Eliana Didio


Relatos da viagem do rabino David D’ Beth Hillel sobre as viagens que realizou entre 1824 a 1832, explica que um judeu negro de Cochin (Kochi, também conhecida como Cochin, é uma cidade situada no estado de Kerala, localizado no sul da India, lhe disse que havia estado em uma feira fora das muralhas de uma grande cidade chinesa e havia conhecido gente que vivia nessa cidade. 

Nunca permitiram estrangeiros cruzarem as portas, mas quando souberam que era judeu, disseram que também eram judeus e que o país do outro lado do rio pertencia a eles.

Não lhe permitiram entrar na cidade, mas deram comida e bebida, entre outras coisas havia carne cozida com leite. O judeu de Cochin não aceitou e perguntou a seus anfitriões como podiam comer o que era proibido para os judeus da Índia e do mundo inteiro.

Eles disseram que Moisés só proibiu de servir com o leite da mãe. Explicaram que aquela carne não foi fervida com leite da mãe, pois eles controlavam rigorosamente seus animais e se asseguravam disso.

O Judeu de Cochin insistiu dizendo pelo Talmud era proibido misturar carne com qualquer tipo de leite, e eles responderam perguntando: “Quem tem mais autoridade, Moisés ou o Talmud?”

Na cidade de Kaifeng na China, ao sul do rio Amarillo, na província de Henan, há uma antiga comunidade de judeus (mais exato descendentes). Tem característica ligeiramente diferente do resto da população da província. Usavam um Yamulka azul (boné), comiam pão sem fermento, não comiam carne de porco, fazem circuncisão e observavam o shabat, mas depois das revoluções comunistas deixaram de fazê-lo.

Mas havia uma rua, conhecida como Nan-Xuejing Hutong. A sinagoga foi fundada há mais de 100 anos, mas estão em pé algumas lápides de pedra desgastadas com caracteres chineses e frágeis antigas toras, quem são a chave dos judeus que eram conhecidos como “A gente que arranca os tendões”.


Não se sabe como chegaram ali e nem quando.  Há um relato que diz que chegaram desde Jerusalém árabe há mais de 900 anos. Um investigador Chinês de origem judia, Pan Guandan, que morreu há mais de 40 anos, acreditava que sua comunidade descendia originariamente de judeus que emigraram da zona Cochin da Índia no século II a.C. que navegaram até a China em algum momento do século XI d.C.

Outros chegaram através da Pérsia. 

Dizem que foram comercializar em tempos da dinastia Song. Intercambiaram tecido de algodão por seda e se estabeleceram em Kaifeng, que era a capital da China.

O imperador lhes outorgou 7 nomes chineses para eles usarem. Prosperaram como comerciantes e banqueiros e alcançaram posições influentes. . Durante séculos se casaram com a maioria local Han, adaptaram sua língua e seus costumes e foram perdendo gradualmente suas tradições.

Em 1163, os judeus de Kaifeng construiram uma belíssima sinagoga, que foi renovada e reconstruída muitas vezes. Ela estava localizada no distrito judaico da cidade, no coração do que foi uma rua chamada Jiao Jing (ou "Viela do Ensino da Escritura").

Desejando preservar a sua memória coletiva para as futures gerações, os judeus de Kaifeng ergueram monumentos de pedra conhecidos como empunhaduras, construídos em 1489, 1512, 1663 e 1669, nos quais eles gravaram a história de sua permanência na China. Duas dessas empunhaduras estão agora no museu municipal de Kaifeng.
 
Os judeus chineses de Kaifeng, vistos por Yin Xin.

