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Yair Lapid - Coisas Judaicas
Yair Lapid - Coisas Judaicas

Por Yair Lapid, agosto de 2014.

“O holocausto força-nos a perguntar as seguintes questões:

O que eu teria feito?

O que teria feito se fosse um judeu em Berlin, em 1933, quando Hitler ascendeu ao poder?

Teria fugido?

Teria vendido minha casa e abandonado meu trabalho?

Retirado meus filhos da escola no meio do ano?

Ou teria dito a mim mesmo: isto vai passar, é só um momento de loucura, Hitler só disse estas coisas porque é um político procurando se eleger. Sim, ele é antissemita, mas quem não é?

Já vivemos tempos piores do que este. É melhor esperar, manter minha cabeça fria. Isto passará.

O que eu faria se fosse um cidadão alemão, em Berlim no dia 18 de outubro de 1941, quando o primeiro trem partiu conduzindo 1.013 judeus, entre crianças, mulheres e velhos, todos destinados a morrer?

Não pergunto o que teria feito se fosse um nazista, mas o que teria feito se fosse um cidadão honesto testemunhando esse fato no local?

Um cidadão alemão, de minha idade, com três filhos como eu. Um homem que educou seus filhos nos princípios da decência, do direito inalienável à vida e ao respeito. Teria eu permanecido em silêncio? Teria protestado?

Teria eu sido um dos numerosos berlinenses que tentaram incognitamente resistir ao nazismo, ou dos que continuaram vivendo como se nada estivesse acontecendo?

Ou o que teria acontecido se eu fosse um dos 1.013 judeus naquele trem? Teria embarcado?

Teria escondido minha filha de dezoito anos nas florestas do norte?

Teria dito aos meus dois filhos homens para que lutassem até a morte?

Jogaria fora minha mala e sairia correndo?

Ou atacaria os guardas em seus uniformes negros e morreria honrada e corajosamente, rapidamente, ao invés de vagarosamente torturado e faminto?

Penso saber a resposta, e você também.

Nenhum - NENHUM - dos 1.013 judeus que partiram para a morte lutou contra os guardas.

Nem eles nem os milhares que os seguiram partindo desta mesma plataforma.

Meu avô, Bela Lampel, também não o fez, quanto um soldado alemão, tirou-o de casa, tarde da noite de 18 de março de 1944.

“Bitte” disse a mãe dele, minha bisavó Hermine, para o soldado alemão. Ela lentamente ajoelhou-se e abraçou as botas do soldado. “Bitte, não esqueça que você também tem uma mãe”.

O soldado não disse uma só palavra. Ele não sabia, que da cama, escondido sob o colchão, meu pai tudo observava. Um jovem judeu de 13 anos, que de um dia para o outro virou um homem.

Porque eles não lutaram? Esta é a pergunta que me assombra. Esta é a pergunta que o povo judeu não sabia responder desde a partida do último trem para Auschwitz.

E, a resposta – a única resposta – é que não acreditavam, que a maldade suprema existia, mas agora sabem e acreditam, e como!

Sabiam na época, naturalmente, que existe gente má no mundo, mas não acreditavam na maldade suprema, na maldade organizada, sem perdão ou hesitação, maldade fria que os visualizavam mas não os viam, nem por um momento como seres humanos.

Pela ótica de seus assassinos, eles não eram pessoas. Não eram pais, mães e filhos. Nunca haviam celebrado o nascimento de um filho, nunca se apaixonaram, nunca levaram seu velho cão para passear, às duas da manhã, ou riram até chorar ao assistir uma comédia inesquecível.

É só isso que você precisa para assassinar seu semelhante. Estar convencido que ele não é um ser humano. Estar convencido que ele não é um homem na acepção antropológica da palavra.

Quando esses assassinos olhavam para os prisioneiros nos trens que partiam das plataformas em sua jornada final, não viam pais e mães, mas só JUDEUS.

Não eram poetas ou músicos, mas só JUDEUS.

Não eram Herr Braun ou Frau Schvartz, mas só JUDEUS.

A “DESTRUIÇÃO” começa com a perda provocada da identidade.
Não traz surpresa, que a primeira coisa que ocorria quando chegavam em Auschwitz, era tatuar um número em seus antebraços.

É difícil matar Rebecca Grunwald, uma linda e graciosa jovem de 18 anos, mas uma judia número 7762 A, é fácil de matar, mesmo quando continue a mesma pessoa.

Setenta e cinco anos mais tarde, sabemos um pouco mais? Entende-se mais?

O Holocausto coloca aos olhos de Israel um desafio duplo: Por um lado nos é ensinado que devemos sobreviver a qualquer custo, e sermos capazes de nos defender a qualquer preço.

Trens lotados de judeus nunca mais partirão de plataforma alguma, seja qual for o destino e o lugar no mundo. A segurança do Estado de Israel e seus cidadãos deve estar para sempre nas mãos de seus habitantes exclusivamente, sejam judeus ou não.

Temos amigos, e estaremos em companhia dos mesmos. A nova Alemanha, já provou sua atual amizade a Israel, mas não podemos nem devemos confiar em ninguém a não ser em nós.

Por outro lado, o Holocausto nos ensinou, que independentemente de qualquer circunstância, devemos ser e permanecer sempre como um povo e Estado com sentimentos e moral elevada.

A moral humana não é avaliada quando tudo caminha normalmente, ela é julgada pela nossa habilidade em ver e sentir o sofrimento de terceiros, mesmo quando temos razões bastantes para ver exclusivamente os nossos.

O Holocausto não pode ser comparado, e não deve sê-lo, com qualquer outro evento na história humana. Foi, nas palavras de K. Zetnik, um sobrevivente de Auschwitz, “um outro planeta”.

Não devemos comparar, mas devemos sempre lembrar o que aprendemos.

A guerra que travamos hoje, que parece continuar, e que o mundo civilizado – quer queiram, quer não – será parte dela, fundamenta as duas lições que tiramos do Holocausto, colocando infelizmente uma diante e oposta a outra.

A necessidade de sobreviver nos ensina como sermos combativos para nos defender.

