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NÓS TEMOS DEFEITOS? - PARASHÁ KORACH 5770 (11 de junho de 2010)
 
“Os dias intermediários das festas de Pessach e Sucót são chamados “Chol Hamoed”. Apesar de não serem Yamim Tovim (dias onde os trabalhos criativos são totalmente proibidos, como no Shabat), estes dias também têm muita Kedushá (Santidade) e por isso algumas atividades são permitidas apenas em casos de grande necessidade. Uma das atividades que entra nesta classificação é escrever.
 
O Rav Isser Zalman Meltzer era muito conhecido por seu zelo com as Mitzvót e seu temor a D’us. Certa vez ele estava estudando tranquilamente com um aluno durante os dias de Chol Hamoed de Sucót. De repente, no meio do estudo, ele se levantou assustado e pediu ao aluno que lhe trouxesse um papel e uma caneta. O aluno estranhou e exclamou:
 
- Mas Rav, estamos no meio de Chol Hamoed!
 
- Eu sei, não me esqueci disso, mas é uma questão de vida ou morte.
 
Como o aluno entendeu que era realmente algo muito importante, ele correu e trouxe rapidamente um papel e uma caneta. Mas para sua surpresa, o rabino escreveu algumas poucas palavras no papel, guardou-o no bolso e voltou a estudar como se nada tivesse acontecido. O aluno ficou confuso, pois ele havia dito que era algo de vida ou morte. Será que ele tinha entendido errado? Tomou coragem e pediu ao rabino uma explicação. O rabino então falou:
 
- Você sabe que em Chol Hamoed costumam vir à minha casa muitas pessoas para me desejar “Chag Sameach” (Boa festa). Mas com tantas pessoas vindo aqui, é impossível não notar alguns defeitos nas atitudes de algumas delas. E após todo o esforço que cada um faz para vir até a minha casa para me desejar “Chag Sameach”, com eu posso olhar para as pessoas e enxergar algo de ruim nelas? Então o que eu faço para não ver o lado ruim dos outros? Todos os anos eu deixo pronto, antes do início das festas, um bilhete me lembrando a olhar os meus próprios defeitos ao invés de olhar os defeitos dos outros. E durante todo o Chol Hamoed, enquanto as pessoas vêm me visitar, de tempos em tempos eu tiro o papel do bolso para me concentrar nos meus erros e não nos dos outros.
 
- Mas neste ano - completou o rabino - eu me esqueci de deixar o papel pronto e só me lembrei só agora. Mesmo sendo Chol Hamoed eu tive que escrever, pois para mim isto é um caso de vida ou morte”
 
Esta é a diferença entre nós e os grandes Tzadikim (Justos). Enquanto para o Rav Isser Zalman se esforçar para não olhar os defeitos dos outros é uma questão de vida ou morte, para nós ficar notando e comentando os defeitos dos outros é a coisa mais comum do mundo...
 
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Na Parashá desta semana, Korach, a Torá nos relata um grave ato de rebeldia durante a caminhada do povo judeu no deserto. Um homem chamado Korach conseguiu convencer um grande grupo de pessoas a questionar as posições de destaque de Moshé e Aharon. O final foi trágico, resultando na morte de praticamente todos os rebeldes envolvidos. E assim a Torá descreve a reclamação dos rebeldes contra Moshé e Aharon: “Por que vocês estão se colocando acima da congregação de D’us?” (Bamidbar 16:3). Mas no fundo, o que havia de tão errado no argumento de Korach? Ele achou que Moshé estava fazendo algo errado, escolhendo para si posições que lhe dessem honra e poder. Como isto o incomodou, ele resolveu reclamar. O que há de tão grave em olhar os defeitos dos outros?
 
Em primeiro lugar, Korach estava cego pela inveja e por isso não conseguiu enxergar algo óbvio. A escolha de Moshé e de Aharon foi feita diretamente por D’us, não foi uma escolha deles mesmos. Quando Korach se rebelou contra os cargos de Moshé e Aharon, no fundo ele estava se rebelando contra D’us.
 
