Coisas Judaicas
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By Coisas Judaicas | 16/01/2017 | Posted in , , , | With 0 comments

Por Zalman Goldstein

Doar um órgão a uma outra pessoa, embora seja uma expressão de bondade, é um assunto complicado conforme a lei judaica. Doações entre pessoas vivas são geralmente permitidas, desde que o destinatário esteja pronto para receber o órgão imediatamente (o que exclui bancos de órgãos), e o doador não sacrifique ou coloque em risco a sua própria vida e bem-estar no processo.
Os problemas haláchicos começam quando o doador se encontra à beira da morte, ou já tenha falecido, pois muitos órgãos não podem ser transplantados uma vez que tenha ocorrido a morte do doador. A lei judaica proíbe tocar em uma pessoa que está prestes a morrer ou fazer qualquer coisa que possa causar ou acelerar o seu falecimento. Em tal caso, é proibido tocar a pessoa ou mesmo remover um travesseiro.
No que diz respeito a transplantes de órgãos após a morte, é preciso lidar com proibições da Lei Judaica tais como Nivul Hamet - mutilar o corpo de um falecido; Halanat Hamet - atrasar o enterro de um corpo; e Hana'at Hamet - obter qualquer benefício a partir de um morto, seja a venda ou doação do mesmo para pesquisas.
Uma terceira situação é alguém que é mantido vivo artificialmente e cujo tronco cerebral é considerado morto clinicamente. Neste caso, uma pessoa aparentemente não têm de lidar com as questões proibidas anteriormente de antecipar a morte ou de interferir com o morto. A pessoa parece estar suspensa entre a vida e a morte, enquanto as máquinas mantiverem-se ligadas..
Com efeito, as autoridades rabínicas contemporâneas traçam uma diferença entre uma pessoa que está "oficialmente morta" daquela que está "na eminência de falecer." Alguns rabinos afirmam que a morte do tronco cerebral é considerada "morte oficial" e pode-se, assim, operá-la a fim de remover os órgãos necessários para o transplante, uma vez que o estado de morte já tenha sido estabelecido (mas não antes disso). Em relação a proibições contra atrasar o enterro e assim por diante, esses rabinos apontam a lei de que salvar uma vida se sobrepõe a maioria das proibições da Torá.
Outros rabinos discordam veementemente estabelecendo que uma pessoa é considerada viva “até que o sopro da vida deixe os seus lábios”. Portanto, é proibido mexer com o corpo. Na opinião deles, qualquer tipo de mutilação é imperdoável e interfere com o descanso e paz eterna da alma.
Como podemos notar, fica claro que a doação de órgãos não é uma questão simples. Todas as dúvidas devem ser esclarecidas com a orientação de um rabino competente e especializado nessa área da lei judaica, para que cada um possa agir de acordo com a Torá em respeito a pessoa falecida ou na iminência de sua morte.
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França se posiciona contra IsraelO Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, classificou neste domingo como uma "provocação" a possível mudança da embaixada dos Estados Unidos em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma ameaça feita pelo presidente eleito do país, Donald Trump.

"Seria uma provocação de consequências extremamente duras", afirmou o chefe da diplomacia francesa, que hoje presidiu em Paris uma conferência sobre o processo de paz no Oriente Médio que reuniu delegações de mais de 70 países e órgãos internacionais, à revelia de israelenses e palestinos.

A conferência pediu às duas partes que retomem as negociações para a busca de uma solução para o conflito com base na criação de dois Estados. O encontro, no qual participaram os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - França, Reino Unido, Estados Unidos, China e Rússia -, constatou a degradação da situação no terreno e pediu que se busquem caminho para o diálogo.

Ayrault, que se mostrou convencido de que Trump não cumprirá a ameaça, pediu que o presidente eleito dos EUA evite "todo ato unilateral que complique a situação" entre Israel e Palestina.

"Acho que Trump não poderá fazer a mudança. Quando você é presidente dos Estados Unidos, não é possível ter posições tão duras e unilaterais em uma questão como essa. É preciso buscar a forma de criar as condições para a paz", disse o chanceler.

O ministro francês destacou que a situação é urgente e que o processo de paz está em um "ponto morto" que ameaça piorar o conflito. O avanço da colonização e a crescente violência, manifestada no atentado em Jerusalém em domingo passado, evidenciam, para Ayrault, que é preciso relançar a negociação.

O chefe da diplomacia da França afirmou que o mais rápido possível se reunirá com o próximo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, para avançar de forma conjunta na agenda internacional.

"Farei isso com franqueza e amizade", disse Ayrault, defendendo a independência da França nos assuntos internacionais.
By Coisas Judaicas | 15/01/2017 | Posted in , | With 0 comments

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“Não é por acaso que as quatro letras do Tetragrama Yud, Hei Vav Hei, estão ligadas aos quatro mundos.