A necessidade de permanecermos politicamente corretos, mesmo quando a imoralidade nos rodeia, nos ensina minimizar o sofrimento humano tanto quanto possível.

Nossa conduta moral não é avaliada em um laboratório esterilizado ou em um livro de filosofia.

Nas últimas semanas, nossa avaliação perante a opinião pública mundial e principalmente pela mídia internacional facciosa como sempre em relação a Israel, foi feita durante intensa troca de foguetes e bombardeios.
Milhares de foguetes foram lançados contra Israel, enquanto terroristas armados do Hamas continuavam a cavar túneis que os levavam a jardins de infância, com o objetivo de raptar e matar nossas crianças.

Qualquer um que nos critique deve fazer a si uma única pergunta: “O que você faria se viesse à escola de seus filhos um terrorista do Hamas armado com uma metralhadora e começasse a atirar?”

O Hamas, ao contrário do que fazemos, querem matar JUDEUS. Jovens ou velhos, mulheres ou homens, soldados ou civis.

Não veem diferença, pois para eles, não somos pessoas. Somos JUDEUS, razão bastante para tentar nos matar, exatamente igual aos nazistas.

Nosso termômetro moral, mesmo nessas circunstâncias, é continuar a distinguir entre inimigos e inocentes.

Cada criança que morre em Gaza, faz sangrar nosso coração. Eles não são do Hamas, não são inimigos, são apenas crianças.

Israel é o primeiro e único pais, em toda história mundial militar, que informa seus inimigos previamente quando e onde vai atacar, afim de evitar feridos civis.

Israel é o único país que transfere alimentos e medicamentos aos seus inimigos mesmo durante o embate.

Israel é o único país em que pilotos abandonam suas missões quando identificam civis no solo a ser bombardeado. Assim mesmo, crianças morrem, e crianças não existem para morrer assim.

Hoje na Europa, e como em todo mundo, seus habitantes estão confortavelmente sentados em seus lares, vendo as notícias do dia, e comentando como Israel está falhando em sua estratégia de autodefesa.

Por que? Porque em Gaza pessoas sofrem e morrem. Não entendem – ou não querem entender – que o sofrimento em Gaza, é a MAIOR ARMA DA SUPREMA MALDADE - OU SEJA - DO HAMAS.

Quando tentamos explicar a todos, minuto a minuto, dia após dia, semana após semana, que o Hamas usa seus filhos, suas crianças, como escudos humanos, pondo-os na linha de fogo intencional e cruelmente, para assegurar que vão morrer, esse diabólico Hamas, sacrifica essas vidas jovens e promissoras para vencer sua guerra de propaganda, e assim mesmo a opinião pública mundial não judaica, recusa-se a acreditar nisto.

Por que?

Porque, não conseguem acreditar que seres humanos – seres humanos que parecem sê-lo, e soam como se fossem – são capazes desse comportamento diabólico.

Porque, pessoas de bem, recusam-se a reconhecer essa suprema maldade, só quando já é muito tarde.

Dia a dia, perguntamos a nós mesmos, porque a humanidade prefere nos criticar, mesmo quando fatos gritantes e incontroversos indicam o contrário.

Hoje, mundo a fora, fanáticos muçulmanos estão massacrando outros muçulmanos. Na Síria, no Iraque, na Líbia e na Nigéria morrem mais crianças em um dia, do que em Gaza em um mês.

Cada semana, uma mulher é sequestrada e estuprada, homossexuais são enforcados e cristãos decapitados. Enquanto isso o mundo observa, calma e educadamente, voltando obsessivamente a condenar Israel por tentar se defender e a seus cidadãos.

Parte dessas críticas vem de antissemitas. Mais uma vez, emerge o monstro do preconceito. Mas não perdem por esperar, lutaremos contra vocês sempre, em qualquer tempo e lugar. Os dias em que os judeus silenciavam já eram.

Nunca mais calaremos face o antissemitismo travestido de antiisraelismo, e esperamos que cada governo, em cada país, com o bom senso de todos os governantes, ombro a ombro ajude-nos a combater essa maldade suprema que insiste em reviver.

Muitos preferem nos criticar e focar sua raiva sobre nós, porque sabem que somos os únicos que os ouvimos porque defendemos todos os pontos em que o Hamas é contra, como direitos humanos, racionalidade, liberdade para os gays, direito das mulheres, liberdade de religião e de opinar.

Não nos deixemos enganar. A suprema maldade está aqui. A nossa volta. Está procurando vigorosamente nos ferir.

O fundamentalismo Muçulmano é a mais recente manifestação da suprema maldade, e como o nazismo que o precedeu, nos ensinou como usar nossas estratégias para nos defender.

Diabolicamente usam nossa incapacidade de aceitar que seres humanos utilizem e matem seus filhos e cidadãos civis em geral, para vencer uma guerra de propaganda, materializada pela captação por uma lente de TV, de um cenário de morte e sofrimento que circulará pela mídia internacional na sua perseguição infinita contra os judeus e o Estado de Israel.

Finalmente, quero alertar aos líderes do Hamas, do Estado Islâmico ou ISIS, que nunca estarão seguros onde quer que estejam enquanto continuarem a matar vítimas inocentes.

Assim como, os principais líderes do Ocidente, continuaremos a perseguir até a extinção esses assassinos do Hamas e seus parceiros.

Essa suprema maldade que Israel enfrenta hoje, a Europa já sabe, que se falharmos ao tentar detê-los, eles serão os próximos alvos.

Nunca mais embarcaremos nos trens da morte, esteja o Mundo certo disso!

Shalom!

*Yair Lapid é jornalista e ministro das Finanças de Israel.
                       

Iron Dome o escudo antimísseis de Israel

 Iron Dome- Coisas Judaicas
 Iron Dome - Coisas Judaicas
Saiba como funciona o escudo antimísseis de Israel

Eficácia da proteção aérea israelense impressiona especialistas; mais de 2 mil foguetes inimigos causaram apenas 3 mortes.

Desde que Israel lançou sua operação militar contra militantes palestinos na Faixa de Gaza no dia 8 de julho, a Força de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) contabilizou mais de 2 mil foguetes disparados da região contra Israel.

