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Serviço envia preces ao Muro das Lamentações pelo Twitter

Muro das Lamentações é considerado um local sagrado pelos judeus


A antiga tradição judaica de depositar pequenos bilhetes com orações nas frestas do Muro das Lamentações, em Jerusalém, pode agora ser praticada com a ajuda da internet e do site Twitter.

Um serviço, inaugurado há pouco mais de três semanas, convida os usuários a enviarem suas preces para uma conta do site Twitter chamada The Kotel (“O Kotel”, como o Muro das Lamentações é conhecido entre os judeus).

Depois disso, os organizadores prometem imprimir os pedidos em pequenas notas, que serão colocadas manualmente em frestas do Muro, considerado um local sagrado pelos judeus.


O serviço é gratuito e pode ser utilizado por adeptos de qualquer religião. Segundo seu fundador, Alon Nil, as notas com as orações dos internautas serão depositadas por voluntários no Muro.

Caso o fiel decida fazer um pedido que exceda os 140 caracteres permitidos no Twitter, as orações também podem ser enviadas por e-mail.

Mensagens

O sucesso do serviço - que tem mais de 1,2 mil seguidores no Twitter – surpreendeu seu fundador, Alon Nil, que tem encontrado dificuldades em responder à demanda de pedidos.

Na noite da última quinta-feira, ele escreveu que tinha mais de mil mensagens não lidas no Twitter e pediu paciência aos usuários.

“Por favor, lembrem-se que sou apenas um homem operando as atividades online. Farei tudo que puder para não perder nenhuma oração. Paciência”, escreveu Nil.

Apesar do sucesso, a página de internet do serviço alerta os usuários de que não há garantias de que suas orações serão atendidas.

Síria adverte EUA sobre adoção de "acusações falsas" de Israel

A Síria advertiu neste sábado os Estados Unidos sobre a adoção do que chamou de "acusações falsas" israelenses e afirmou que Washington tenta repetir a situação criada antes da invasão do Iraque.

"O que desestabiliza a região é o excessivo envio de armas americanas sofisticadas a Israel", declarou o chanceler sírio, Walid al-Moualem, à agência oficial de notícias Sana.

As declarações são em resposta ao que foi dito por Hillary Clinton em 29 de abril último. A secretária de Estado alertou a Síria sobre o efeito desestabilizador do fornecimento de armas de longo alcance a grupos como a organização xiita Hisbolá. Para ela, isso ameaça a segurança de Israel.

No discurso no Comitê Judaico Americano, Hillary também fez menção explícita ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que, segundo ela, está tomando decisões que podem levar a região à guerra.

Sobre isso, Moualem ressaltou que, enquanto o mundo reconheceu o "papel construtivo" da Síria para manter a estabilidade e a segurança da região, a opinião mundial ainda lembra a campanha americana "inventada antes da Guerra do Iraque".

"Parece que a atual Administração dos EUA tenta repetir a mesma situação", disse o ministro.

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O que é bom dura o tempo necessário para se tornar inesquecível!

http://twitter.com/magal  

Torá - A Lei de Moisés

Autor: Meir Matzliah Melamed  - Páginas: 1408

SUCESSO DE CRÍTICA E VENDAS!

MAIS DE 10.000 EXEMPLARES VENDIDOS!

Esta preciosa obra apresenta o texto hebraico da Torá ao lado de sua tradução para o português.

Mantendo intactas as interpretações dos comentaristas clássicos, e inspirada no Talmud e no Midrash, foi editada segundo as porções semanais de leitura e por capítulos e versículos, complementada por interessantes comentários e ilustrações.

Apresenta ainda todas as Haftarot e as 5 Meguilot.

Sem dúvida, uma jóia que deve estar presente em todos os lares.


A Torá como fonte de Vida

por Bernardo Lerer

O Jairo Fridlin me ligou outro dia e me pediu para escrever a respeito da nova edição da Torá. Em outras condições ficaria constrangido. Afinal, tive participação na obra. No entanto, "Cavod" maior não poderia haver. Primeiro, constar do expediente como editor de texto. Segundo, me engajar, desde o início, numa proposta de trabalho que é um pouco parte do projeto de vida de Jairo e um dos seus maiores desafios profissionais como editor.

Bem que meu amado pai Menachem Mendel HaCohen z"l sempre perguntava em idish - porque em idish tinha mais sabor - a mim e aos meus irmãos David e Isaac quando teimávamos com alguma coisa: "Onde é que está escrito? Respondam-me, onde é que se lê isso". A referência óbvia era: se não está escrito na Torá, não havia porque insistir. Até hoje valho-me desta pergunta e abuso da resposta.

De fato, a Torá encerra o principal que são os ensinamentos sobre a vida, o relacionamento entre os homens, os princípios da Verdade, os conceitos de Justiça, os valores da Liberdade, a questão da honra, da dignidade, não necessariamente nessa ordem. As gerações se encarregaram de construir o acessório.

Jairo colocou tudo isso nessa edição da Torá com cerca de 1400 páginas de grande apuro gráfico, uma feliz distribuição do texto bíblico que facilita sua leitura e a compreensão de seu significado pelo destaque dado a exegese. A obra foi impressa em um papel especial, pouca coisa mais espesso que o conhecido papel bíblia e cujo manuseio contínuo não vai danificá-lo. O texto em hebraico foi composto em Israel a partir de uma nova família de fontes desenvolvida por artistas gráficos israelenses e adquirida à renomada Editora Vagshal.

Esta edição da Torá é uma edição revista, ampliada e melhorada da Lei de Moisés, de autoria do rabino Meir Matzliah Melamed z"l, primeira e única tradução judaica literal do Pentateuco editada no Brasil, em 1962. A Torá da Editora Sêfer incorpora os comentários originais do rabino Matzliah, tanto da edição brasileira como da espanhola, e ainda as interpretações do rabino Menachem Diesendruck z"l publicadas nos seus famosos "Sermões", além de comentários elaborados pelo próprio Jairo, baseados nos clássicos de Rashi, Maimônides, Nachmânides e outros. O livro apresenta didáticas ilustrações dos utensílios do Tabernáculo e um mapa da região no período bíblico.

Embora suspeito, posso garantir que o resultado alcançado é magnífico e capaz de impressionar leigos e estudiosos pela forma e principalmente pelo conteúdo. Isso talvez explique os três anos de trabalho para fazer chegar às mãos de leitores ávidos, ansiosos por conhecer e se aproximar da fonte primeira e original da sabedoria judaica. Ao contrário: acho mesmo que valeu a pena esperar por este livro que a modéstia de Jairo Fridlin não o impede de querer transformá-lo num monumento da cultura judaica no Brasil, fruto de uma paixão genuína pela Torá e seus ensinamentos.

Para não cometer erros, li e reli cada linha várias vezes. Aprendi e reaprendi nas lembranças das aulas de "Tanach" e me convenci de duas certezas: 1) mais uma vez meu honrado pai tinha razão; e 2) a leitura da Torá explica porque as coisas são do jeito que são.

Valeu a pena esperar

por Sheila L. Fridlin

Quem, como eu, acompanhou este projeto passo a passo, desde a concepção inicial, as reuniões, os incontáveis interurbanos para o Rio, Belém, Porto Alegre, e principalmente as muitas noites insones, madrugadas e fins de semana dedicados a elaboração deste trabalho, agora preciso dizer com muita alegria ? e porque não, orgulho! ? que a Sêfer acaba de lançar o seu projeto mais ousado: a Torá. Ousado porque é inovador em tudo o que lhe permite ser.

Quem já conhece os trabalhos do Jairo sabe que esta não é apenas mais uma tradução da Torá; ela brinda o leitor com um texto envolvente e repleto de comentários enriquecedores, coletados a partir dos textos dos rabinos Matzliah e Diesendruck e de dezenas de outros livros que amanheciam espalhados em sua mesa de trabalho.

Gostaria de dividir com vocês a emoção que sentia quando Jairo, empolgado, lia para mim diversos trechos, pedindo a minha opinião, e posso lhes afirmar que os bastidores desta obra são uma história a parte, digna de um novo livro.

É isso aí, Jairo, parabéns pelo resultado e pela missão cumprida!

É com imensa satisfação que a Editora Sêfer apresenta ao público brasileiro, judeus e não judeus, "a Torá que pôs Moisés diante dos filhos de Israel "!

Onde encontrar: http://www.sefer.com.br/

O Idish segundo Mirta Kweksilber



EL IDISH TIENE UNA VITAMINA QUE LE FALTA AL RESTO DE LOS IDIOMAS.

Para los que recordamos el son de sus palabras, nos retrotrae a una época muy linda, una niñez plena, rodeada de bobes y zeides, de mames y tates,que con un Oifn Pripechok nos acunaban.

El idish no es solamente un idioma, es un hilo invisible bordando los colores que nos mantienen unidos.

El idish no tiene contraindicaciones para los diabéticos a pesar de ser pura miel.

El idish es el comodín universal del lenguaje (o el esperanto), en cualquier punto del mundo habrá siempre quien lo hable.

El idish tiene la increible facultad de saber reir con un ojo y llorar con el otro

El idish es el único idioma que tiene perfume: A Historia, Lucha y Tradición.

El idish es el pentagrama del lenguaje: Palabras intercaladas con invitaciones a silencio en ese dulce e intimista... ' sh..sh..sh' sobre el final de cada palabra.

El idish es inteligente-sabe cuando callarse.

El idish es el Gardel de los idiomas y el único que es capaz de contestar preguntando (como los psicoanalístas)

El idish es económico y sagaz: Una sola palabra alcanza para entender y describir lo que en otras lenguas sería imposible.

EJEMPLOS?

Apenas algunos:

Por Informacion : lease: ¿nu?

Sección lamentos : -escúchese: ¡¡¡Oiiiiii!!!!!'= 'tzures'.

Dpto. de apoyo psicologico: 1) shlemazl; 2) gurnisht; 3)>> iampele; 4) caker; 5) kelbale; 6) shleper 7)butz.8) shleperke.

Dpto. higiene mental: 1) Shmutzike 2) shvitzer.