Em meados da primeira década do século XIX, a assimilação generalizada e os casamentos mistos causaram grandes perdas, enfraquecendo a comunidade numérica e espiritualmente. O último rabino de Kaifeng faleceu durante a primeira metada do século XIX e algumas décadas mais tarde, tanto a sinagoga como a comunidade à qual ela servia já não existiam mais.
Mas a estória não terminou aí. Contra todas as probabilidades, os judeus de Kaifeng lutaram para preservar o seu senso de identidade e consciência judaicas, passando adiante o pouco que sabiam para os seus filhos e netos. Simultaneamente eles pediram ajuda à coletividade judaica mundial, implorando, há um século atrás, pelo envio de professores e rabinos para educar a sua juventude e restaurar o seu conhecimento e os hábitos judaicos.

Infelizmente, aquele pedido de ajuda foi em grande parte ignorado e parecia que a cortina iria finalmente fechar-se sobre a saga de mil anos da coletividade judaica de Kaifeng.´
Até hoje:
Lentamente e um tanto hesitantes, Shlomo e Dina Jin entraram na sala, ansiosos para escutar a decisão da Corte Rabínica em relação ao seu pedido para retornar ao Povo Judeu. Era um momento de profundo significado, não apenas para o agradável casal, que havia feito um longo e muitas vezes agonizante caminho, mas também para a comunidade que eles deixaram na China, a sua terra natal.

Shlomo Jin é oriundo de Kaifeng, localizada ao sul do Rio Amarelo, uns 1.100 quilômetros de Pequim. Ele é um descendente da outrora próspera comunidade judaica da cidade, a qual se estabeleceu na area durante o reinado da dinastia Song, fazem mais de 1.000 anos.

De acordo com a lenda, o imperador Song teve dificuldade para pronunciar os nomes hebraicos dos recém chegados, então ele destinou o seu nome de família e o de seis dos seus ministros para os judeus chineses. Estes sete nomes - Zhao, Li, Ai, Zhang, Gao, Jin e Shi – foram usados pelos judeus de Kaifeng através dos séculos e Shlomo traça suas raízes ao clã Jin.

Em 1163, os judeus de Kaifeng construiram uma belíssima sinagoga, que foi renovada e reconstruída muitas vezes. Ela estava localizada no distrito judaico da cidade, no coração do que foi uma rua chamada Jiao Jing (ou "Viela do Ensino da Escritura").
Desejando preservar a sua memória coletiva para as futures gerações, os judeus de Kaifeng ergueram monumentos de pedra conhecidos como empunhaduras, construídos em 1489, 1512, 1663 e 1669, nos quais eles gravaram a história de sua permanência na China. Duas dessas empunhaduras estão agora no museu municipal de Kaifeng.

Em meados da primeira década do século XIX, a assimilação generalizada e os casamentos mistos causaram grandes perdas, enfraquecendo a comunidade numérica e espiritualmente. O último rabino de Kaifeng faleceu durante a primeira metada do século XIX e algumas décadas mais tarde, tanto a sinagoga como a comunidade à qual ela servia já não existiam mais.

Mas a estória não terminou aí. Contra todas as probabilidades, os judeus de Kaifeng lutaram para preservar o seu senso de identidade e consciência judaicas, passando adiante o pouco que sabiam para os seus filhos e netos. Simultaneamente eles pediram ajuda à coletividade judaica mundial, implorando, há um século atrás, pelo envio de professores e rabinos para educar a sua juventude e restaurar o seu conhecimento e os hábitos judaicos.

Infelizmente, aquele pedido de ajuda foi em grande parte ignorado e parecia que a cortina iria finalmente fechar-se sobre a saga de mil anos da coletividade judaica de Kaifeng.
Até 10/06/2005:
Pois quando Shlomo Jin se apresentou perante a corte rabínica para a conversão em Jerusalém duas semanas atrás, ele marcou um ciclo histórico que se fechava. Pela primeira vez, uma família de descendentes dos judeus de Kaifeng estava retornando ao Povo Judeu e à Terra de Israel.