Essa chuva de foguetes, lançados pelo Hamas e por outros grupos islâmicos, deixou, até agora, três civis mortos (dois israelenses e um trabalhador imigrante tailandês).


 Iron Dome- Coisas Judaicas
 Iron Dome - Coisas Judaicas
O contraste entre o alto número de foguetes lançados e o baixo número de vítimas tem três explicações: a preparação da população em Israel, treinada a lidar com uma rede de abrigos, alarmes e exercícios de simulação; a ineficácia das armas do Hamas e da Jihad Islâmica; e a eficiência do escudo antimísseis israelense, conhecido como Iron Dome (Cúpula de Ferro, em tradução livre).

Complexo, o sistema do Cúpula de Ferro não é 100% eficaz e não consegue interceptar todo foguete disparado por militantes palestinos. Mas as evidências sugerem que ele tem ajudado consideravelmente a evitar vítimas israelenses.

Como ele funciona?

 Iron Dome - Coisas Judaicas
 Iron Dome - Coisas Judaicas
O Cúpula de Ferro faz parte de um amplo sistema de defesa aérea operado por Israel e projetado para proteger o país de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, foguetes e outras ameaças aéreas (a força aérea dos vizinhos rivais a Israel é, em geral, obsoleta e não há competição local com o poderio aéreo israelense).



Esse sistema é tanto defensivo (como no caso do escudo) quanto ofensivo. Israel faz uso dele para destruir instalações de lançamento em território inimigo e interceptar navios com armamentos vindos do Irã e da Síria destinados para militantes do Hezbollah e do Hamas.

O Cúpula de Ferro contou com o financiamento de mais de US$ 200 milhões dos Estados Unidos e é orientado para interceptar mísseis relativamente pouco sofisticados.

Ele foi projetado pela empresa Rafael Advanced Defense System LTD, uma companhia privada próxima às Forças Armadas israelenses e que constrói sistemas de defesa aéreos, marítimos e terrestres.

As baterias são compostas de mísseis interceptores, radares e sistemas de comando que analisam onde os foguetes enviados por inimigos podem cair.
Cada bateria tem um custo de instalação de US$ 50 milhões e cada míssil interceptor Tamir custa cerca de US$ 60 mil.

Os fabricantes dizem que a tecnologia permite identificar quais foguetes inimigos podem atingir áreas urbanas e quais perdem a mira.
O sistema decide, portanto, quais devem ser interceptados.

História de uma obsessão

O escudo antimísseis teria suas raízes no conflito entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah, em 2006.

O Hezbollah lançou milhares de foguetes que mataram dezenas de israelenses e causaram grandes danos.

Mas, segundo a revista americana National Interest, os esforços de Israel para desenvolver um escudo antimísseis começaram há três décadas e são parte da cooperação militar entre Israel e os Estados Unidos.


"Os dois países assinaram um acordo em 1986 para desenvolver um sistema de defesa antimísseis e para facilitar a participação israelense na Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI, na sigla em Inglês) de (Ronald) Reagan", indicam os jornalistas da publicação no artigo "Desmistificando o Cúpula de Ferro".

Mas logo cinco anos depois do entendimento, durante a primeira Guerra do Golfo, quando o então presidente do Iraque, Saddam Hussein, lançou mísseis Scud sobre Israel, os líderes israelenses resolveram acelerar o desenvolvimento de tal sistema.

No início de 2010, o Cúpula de Ferro tinha passado com sucesso em testes realizados pelo Exército israelense, em que foram usados foguetes Qassam e Grad e morteiros.
Em abril de 2011, o sistema foi usado em combate pela primeira vez, quando derrubou um míssil lançado contra a cidade de Beersheba, no sul do país.

O sistema pode interceptar foguetes de distâncias de 4 a 70 quilômetros.

O arsenal palestino

O Hamas e os demais grupos palestinos radicais que atuam na Faixa de Gaza acumularam um arsenal de foguetes básico que, com o passar do tempo, têm aumentado o seu raio de ação.
Nenhum deles é particularmente sofisticado e a maioria foi projetada com tecnologia da época soviética.

Alguns foguetes foram contrabandeados por túneis na península do Sinai e outros foram feitos em oficinas na Faixa de Gaza, embora muitos ainda possuam peças -chave que dependem de componentes do Irã ou da Síria, importados clandestinamente.

Os sistemas de menor alcance incluem morteiros pesados e foguetes Qassam e Grad, que atingem até 48 km e 17 km, respectivamente.

Estes foguetes ameaçam vilas e cidades no sul de Israel, como Sderot, Ashkelon, Beersheba e o porto de Ashdod.

Os palestinos também possuem foguetes de grande alcance, como Fajr-5, também conhecido como M75.Ele pode voar a até 75 quilômetros, ameaçando centros populosos, como Tel Aviv e Jerusalém.

Mas o uso do Fajr-5 implica em sérios problemas práticos. Ele é pesado e grande – podendo chegar a seis metros de altura -, requer manutenção mecânica e precisa ser pré-posicionado para lançamento em lugares escondidos e camuflados, para evitar que seja detectado por drones israelenses.

Quer saber mais sobre a defesa de Israel?


Israel saiu de Gaza para se preparar para novas batalhas

Israel saiu de Gaza para se preparar para novas batalhas
Israel saiu de Gaza devido a outras ameaças.
 Netanyahu explica que Estado Islâmico às portas da Jordânia, Al-Qaeda nos montes Golã e Hezbollah na fronteira com o Líbano» ajudaram à necessidade de um cessar-fogo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aceitou pôr fim às hostilidades na Faixa de Gaza para salvaguardar recursos perante outras potenciais ameaças regionais.

Nós combatemos 50 dias e poderíamos combater 500 dias, mas estamos numa situação em que temos o Estado Islâmico às portas da Jordânia, a Al-Qaeda nos montes Golã e o Hezbollah na fronteira com o Líbano», declarou Netanyahu, numa entrevista à televisão estatal israelita difundida esta noite.