Dpto. bobes y zeides : 1) maine; 2) sheine; 3) pupale; 4) azoi; 5) azai; 6) cop 7) maises...

.Dpto. comercial : apréndase: 1) 'jujem'; 2) 'fajman'; 3) ganef; 4) tchvok; 5) guelt; 6) parnuse

Dpto. Alimentación (economía doméstica): mercadería reversible, nutritiva y tranquilizante:'Lockshn' por excelencia!

Dpto. de idishe mame: 1) berie; 2) balebuste; 3) mishiguene; 4)>> bule; 5) shikse; 6) quijalaj; 7) tsedreite; 8) kusher; 9) tepale;10) leicaj;11) ¡¡¡ shatjn ! !! NAJES!!!!

Y ahora piensen: ¿ Se puede pedir algo mas de un idioma ? ¡No! ,

¿Nuuuuuuu...? Aderabe pruvt af goish un zogt:

'GUT SHABES'

El Yiddish - versión libre e inadaptada de Mirta Kweksilber 

Rahm irá a Israel

Há rumores de que Obama provará que fala sério sobre a paz no Oriente Médio enviando seu chefe de gabinete "Rahmbo" a Israel

Circula o rumor em Israel de que Rahm Israel Emanuel, o chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, virá ao país em breve.

Em inglês, o nome de Rahm pode ser traduzido como “exaltado”, “enaltecido”, fanático ou “irritável”, enquanto Emanuel significa “O Senhor Conosco”. Há pessoas nos EUA que o enfrentaram e preferem qualificá-lo de pitbull - que nunca larga o osso.

Por causa dessa fama, muita gente em Israel receia o rumor, porque, se Obama realmente enviar Rahm para Israel, será para fazer israelenses e palestinos entenderem de uma vez por todas que é sério seu plano de alcançar uma solução para o conflito entre israelenses árabes no máximo em dois anos, quando estará empenhado na campanha por sua reeleição.

Quem é o Rahm?

Antes de assumir como chefe de gabinete de Obama, Rahm era, desde 2003, deputado pelo quinto distrito congressional do Estado de Illinois. Chicago, onde nasceu, é a segunda maior cidade dos EUA, e Rahm já confessou que se candidatará à prefeitura local quando deixar a Casa Branca.

O chefe de gabinete de Obama nunca foi modesto em suas ambições.

Seu pai, Benjamin, pediatra nascido em Jerusalém, casou-se com Marsha, judia de Chicago, onde se conheceram nos anos de 1950. Benjamin era membro do Likud, partido de direita de Israel, enquanto Marsha era filha de importante líder sindical de Chicago, posição de influência política.

Com Rahm, o casal, cujo sobrenome original era Averbach, teve três filhos. O sobrenome Emanuel foi adotado em homenagem a um irmão de Benjamin morto nas lutas entre árabes e judeus antes da criação de Israel, em 1948.

A mãe de Rahm insistiu e ele concordou em estudar balé. Graduou-se em famosa escola de dança. Ele ganhou uma bolsa para o Joffrey Balé, mas não a aceitou para estudar na Faculdade Sarah Lawrence, escola de artes onde havia quatro garotas por garoto e ênfase no programa de danças. Após formar-se na Sarah Lawrence, transferiu-se para a Universidade de Northwestern, onde fez mestrado em Discurso e Comunicação.

Como a maioria dos jovens, alinhou-se a campanhas políticas. Durante a Guerra do Golfo dos Estados Unidos para expulsar o Iraque do Kuait, Rahm, que tem dupla nacionalidade, serviu como voluntário em Israel na manutenção de equipamentos militares. Casou-se com Amy Rule, cristã convertida ao judaísmo, e com ela tem um garoto e duas meninas.

Rahm começou suas atividades políticas levantando recursos para campanhas, e chegou a tesoureiro da vitoriosa campanha do democrata Richard Daley para prefeito de Chicago. Depois, empenhou-se na campanha presidencial de Bill Clinton que, eleito, nomeou-o assessor para a Casa Branca.

Rahm tem a fama de não ter dó em campanhas. Essa fama até lhe rendeu o apelido de "Rahmbo", em referência à série de filmes de Sylvester Stallone.

Pouco depois da experiência com Clinton, ele deixou a Casa Branca e se reelegeu deputado federal pelo Partido Democrata. Na Câmara, foi a favor da Guerra do Iraque. Fez carreira, chegou à liderança na Câmara dos Deputados e anunciou que apoiaria Hillary Clinton na disputa com Obama pela candidatura do Partido Democrata à presidência dos EUA, em 2008.

Eleito, Obama convidou-o para seu atual cargo. Os judeus aplaudiram. Os muçulmanos acharam uma péssima escolha. Obama não poderia ser equidistante no conflito, alegavam.

Nascido em novembro de 1959, Rahm é pouco mais velho que Obama, com 50 anos. Chega ao trabalho antes das 7 horas e volta para casa de madrugada.

Depois de Obama, é o poder. Decide quem e quando alguém será recebido. É o mais bem informado sobre as questões que esperam decisão de Obama. Ele diz que na Casa Branca a alternativa é entre o ruim e o pior, não existindo decisões perfeitas, pois são questões entre o essencial e o imediato. Decidir é necessário e, de forma geral, inadiável, afirma.

Rahm teve a sorte e a oportunidade de fazer fortuna antes de ser deputado. Ao deixar a Casa Branca de Clinton, aceitou cargo em uma importante corretora de valores. Era 1998. Dois anos depois tinha acumulado US$ 16 milhões.

Voltou à política por vocação. Era um homem independente. Podia escolher. Dele contam-se muitas histórias. A mais comum envolve o uso de palavrões. Diz "f..." e outros equivalentes quando precisa. É respeitado e controla com mão firme todo o pessoal. Estourado, há rumores de que enviou um peixe podre de presente a um profissional de pesquisas de opinião. Num momento de raiva, apunhalou um bife cru várias vezes gritando os nomes de seus inimigos. É temido.

Mantém-se em ótima forma andando de bicicleta e usando a sala de exercícios da Casa Branca. Continua sendo excelente dançarino e até bailarino. É campeão de triathlon. Não tem a altura de Obama, mas impõe autoridade. É tão bom de conversa que obteve de seu rabino licença especial para trabalhar aos sábados, dia sagrado para os judeus, sem pecar.

Para a mediação do conflito, Israel aparenta preferir o paciente e experiente George Mitchell, o suave enviado dos EUA para o Oriente Médio.

Há informações de que, na segunda-feira, o primeiro ministro israelense, Benyamin Netanyahu, tem um encontro marcado com o presidente do Egito, Hosni Mubarak.

O velho e experimentado dirigente egípcio é um dos líderes árabes mais respeitados. No sábado, a Liga Árabe decide se autoriza o presidente palestino, Mahmud Abbas, a retomar as negociações de paz com Israel. Mubarak deve saber qual será o resultado. A retomada das negociações é provável. A questão é se a paz é possível sem as técnicas de Rahm.

Nahum Sirotsky

Hillary alerta Irã e Síria sobre consequências de ameaças a Israel

Em discurso, secretária reiterou que Síria transferiu armas para 'terroristas' e fez advertência a Ahmadinejad.
A administração Obama advertiu o Irã e a Síria nesta quinta-feira, 29, de que a relação dos Estados Unidos com Israel é irredutível, e que os países deveriam entender as consequências de ameaças ao Estado judeu.

Em um discurso, a secretária de Estado Hillary Clinton afirmou que as transferências sírias de armamentos cada vez mais sofisticados, incluindo mísseis para militantes no sul do Líbano e em Gaza, podem causar novos conflitos no Oriente Médio. Hillary acrescentou que um Irã nuclearmente armado por desestabilizar profundamente a região.

"Essas ameaças à segurança de Israel são reais, elas estão crescendo, e devem ser detidas", disse a secretária em um discurso para o Comitê Judeu Americano. Sua fala foi o último esforço para mostrar a Israel que seus laços com os Estados Unidos continuam fortes, apesar de tensões que ocorreram no mês passado.

Hillary disse ao grupo que Israel está "confrontando alguns do mais difíceis desafios em sua história", particularmente do Irã, Síria e grupos que esses países apoiam, como o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Faixa de Gaza, e reafirmou a determinação americana de fazê-los mudarem de curso.

"Transferir armas para esses terroristas, especialmente mísseis de longo alcance, seria uma séria ameaça para a segurança de Israel", disse.

Israel acusou a Síria de entregar ao Hezbollah mísseis Scud, armas que poderiam aumentar drasticamente os poderes do grupo para atingir Israel. A Síria negou as acusações. Oficiais americanos não confirmaram a posse de Scuds do Hezbollah, e disseram que estão preocupados sobre seu crescente arsenal de foguetes e mísseis.

"Nós estamos preocupados com a natureza do suporte sírio ao Hezbollah envolvendo uma série de mísseis", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley. Ele acrescentou que a inteligência americana estava procurando em "sistemas múltiplos" de "múltiplas fontes", incluindo a Síria.

Cessar a transferência de armamentos da Síria para grupos como o Hezbollah, disse Crowley, é uma das principais condições para o envio de um embaixador a Damasco. Os Estados Unidos estão sem um embaixador na Síria por cinco anos e a nomeação do diplomata Robert Ford para o cargo ainda espera a confirmação do senado.

Alguns legisladores questionaram a utilidade de mandar um enviado para a Síria agora, mas Hillary argumentou que o envio não seria "uma recompensa ou concessão", mas sim "uma ferramenta que pode nos dar mais influência introspecção, e uma maior habilidade de transmitir mensagens claras para uma mudança de comportamento da Síria".

"O presidente Assad está fazendo decisões que podem significar guerra ou paz para a região", afirmou a secretária. "Nós sabemos que ele dá ouvidos ao Irã, Hezbollah e Hamas. É crucial que ele também nos ouça, para que as consequências potenciais de suas ações fiquem claras".

Irã

Sobre o Irã, Hillary disse que a administração Obama continua aberta para um diálogo com Teerã, mas precisa notificar demandas internacionais para provar que seu suspeito programa nuclear é pacífico e não um disfarce para o desenvolvimento de armas atômicas. Se isso não ocorrer, os Estados Unidos continuarão a pressionar por mais severas sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU.

