animais:

Consta no Talmud que D'us escolheu Moshê como líder do povo judeu observando como ele preocupava-se em carregar o peso de uma única ovelhinha desgarrada, jamais abandonando seu rebanho ou permitindo que um único animal fosse abandonado a sua própria sorte. 

A Torá enfatiza a compaixão e atenção que devemos nutrir pelos animais. Aqui seguem alguns exemplos de legislação judaica sobre o tratamento que devemos dispensar aos animais:

É proibido causar sofrimento aos animais – tzaar ba'alei chaim. (Talmud – Baba Metzia 32b, baseado em Shemot 23:5); a obrigação de aliviar o sofrimento de um animal, mesmo se o animal pertencer ao seu inimigo. (Shemot 23:5); é proibido comer antes de alimentar o animal (Talmud Berachot 40a, baseado em Devarim 11:15); nossos animais devem descansar no Shabat. (Shemot 20:10); É proibido usar duas espécies diferentes para puxar o mesmo arado, pois seria injusto para com o animal mais fraco (Devarim 22:10); É uma mitsvá espantar a ave mãe antes de tirar seus filhotes. (Devarim 22:7); É proibido matar uma vaca e seu bezerro no mesmo dia (Vayicrá 22:28); 

É proibido cortar e comer o membro de um animal vivo. (Bereshit 9:4; faz parte das Sete Leis de Nôach cuidar deste preceito que se aplica tanto a judeus como a não-judeus); Shechitá, o abate ritual conforme a halachá, Lei judaica, deve ser feito com o mínimo de sofrimento para o animal. A lâmina deve ser meticulosamente examinada para assegurar a forma de morte mais indolor possível (Chinuch 451; Pri Megadim – Introdução às Leis de Shechitá); Caçar animais por esporte é proibido pelos nossos Sábios (Talmud - Avodá Zara 18b; Noda BeYehuda 2-YD 10). 

Hierarquia da Criação

Embora a Lei Judaica defenda o tratamento ético aos animais, o Judaísmo também afirma que os animais são feitos para servir ao homem, como está escrito: "Que o homem domine sobre os peixes, as aves e todos os animais" (Bereshit 1:26). Maimônides aponta os quatro níveis na hierarquia da criação, e cada criatura deriva seu sustento do nível abaixo do ser: 

Nível 1 : Domaim - o reino inanimado (terra e minerais) constitui a existência de nível mais baixo, e se auto-sustenta.
Nível 2: Tzomey'ach - da vegetação nutrida pelo nível anterior, a terra.
Nível 3: Chai – o reino animal que se alimenta da vegetação. 
Nível 4: Medaber - seres falantes (humanos) que se sustentam da vegetação e dos animais.

Quando o alimento é consumido, sua identidade se transforma naquela do ser que o comeu. Assim o Talmud (Pessachim 59b) considera como moralmente justificado comer animais somente quando estamos envolvidos em atividades sagradas e espirituais. É somente então que o ser humano concretiza seu potencial mais elevado, e o animal consumido é também elevado. 

Na percepção judaica, o nível mais alto que um animal pode atingir é ser consumido por um ser humano e usado para o serviço Divino. 

Se a pessoa, por outro lado, age como um animal, sem escrúpulos e por instinto que aperfeiçoamento espiritual poderia estar conferir sobre este animal ao comê-lo? 

Portanto, antes de consumir carne, devemos nos questionar se estamos elevando o animal a um nível superior santificando-o, se realmente estamos beneficiando este animal. Comer deve tornar-se em nossa vida um ato que gera força e energia utilizada para beneficiar o mundo. 

O cabalista do Século Dezoito, Rabi Moshe Chaim Lutzatto, explica que todas as criaturas possuem uma alma. No entanto, a natureza destas almas são distintas. Os animais têm uma alma que os anima e carrega dentro de si os instintos para a sobrevivência, procriação, etc. Somente os seres humanos, com uma alma Divina, têm a capacidade de manter um relacionamento com D'us, de fazer escolhas mais elevadas. 

Consumir carne: uma opção ou obrigação?
No Shabat e chaguim a Torá prescreve o consumo de vinho e carne para celebrar estes dias especiais em nosso calendário de uma forma festiva e que aumente em alegria. Mas para quem não aprecia o consumo de carne, isto é necessário? É uma obrigação? Ou pode tornar-se uma opção não aplicável? 