A decisão foi manter o nosso objetivo: garantir a paz aos cidadãos de Israel, acrescentou.

Depois de várias tréguas unilaterais ou bilaterais, os dois campos acabaram por se entender na terça-feira sobre um cessar-fogo ilimitado, pondo fim a 50 dias de operação militar israelita «Margem Protetora», que causou 2.143 mortos palestininos e 71 israelenses.

Benjamin Netanyahu pediu ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, com o qual afirmou manter contatos regulares», para escolher entre as negociações de paz com Israel ou o movimento de resistência palestino Hamas.

O Hamas controla a Faixa de Gaza e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. No início de junho, Abbas formou um governo de união com o Hamas.

Os palestinos devem perceber que devem escolher entre a paz ou o Hamas, acrescentou.

Novas conversações entre israelitas e palestinianos estão previstas no prazo de um mês.

Não temos qualquer problema que a Autoridade Palestina assuma o controle de Gaza, mas temos um problema se o Hamas tentar assumir o controle da Judeia-Samaria [nome dado pelos israelenses à Cisjordânia, declarou Netanyahu, numa outra entrevista concedida à segunda cadeia de televisão e também difundida esta noite.

No Iraque, extremistas muçulmanos têm sequestrado cristãs para vendê-las como escravas sexuais

No Iraque, extremistas muçulmanos têm sequestrado cristãs para vendê-las como escravas sexuais
Mulheres cristãs vendidas como escravas sexuais

A atuação dos extremistas do grupo Estado Islâmico (ISIS na sigla em inglês) no norte do Iraque tem causado uma debandada de cristãos da cidade de Mosul, uma das mais importantes na região.

Os extremistas tem sequestrado as mulheres cristãs e vendido-as para o mercado de exploração sexual e escravidão, de acordo com uma deputada iraquiana.

A parlamentar Vianne Dakhil, discursou na última terça-feira, 05 de agosto, alertando para o destino das minorias no país e sua fala emocionada se tornou destaque na imprensa internacional.

Aos soluços, Vianne relata situação das mulheres vendidas como escravas nas áreas ocupadas pelo grupo Estado islâmico e chega a gritar por socorro: “Ajudem-nos, ajudem-nos”.

“Elas são retiradas de sua comunidade em Mosul como uma manada de gado e vendidas em leilões como escravas”, denunciou. “O Crescente Vermelho iraquiano exorta a comunidade internacional a intervir para salvar as mulheres cristãs, que são vendidas em Mosul pelo Estado islâmico”, disse.

A deputada demonstrou preocupação também com outros grupos étnicos e religiosos, que tem sido massacrado pelos extremistas muçulmanos: “Jihadistas do Estado Islâmico agora impõem suas leis de uma outra época, nas áreas que ocupam no Iraque central e do norte, incluindo Mosul. Todas as comunidades são maltratadas e humilhadas, especialmente os cristãos. Este último grupo, que vive nesta área há 2 mil anos, agora são despojados de suas posses e expulsos de suas casas. Aqueles entre eles que resistem são friamente executados”, denunciou Vianne Dakhil

Segundo o site Tunisia Daily, 30 mil famílias foram feitas reféns nas colinas de Sinjar, sem comida ou água. Até agora, mais de 70 crianças já morreram de sede e 50 idosos. Assista ao discurso da deputada:

Escravas da minoria yazidi são vendidas a US$ 1 mil na Síria

Escravas da minoria yazidi são vendidas a US$ 1 mil na Síria
Centenas de mulheres da minoria yazidi, no norte do Iraque, foram sequestradas e transformadas em escravas durante ataques recentes do grupo Estado Islâmico (EI), depois levadas à Síria e vendidas por US$ 1 mil a militantes, segundo um grupo de direitos humanos. 

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, que acompanha a situação na Síria, disse que 300 mulheres teriam sido levadas ao norte da Síria e ao menos 27 delas foram vendidas a membros do EI para casamentos, após terem sido forçadas a se converterem ao Islã.

As mulheres da minoria yazidi foram separadas dos homens e levadas por militantes ao califado que passou a existir durante o avanço de membros do EI – inicialmente conhecido como Estado Islâmico da Síria e do Iraque (Isis, na sigla em inglês) – no norte do Iraque. Ameaçados pelos combatentes do EI, os yazidis deixaram suas casas para se refugiar nas montanhas de Sinjar.

Há cerca de 50 mil membros dessa minoria no Iraque. Eles também estão presentes em partes da Síria e da Turquia. Segundo o Observatório, esforços de simpatizantes árabes e curdos de comprar as mulheres para libertá-las foram negados, já que elas estariam sendo vendidas somente para adeptos do EI. 

O grupo condenou a venda das mulheres escravizadas, como se fossem mercadorias.

Nancy Spielberg prestigiou o Festival de Cinema Judaico de SP

Nancy Spielberg prestigiou o Festival de Cinema Judaico de SP
Mendel Szlejf, Nancy Spielberg, Abramo Douek, presidente de A Hebraica de SP. Alexandra Fructuoso Guttmann e Jack Terpins
Organizado pela Hebraica São Paulo e integrante do calendário cultural da cidade, o Festival de Cinema Judaico de São Paulo – FCJSP, pioneiro do gênero na América Latina, completou 18 anos em 2014. 
Como convidada especial, Nancy Spielberg, irmã do cineasta Steven Spielberg, veio especialmente para lançar o documentário que produziu sobre a criação da força aérea de Israel, denominado “Acima e Além”, que abriu o evento.

Mendel Szlejf, Nancy Spielberg, Abramo Douek, presidente de A Hebraica de SP. Alexandra Fructuoso Guttmann e Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino Americano

Consulado de Israel se diz surpreso com manifestação de 55 artistas da Bienal

Consulado de Israel se diz surpreso com manifestação de 55 artistas da Bienal
Yoel Barnea - Coisas Judaicas

Grupo artístico pede em carta que a instituição devolva patrocínio recebido do governo israelense, por conta do recente conflito em Gaza.