Teerã está tentando evitar as sanções e o presidente Mahmoud Ahmadinejad pode tentar usar uma conferência nuclear na sede da ONU para fazer lobby contra as potências.

Hillary disse que qualquer tentativa de Ahmadinejad de minar o propósito da conferência - revisar e melhorar o Tratado de Não Proliferação (TNP), seria falha. A ONU realiza na semana que vem, em Nova York, a conferência quinquenal de revisão do tratado, e o presidente do Irã já solicitou visto para participar.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que as solicitações de vistos para a delegação iraniana ainda estão tramitando. Como país-sede da ONU, os Estados Unidos costumam conceder vistos a todos os líderes estrangeiros que pretendem visitar a sede da entidade, mesmo quando se trata de governos rivais.

Citando os "três pilares" da política nuclear internacional --não proliferação, desarmamento e uso civil da energia atômica--, Hillary disse a jornalistas que "a missão dos que vão a Nova York rever, revisar e revigorar o TNP é claríssima; se não é essa a missão dele (Ahmadinejad), então uma viagem não será particularmente útil ou produtiva da parte dele."

Na opinião dela, é "absolutamente inquestionável" que o Irã tem violado o TNP.

"Se ele acredita que por vir aqui, ele pode de alguma maneira desviar a atenção desse importante esforço global ou causar confusão que pode possivelmente colocar em dúvida o propósito do Irã (...), então acredito que não teremos uma audiência particularmente receptiva", advertiu a secretária.

Oriente Médio

Em seu discurso, Hillary também disse que os Estados Unidos irá continuar a propor um tratado de paz entre israelenses e palestinos e espera recomeçar conversações indiretas entre os dois lados em breve.

O enviado especial americano para o Oriente Médio, George Mitchell, é esperado em uma nova visita na região na próxima semana.

Governador Goldman recebe comitiva de Israel

Reunião discutiu relações com o Estado nas áreas de saneamento e agrícola
O governador Alberto Goldman recebeu nesta quinta, 29, o Embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, a Diretora Geral do Ministério das Relações Exteriores de Israel para a América Latina, Dorit Shavit, e o Cônsul-Geral de Israel em exercício, Menashe Bar-On.

A reunião incidiu sobre as relações bilaterais entre os países, assim como a cooperação entre o Estado de São Paulo e Israel, sobretudo nas áreas de saneamento e agrícola. O Brasil exporta para Israel principalmente carnes e importa adubos e fertilizantes e produtos químicos orgânicos.

O Embaixador encontrava-se em São Paulo para participar da cerimônia de re-inauguração do Consulado de Israel em São Paulo e do 62º aniversário do Estado de Israel.
Relações São Paulo - Israel

A Fundação para o Remédio Popular (FURP) fechou, em março do ano passado, parceria com a Teva Indústria Farmacêutica de Israel para iniciar fornecimento na rede pública de medicamentos. Em contrapartida, o laboratório israelense transferirá tecnologia para que a FURP possa iniciar a produção dos medicamentos genéricos de alto custo para saúde mental, doenças respiratórias e combate à dislipidemia. Com o acordo, São Paulo deverá economizar cerca de R$ 20 milhões com o desenvolvimento das linhas de produção destes medicamentos.

A Sabesp também utiliza hidrômetros e válvulas redutoras de pressão de empresas israelenses. Além disso, tem parceria para troca de tecnologia e cooperação na área de água de reuso, redução das perdas de água e qualidade da água.

Netanyahu vence emenda para adiar eleições do próximo mês em Israel

Premiê teme que pleito reforce extrema-direita, que não quer retomar diálogos com palestinos.

JERUSALÉM- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, repeliu nesta quinta-feira, 29, um desafio a sua liderança feito por oponentes de extrema-direita dentro de seu partido, o Likud, enquanto Washington tenta descongelar conversações de paz entre palestinos e israelenses.Um oficial do partido afirmou que Netanyahu ganhou o apoio de 76% do Comitê Central do Likud em uma emenda para atrasar as já agendadas eleições por 20 meses, ao invés de realizá-las no próximo mês, como planejado.

Acredita-se que Netanyahu teme que qualquer pleito interno neste momento reforce a extrema-direita do Likud, contrária a qualquer tentativa dos Estados Unidos de atingir um acordo de paz que culmine no Estado palestino.

O voto do partido foi o primeiro desafio eleitoral de Netanyahu desde as eleições de fevereiro de 2009, e foi visto como uma chance dada a ele para acatar os pedidos americanos sobre a retomada das negociações de paz, estancadas desde dezembro de 2008.

O enviado americano ao Oriente Médio, George Mitchell, é esperado em uma nova visita à região nos próximos dias para dar seguimento a conversações não concluídas com líderes israelenses e palestinos, com o objetivo de retomar as negociações indiretas.

Uma questão central nos diálogos são as construções de Israel em Jerusalém Oriental, território conquistado na guerra de 1967.

Netanyahu afirmou que não iria congelar as construções de novos assentamentos judeus em qualquer lugar de Jerusalém, cidade que Israel considera como sua capital - o que não é internacionalmente reconhecido.

Os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital do Estado que pretendem estabelecer em West Bank e na Faixa de Gaza, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas impôs o congelamento das construções judias como condição para a retomada de diálogos.

Moshe Feiglin, um líder da facção de extrema-direita do Likud visto como rival de Netanyahu, acusou o premiê de "ter cedido às demandas do presidente Barack Obama" para congelar os assentamentos na região de Jerusalém, o que Netanyahu negou.

O primeiro-ministro chamou seus rivais de extremistas, e afirmou que seu partido luta "pela paz verdadeira, e isso é no que mais focamos".

Tópicos: Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro, Eleições, Negociações, Palestinos, Extrema-direita, Israel, Jerusalém Oriental, Internacional, Oriente médio

Estudante israelense acende lâmpadas com tomates





Os benefício do tomate para a saúde são bem conhecidos, mas ninguém nunca tinha pensando que o fruto pudesse servir para iluminar um quarto. A ideia surgiu há quatro meses do estudante de desenho industrial israelense Sigal Shapiro, que criou a original lâmpada-tomate, que, em poucas semanas, teve grande repercussão em sites de design ecológico.

O método é bem simples: uma dúzia de tomates serve de bateria para uma lâmpada de pequenas dimensões coberta em ouro com o objetivo de alcançar a condução necessária.

A lâmpada, que foi apresentada na feira de desenho que aconteceu em Milão neste mês, recolhe a energia dos tomates aos quais são introduzidos zinco e cobre, que geram uma reação química proporcionada pela acidez dos frutos.

Após a utilização como bateria, os tomates não podem ser consumidos (Foto: Reprodução/Inhabitat)

Seu autor faz parte de um projeto chamado d-Vision, com sede na cidade israelense de Herzeliya, ao norte de Tel Aviv, que promove bolsas de estudos e pós-graduações em desenho industrial.

"Não se trata de alta tecnologia, nos baseamos nos testes que todo aluno do ensino médio realiza no laboratório de física do colégio e que consiste em transformar uma fruta em bateria", disse Ezri Tarazi, chefe do programa d-Vision para jovens talentos do desenho industrial em Israel, antes de explicar que limões ou batatas também poder ser utilizados.

O responsável afirma que o nome do desenho, "Still Light", faz referência à expressão em inglês "Still Life", que significa "Natureza Morta".

"Capturamos a vida de algo que vai morrer, e, neste caso, capturamos a energia de algo perecível, pois o tomate apodrece e deixa de servir no prazo de duas semanas", disse.

Após a utilização do tomate como fonte de energia, ele não pode ser consumido, já que, segundo os criadores da lâmpada, o fruto perde suas propriedades ácidas.

Os criadores destacam que, por enquanto, a peça desperta interesse apenas em colecionadores e em alguns museus, e que não pretendem impulsionar sua produção para uso doméstico.

Emor




A preocupação pela ética é algo novo no judaísmo? Apenas o movimento liberal e os rabinos liberais procuram ensinamentos éticos e atuais nas fontes tradicionais? Ou sempre foi assim? A pergunta é especialmente importante nestes dias nos quais fica claro que a ortodoxia manda principalmente cumprir os rituais e nós, liberais, enfatizamos o porquê de cumpri-los. Claro que os ortodoxos também gostam de bons significados e os liberais não abrem mão da ação tradicional das mitsvot. Mas estamos diante de uma diferença clara de ênfase e nos perguntamos se o foco liberal é ou não uma novidade; se por acaso sempre foi assim - e se ficar preso ao mero ritual externo é que é a reforma da ortodoxia.

Na parashá da semana aparecem muitas regras rituais. Uma delas é a proibição de sacrificar no mesmo dia um filho e um pai ou mãe de carneiro. Dentre as múltiplas explicações que foram dadas a este tipo de ritual como cashrut, gostaria de assinalar três:

1) O rabino Kook, líder da ortodoxia sionista, escreveu que uma vez que a natureza humana infelizmente contem violência e agressão, o mais urgente é evitá-la entre seres humanos. Portanto, foi permitido o consumo de carne animal e foram dadas regras para sermos cuidadosos com os animais enquanto nos ocupamos do objetivo principal e urgente: a pacificação entre os seres humanos. Assim que atingirmos esse ideal, será o tempo de cuidar de não agredir os animais.

2) Nachmânides, rabino místico da Idade Média assim como o rabino Bechor Schor, disseram que o foco está em educar as pessoas através do tratamento aos animais. Tomamos o cuidado de não matar os animais com crueldade justamente para aprendermos a ser cuidadosos com as pessoas do mesmo jeito. Ou seja: não é que sublimamos nossa agressão destinada em princípio aos homens através de uma agressão controlada e diminuída para com os animais, mas ao contrário, as regras nos mandam cuidar dos animais para aprendermos a cuidar dos homens.

