Espiritualidade e cura no judaísmo
A religião pode tornar mais lento o avanço do câncer? Aliviar a depressão? Reduzir a pressão sanguínea? A crença em Deus pode retardar a morte? Hoje, começam a surgir inúmeras pesquisas tentando provar o quanto a fé pode contribuir para a saúde. 

Sentindo a necessidade crescente de apoio espiritual, mais da metade das faculdades de medicina nos Estados Unidos já incluem cursos de Espiritualidade e Medicina em seus currículos.

Embora a ciência ainda não tenha compreendido inteiramente a relação benéfica entre religiosidade e cura, pessoas de diversas crenças tomam a dianteira, levando o conforto da religião àqueles que enfrentam situações difíceis. 

E o Judaísmo, o que oferece como resposta à dureza da fragilidade humana? Para aprofundar-se sobre essa questão, formou-se há quatro anos o Núcleo de Healing e Bikur Cholim da Comunidade Shalom, em sincronia com a busca global por um resgate da espiritualidade e com o Tikun Olam (consertar o mundo). 

A raiz da palavra Healing (cura) vem do anglo-saxão haelen, que significa estar ou tornar-se inteiro, íntegro. O conceito, portanto, abrange não apenas a cura física, mas também uma força inerente à vida, cujo movimento se orienta em direção à reorganização corpo-mente-espírito. 

É a invocação de uma das qualidades mais poderosas do ser humano: a resiliência - ou, para usar outra palavra em voga, a auto-cura. Os estudos do núcleo geraram frutos excepcionais. 

Aprofundando-se na leitura de textos judaicos, descortinam-se dentro de nossa tradição recursos poderosos, capazes de criar uma atmosfera promovedora de Healing, como a mitzvá de Bikur Cholim' (visitar os doentes), salmos, preces, rituais e a simbologia das festas do calendário, que favorecem a reconexão de cada um com suas raízes, com o Divino e com a Comunidade.

Coisas Judaicas

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