Por Nilson Hernandes

SÃO PAULO — Após tomar conhecimento da carta aberta assinada por um grupo de 55 artistas de diferentes nacionalidades, entre eles um israelense, apelando à Fundação Bienal de São Paulo para que devolva os recursos financeiros doados pelo governo de Israel, o cônsul-geral israelense em São Paulo Yoel Barnea se disse surpreso com a atitude desses artistas.
— O Consulado de Israel sempre atuou na área cultural e artística. Estamos em contato com a Bienal de São Paulo há meses, pois houve a solicitação de apoio nesse sentido. Temos quatro artistas israelenses participando. Quando soubemos disso ficamos surpreendidos com a tal atitude.

Para o cônsul-geral de Israel, é ilógico misturar o tema político com o segmento cultural.
— Apoiamos um evento cultural. Essa iniciativa (dos artistas) é contraproducente, não ajuda na compreensão (histórica e geográfica) da região. Temos intercâmbio cultural também com árabes. As decisões do Conselho de Segurança da ONU não misturam apoios culturais com questões geopolíticas.

Barnea fez questão de salientar que conflitos no Oriente Médio acontecem em diversas partes da região e envolvem outros países árabes.

— Na Síria há um conflito que já resultou em milhares de refugiados. Realmente tivemos em conflito com nossos vizinhos recentemente, mas tomamos essa atitude para nos defender dos terroristas que lançavam diariamente mísseis contra o território israelense.
O representante do governo de Israel em São Paulo argumentou ainda que respeita a atitude desses artistas, mas lamenta que tenha sido feita às vésperas da abertura da Bienal.

— Respeitamos o que (os artistas) querem dizer, mas lamentamos por quererem atrapalhar a Bienal. Ninguém se dirigiu a nós sobre isso.

A respeito da possibilidade de rever o repasse financeiro ao evento artístico ou tomar uma atitude diplomática para responder aos artistas, Barnea negou qualquer ato nesse sentido.

— Nós não estudamos nenhuma atitude diplomática contra isso. Conversamos com a Bienal e é ela que deve se manifestar. Somos um apoiador como tantos outros que contribuíram. Inclusive estaremos na abertura oficial, no dia 1º de setembro.

Sobre o apoio de um artista israelense a esse manifesto endereçado à Bienal, o representante da diplomacia israelense em São Paulo fez questão de parabenizá-lo.

— Somos democráticos. Há pontos de vista diferentes em nosso país. Se isso envolvesse uma nação árabe, não seria possível o contraditório.

Por fim, Barnea lembrou que o governo de Israel costuma financiar eventos culturais e entidades educacionais no Brasil.

— Recentemente apoiamos uma exposição sobre o Papa Francisco. Apoiamos a tradução de livros escritos por israelenses para a língua portuguesa, além de colaborar com a Universidade Zumbi dos Palmares.

Fonte: O Globo

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Artistas divulgam carta de repúdio ao apoio de Israel à Bienal de Arte de São Paulo

Artistas divulgam carta de repúdio ao apoio de Israel à Bienal de Arte de São Paulo55 nomes pedem que a organização do evento, que abre na próxima sexta-feira, recuse o financiamento do governo israelense

Por Marcia Abos

SÃO PAULO — Um grupo de 55 artistas de diferentes nacionalidades divulgou uma carta aberta à Fundação Bienal de São Paulo apelando para que a instituição recuse o financiamento de Israel à 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo antes de sua abertura, em 6 de setembro. Todos os artistas participam da mostra. Segundo a carta — divulgada há pouco na página ofical do Facebook do artista plástico, arquiteto e escritor libanês Tony Chakar —, mais artistas devem aderir ao protesto contrário às ações militares de Israel na Faixa de Gaza.

"Numa época em em que o povo de Gaza volta para os escombros de suas casas, destruídas pelo exército israelense não sentimos que é aceitável receber patrocínio cultural israelense. Ao aceitar esse financiamento o nosso trabalho artístico exibido na exposição é prejudicado e, implicitamente, usado para legitimar agressões e violações do direito internacional e dos direitos humanos em curso em Israel. Rejeitamos a tentativa de Israel de se normalizar dentro do contexto de um grande evento cultural internacional no Brasil", diz a carta.

Chakar afirma que ocorreram várias conversas com a Bienal antes dos artistas decidirem divulgar a declaração. Segundo o artista libanês, até o momento, a Fundação Bienal recusa enfaticamente o pedido do grupo para a remoção do logotipo de Israel e a devolução do dinheiro. Se o impasse continuar, ele não descarta a possibilidade de uma retirada em massa dos artistas da exposição.

— Tudo é potencialmente possível. Até a retirada dos artistas da Bienal — diz Chakar, completando: — Eu, sinceramente, espero que não cheguemos a este ponto. Vim para o Brasil para fazer arte e mostrá-la ao público brasileiro. Estou trabalhando na minha obra há cerca de um ano. Detestaria que chegássemos ao ponto de nos retirar da exposição. Mas a Fundação Bienal não tem sido lógica.

Chakar criou para a 31ª Bienal uma instalação intitulada "Of other worlds that are in this one" ou, na tradução para o português pela equipe da mostra, "Cem mil solidões". O artista está em São Paulo e trabalha na finalização da obra.

Especula-se que o valor do patrocínio de Israel para a Bienal de São Paulo é de US$ 40 mil. Em reais, pela cotação do dólar dessa sexta-feira, isso dá R$ 89.560. O orçamento da 31ª Bienal é de R$ 24 milhões.

Confira a íntegra da carta e a lista completa dos artistas que assinaram o manifesto:

Carta aberta à Fundação Bienal de São Paulo,

Nós, os artistas abaixo assinados participantes da 31 Bienal fomos confrontados, às vésperas da abertura da exposição, com o fato de que a Fundação Bienal de São Paulo aceitou dinheiro do Estado de Israel e o logo do Consulado de Israel aparece no pavilhão da Bienal, em suas publicações e em seu website.

Numa época em em que o povo de Gaza volta para os escombros de suas casas, destruídas pelo exército israelense, não sentimos que seja aceitável receber patrocínio cultural israelense. Ao aceitar esse financiamento, o nosso trabalho artístico exibido na exposição é prejudicado e, implicitamente, usado para legitimar agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos em curso em Israel. Rejeitamos a tentativa de Israel de se normalizar dentro do contexto de um grande evento cultural internacional no Brasil.