3) Maimônides, rabino racionalista da Idade Média junto com o Rashbam (rabino Shmuel ben Meir), comentarista talmúdico da mesma época, vêem na proibição mencionada uma medida de humanidade para com os animais em si mesmos. O objetivo não é adiar a piedade com os animais para privilegiar os deveres entre os seres humanos, nem aprender do tratamento dos animais sobre como deve ser nossa ética e compaixão para com os homens. As regras da Torá vieram para que sejamos humanitários também com os animais por eles mesmos, porque eles merecem, porque segundo eles não existem diferenças nos sentimentos mais básicos e ao mesmo sublimes de dor de uma mãe por seus filhos.

Fica muito claro que a preocupação que vai muito além da própria prática do ritual é algo que percorre os séculos de judaísmo e até identifica a forma dos judeus de lidar com sua tradição. Não se trata de cumprir com ações por que está escrito, nem de demonstrar apenas temor a Deus. Trata-se de melhorar o mundo e o homem através do SIGNIFICADO das mitsvot.

Mais ainda: trata-se de expressar os valores, as idéias, as esperanças e até as dores e frustrações mais profundas através das tradições.

Esta proibição comentada aqui, de não sacrificar um animal e sua mãe no mesmo momento, foi usada no midrash há cerca de dois mil anos, muito antes dos movimentos atuais e dos comentaristas mencionados, para reclamar de Deus diante de tragédias inexplicáveis. O midrash Bereshit Raba fala que Iaacov usou esta proibição diante de Deus quando pediu ajuda para que Essav não matasse seus filhos e esposas. O midrash Echá Raba atribui a Moshé o uso deste versículo para reclamar de Deus pela destruição de Jerusalém e pela morte trágica de milhares de mães e filhos juntos enquanto Deus, que ordenou esta proibição, não o impediu.

Em todas as épocas os judeus acreditaram que o significado dos preceitos ia muito além da prática simbólica dos rituais, e que apenas através da consciência desses significados era possível melhorar a si mesmo e melhorar o mundo.

Ao fazermos isso em nossas prédicas e ensinamentos, estamos resgatando o espírito mais autêntico e mais tradicional do nosso judaísmo, além de fazermos o que é mais urgente.

Shabat shalom
Rabino Ruben Sternschein

Treze Anos Numa Gruta, e Daí?

Por Levi Avtzon

Qual é a primeira coisa que você faz depois que sai da gruta onde se escondeu durante os últimos treze anos?

Passa algum tempo com sua família (que, esperamos, não tenha desertado).

Organiza uma nova conferência.

Assina contrato para escrever um livro.

Negocia um contrato para um filme de sucesso.

Aparece na primeira página de todos os tablóides.

Vai para uma clínica de reabilitação...

Se você é do tipo mais humilde, tenta voltar à sua vida humilde, e conta suas bênçãos para os anos vindouros.

Sentenciado à morte após falar contra o governo romano, Rabi Shimon bar Yochai se escondeu numa caverna durante treze anos, junto com seu filho Elazar. Por treze anos eles se cobriram na areia – ao sair estavam repletos de dolorosas feridas – subsistindo apenas com alfarrobas duma árvore próxima e água de um regato que apareceu miraculosamente na entrada da gruta.

Eles saíram após treze anos. Qual é a primeira coisa na agenda de Rabi Shimon?

Os moradores da aldeia falam a ele a respeito de uma estrada sob a qual existe um túmulo perdido. Como os cohanim (sacerdotes) não têm permissão de entrar em contato nem chegar perto de um cadáver, eles tiveram de tomar um desvio ao viajar por aquela estrada. Rabi Shimon discerne a localização do corpo, o túmulo é assinalado, e o problema corrigido.

Pense sobre isto.

Uma pessoa que passou pelo “inconveniente” de morar numa gruta durante treze anos presumivelmente acha que tem o monopólio da dor e do desconforto, e zomba da geração mais jovem que chama qualquer trivialidade de trauma.

Tentar minorar o sofrimento deles? Esqueça.

Porém aqui vemos Rabi Shimon fazendo exatamente isto, passando seus primeiros momentos de liberdade ajudando alguns cohanim a se livrar de uma inconveniência aparentemente pequena!

Não há nada maior e mais importante que ajudar uma pessoa com algum pequeno aborrecimento após estar trancado numa caverna por quase uma década e meia?

Não, não há.



Nomes judaicos


Você não pode dizer se alguém é judeu de seu apelido • Crianças são tradicionalmente chamada de um parente falecido • A maioria judeus têm um nome hebraico para fins rituais • O nome hebraico é na forma de nome de filho ou filha do Pai


Sobrenomes judaicos


Historicamente, os judeus não tinham sobrenomes da família permanente a todos. Dentro da comunidade judaica, foi utilizado patronímicos, como David Ben (filho de) ou Joseph Miriam bat (filha de) Aaron. Nomes em que se formam ainda são utilizados em sinagogas judaicas e documentos jurídicos, tais como o ketubah (contrato de casamento), mas são raros fora do contexto religioso. Veja a discussão de nomes em hebraico abaixo.



Os nomes de família começou a ganhar popularidade entre os sefarditas judeus na Espanha, Portugal e Itália já no século 10 ou 11, mas não pegou entre os judeus asquenazitas da Alemanha ou da Europa oriental até muito mais tarde.



Ao contrário da crença popular, você não pode dizer se as pessoas são judeus de seus sobrenomes. De acordo com o judeu genealógica site Avotaynu , a mais comum entre os judeus apelido terceiro nos Estados Unidos é Miller, que é também um dos nomes mais comuns entre os gentios. Na faculdade, conheci um McGuire, que era judeu e Kline, que não era. O povo judeu pode orgulhar-se das realizações do artista Camille Pissarro, boxer Daniel Mendoza, o ator Hank Azaria e Pop Idol Paula Abdul, os quais são judeus, mas cujos nomes não soam judaica para a maioria dos americanos. Não podemos, contudo, ter crédito para as pessoas com nomes judaicos, como o som roqueiro Bruce Springsteen, cantora pop Avril Lavigne, o compositor George M. Cohan, o ex-secretário da Defesa Caspar Weinberger ou jogador de basquete Julius Irving ("Dr. J") .



Um monte de apelidos que judeus som para os americanos são simplesmente nomes alemães, como Klein, bruto ou Grossman, Weiss ou Weisman, Rosen, Schwartz ou Schwartzman, Segal, Siegal ou Sagal, e qualquer coisa que contenha Berg, Stein, o homem, ou thal Bluth. sobrenomes alemães são muito comuns entre os judeus americanos, e muitas pessoas parecem ter inferido o inverso: se a maioria dos judeus têm sobrenomes alemães, então a maioria das pessoas com sobrenome alemão deve ser judeus. O raciocínio é atraente em um gut-level, mas falho logicamente. Considere isso um absurdo, mas logicamente idêntico argumento mais: os judeus têm dez dedos, pois a maioria das pessoas com dez dedos devem ser judeus.



Uma das razões para a freqüência de nomes alemães entre os judeus é uma lei 1787 Austro-Húngaro. O Império Austro-Húngaro, que controlavam uma parte substancial da Europa na época, foi o primeiro país da Europa que os judeus obrigados a registrar um apelido de família permanente, e exigiram que este sobrenome é alemão. Uma cópia do decreto pode ser encontrada no site judeu-polonês genealógica, Shoreshim. Isso explica a freqüência dos sobrenomes alemães na Europa Ocidental, porém não explica a frequência dos sobrenomes alemães para os judeus no Império Russo, onde sobrenomes alemães para os judeus também são comuns. A frequência de nomes de família alemã entre a Rússia poderá ser devido à migração da Europa Ocidental.



apelidos russos e poloneses também são muitas vezes assumido como sobrenome judeu, por exemplo, nomes terminados em Vitz, witz ou-céu. Acredita-se geralmente que o "céu" é um sobrenome judeu, enquanto esqui "," não é. Esta diferença de ortografia, entretanto, parece não ter mais a ver com a origem do apelido: Rússia ou Polónia. A grafia correta do sufixo de sobrenome comum em polaco é "-ski", e os poloneses mantidos normalmente depois que a ortografia imigração para a América. Na Rússia, o sufixo é escrito no alfabeto cirílico, , E podem ter sido transliterado em Inglês como quer-ski ou-céu. No entanto, um amigo judeu meu, que vem de Moscovo diz-me que na Rússia, os nomes terminados em geralmente eram judeus.



Há realmente apenas três sobrenomes que são especificamente judaica na natureza: variações sobre Cohen, Levy e Israel. Estes nomes são derivados de ancestrais tribais que foram gravadas pelo povo judeu e reconhecido em sinagoga com várias distinções.



O sobrenome Cohen vem de kohein , o hebraico palavra para sacerdote, e refere-se a patrilinear descendentes de Aarão . Variações sobre este sobrenome incluem Cohn, Cahn, Cone, Kohn, Kahn e, possivelmente, Katz. Por Katz? Eu tenho dito que é um acrônimo de Kohein Tzaddik, o que significa Righteous Priest, mas está perto o suficiente para a palavra alemã para "gato" que poderia ser deslizado registradores passado que necessitavam de sobrenomes alemães!



O sobrenome Levy vem da tribo bíblica de Levi , cujos descendentes, os levitas tinham funções distintas no Templo período. Variações sobre este sobrenome incluem Levin, Levine, Levitt e muitos outros.



Cohen e Levy são os dois sobrenomes mais comuns entre os judeus nos Estados Unidos (Miller é o terceiro, como mencionado acima). Outro apelido especificamente judeu é Israel, que é muito menos comum. pensamento judaico judeus frequentemente divide em três grupos: Kohein, Levy e Israel. Israel basicamente significa que o resto de nós. Variações sobre este sobrenome incluem israelense, Israel, Yisrael e principalmente Disraeli (o sobrenome de um judeu, nascido primeiro-ministro britânico e Earl, que foi batizado como uma criança, mas aparentemente retido algum senso de identidade judaica).



Mesmo esses sobrenomes comuns especificamente judeu pode ser enganoso, entretanto. O sobrenome Cohan (como no compositor George M.) é geralmente irlandês ao invés de judeu. O sobrenome Lavigne (como cantora Avril) é muito pronunciada como Levine, mas é um nome comum entre os gentios franco-canadenses.