Shlomo e sua esposa passaram o último ano estudando Judaísmo sob a tutela de um estudante de yeshiva (academia rabínica) que domina o idioma chinês, recrutado para este propósito pela organização Shavei Israel. A filha de Shlomo, Shalva, já tinha previamente submetido-se à conversão por uma corte rabínica em Haifa e agora era a vez de Shlomo e sua esposa Dina de fazerem o mesmo.

Eles responderam a perguntas sobre vários assuntos referentes a lei e a hábitos judaicos e, demonstraram o seu comprometimento em viver um estilo de vida judaico e observante. Os rabinos sentiram simpatia e respeito pelo casal e estavam nitidamente comovidos pela sua saga pessoal e histórica.

Quando eles souberam que foram aceitos novamente como parte do Povo Judeu, as lágrimas de alegria de Shlomo e de Dina fluíram livremente e com razão. O sonho o qual por tanto tempo eles alimentaram finalmente estava se tornando realidade.

Mas eu não tenho dúvidas que, pelo menos algumas dessas lágrimas foram inspiradas pelo tratamento que eles tiveram nas mãos do governo de Israel, o qual tem demonstrado constantemente uma aterroradora falta de interesse pelo destino dos descendentes dos judeus de Kaifeng, várias centenas dos quais ainda permanecem na China.

Pouco após o estabelecimento de relações diplomáticas entre China e Israel em 1992, Shlomo Jin foi até a embaixada de Israel em Pequim, portanto em suas mãos a sua permissão de residência chinesa onde constava a sua nacionalidade como "Judeu". Ele quis apresentar um pedido para fazer aliá para assim poder realizar o sonho de sua vida, ir para Tzion (Sião).

Quando o funcionário da embaixada soube sobre a razão da sua visita, pediu a Shlomo que se retirasse. Por dois dias inteiros ele esperou do lado de fora, com a esperança de que alguém da embaixada pelo menos saísse para escutar a sua estória e talvez tentasse ajudar. Mas tal como os apelos de ajuda de seus ancestrais para a coletividade judaica mundial, o apelo de Shlomo também foi ignorado e ele foi forçado a retornar à Kaifeng de mãos vazias.

Quando finalmente, Shlomo chegou a Israel cinco anos atrás, ele e sua família receberam um insensível tratamento pelo Ministério do Interior, o qual repetidamente quis expulsá-los do país. Ao invés de acolher Shlomo como a um irmão a muito perdido que retorna ao lar, as autoridades israelenses trataram-no como um estrangeiro ilegal.

Esperançosamente, aqueles dias agora ficaram para trás para a família Jin e eles podem olhar adiante para construir um futuro judaico em Jerusalém. Shalva está fazendo o seu serviço nacional no Hospital Shaarei Tzedek, enquanto isto Shlomo e Dina estão procurando trabalho.

A odisséia da família Jin é uma lição inspiradora sobre o poder da memória judaica. Ela demonstra convincentemente que não importa o quão distante uma alma judia possa estar – até mesmo em terras longínquas da China – ela pode e, finalmente retornará.

Há muito mais almas judias lá fora, batendo na nossa porta coletiva, esperando para poderem entrar. O desafio para Israel é encurtar a burocracia e abrir-lhes o caminho para que possam fazê-lo.

Diferente da maioria das paradas nas andanças do Povo Judeu, a China proporcionou-lhes agradáveis boas-vindas, livres de ódio e opressão tão presentes em todos os lugares da Diáspora.

Eram chamados de “muçulmanos de boné azul”, porque não comiam porcos e levavam Yarmulkas (bonés) azuis. Alguns grupos de judeus se estabeleceram em outras cidades, como Hangchow w Canton e também se integraram. Houve um tempo no século XIX, quando os Sassons, Hardoons e Kadoories. construíram seu império comercial com sucursais em Xangai, Canton e Hong Kong, aonde muitos deles trabalharam para judeus sírios e Baghdadis, voltando assim a seguir à religião novamente.