Com essa declaração, nós apelamos à Fundação Bienal de São Paulo para recusar esse financiamento e agir sobre esse assunto antes da abertura da exposição.

1. Agnieszka Piksa - Polônia 2. Alejandra Riera - Argentina 3. Ana Lira - Brasil4. Andreas Maria Fohr - França5. Asier Mendizabal - Espanha 6. Chto Delat collective: Dmitry Vilensky, Tsaplya Olga Egrova, Nikolay Oleynikov - Rússia7. Danica Dakic - Bósnia8. Débora Maria da Silva e Movimento Mães de Maio - Brasil9. Erick Beltran - México10. Etcetera… / Federico Zukerfeld/Loreto Garin Guzman - Argentina 11. Farid Rakun - Indonésia12. Francisco Casas y Pedro Lemebel (Yeguas del Apocalipsis) - Chile13. Gabriel Mascaro - Brasil14. Graziela Kusch - Brasil15. Grupo Contrafilé - Brasil16. Gulsun Karamustafa - Turquia17. Halil Altindere - Turquia18. Heidi Abderhalden - Colômbia19. Imogen Stidworthy - Inglaterra20. Ines Doujak - Áustria21. Jakob Jakobsen - Dinamarca22. John Barker - Inglaterra23. Jonas Staal - Holanda 24. Lia Perjovschi and Dan Perjovschi - Romênia 25. Liesbeth Bik and Jos van der Pol - Holanda26. Lilian L’Abbate Kelian - Brasil 27. Loreto Garin - Chile 28. Luis Ernesto Díaz - Venezuela29. Mapa Teatro-Laboratorio de Artistas - Brasil 30. María Berríos - Colômbia31. Maria Galindo & Esther Argollo, Mujeres Creando - Colômbia32. Mark Lewis - Canadá33. Marta Neves - Brasil34. Michael Kessus Gedalyovich - Israel35. Miguel A. López - Peru 36. Nilbar Güres - Turquia37. Otobong Nkanga - Nigéria38. Pedro G. Romero Archivo F.X. - Espanha 39. Prabhakar Pachpute - Índia 40. Rolf Abderhalden - Colômbia41. Romy Pocztaruk - Brasil 42. Ruanne Abou-Rahme Basel Abbas - EUA43. Sandi Hilal and Alessandro Petti - Palestina e Itália44. Santiago Sepúlveda - Colômbia 45. Sergio Zevallos - Peru46. Sheela Gowda - Índia 47. Tamar Guimarães e Kasper Akhøj - Brasil e Dinamarca48. Thiago Martins de Melo - Brasil 49. Tiago Borges - Angola 50. Tony Chakar - Líbano51. Voluspa Jarpa - Chile 52. Walid Raad - Líbano53. Ximena Vargas - Bolívia54. Yael Bartana - Israel 55. Yonamine - Angola

Fonte: O Globo

Sefirot, as dez emanações divinas



 Sefirot, as dez emanações divinas

Rabi Moisés de Leon, cabalista espanhol do século XIII, escreveu: "As dez sefirot são o segredo da existência, o aparato da sabedoria, o meio pelo qual os mundos de cima e de baixo foram criados".

Segundo o Zohar, D´us deu forma e conteúdo à Sua Criação através das dez sefirot. Toda a realidade, tanto espiritual quanto material, é criada por meio destas que são vistas como "forças fundamentais", "recipientes" da atividade de D´us. As sefirot são "canais" através dos quais a energia Divina flui, permeia e se torna parte de cada coisa que existe, criando assim uma "corrente espiritual" que liga e vivifica todas as coisas, impregnando-as da Essência Divina. As leis que regem o fluxo destas energias foram estabelecidas durante o processo da Criação, que pode ser vista como uma progressiva transformação de níveis de energia espiritual. Nesta progressiva transformação, foram criados universos espirituais paralelos, sendo o nosso mundo o último desta corrente.

Em nosso mundo, a Luz está mais afastada da sua Fonte Divina, portanto D´us está mais "escondido" de nós e, por isso, este mundo é espiritualmente inferior aos outros. Mas, ao mesmo tempo, é superior por ser a meta e o fim da Criação Divina. Nele, o homem -única criatura com livre arbítrio - pode afetar, por meio de suas ações, o fluxo das Energias Divinas, criando mudanças de grande proporções em outros mundos. Com isto poderá aperfeiçoar o Cosmo e fazer com que a Criação vá aproximando-se de sua meta Divina.

Nos textos cabalísticos podemos encontrar enumeradas onze sefirot. No entanto, como duas destas - Keter e Da'at - representam dimensões diferentes de uma mesma força, ambas se excluem mutuamente. Por isso, a tradição geralmente fala de dez sefirot. O Zohar, Livro do Esplendor, a obra central da Cabalá, de autoria do Rabi Shimon Bar Yochai (séc II EC) e, mais tarde, a doutrina de Rabi Isaac Luria centram-se nas sefirot. Seu conceito aparece em outras obras como o Sefer Yetsirá, atribuída ao patriarca Abraão, e o Sefer Ha-Bahir de autoria de Rabi Nechunia ben ha-Kanah.

As sefirot parecem estar envolvidas em um mistério, de difícil compreensão, já que além de serem puramente espirituais, possuem inúmeros e complexos níveis de significado, inúmeras interpretações e implicações. Podemos até vislumbrar como agem, mas só alguns sábios espiritualmente elevados, verdadeiros mestres da Torá, chegam a compreender sua essência e seus segredos.

Por que, então, estudar ou se preocupar com assunto tão indecifrável? Porque, como escreveu Rabi Moisés de Leon, as sefirot são o segredo da existência e de nós mesmos, o segredo de como nos aperfeiçoamos, aperfeiçoando, ao mesmo tempo, o mundo à nossa volta.

O que é uma sefirá?