Judaica Nomes



Entre os judeus asquenazitas (judeus da Alemanha e da Europa de Leste), é costume nomear as crianças depois de um parente falecido recentemente. Esta é uma maneira de honrar os mortos e de preservar a memória do morto vivo. O nome dado para a criança nem sempre é idêntica, é muitas vezes alterado para refletir o nome popular da época, mas geralmente mantém o som ou pelo menos a inicial. Por exemplo, uma avó chamada Elsie pode ser lembrado através de uma neta chamada Elizabeth ou Kelsey. Um avô chamado Leopold pode ser lembrado através de um neto chamado Leonard ou Lawrence. Às vezes, a mudança reflete a mudança na língua do país onde nasceu o antepassado do país onde a criança nasceu: um avô, nascido na Hungria chamado Antal pode ser lembrado através de um neto americano chamado Anthony. Esses tipos de mudanças ocorrem apenas em nomes secular; nomes hebraicos são geralmente repassados intacta. Muitos o consideram desrespeitoso para alterar o nome hebraico.



Veja a discussão de nomes em hebraico abaixo.



Não é incomum para os parentes múltiplos a ser nomeado após a mesma pessoa recém-falecida. Meu avô Samuel tinha um primo chamado Samuel que nasceu cerca de três anos antes dele. Eles provavelmente foram nomeadas para o seu tio, também chamado de Samuel, que estava perto da família. Da mesma forma, meu tio-avô Donald tinha um primo chamado Donald nascido cerca de dois anos antes dele. Presumivelmente, eles também foram nomeados para uma relação compartilhada que eu ainda não identificados. Na verdade, muitas vezes genealogistas judaica inferir uma relação quando se encontrar duas pessoas com o mesmo nome (e sobrenome), nascido em poucos anos, uns dos outros.



Quando uma criança é formalmente chamada, seja em uma bris (circuncisão) para meninos ou em uma sinagoga cerimônia de nomeação para as meninas (veja a nomear uma criança ), é uma prática comum para explicar que o filho foi nomeado para, porque a criança foi nomeado para essa pessoa, e quais são as qualidades da pessoa que os pais gostariam de ver perpetuado na criança.



Uma velha superstição sustenta que a nomeação de uma criança depois de um parente vivo é má sorte: o anjo da morte, um espírito facilmente confundidas, pode levar o bebê por engano ao vir para o parente mais velho. Isso me lembra estranhamente da série "Dead Like Me" (participação de judaica ator Mandy Patinkin ), onde grim reapers levar almas com base em um nome escrito em um post-it. Embora a maioria de nós não acreditamos que a superstição mais, muitos judeus ainda vê-lo como estranho e um pouco arrogante de um pai para o nome de uma criança após o mesmo. Na verdade, ele é tão raro para os judeus o nome de uma criança depois de um parente vivo que um colega meu uma vez declarou que era "impossível" para que haja um judeu "Jr." No entanto, esse costume foi quebrada um pouco nos últimos anos. Meu pai é judeu "Jr." e teria feito o meu irmão judeu "III" se minha mãe não tinha objeções. Meu dentista infância era um judeu "III", com um filho que era um judeu "IV"!



Não parecem ser muitos nomes em Inglês que são distintamente judeu, à excepção de Israel e as variações sobre ela. Certamente, nomes bíblicos como Davi, Joseph e Michael são populares entre os judeus, mas esses nomes também estão entre os top-10 primeiros nomes global em 1990 censo Estados Unidos. Por motivos óbvios, nomes como Christopher, Christine e Jesus são praticamente desconhecidos entre judeus e Maria é incomum, mas nomes como Pedro e Paulo, que você iria pensar como muito cristãs são surpreendentemente comuns entre os judeus. Nomes que já foram pensados como esteriotipado de um judeu, como Ira, Irving e Isadore, era realmente tenta americanizar nomes hebraico como Isaac e Israel, em qualquer caso, são muito raros na América hoje.



Hebrew Nomes



Judeus que viviam na gentio terras historicamente têm tido nomes locais para usar quando interagindo com seus vizinhos gentios. Qualquer um com um nome difícil de pronunciar-se-á imediatamente compreender a utilidade deste! A prática de tomar nomes locais tornaram-se tão comum, de fato, que no século 12, os rabinos achou necessário fazer uma takkanah (decisão rabínica) de exigir os judeus têm um nome hebraico!



Os nomes hebraicos são usados em oração dentro e fora da sinagoga e outros rituais religiosos. Quando uma pessoa é chamada na sinagoga para uma aliá (a honra de recitar uma bênção sobre uma leitura da Torá ), ele é chamado pelo seu nome hebraico. Os nomes que aparecem em uma ketubah (contrato de casamento) ou em receber (writ de divórcio) são nomes hebraicos. Quando uma pessoa está doente e mi shebeirakh orações são recitadas pelo seu bem-estar, eles são identificados por nomes em hebraico. Quando uma pessoa morta é lembrada através da Yizkor orações recitadas em certos feriados, o nome hebraico é usado. Judaica lápides , por vezes, levam o nome hebraico, em vez de ou lado a lado com o nome secular.



Um nome hebraico começa com um determinado nome, seguido por Ben (filho) ou bat (filha), seguido pelo nome da pessoa hebraico pai. Se a pessoa é um kohein (descendente de Arão ), o nome é seguido por "ha-Kohein". Se a pessoa é um levita (descendente da tribo de Levi), o nome é seguido por "ha-Levi." Se a pessoa ou o seu pai é um rabino , alguns seguem o nome de "ha-Rav. Este formato de nomeação é visto logo na Torá , quando, por exemplo, Moisés sucessor Josué é repetidamente referido como Yehoshua ben Nun (Josué, filho de Nun). Note que o apelido não é o mesmo de geração em geração: Abraão s filho Isaac é Yitzchak ben Avraham; filho de Isaac Jacob é Yaakov ben Yitzchak, e assim por diante. nome Moisés em hebraico seria ben Moshe Amram ha-Levi (porque ele é um membro da tribo de Levi, mas não descendente de Arão), enquanto seu irmão Aaron seria ben Aharon Amram ha-Kohein (porque Arão era um padre) .



O nome secular geralmente corresponde, de alguma forma com o nome hebraico. Às vezes, o nome é exactamente o mesmo ou tem uma versão portuguesa de mesmo nome: David, Michael e Sarah são tão bons em hebraico como elas são em Inglês, mas elas são pronunciadas de forma diferente. Uma pessoa com o nome hebraico Yosef provavelmente teria o nome Inglês Joseph e Rivka pode estar em Inglês Rebecca.



Às vezes, o Inglês nome retém apenas parte do nome em hebraico, por exemplo, pode tornar-se Aharon Arão em Inglês, mas pode também tornar-se Harry ou Ronald. Às vezes, o Inglês nome mantém apenas a primeira letra do nome em hebraico: Pinchas Philip torna-se ou torna-se Nechama Natalie.



Não existem regras rígidas e rápidas sobre como traduzir nomes hebraicos em Inglês e, de fato, não há motivo real nome secular de uma pessoa tem de corresponder ao nome hebraico em tudo.



Abaixo estão dez nomes hebraicos para cada sexo, que estão entre os 100 nomes mais populares nos Estados Unidos, de acordo com o censo de 1990. Note-se que alguns destes nomes não são utilizados como nomes de pessoas no Tanakh : Sharon é um nome de lugar; Shoshanah é uma flor. Alguns destes nomes foram mais significativos na literatura pós-bíblica ou escrituras cristãs que no Tanakh: Elizabeth, Judith e Susanna (Shoshanah).







Links for Further Study Links para mais estudo

Looking for a Hebrew name for your baby? Procuro um nome hebraico para o seu bebê? Or would you just like to know what a particular Hebrew name means? Ou você só gostaria de saber o que é um nome hebraico particular significa? Then check out Hebrew Baby Names from a Jewish Community Center website based in Arizona. Então confira hebraico nomes do bebê de um Centro Comunitário Judaico site baseado no Arizona. Search by name or meaning. Busca por nome ou significado. It provides several variations on the name, the meaning of the name as a word in Hebrew, and in many cases identifies biblical figures who have the name.


Ele oferece diversas variações sobre o nome, o significado do nome como uma palavra em hebraico, e em muitos casos, identifica figuras bíblicas que têm o nome. Ele também oferece algumas dicas para escolher um nome e algumas informações sobre a nomeação aduaneira.
Genealogy: it's not just a hobby; it's an obsession. Genealogia: não é apenas um hobby, é uma obsessão. I mention it on this page because one of the reasons people want to know about Jewish names is to help with their research into their Jewish roots. Refiro-lo nesta página, porque uma das razões pelas quais as pessoas querem saber sobre nomes judaicos é contribuir com suas pesquisas em suas raízes judaicas.


Se você está tão obcecado com genealogia judaica como eu sou, então você precisa correr, não andar, JewishGen . É um site alastrando e não tão bem organizada como eu ia gostar, mas tem uma riqueza de informações valiosas sobre como a investigação de suas raízes judaicas e muitas bases de dados disponíveis gratuitamente.

And while we're on the subject of genealogy, check out Avotaynu (the name means "our fathers"), a journal of Jewish genealogy that has been in business for more than 20 years. E enquanto nós estamos sobre o tema da genealogia, check-out Avotaynu (o nome significa "nossos pais"), um jornal de genealogia judaica que tem sido no negócio por mais de 20 anos. They publish a wealth of useful books to help you with your research. Eles publicam uma grande quantidade de livros para ajudar você com sua investigação. Their site includes the Consolidated Jewish Surname Index , which lets you search for your family names in several dozen different databases simultaneously. Seu site inclui o sobrenome judeu consolidadas Index , que permite pesquisar os nomes de família em várias dezenas de diferentes bancos de dados simultaneamente.
Se você quer saber mais ou pesquisar teu nome entre aqui: Sephardim


Leia também: O que um nome reflete

                          Sobrenomes usados por cristão novos

Judaísmo e convesão



There are many different views among Jews regarding the conversion process and particular conversion processes will vary. Há muitas opiniões diferentes entre os judeus quanto ao processo de conversão e processos de conversão particular pode variar.