 No ano de 1912, o lugar do que fora a sinagoga judaica de K’ai-feng-fu, na província de Honan, foi vendido à Igreja Episcopal canadiana, fechando-se assim um dos mais fascinantes capítulos da história judaica. Durante quase oitocentos anos, os judeus de K’ai-feng-fu tinham orado na sua sinagoga que, por meio de fogo, de inundações, de água e de revoltas, havia sido destruída e reconstruída muitas vezes.

Separados dos seus correligionários de outras terras, estes judeus tinham mantido o seu testemunho distinto, os seus costumes e a sua lei. Tinham-se tornado conhecidos dos seus vizinhos como T’iao-chin-chiao, religião dos que tiram os nervos e tendões da carne. Só ficaram os restos de sete grupos do que fora outrora uma comunidade rica e florescente. 

Não possuíam chefe. O último rabi morrera há muito e a sinagoga ficara em ruína. Os catálogos da Lei haviam sido destruídos e a oração de Shabat terminara. Pouco os distinguia dos seus vizinhos, salvo o fato de não comerem carne de porco, se recusar a adorar os ídolos e a queimar incenso aos antepassados.

Mas hoje em dia já não tem mais uma identidade cultural própria. Dizem que não se distinguem do resto dos chineses, mas há alguns que se definem como Youtai (judeus).

Judeus hoje na China

Daneal Charney (Residente em Toronto, viveu e trabalhou na China durante dois anos.)       
Quando encontrei em Beijing (Pequim), num armazém local, símbolos judaicos, após ter estado na China por quase 2 anos, para mim foi o achado do século. Os pequenos rolos redondos simbolizavam a presença histórica do povo judeu na China e a conexão das comunidades judaicas modernas de Xangai e Beijing.

Esta conexão se tornou pública em agosto, através da televisão no mundo inteiro, quando a Sra. Hilary Clinton inaugurou oficialmente a Sinagoga recém restaurada, Ohel Rachel, no coração do centro de Xangai.

Este acontecimento é o resultado de 17 anos de insistência, por parte do Rabino Americano Arthur Schneider, perante as autoridades chinesas, para que deixassem o prédio onde ficava a Comissão Educacional de Xangai e o restaurassem como era originalmente. O prédio é um de vários que atendiam à comunidade judaica de Xangai nos anos 40 e composta de 30.000 membros.

A visita de Clinton foi posterior àquela do rabino em junho, uma das diversas feitas por ele na intenção de fazer com que o governo chinês reconhecesse a religião judaica como religião. Com o retorno de Hong Kong à China a comunidade judaica do continente, composta de 400 membros, passou a 3.000, reforçando a posição do rabino Schneider.

O número de judeus que visitam a China subiu muito nos últimos anos, inclusive os casamentos mistos com chineses.

Resta ver se o governo chinês estará disposto a restaurar outras sinagogas (mais seis) em Xangai e qual o uso delas. Até agora não se sabe até que ponto a atual sinagoga restaurada será aberta ao público judaico. Vinte e seis meses atrás, o líder comunitário, Seth Kaplan, residente em Xangai recebeu judeus de todas as comunidades.

Na virada do século XX, somente 140 judeus chineses se encontraram em Kaifeng. Por irônico que possa parecer, a tolerância e a falta de ameaças que atraíram inicialmente os judeus na China tornou a assimilação fácil.

A Sinagoga de Kaifeng e os textos sagrados foram destruídos diversas vezes e não tendo uma liderança central, a comunidade se dispersou e os casamentos mistos aumentaram.

Hoje, ainda existem chineses que se dizem descendentes de judeus. Entre eles, o Sr. Shih Hung-Mo, de idade avançada, que vive em Taiwan. Durante entrevista com rabino Marvin Tokayer em 1974, Shih disse que seus antepassados vieram a Kunming no início da dinastia ming, ou seja, pouco depois do ano 1368. Shih vive sozinho em Taiwan, porque diz não ter encontrado uma moça judia para se casar.