Cada sefirá é um modo ou um poder específico através do qual D'us governa e sustenta o Universo. Por isso, as sefirot podem ser consideradas como "atributos" ou "qualidades", ou ainda, "vestimentas" Divinas. Quando pedimos a D´us que use conosco de Sua Bondade Absoluta e nos abençoe com a Sua Abundância, estamos pedindo para que Ele se releve através do atributo da sefirá Chessed.

Podemos dizer que as sefirot são a "matéria-prima" do Cosmo, o "código genético" que pode ser identificado em todos os níveis e dentro de todos os aspectos da Criação. Tudo o que foi criado - do mais espiritual ao mais material, do maior ao menor - toma forma através das sefirot. Segundo nossos sábios místicos, por este motivo elas constituem o paradigma conceitual para se entender a Criação.

O Rabi Isaac Luria, o Arizal, afirmava que as sefirot são "tanto os instrumentos que D´us usa para dirigir o mundo, quanto as janelas através das quais podemos perceber o Divino".

A palavra sefirá é relacionada com várias palavras hebraicas: Saper, que significa revelar ou se comunicar; Sapir, safira, brilho ou luminárias; Safar, contagem, número, e também com Sefar, que significa limite, fronteira. Em sua essência, todas estas palavras têm conceitos inter-relacionados e apontam para duas funções básicas das sefirot.

Em primeiro lugar são "luzes" (orot). A luz de uma sefirá é o fluxo de energia Divina que está em seu interior e serve para revelar ou expressar a grandiosidade Divina. Em segundo lugar são "vasos" ou "recipientes" (kelim) que "filtram" ou "revestem" a Luz Infinita que as preenche. Trazem esta Luz desde a Fonte de Todas as Fontes, Raiz de todas as Raízes, D´us Infinito, o Ein Sof, até nosso mundo finito. Sem estes "filtros" ou "vestimentas" a Criação seria totalmente dominada pela Luz Divina. Em sua trajetória espiritual, a Luz vai diminuindo, possibilitando que a Criação se aproxime do Criador.

Para tentar entender estes conceitos, pensemos por um instante no sol, uma das menores estrelas criadas por D´us neste universo. Apesar de posicionado a milhões de quilômetros da Terra, sua energia nos dá luz e calor indispensáveis. Mas, se tentarmos fitá-lo, sem proteção, sua luz nos cegará. Imaginemos uma nave espacial tentando aproximar-se do sol. O calor e a energia a aniquilariam !

Do ponto de vista humano, as sefirot podem parecer possuir existência múltipla e independente. Uma sefirá representa a força e o poder do julgamento rigoroso; outra, a bondade e o amor; outra, a misericórdia e assim por diante. Porém, as sefirot e o Ein Sof formam uma unidade, uma existência única.

Moisés Cordovero, cabalista do século XV escreveu a este respeito: "Para ajudar-te a conceber o processo da emanação das sefirot, imagina a água que escorre por vasos de diferentes cores: branco, vermelho, verde e assim por diante. À medida em que a água se espalha nesses vasos, parece adquirir a cor do vaso, embora seja desprovida de cor. A mudança na cor não afeta a água em si, mas apenas a nossa percepção da mesma. O mesmo acontece com as sefirot. A essência não muda; só parece mudar quando escorre dentro dos vasos ".

De onde vêm? O processo de emanação

Numa interpretação mística, o primeiro capítulo de Gênese, ao relatar a Criação, descreve um início, o mais primordial: revela o processo da saída de D'us das profundezas Dele mesmo e a emanação das dez sefirot, ou seja, sua emergência de dentro do Ein Sof, D´us Infinito.

Para se referir a D'us os cabalistas mais antigos cunharam o termo Ein Sof, que significa literalmente "Infinito" ou "Aquele que não tem fim nem limite". Um dos axiomas básicos da Cabala é que o homem não tem meios de entender D´us, Infinito e Imutável, nem tão pouco os Seus motivos. Porém, apesar de D'us ser ilimitado e oculto, Ele se revela a nós parcialmente - e na medida em que cada um de nós pode reconhecer o Seu poder e a Sua existência - através da Criação e das dez sefirot. Em contraste com este D'us "pessoal" das sefirot, Ein Sof representa a transcendência absoluta de D'us.

Segundo o Rabi Isaac Luria, "no início do início" a Luz de D'us Infinito, Or Ein Sof, preenchia toda a realidade, pois D'us é a própria Realidade, sem início e sem fim. Nada havia além da Luz Divina, pois nada pode manter sua própria existência dentro do Ein Sof. Para que o universo passasse a existir como entidade independente, D'us Se "ocultou" e Se "retraiu", cedendo espaço para a Sua Criação. Esta ação não diminui, de modo algum, a Perfeição Divina. Este conceito de ocultamento da Luz Divina é chamado nos textos cabalísticos de tzimtzum (contração). Esta "contração" resultou no aparecimento de um "espaço" vazio, um "vácuo", um "ponto" no qual o universo passou então a existir.

Rabi Haim Vital, cabalista e discípulo do Ari, ao explicar o processo dessa retração Divina, tzimtzum, dá o seguinte exemplo: "A Luz retirou-se como a água de uma lagoa quando agitada por uma pedra. Quando a pedra cai na lagoa, a água que está naquele exato lugar não desaparece, mas se afasta, incorporando-se ao restante. Desta forma, a Luz retraída convergiu-se para o além e no meio ficou o vácuo".

No vácuo primordial criado por este tzimtzum passou a existir a ausência da Luz, a escuridão primordial. Neste "vácuo", D'us emanou um "raio" que serviu de "condutor" da Luz Divina finita. A revelação inicial dentro do "vazio" primordial é a revelação da Luz. Em Gênese, a primeira declaração explícita da Criação foi: "D'us disse: Faça-se a luz e a luz se fez".

A partir deste "raio" de Luz, as dez sefirot emanam de forma sucessiva e em ordem específica. É através destas que D'us - por Sua vontade - limita Sua Luz e manifesta qualidades específicas que Suas criaturas podem apreender e absorver.