For the convert, a change of name signals the embracing of a new philosophy and a new identification; it is a purposeful, mindful statement of intent for the long future. Para a conversão, uma mudança de nome sinaliza o abraçar de uma nova filosofia e uma nova identificação, é uma declaração, com propósito consciente de intenções para o futuro a longo.  That is why the rabbis instituted that converts should choose Hebrew names for their new Jewish lives. Isso é porque os rabinos instituíram que converte deve escolher nomes em hebraico para a sua nova vida judaica.  Many rabbis hold that converts should not only add a Hebrew name but also modify the given name used in pre-conversion years. Muitos rabinos afirmam que converte não só deve adicionar um nome hebraico, mas também modificar o nome dado utilizado em anos pré-conversão. 

 Other rabbis differ, pointing to Ruth, the most famous female convert to Judaism, who did not change her Moabite name at all. Outros rabinos são diferentes, apontando para Ruth, a mulher mais famosa converter ao judaísmo, que não alterou seu nome em todos os moabitas.  Still other rabbis hold that all converts should be named Abraham or Sarah, the very names they were given when they "converted" to the service of God. Ainda outros rabinos afirmam que todos os convertidos deveriam ser chamado de Abraão ou Sarah, os nomes eram muito dada quando "convertidos" ao serviço de Deus.

The choice is ultimately the convert's, and should be made with full knowledge of the scope of names available, not only in terms of pleasant-sounding words, but of their meanings. A escolha é em última análise, a converter, e deve ser feita com pleno conhecimento do escopo dos nomes disponíveis, não só em termos de palavras agradáveis de se ouvir, mas sim de seus significados.  What is not the choice the convert is the identity of his/her parents. O que não é a escolha da conversão é a identidade de seus pais.  In Jewish life, a person is formally called by his or her given name, and as the son or daughter of the parent. Na vida judaica, uma pessoa é formalmente chamada por seu nome, e como o filho ou a filha da mãe.  (Reference is generally made to the father - except in illness or in danger, when compassion is required and the person is referred to as being the child of the mother.) (Referência geralmente é feito com o pai - exceto na doença ou em perigo, quando a compaixão é necessária e que a pessoa é referida como sendo o filho da mãe).

While the convert's given name is the convert's own choice, Judaism requires an identification of parentage in all formal documents, legal proceedings, and religious functions such as being called to the Torah.  As the convert is technically considered to be a newborn child, reference to the parent must be of the spiritual parentage adopted by entering into the Covenant of Abraham.  There must be a formal designation of the conversion that is plainly evident.  That is why the convert is called 'ben Avraham Avinu' (son of our father, Abraham), or 'bat Sarah Imenu' (daughter of our mother, Sarah).  In a Jewish marriage contract or divorce, it is not sufficient to write 'child of Abraham'.  What must be written is 'Abraham, our father' in order to avoid any possible ambiguity that might lead some to believe that the father was actually Jewish man named Abraham. Enquanto a converter o nome dado é a conversão da própria escolha, o Judaísmo exige a identificação de paternidade em todos os documentos formais, o processo legal, e funções religiosas, tais como ser chamado à Torá. Como a conversão é tecnicamente considerada uma criança recém-nascida, a referência ao o pai deve ser do parentesco espiritual aprovado entrando no Pacto de Abraão. 

Deve haver uma designação formal da conversão que é claramente evidente. Por isso, o converter é chamado de "ben Avraham Avinu (filho do nosso pai, Abraão ), ou "bat Sarah Imenu (filha de nossa mãe, Sarah). 

Em um contrato de casamento judaico ou o divórcio, não é suficiente para escrever" filho de Abraão ". O que deve ser escrito é" Abraão, nosso pai, a fim para evitar qualquer possível ambigüidade que pode levar alguns a pensar que o pai era realmente o homem judeu chamado Abraão.  Sometimes the word 'ha'ger' (the convert) is appended to the name. Às vezes ha'ger a palavra '(a conversão) é anexado ao nome.

This naming pattern is required only of the first generation of converts. Este padrão de nomenclatura é necessária apenas a primeira geração de convertidos.  All subsequent generations refer to their own father's Jewish name, without the convert appellation. Todas as gerações subsequentes referem-se ao nome judeu seu próprio pai, sem converter denominação.  The convert title appended to the name should be borne as a badge of spiritual courage and accomplished idealism. O título converter anexado ao nome deve ser suportado como um símbolo de coragem e idealismo espiritual realizado.  It need not be used in personal, familial, and social life, but it is required on formal occasions and documents. Ele não precisa ser usado tanto na vida pessoal, familiar e social, mas é necessário em ocasiões formais e documentos. 

Premiê de Israel põe liderança do seu partido à prova nesta quinta

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, enfrenta uma prova de fogo nesta quinta-feira. Os membros do partido que preside, o direitista Likud, vão às urnas para decidir se adiam, em dois anos, as eleições internas --automaticamente estendendo o mandato de Netanyahu no partido.

Netanyahu precisa de uma maioria de dois terços, entre os 2.525 membros do Comitê Central, para evitar as eleições, que não são realizadas há oito anos.
As votações começaram esta manhã às 10h local (4h no horário de Brasília) e seguem até o fim da noite, em 28 centros de voto. O resultado deve ser conhecido à meia-noite.

Uma derrota na proposta seria um sério revés para Netanyahu, em um momento no qual sua imagem internacional está seriamente prejudicada pela crise diplomática com os Estados Unidos, o principal aliado de Israel, e as críticas abertas de membros europeus, como a França e Alemanha, pela estagnação do processo de paz com os palestinos.

O primeiro-ministro argumenta que precisa de estabilidade no partido para enfrentar às pressões da comunidade internacional para que Israel congele a construção nos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, território palestino ocupado desde 1967, e faça concessões que levem à criação de um Estado palestino.
Netanyahu também argumenta que a convocação de pleito neste momento suporia um avanço do que denomina "grupo extremista messiânico", a facção Liderança Judia, liderada pelo ultradireitista Moshé Feiglin.
Se Netanyahu conseguir adiar a votação, afirma o analista Ben Caspit, citado pelo jornal "Maariv", é provável que ganhe ainda mais tempo --já que em dois anos os dirigentes do Likud devem usar as eleições gerais como argumento para estender seu mandato.

"A paralisia democrática que tem atazanado o partido durante os últimos oito anos acabou com a perda de uma geração inteira", assegura o analista, que pergunta: "que incentivo os jovens têm de ingressar no Likud se não têm oportunidade de chegar à lista eleitoral, se tudo está fossilizado?". 

Rabi Akiva, uma história de coragem e amor

 Akiva, filho de José, trabalhava para Kalba Savua, um dos homens mais ricos de Jerusalém, conhecido por sua generosidade. Rachel, sua bela filha, tomou-se de amores por Akiva, prometendo tornar-se mulher dele se ele concordasse em dedicar sua vida ao estudo da Torá.


É o que se pode chamar de uma verdadeira história de amor. Uma história de coragem, heroísmo e sacrifício que, ao mesmo tempo, aquece o coração e o arrebata; inspira-nos, provocando júbilo e lágrimas. É a história do pastor humilde que se torna o maior dos rabinos da história judaica.

Akiva, filho de José, trabalhava para Kalba Savua, um dos homens mais ricos de Jerusalém, conhecido por sua generosidade. Rachel, sua bela filha, tomou-se de amores por Akiva, prometendo tornar-se mulher dele se ele concordasse em dedicar sua vida ao estudo da Torá. Mas, além de pobre, ele, aos 40 anos, era analfabeto. Certo dia, Akiva percebeu que as gotas d'água que caíam sobre uma pedra conseguiam perfurá-la. E lhe ocorreu um pensamento: "Se a água, que é tão mole, pode furar uma pedra dura, as palavras da Torá - que são tão concretas - certamente poderão deixar sua marca em meu coração sensível". Concorda, então, com a exigência de Rachel e os dois se casam. Kalba Savua, horrorizado com a escolha da filha, a rejeita e faz votos de deserdá-la.

E, assim, acompanhado de sua dedicada esposa, que deixara para trás uma vida de luxo para estar a seu lado, Akiva começa a estudar a Torá cercado da mais cruel pobreza. O casal se mantinha juntando toras de madeira que Akiva, em parte, vendia, e ficava com o remanescente para fazer gravetos. Acesos, serviam para iluminar a casa durante suas prolongadas horas de estudo. Apesar de trabalharem, ainda lhes faltava alimento, em casa, e Raquel cortou suas lindas tranças e as vendeu. Com isso, seu marido podia devotar mais tempo a estudar a Lei.

Rabi Akiva deixou sua casa para estudar na Academia de Yavne, que, após a destruição de Jerusalém, tornara-se a sede do Sanhedrin e da erudição judaica. Lá, estudou sob a orientação de dois luminares talmúdicos - Rabi Eliezer e Rabi Yoshua. Após uma ausência de doze anos, voltou à sua cidade natal, acompanhado de 12 mil alunos. Ao se aproximar de casa, ouviu sua mulher que conversava com uma vizinha. Esta lhe perguntava: "Quanto tempo ainda você viverá como viúva?" Ao que ela respondeu que agüentaria outros doze anos de solidão para que seu marido se dedicasse por completo ao estudo da Torá. Ao ouvir aquilo, Rabi Akiva retrocede, voltando à yeshivá.

Decorridos mais doze anos, ele finalmente volta a casa, acompanhado, desta vez, de 24 mil doutos estudiosos da Lei de Moisés. Rachel corre até ele, prostrando-se a seus pés. Seus discípulos, desconhecendo de quem se tratava, tentaram afastá-la, mas seu mestre os deteve com as palavras que ficaram imortalizadas: "O que hoje possuo e do qual todos vocês desfrutam, somente pude conquistar graças a ela".


Nesse ínterim, Kalba Savua tendo sabido da chegada à cidade de um notável erudito judeu, decide procurá-lo para conseguir a anulação dos votos que fizera contra a filha. Arrependia-se de ter permitido que Rachel passasse fome durante 24 anos e queria o seu perdão. E o grande erudito não era outro senão seu próprio genro, a quem rejeitara. Os dois se reconciliam e Kalba Savua dá a metade de sua fortuna a Rabi Akiva.