Além disso, é um fenômeno natural as pessoas prestarem atenção nos defeitos que enxergam nos outros e terem vontade de criticá-los por isso. E aparentemente isto é uma característica boa, pois é uma demonstração de que gostamos de ter qualidades, enquanto desprezemos e queremos fugir dos defeitos. Mas na verdade esta atitude do ser humano não é uma qualidade, ao contrário, vem das nossas características negativas. Explica o Rav Leib Chassman que, na realidade, a característica de apontar e reclamar dos defeitos dos outros é conseqüência de nos esquecermos de D’us e de nos esquecermos de nós mesmos.
 
O que significa que só criticamos o outro quando nos esquecemos de D’us? Explica o livro Tomer Dvora, do Rav Moshe Cordovero, que apesar de muitas vezes merecermos um julgamento mais rigoroso, D’us se comporta conosco com misericórdia. Por exemplo, Ele deixa nossos bons atos diante Dele para que se recorde deles sempre, principalmente quando são atos de bondade que fazemos com os outros. Mas com nossos erros Ele é Misericordioso e não deixa que cheguem diante Dele, como se tivesse “esquecendo-se” deles. Se D’us se comporta assim conosco, como nós podemos nos comportar ao contrário Dele, guardando os defeitos dos outros ao invés de procurar apenas suas qualidades?
 
E o que significa que só criticamos o outro quando nos esquecemos de nós mesmos? Pelo fato de acharmos que estamos sempre certos, D’us criou no mundo um sistema para nos ajudar a identificar os nossos erros. Se prestarmos atenção em tudo o que nos incomoda nos outros, perceberemos algo incrível: em algum nível, nós também cometemos o mesmo erro. Se alguém nos incomoda ao ser egoísta, é porque também somos um pouco egoístas. Se alguém nos incomoda por falar de maneira grosseira, é porque também falamos com os outros de maneira grosseira. Assim ensinam os nossos sábios: “Todo aquele que desqualifica o próximo, com seus próprios defeitos o desqualifica”. Portanto, temos tantas coisas para consertar em nós mesmos que, se estamos prestando muita atenção nos defeitos dos outros, é sinal de que nos esquecemos de nós mesmos, isto é, estamos apontando o dedo para os outros enquanto nos esquecemos de fazer o nosso próprio trabalho espiritual.
 
Este conceito está também em um dos ensinamentos de Shlomo Hamelech (Rei Salomão): “Que seus olhos olhem para frente, e suas pálpebras diretamente diante de você” (Mishlei 4:25). O que isto significa? Quando olhamos para os outros, a tendência é olhar os defeitos, enquanto quando olhamos para nós mesmos, buscamos sempre as qualidades. Mas a palavra “diante de você” (“Kenegdecha” em hebraico) também significa “contra você”. Portanto, o que Shlomo Hamelech, o mais sábio de todos os homens, está nos ensinando, é que quando nossos olhos encontram no outro um defeito, nossas pálpebras devem imediatamente olhar “contra nós”, isto é, devemos olhar para nós mesmos para identificar onde temos este defeito que enxergamos no outro. Somente assim conseguiremos melhorar em todas as áreas de nossas vidas.
 
Foi isso o que aconteceu com Korach. Quando ele viu em Moshé o suposto defeito de querer buscar honra e poder, na verdade ele estava vendo um reflexo dos seus próprios desejos. Era Korach quem queria estar acima dos outros. Era ele quem estava sendo movido pelo desejo de poder e honra. O suposto defeito que ele viu em Moshé era exatamente o defeito que havia dentro dele. Mas ao invés de parar e refletir, ele preferiu se rebelar. Apesar de Korach ter um grande potencial, ao invés de consertar o erro que havia nele e realmente chegar a uma posição de destaque pelos seus próprios méritos, ele preferiu procurar defeitos em Moshé. Essa foi a principal causa de sua grande queda.
 
Todos nós temos muito o que trabalhar e crescer na nossa vida. Então, se está sobrando tempo para encontrar os erros dos outros, é um sinal de que não estamos ocupando o nosso tempo suficientemente com os nossos próprios erros.
 
SHABAT SHALOM
 
Rav Efraim Birbojm
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
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Jorge Magalhães

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