De uma forma simplificada, no decorrer do processo de emanação das sefirot são criados cinco universos paralelos - olamot, quase todos espirituais em sua essência. O primeiro Adam Kadmon é completamente ligado e unido ao Ein Sof, na realidade não poderia ser chamado de universo. Segue-se o Atzilut, o mundo da emanação; Beriyá, da criação, Yetzirá, da formação, e, por último, Assiyá, o mundo da ação no qual vivemos.

As Dez Emanações Divinas

Apesar de D'us ter-Se "ocultado", continua intimamente conectado à Sua Criação, pois sem Ele nada existe. Como vimos, agindo como um canal de ligação entre D'us e Sua Criação, as sefirot permitem a D'us , Infinito e Ilimitado, interagir com Sua Criação, finita e limitada. É através destas que o Ser Absoluto se revela e se conecta com Sua Criação. A simples relação de seus nomes não vai transmitir adequadamente sua essência. Além disso, temos que ter em mente que as imagens e símbolos são usados apenas para nossa compreensão, pois não expressam o mistério da Criação e tem que ter cuidado ao abstrair os conceitos.

A configuração gráfica das sefirot, em textos cabalísticos, é uma composição vertical ao longo de três eixos paralelos. Textos cabalísticos usam vários nomes quando referem-se à mesma: uma árvore (etz), uma escada (sulam) ou a "imagem celestial de D´us" - (tzelem Elokim).

Neste caso a configuração lembra um corpo humano. Segue-se a ordem de emanação das sefirot:

Keter, coroa - representa a onipotência e onipresença de D'us ; a Vontade Divina Absoluta; a Soberania e Autoridade de D'us sobre todas as forças da Criação. É a primeira e mais elevada das sefirot e está além de qualquer compreensão. De tão inexprimível, às vezes nem é incluída entre as dez sefirot. É a mais próxima da Fonte Divina, é a base de toda a Criação. Keter transcende as leis que governam o universo, pois estas só passam a existir após a emanação das sefirot de Chochmá e Biná. A Cabalá refere-se a esta sefirá como o "mundo da Misericórdia".


Chochmá, sabedoria - é o pensamento puro que D'us utiliza para o funcionamento do universo. É o poder da Luz Original, a força primordial usada para criar os céus e a terra. Chochmá é a inspiração inicial da qual o Cosmo evoluiu. É vista como "a planta" usada para a criação do universo físico e espiritual, pois contém - potencialmente - todas as leis que vão reger a Criação e os axiomas que determinam como estas leis funcionam. É a raiz dos elementos espirituais: fogo, água, terra e ar. Sua essência é também incompreensível para nós.

Biná, entendimento, a compreensão, a lógica. Com sua emanação, é criado o sistema lógico pelo qual os axiomas de Chochmá são delineados e definidos. É através da Biná que podemos começar a entender os axiomas tanto da Criação quanto do nosso próprio ser.
Da'at, conhecimento; a "lógica aplicada" de modo diferente das duas anteriores. Não é apenas o acúmulo, mas também a soma de tudo o que é conhecido. É a capacidade de juntar as informações básicas e fazê-las funcionar logicamente.

Quando Keter se manifesta, D'aat se oculta, já que são manifestações interna e externa, respectivamente, da mesma força.

Chessed, graça, amor e bondade que nos beneficiam; a grandeza (Guedulá) do amor. Esta sefirá representa o dar incondicional, o altruísmo, o impulso incontrolável de expansão. É D'us dando-se às Suas criaturas de forma irrestrita, abrindo todas as portas da Sua Abundância. D'us usou este atributo como o instrumento supremo no processo da Criação.

Guevurá - poder, justiça, o julgamento severo (Din); as forças para disciplinar a criação. Guevurá representa a contração, a restrição, a criação de barreiras. A "auto-limitação" Divina foi indispensável para a criação do Cosmo. A Cabalá se refere a esta como midat hadin, a medida ou atributo do julgamento, do rigor.

Esta sefirá direciona a energia espiritual para atingir uma meta específica. É a força que permite o controle para podermos vencer tanto nossos inimigos internos quanto os externos.

Tiferet, beleza, no sentido da harmonia. É a combinação da harmonia e da verdade, dando espaço para a compaixão. Esta sefirá está associada com o poder de conciliar as inclinações conflitantes de Chessed e Guevurá, para que haja compaixão. Na Cabalá é designada como midat harachamim, "o atributo da misericórdia". A alma do homem emana desta sefirá pela união desta qualidade com Malchut, o corpo.

Netzach, vitória, eternidade, resistência. Esta sefirá representa a imposição Divina. É o domínio, a conquista ou a capacidade de vencer. Representa o motivo primeiro da Criação: a capacidade de vencer o mal.

Hod, esplendor, empatia. Esta sefirá permite que o poder e energia repassados sejam apropriados e aceitáveis a quem os recebe. É responsável pela criação dentro de uma relação do espaço deixado para o outro. A qualidade espiritual de Hod salienta o atributo da humildade e reconhecimento. Hod representa também a submissão que permite a existência do mal.
Yesod, fundação; alicerce representa a reciprocidade ideal numa relação. É o meio de comunicação, o veículo de transporte de uma condição para outra. Representa o lugar do prazer espiritual e físico; o vínculo mais poderoso que pode existir entre dois indivíduos, assim como entre o homem e D'us: a aliança entre D'us e Israel: o Brit Milá.

Malchut, reinado. É a Schechiná, o aspecto imanente de D'us neste mundo. É o mundo revelado onde o potencial latente é concretizado. É o poder que D'us nos deu de receber Dele. Como símbolo do receber, esta sefirá é caracterizada como aquela que não tem nada próprio. É um keli, um mero recipiente. Malchut é o último elemento de uma corrente que se inicia na Vontade Divina e encontra sua realização neste mundo. Aquele que recebe pode dar de volta, tornando-se além de receptor, um doador.

As sefirot são refletidas no homem e desta forma o homem compartilha o Divino. A pessoa que somos é determinada pelas sefirot no mundo da ação, pois são as bases de nossa personalidade individual. O "cabo condutor" ou o canal através do qual estas se manifestam, é a nossa alma.
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