"Quem estuda a Torá na pobreza um dia o fará na riqueza", ensinam nossos Sábios. E foi o que ocorreu a Akiva. O Talmud revela que a partir de então, ele se tornou um homem abastado. Em sua casa havia mesas de ouro e prata. Para sua esposa, que tanto sofrera, que vendera o lindo cabelo para que ele estudasse, Rabi Akiva comprava os mais belos adornos. Um destes era uma reprodução de Jerusalém gravada em ouro.


A Torá de Rabi Akiva

O mestre ensinava que a Torá, por ter sido escrita pelo Criador, é completa, nada lhe faltando e, por outro lado, não contendo sequer uma letra supérflua. Em sua inteireza, é toda conteúdo, sem filigranas retóricas nem palavras vãs. Cada uma de suas letras e de suas pontuações abriga um significado profundo e, com freqüência, misterioso.


Até a época de Rabi Akiva, a Torá Oral, cuja transcrição era proibida, não era classificada nem organizada segundo seu conteúdo. Conseqüentemente, um erudito tinha que possuir tremenda capacidade de memorização para conseguir lembrar-se de todos os seus preceitos e ensinamentos. Para evitar que o povo judeu pudesse, algum dia, esquecer-se da Torá Oral, Rabi Akiva iniciou um trabalho de classificação de cada uma de suas leis de acordo com o teor. Assim, estabelecia as fundações para as compilações da Mishná - núcleo do Talmud - que acabou sendo transcrito e editado, anos mais tarde, pelo Rabi Yehudá HaNassi. Ao assim proceder, o sábio Akiva preservou a Torá Oral, assegurando, destarte, a sobrevivência do judaísmo.


Rabi Akiva dirigia uma academia de Torá em Bnei Brak. Com freqüência, assistia as sessões do Sanhedrin - a Suprema Corte Judaica - na cidade de Yavne. Esta corte jamais adotou uma lei importante de cuja redação ele não tivesse participado. Certa vez, chegando atrasado para uma sessão, permaneceu aguardando do lado de fora. Ouviu-se, então, alguém dizer, no recinto, que "a Torá se encontrava fora"; e enquanto o mestre não entrou, não se tomou interpretação judicial ou decisão qualquer.


Rabi Akiva também era versado em diferentes ciências, como medicina e astronomia. Falava vários idiomas e, a miúde, acompanhava um de seus mestres, Raban Gamliel, a Roma, levados pela causa do povo judeu.

Durante suas palestras, o estudioso mestre moralizava os ouvintes de forma inspiradora. Suas lições eram relatadas em todas as casas judias e todo judeu empenhava-se em regular sua vida segundo os preceitos morais de Rabi Akiva.
Seus professores, seus colegas e seus ensinamentos atestavam ser ele a personificação do amor e da generosidade. O mestre gostava de repetir que tudo o que D'us fizesse, era para o bem, "Gamzu le-tová". Dizia que o mundo deveria ser julgado segundo suas virtudes e o bem que aqui se recebia era apenas uma pequena parcela da recompensa que nos aguardava no Mundo Vindouro.

Acreditava que até o mais simplório dos judeus se deveria considerar um aristocrata, por ser filho de Abrahão, Isaac e Jacob. Rabi Akiva também costumava dizer que o povo judeu atestava a grandeza de D'us: o Criador libertara os filhos de Israel do cativeiro para

Se redimir juntamente com eles. E Akiva oferecia um ensinamento profético e assustador que acabou sendo aplicável a ele próprio: era em benefício do próprio D'us que Ele escolhera os judeus, entre todas as nações, pois que os outros povos louvavam seus deuses na prosperidade e os amaldiçoavam quando sua sorte lhes dava as costas. Mas os judeus, ensinava o Rabi, sempre louvam a D'us, quer na prosperidade quer na penúria.

Não surpreende, pois, que de todos os livros da Torá, Rabi Akiva mais apreciasse o Cântico dos Cânticos. Foi dos primeiros a nele perceber a descrição do amor entre D'us e o povo judeu. E era, de fato, o amor o tema central de sua vida e de seus ensinamentos. Em seu entender, a essência de todo o judaísmo, o todo abrangente mandamento da Torá, pode ser encontrado em um de seus versos: "E amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Levítico, 19:18).

O Talmud nos descortina inúmeras revelações sobre o homem Akiva - que ele pedia ajuda para os pobres, que reverenciava os Sábios e rejubilava no cumprimento dos mandamentos da Torá; que visitava pessoalmente um discípulo enfermo e varria seu quarto quando outros não o faziam. Ao orar, perdia-se por completo; o conceito de tempo e espaço deixava de existir para ele, quando se deixava enlevar pelo Divino. E, a despeito de sua grandiosidade, continuava humilde.

Sabemos de sua generosidade e do quanto valorizava a vida, tendo declarado, em certa ocasião, que se porventura fosse um magistrado, homem algum jamais seria condenado à pena capital. Rabi Akiva era um homem do mundo - verdadeiro legislador da Torá, preocupavam-no as filigranas da lei - mas, ainda assim, um místico. Foi um dos quatro Sábios que, ainda em vida, adentrou o Pardêss - o Jardim Místico - vivenciando o Mundo Vindouro, ha-Olam Habá. Foi o único a voltar com vida e em paz consigo mesmo, pois fora o único a aprender a harmonizar sua existência física com a espiritual.

É famosa a seguinte história sobre sua pessoa. Seu mestre, Rabi Eliezer ben Hircano, levantou-se de um dia de jejum para entoar a prece pela chuva. Recitou 24 bênçãos, mas nenhum pingo se viu. Rabi Akiva acercou-se, então, do púlpito e exclamou: ""Avinu Malkenu, nosso Pai, nosso Rei: não temos outro rei além de Ti. Nosso Pai, nosso Rei, age por Tua causa e tem misericórdia de nós". De imediato, os pingos de chuva caem sobre eles. Mas a história não termina aí. O povo judeu adotou sua prece e, até os dias de hoje, recitamos o mesmo rogo nos jejuns coletivos, em Rosh Hashaná e durante os Dez Dias de Penitência, que culminam em Yom Kipur.

Rabi Akiva também leva a reputação de ter composto o Kadish - a oração recitada pelas almas dos que partiram deste mundo. Mas, curiosamente, o Kadish não fala em morte - nem uma vez sequer. Pelo contrário, é comprovadamente o texto mais lindo, mais emocionante em toda a liturgia judaica de louvor a D'us. Somente uma alma nobre como Akiva para encontrar significado e conforto mesmo na morte.

Seu sacrifício e morte

Sua vida foi sempre pontilhada pela tragédia, mas ele a superava, vez após vez, com seu amor infinito. Durante a epidemia que terminou em Lag Ba'Omer, 24 mil de seus discípulos pereceram. [O fim dessa peste é uma das razões que fazem do 33º dia de Omer uma data festiva]. Como teria qualquer outro ser humano, professor ou rabino, reagido a uma tal catástrofe? Abandonariam o ofício, afogar-se-iam em depressão, buscariam o exílio; quiçá almejassem a morte.

Mas não Rabi Akiva. Armou-se de novas forças e, começou de novo, conquistou novos alunos a quem guiou pelos meandros do judaísmo. Seu amor pelo povo judeu, pela Torá e por D'us não se deixavam vergar pela tragédia. Nunca se desesperava e jamais, durante toda a sua vida - nem mesmo nos momentos mais sombrios - desistiu. Sequer titubeou. Como mérito por sua coragem e perseverança, ele legou ao povo judeu dois de seus maiores Sábios: Rabi Meir Baal HaNess - o Mestre dos Milagres - e Rabi Shimon Bar Yochai, autor do Zohar, o Livro do Esplendor, que sistematizou e começou a divulgar a sabedoria da Cabalá.

Rabi Akiva estava vivo quando o Segundo Templo foi destruído. Testemunhou, também, um dos holocaustos do povo judeu: em Betar, uma cidade em Eretz Israel, um general judeu de nome Shimon Bar Kochba iniciou uma revolta contra Roma. Bar Kochba, a princípio, teve êxito em sua campanha, levando Rabi Akiva a crer - e proclamar - que o grande guerreiro era o Messias. Mas a revolta judaica terminou vencida e os romanos capturaram e deram cabo à vida de Bar Kochba. Após a destruição de Betar, o Imperador romano, Adriano, anti-semita e assassino, decidiu aniquilar todo o povo judeu. Se os romanos capturassem algum judeu importante, este era torturado antes de ser exterminado. A brutalidade imposta a cada judeu de renome era proporcional à sua grandeza e importância.

Após a queda de Betar, Rabi Akiva foi preso e condenado à morte pelos romanos. Foi sentenciado à pena capital por ter violado o decreto romano que proibia o ensino da Torá. Em total desprezo a Roma, Akiva desafiadoramente ensinava a Lei de Moisés em público, agrupando os alunos onde os encontrasse. E por assim agir - e salvar o judaísmo - Roma exigia mais que a sua morte. Teria que ser barbaramente torturado - não na cruz, como o tinham sido outros 250 mil judeus. Para ele, Roma escolhera uma forma mais horripilante ainda de morte: Rabi Akiva seria esfolado vivo com rastelos de ferro. O algoz romano o rasgaria, pedaço por pedaço, até seu último suspiro.

E agora, voltemos ao Talmud e ao Midrash para conhecer seus momentos finais na Terra.

Uma história do Talmud. Nos Céus, Moisés viu um homem e o ouviu interpretar a Torá para seus discípulos. Dirigindo-se ao Eterno, perguntou Moisés: "Senhor de todo o mundo! Tendo tão grande homem na Terra, a mim caberia receber Tua Torá?" Ao que D'us respondeu: "Foi este o Meu desejo". Moisés retrucou, então: "Mostraste-me o homem; agora revela-me o seu fim". E D'us disse a Moisés que se virasse para testemunhar a tortura e morte de Akiva. "Senhor do Universo!", protestou Moisés, "tanto conhecimento da Torá e esta é a recompensa que lhe toca?" E D'us lhe ordena: "Cala-te! Pois é este o Meu desejo".