Três das mais notáveis famílias de judeus sefaradim foram os Sassoons, Hardoons e Kadoories. Contribuíram muito ao desenvolvimento chinês e deixaram seus legados de diversas maneiras. O Peace Hotel, por exemplo, foi construído por Victor Sassoon em 1840.
A volta da presença judaica em Xangai guarda singular importância histórica. A metrópole se transformou, nas décadas de 1930 e 1940, em um dos destinos dos judeus que fugiam dos horrores do nazismo. 

A comunidade judaica xangaiense data da abertura da cidade ao comércio internacional, no século 19, com famílias oriundas, sobretudo, do Iraque (Bagdá) e da Índia (Bombaim). Também chegaram à metrópole, um dos centros urbanos mais cosmopolitas da Ásia na primeira metade do século passado, judeus russos que fugiam de perseguições czaristas e, também, do avanço bolchevique.

Assim a China se tornou o grande refúgio dos judeus no século XX. Após os "pogroms" e a revolução russa, os judeus russos se refugiaram em Harbim e mais tarde em Xangai. Com a ascensão do nazismo na Alemanha, os refugiados judeus aumentaram. Calcula-se que na China chegaram a 30.000 o número alto de estrangeiros, considerando que havia 100.000 estrangeiros ao todo na China. A maioria viveu em Tianjin, Harbin e Xangai. A comunidade de Xangai foi a mais numerosa e incluía judeus sefaradim, russos e diversos refugiados europeus. Tiveram sinagogas, clubes, hospitais e lojas.

Em 1937, o Japão invadiu a China e, quatro anos depois, impôs em Xangai a criação de um gueto para grande parte da comunidade judaica: os cidadãos de países das forças aliadas antinazistas e para os refugiados oriundos da Alemanha, Áustria ou Polônia. Ao final da guerra, a metrópole chinesa abrigava cerca de 24 mil judeus, comunidade que desapareceu após a chegada dos comunistas ao poder em Pequim, em 1949. A emigração judaica buscou, principalmente, Israel, Estados Unidos, Austrália e Hong-Kong.

A conexão história judaica-chinesa tem um final feliz. Devido à tolerância religiosa na China os judeus viveram pacificamente durante centenas de anos e neste século, acharam refúgios, durante os "pogroms" russos, e as perseguições nazistas. Em 1949, a China fez um gesto humanitário, permitindo a entrada de 20.000 refugiados judeus sem vistos. A China foi o único país que não fechou as portas os judeus após 1938.

Assim a China se tornou o grande refúgio dos judeus no século XX. Após os "pogroms" e a revolução russa, os judeus russos se refugiaram em Harbim e mais tarde em Xangai. Com a ascensão do nazismo na Alemanha, os refugiados judeus aumentaram. Calcula-se que na China chegaram a 30.000 o número alto de estrangeiros, considerando que havia 100.000 estrangeiros ao todo na China. A maioria viveu em Tianjin, Harbin e Xangai. A comunidade de Xangai foi a mais numerosa e incluía judeus sefaradim, russos e diversos refugiados europeus. Tiveram sinagogas, clubes, hospitais e lojas.

“Apesar de após 1950 a maioria dos estrangeiros deixaram a China, os judeus continuaram em grande proporção, entre os que ficaram para construir a ‘Nova China”. Por exemplo, o judeu americano Sidney Rittenberg, que viveu na China desde os anos 40 e que ficou, se tornou um alto membro do partido comunista. Atualmente vive nos EE.UU. com sua esposa chinesa Yulin.

As relações oficiais entre a China e Israel desde 1993 ampliaram os intercâmbios econômicos e sociais. O interesse crescente no judaísmo entre os acadêmicos chineses resultaram na fundação do Centro para Estudos Judaicos e Israelenses em Xangai e uma cadeira de quatro anos de estudos de literatura e língua hebraica na universidade de Beijing. O centro de Xangai também providencia tours turísticos no velho bairro judaico em Hongkew.