Historicamente, Adam e Eva foram vegetarianos, pois está escrito: "vegetais e frutas serão seu alimento" (Bereshit 1:29). D'us somente permitiu carne a Nôach e seus descendentes após o Dilúvio (Bereshit 9:3; Talmud Sanhedrin 59b). 

Por que a mudança?

Alguns comentaristas explicam que antes do Dilúvio, o homem estava acima da cadeia alimentar. Após o Dilúvio, o homem caiu de nível e tornou-se ligado à cadeia alimentar, embora no topo dela. A humanidade tinha descido em sua capacidade de influenciar o mundo animal através de ações, e assim foi necessário influenciar o mundo animal mais diretamente: ingerindo-os. Desta forma, a carne foi permitida a Nôach para enfatizar a superioridade do ser humano sobre o reino animal. 

Alguns citam o precedente de Adam e Eva como uma indicação de que num mundo perfeito, i.e., na época futura de Mashiach, os seres humanos retornarão ao vegetarianismo universal. A grande maioria de eruditos rabínicos, no entanto, afirma que as oferendas de animais serão retomadas na Era Messiânica. O Talmud (Baba Batra 75a) de fato declara que quando Mashiach chegar, D'us preparará um banquete baseado em carne para os justos. 

Em conclusão, o Judaísmo aceita a idéia da dieta vegetariana, embora dependendo da intenção da pessoa. O vegetarianismo baseado na idéia de que não temos o direito moral de matar os animais não é uma opinião aceita pelos judeus. 

O vegetarianismo é plenamente aceitável embora muitos judeus observantes e que ao mesmo tempo cuidam da dieta vegetariana acabam consumindo carne, abrindo uma exceção somente quando prescrito pela Torá, como Shabat e Yom Tov. 

Na ordem da Torá que prescreve de nos "guardar cuidadosamente" (Devarim 4:15) exige que prestemos atenção aos assuntos de saúde relacionados a uma dieta baseada em carne. Devemos conhecer sua procedência, se as leis da Torá foram aplicadas em suas minúcias, se os animais foram criados sem administração de hormônios, antibióticos e outras drogas que possam colocar em sérios riscos nossa saúde. A consciência judaica exige constante atenção no sentido de preservar e proteger nosso mundo natural. 

Devemos levar sempre em consideração que tudo que existe na natureza , todas as aves, plantas, cada folha de uma árvore – tudo aquilo que D'us criou neste mundo, possui uma conexão Divina. Se eles forem utilizados como alimento, se tornarão espécies mais elevadas se apropriadamente preparados, ingeridos e tratados com respeito. Porém causar sofrimento desnecessário a qualquer criatura, mesmo não percebendo o mal causado em um simples ato como arrancar a folha de uma árvore sem motivo é desperdiçar seu potencial. 

O Judaísmo permite e as vezes, como no Shabat e Yom Tov, até prescreve a ingestão de carne, desde que a intenção de elevar a energia Divina contida dentro dela seja colocada em prática em seu nível mais elevado. 

Devemos utilizar a energia e potencial existente em cada elemento da natureza a fim de cumprir nossa responsabilidade e obrigação: a de servir a D'us usufruindo da perfeição do mundo ao mesmo tempo em que preservamos seu poder de renovar-se para as futuras gerações.

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  Pela primeira vez na história, ONU realiza sessão especial sobre o antissemitismo


A Assembleia Geral da ONU realizou uma sessão especial para tratar do aumento do antissemitismo no mundo. 
Esta é a primeira vez na história que a instituição aborda o tema. Participaram do encontro 37 países, incluindo Israel, Estados Unidos, os 28 países da União Europeia, Canadá e Austrália. 

De acordo com o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, “o assassinato sistemático de milhões de judeus europeus no Holocausto mostrou o antissemitismo em sua forma mais monstruosa. 

A ONU que quer ser fiel aos seus objetivos e ideais fundadores, tem o dever de se manifestar contra o antissemitismo”. Já Harlem Désir, ministro francês para os Assuntos Europeus, assim se manifestou: "Toda vez que você ataca um judeu por ser judeu, somos todos nós, a comunidade das nações, que estamos sob ataque”. Por sua vez, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Samantha Power, considerou este “um passo importante” para uma organização que, muitas vezes, se tornou "um local de encontro para a deslegitimação de Israel". 