Há outra história semelhante, também do Talmud. D'us revelou a Adão todo o registro das gerações que o sucederiam - os futuros eruditos e líderes judeus que comporiam a sua descendência. O Criador também fez ver ao primeiro homem a geração de Rabi Akiva. Adão apreciou deveras tais informações, mas ficou profundamente entristecido com a visão da morte que aguardava Rabi Akiva. Tentou, por todas as maneiras, obter uma morte mais suave para o grande rabi, mas viu seu pedido negado.

Os anjos nos Céus também tentaram anular tal decreto. Uma lenda mística do Midrash nos conta que enquanto Akiva estava sendo destroçado pelos romanos, os anjos choravam amargamente e suas lágrimas caíram no grande mar e o fizeram ferver, enquanto o mundo todo era sacudido pela voz angelical que questionava D'us: "É esta a Tua recompensa a um homem que cumpriu tão fielmente a Tua Torá?"

Mas, na Terra, abaixo, um homem - um dos maiores a tocar seu solo, caminhava, com bravura, em direção à morte, sem que um som saísse de sua garganta, em protesto, nem uma lágrima de seus olhos escapasse. Rabi Akiva foi julgado e condenado à morte pelo governador romano na Terra de Israel, o maléfico Tirano Rufo. No dia de Kipur, Akiva foi conduzido ao local da execução. Era cedo, o dia começava; hora de recitar o Shemá. O povo judeu reuniu-se em torno de seu líder, acompanhando-o em seus derradeiros momentos. A execução era pública e presenciada por toda a população.

Mas, para choque e surpresa de todos os presentes, ao começarem a despedaçá-lo, Rabi Akiva tinha um sorriso nos lábios, prestes a desatar em riso. Exasperado, o governador romano grita-lhe: "Mesmo nesta hora, zombas de mim! Deves ser o demônio. Não há como um ser humano agüentar tanto sofrimento físico com tua calma e teu sorriso!". Seus alunos indagavam: "Mestre, o que está ocorrendo? Como podes rir numa hora destas?"

E o que lhes respondeu Akiva? Foi isto o que lhes declarou o maior rabino na história judaica: "Por que sorrio? Pois este é o momento mais glorioso de minha vida! Dia após dia, dia e noite, recitei as palavras do Shemá: 'e amarás o Eterno, Teu D'us, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu vigor'. Entendia as palavras 'com toda a tua alma' como sendo 'mesmo às custas de toda a tua alma', e sempre imaginava se mereceria a oportunidade de cumprir esse mandamento - o de abrir mão de minha própria alma em nome de D'us".

E Rabi Akiva continuou: "Hoje, isto está acontecendo. Hoje estou sendo morto por ser judeu. Hoje estou sendo morto por minha fé em D'us e por tê-la fortalecido entre os outros. Não é, pois, este, o momento supremo de minha vida - em que posso oferecer minha vida a D'us?" A seguir, recitou as palavras: "Shemá Israel, Ad-nai Elo-enu, Ad-nai Echad"- Escuta, ó Israel, o Eterno é nosso D'us, o Eterno é Um". Deteve-se na pronúncia da palavra Echad - "Um", como afirmação da Absoluta Unicidade de D'us - até que sua alma foi recolhida e devolvida ao Criador.

Foi enterrado em Tiberíades, assim como o foram outros grandes Sábios. Seus despojos físicos lá estão, mas sua alma está também em outras partes, talvez em todas as partes onde haja judeus. O Talmud ensina que uma pessoa que perde a vida por ser judeu torna-se santificada e não há quem a ela se iguale, em mérito. Um dos maiores sábios do Talmud, Rabi Yehoshua ben Levi, revelou que o Paraíso tem sete níveis e que a alma de Rabi Akiva está no mais alto deles, ao lado de todos os judeus de todas as gerações que foram mortos por serem judeus.

Sua grandeza e seu legado

Rabi Akiva, pastor pobre e analfabeto que começou a estudar a Torá aos quarenta anos, tornou-se o maior sábio de sua era - um homem que seria chamado de "pai do mundo". Foi odiado e admirado por seus inimigos romanos e reverenciado pelos judeus. Certa vez, debatia com um colega, o sábio Rabi Tarfon, sobre a lei que exigia dos sacerdotes condutores dos serviços no Templo não ter imperfeições físicas. A posição do colega era mais flexível que a de Rabi Akiva. "Lembro-me", disse Rabi Tarfon, "de ter visto meu tio, que era manco, tocar o shofar no pátio do Templo".

Rabi Akiva não estava convencido e explicou que Rabi Tarfon presenciara uma assembléia - não um ritual de sacrifício - já que qualquer imperfeição física desqualificaria um sacerdote de realizar os sacrifícios. Ao que Rabi Tarfon retrucou: "Eu estava lá! Vi e ouvi tudo, ao passo que você nem lá esteve! Tudo o que tem é esse seu poder de interpretar a lei da Torá. E mesmo assim, sabe mais do que eu. Akiva, Akiva: afastar-se de você é afastar-se da própria vida!"

Assim como Moisés, Rabi Akiva, morreu aos 120 anos. Os dois - o maior dos profetas e o maior dos rabinos da história judaica - tiveram caminhos semelhantes. Ambos eram pastores. Seus primeiros quarenta anos foram isentos de Torá: Moisés vivia no palácio do Faraó, enquanto Akiva nem sabia ler. Os quarenta anos seguintes foram vividos longe de casa - um vivenciou a Revelação Divina e se tornou o maior profeta da história. O outro encontrou o Divino através do estudo, tornando-se o mais destacado mestre da Torá. E, por último, os derradeiros quarenta anos na vida de ambos foram vividos liderando o povo judeu e lhes transmitindo a Divina Torá.

Como Moisés, que constantemente colocava sua vida e seus méritos na posição de pleitear em nome do povo judeu, Akiva encontrava maneiras de eximir os outros de qualquer culpa por suas falhas ou transgressões. Com sua coragem e brilhantismo, o Rabi servia de inspiração a quem o conhecesse. Onde os demais viam tragédia e desespero, via esperança. Certa vez, enquanto ele e três outros grandes Sábios subiam a Jerusalém, ao Monte do Templo, viu uma raposa que saía do local do Santo Santíssimo, que era a câmara mais sagrada do Templo. Os três Sábios se puseram a chorar e Akiva a rir. Quando lhe perguntaram o motivo do riso, explicou: duas profecias tinham sido feitas acerca do Templo Sagrado - uma por Uriá e a outra por Zechariá. O primeiro previu sua total destruição; o segundo, aludindo à Era Messiânica, prometeu que os anciãos voltariam às ruas de Jerusalém. E explicou que enquanto a profecia de Uriá não se tinha cumprido, ele temia que a de Zechariá não se concretizaria. Mas agora, tendo presenciado a ocorrência do pior, ele estava certo de que haveria de chegar o dia em que o Terceiro Templo - e definitivo - seria erguido. Os Rabinos, aceitando seu raciocínio, disseram-lhe: "Akiva, tu nos confortaste. Akiva, tu nos confortaste".

O sol não se põe sem haver outro nascente, ensinam os Sábios. D'us não deixa este nosso mundo totalmente destituído de luz. O dia em que Rabi Akiva ascendeu aos Céus, naquele dramático Yom Kipur, nascia um grande líder do povo judeu - um homem cuja liderança e erudição em Torá são comparadas, pelo Talmud, com as de Moisés. Esse homem, Rabi Yehudá HaNassi, continuou a obra de Rabi Akiva; compilou e redigiu a Torá Oral, para que o povo judeu nunca a olvidasse, destarte salvaguardando o judaísmo para todo o sempre. Mas isto é uma outra história...

Rabi Akiva foi o exemplo supremo do Baal Teshuvá - o judeu que "retorna", voltando a abraçar o judaísmo. Sua trajetória até a grandiosidade não foi rápida nem fácil. Praticou a arte do silêncio antes de começar a falar a língua da sabedoria da Torá. Quando começou a aprender e a praticar os seus mandamentos, errava, às vezes, chegando até a ser repreendido por mestres e colegas. Ele nos faz lembrar que nunca é tarde demais, nunca há total desalento, pois que até o mais desinteressado dos judeus pode voltar à sua religião e à sua herança, e até o mais inculto dos judeus pode não apenas estudar a Torá, mas também a dominar e difundir. Rabi Akiva legou ao povo judeu a sua coragem, o seu heroísmo e o seu amor. Sua execução invoca uma imagem, tragicamente exibida muitas vezes na história de nosso povo: inúmeros judeus a caminho da morte certa - da fogueira, das câmaras de gás - rezando, recitando o Shemá, proclamando a unidade de seu Criador; e eis que de súbito irrompem em cantos. Teriam sido inspirados pelo amor de Rabi Akiva? Teria sido a sua coragem que os carregara quando desceram ao vale da morte e ascenderam à Eternidade?

Ele permanece como nosso grande herói. É difícil contar sua história com os olhos secos, ausentes. É difícil ouvir falar dele sem se curvar em humildade e gratidão. Akiva foi um pergaminho vivo da Torá, um ser que caminhava e respirava como nós, mortais. Foi Moisés quem nos trouxe a Torá dos Céus. Mas foi Rabi Akiva quem assegurou que a Lei de Moisés continuaria a imperar, para sempre, na Terra. Como rabino e mestre, ele continua sem paralelo, jamais igualado na história de nosso povo.

Um grande Sábio do Talmud, Rabi Dosa ben Harkinas, assim se referia a Rabi Akiva: "Seu nome ressoa de uma extremidade a outra do mundo". E assim continua a ressoar, reverberando, para sempre, através dos tempos. Seu nome se tornou uma bênção, um cântico, uma prece. Sim, foi Rabi Tarfon quem melhor o colocou em palavras: "Akiva, Akiva, afastar-se de ti é afastar-se da própria vida".

"Zecher Tzadik Le'Verechá". Que sua memória abençoe e proteja todos os filhos e filhas de Israel.

(Traduzido por Lilia Wachsmann)

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