Em 1994 um Seminário Internacional de Judeus em Xangai reuniu 200 antigos refugiados que vieram dos EE. UU, Israel, Áustria, França, França e Alemanha e que viveram no distrito de Hongkew em Xangai, fugindo do viveu em Xangai. Atualmente é o dono de um grupo de formas "Eisenberg Group" e fez várias associações de investimentos de fábricas em Xangai.

Judeus jovens como eu, que viajamos para a China por motivos profissionais e achamos uma parte de nossas raízes aqui, ficamos maravilhados. No mês de novembro passado, um grupo de 13 jovens judeus foi para Kaifeng para o jantar do shabat. Neste jantar participaram alguns membros da comunidade judaica local que não tinha praticado esta tradição há muito tempo.

 Chabad em Xangai



 A China foi uma das poucas nações a dar as boas vindas aos judeus que fugiam da perseguição nazista, e muitos se dirigiram a Xangai. Com a Revolução Comunista, porém, a maioria deixou o país.

Agora, décadas depois, uma pequena comunidade judaica é liderada por Rabi Shalom Greenberg e sua esposa, Dena. Eles estabeleceram o Chabad de Xangai, em 1998.

P: Quantos judeus existem em Xangai, e de onde apareceram?
R: Há cerca de 200 famílias judias vivendo em Xangai. Veio, na sua maioria, dos Estados Unidos, Europa, Austrália, África do Sul e América do Sul. Temos também alguns viajantes que nos procuram em busca de um pouco de Judaísmo.

P: Quais os desafios que vocês encontram no Shabat em Xangai?
R: Bem, o Judaísmo não é oficialmente reconhecido pelo governo, portanto, fazemos reuniões em particular, em nosso apartamento. Não temos permissão de operar uma sinagoga, e oficialmente, somente estrangeiros podem comparecer. Portanto, fazemos os serviços em casa, e às sextas-feiras recebemos cerca de 30 pessoas à nossa mesa do Shabat.

P: Como conseguem comida casher?
R: É aí que a vida começa a ficar interessante. Temos de trazer tudo nós mesmos, em malas, e muitas pessoas confiam em nós para arrumar comida casher para elas. Precisamos ir a Hong Kong para isso, onde o rabino de Chabad local nos ajuda a obtê-la.

P: Há muitos judeus em Hong Kong?
R: Bem, é a maior população judaica da China. Eu diria que existem aproximadamente 3.000 famílias judias vivendo ali.

P: Descreva a atitude dos chineses em relação a vocês.
R: As pessoas dizem que nos respeitam, e acreditam que haja muitas semelhanças entre a cultura chinesa e judaica. Eles também se orgulham do porto seguro que a China nos ofereceu durante a Segunda Guerra. É um desafio estar a milhares de quilômetros de casa, porém, mais uma vez, é aí que estão as recompensas.
Sinagoga Ohel Raquel


 Em março passado, Xangai testemunhou o primeiro casamento realizado na sinagoga Ohel Rachel após praticamente seis décadas. "Para nós, estar aqui nesta noite é muito emocionante e estimulante, e esperamos ter muitos outros eventos neste local", declarou Uri Gutman, cônsul israelense na metrópole chinesa. 

A cerimônia ocorreu após negociações com as autoridades locais, pois o prédio da sinagoga, construído em 1920, é administrado atualmente pelo Ministério da Educação de Xangai, que usa o espaço, algumas vezes, como auditório.


Serviços religiosos são, eventualmente, permitidos na sinagoga Ohel Rachel, mas há décadas lá não ocorria um casamento. O primeiro serviço religioso, desde 1952, aconteceu em 1999, em Rosh Hashaná, quando cerca de 120 judeus se reuniram no local para a chegada do Ano Novo.
Referências: El Libro da Cocina Judia, Claudia Roden – Uma Odisséia Personal através Del Mundo.

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