O embaixador de Israel na ONU, Ron Proso, também foi enfático: "Não precisamos de mais monumentos lembrando os judeus assassinados na Europa, e sim de um compromisso forte e duradouro para proteger os judeus que vivem lá hoje".
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Tic Tic Tati
A cantora Fortuna é finalista do “Prêmio Governador do Estado para a Cultura – 2014” - categoria “Arte para Crianças”, pelo DVD “Tic Tic Tati”, inspirado em textos da escritora Tatiana Belinky.
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 Israel e Hezbollah sinalizam fim de breve confrontação



Homem conforta Tali Kalangel, mulher do soldado israelense Yochai Kalangel, morto durante ofensiva do Hezbollah, durante seu enterro nesta quinta-feira (29) (Foto: Gali Tibbon/AFP).

Homem conforta Tali Kalangel, mulher do soldado israelense Yochai Kalangel, morto durante ofensiva do Hezbollah, durante seu enterro nesta quinta-feira (29) (Foto: Gali Tibbon/AFP)

Israel e o Hezbollah deram sinais nesta quinta-feira (29) de que seu raro confronto na fronteira entre o Estado judeu e o Líbano terminou depois que os guerrilheiros libaneses mataram dois soldados israelenses em retaliação a um ataque aéreo mortífero na Síria na semana passada.

Israel disse ter recebido uma mensagem da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Unifil, na sigla em inglês) dizendo que o grupo islâmico Hezbollah não está interessado em uma escalada no conflito.

Saiba mais




Em Beirute, uma fonte libanesa a par da situação disse à Reuters que Israel informou ao Hezbollah através da Unifil que “irá lidar com o que aconteceu ontem e que não quer que a batalha se expanda”.

Indagado na Rádio do Exército israelense se o Hezbollah procurou frear o combate, o ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, afirmou: “Há linhas de coordenação entre nós e o Líbano via Unifil e tal mensagem de fato foi recebida do Líbano”.

Uma saraivada de mísseis teleguiados do Hezbollah matou um major de infantaria e um recruta israelenses quando eles circulavam em veículos civis sem identificação ao longo da divisa libanesa na quarta-feira.

Em seguida, Israel lançou uma ofensiva áerea e de artilharia, e um soldado espanhol da tropa pacificadora da Organização das Nações Unidas (ONU) foi morto. O embaixador da Espanha na ONU culpou os disparos israelenses por sua morte.

Foi o embate mais violento na fronteira desde 2006, quando Hezbollah e Israel lutaram durante 34 dias. A divisa estava tranquila nesta quinta-feira, embora a mídia libanesa tenha relatado sobrevoos de drones (aeronaves não tripuladas) da Força Aérea israelense.
Os dois lados parecem compartilhar o interesse em evitar um aprofundamento da violência. O Hezbollah está ocupado ajudando Damasco na guerra civil síria, e o nível de destruição no Líbano durante o conflito de 2006, que terminou em um impasse, também pode estar sendo levado em conta.

Veículos pegando fogo são vistos perto da aldeia de Ghajar, na fronteira de Israel com o Líbano. Um ataque com mísseis do Hezbollah feriu 4 soldados israelenses, o maior ataque a forças israelenses pelo grupo libanês desde a guerra de 34 dias em 2006. 
 Israel e Hezbollah sinalizam fim de breve confrontação



Enterros

Centenas de pessoas, incluindo soldados da brigada Givati, acompanharam o enterro do capitão Yochai Kalangel, de 25 anos, no cemitério militar do monte Herzl, em Jerusalém.

O capitão Kalangel, promovido a comandante a título póstumo, morreu na quarta-feira ao lado do sargento Dor Chaim Nini na explosão de mísseis lançados contra um comboio da brigada Givati perto de Ghajar, na área ocupada das fazendas de Shebaa, na tríplice fronteira de Israel, Síria e Líbano. Sete soldados foram feridos.

Chaim Nini, 20 anos, promovido a sargento-chefe, será sepultado durante a tarde em Shtulim, perto de Ashdod.
Os militares foram vítimas de pelo menos cinco mísseis, segundo a imprensa israelense.