Quanto ao surgimento dos mundos, a Cabalá explica que, no infinito, a Luz estava compartilhando e o Recipiente somente recebendo. O Recipiente sentiu-se inferior à Luz e quis também compartilhar, mas a Luz não podia receber, pois sua essência é somente compartilhar.


Nesse momento o Recipiente decidiu rejeitar totalmente a Luz, e assim nasceu o conceito cabalístico do Tzimtzum – contração ou rejeição total da Luz. O Recipiente percebeu então que sem a Luz não conseguiria existir, pois precisava dela para viver. Então ele voltou à Luz, pedindo-a de volta, mas com uma condição: a Luz podia entrar no Recipiente de acordo com o pedido dele, e não segundo a vontade da Luz. Este foi o aparecimento do conceito conhecido como Tzimtzum B – a segunda contração.
Na ordem geral do aparecimento dos mundos depois da segunda contração, temos primeiro o mundo da Emanação, Atzilut, ligado à letra Yud; depois vem o Mundo da Criação, Briá, ligado à primeira letra Hei; em seguida o mundo da Formação, Yetzirá, ligado à letra Vav; e por último o mundo da Ação, Assiá, associado à segunda letra Hei. A energia infinita desceu pelos mundos até encontrar o Mundo da Ação, que é igual à sefirá Malchut, o Recipiente.
Quando queremos apenas receber a Luz, imediatamente, sem o desejo de compartilhar, ela entra mas depois recua, porque não está sendo compartilhada. E quando a compartilhamos, não compartilhamos a Luz Infinita, porque o que entra em nossa consciência é outro tipo de Luz, a Luz de compartilhar do Recipiente. É o desejo de compartilhar que gera a Luz, não o compartilhar original da Luz Infinita.
A consciência criativa ainda não chegou ao final de sua jornada, mas está se aproximando. E isso acontecerá em nossa geração, que é considerada a última!”
Trechos do livro Árvore da Vida, do Rabino Joseph Saltoun, que pode ser adquirido em nossa Loja Virtual: http://www.josephsaltoun.com.br/…/…/livros/arvore-da-vida-2/

Detalhes do produto

A editora do Instituto Meron lança  a segunda edição do bem sucedido Árvore da Vida, onde somos convidados a empreender uma jornada surpreendente por conceitos fundamentais da Cabala, e a entender a missão do homem no processo de criação do Universo.
O Rabino Joseph Saltoun fala sobre vários temas nas quatro partes: Ciência e Cabala (a Criação do mundo; Consciência e Imortalidade), A Última Geração (nossa geração, presente no Dilúvio, em Atlântida e na torre de Babel; a Escravidão no Egito; Anjos caídos) A Vida na Árvore da Vida (o Tetragrama; o Corpo humano e o Magen David, o Tikun); Meditações (com nosso nome, com dois dos 72 Nomes Sagrados, Ana Becoach).
Escrito originalmente em português, para brasileiros que tenham ou não conhecimento prévio sobre Cabala.
By Coisas Judaicas | 14/01/2017 | Posted in , , | With 0 comments
281_FIQUE_1_ 2O aplicativo Legal Saber, projeto do Rabino David Weitman que ganhou forma a partir de um site, traz ao usuário a chance de ter acesso à filosofia judaica
A filosofia milenar que permeia o judaísmo, com suas curiosidades e soluções para as dúvidas do cotidiano, encontram-se, agora, a um clique de distância. Essa é a proposta do aplicativo Legal Saber, projeto capitaneado em 2015 pelo Rabino David Weitman, que traz um conteúdo qualificado e diferenciado sobre a visão judaica de variados temas, divididos em quatro formatos: textos e matérias, resenhas de livros, áudios de palestras e vídeos. Além disso é possível também acessar o conteúdo desse projeto por meio de um site: www.legalsaber.com.br ou pela fanpage do Facebook: https://www.facebook.com/LEGALSABER/
“A intenção do projeto Legal Saber é esclarecer ao público, de forma geral, o que o judaísmo pensa e recomenda a respeito de questões da modernidade. É poder preencher uma lacuna e sanar dúvidas das pessoas de qualquer religião, não apenas dos judeus. Facilitamos o acesso do usuário, que pode escolher a melhor maneira de acessar o conteúdo, seja por meio do site, aplicativo ou a página no Facebook”, pontua o Rabino Weitman.
O aplicativo, disponível para IOS e Android, traz mais de 150 palestras em áudio e vídeo, 130 textos e dispõe de busca por categorias de assuntos como Casamento & Família, Ciências & Natureza, Torá & Judaísmo, Educação, História Judaica, Espiritualidade e Misticismo, entre outros. Além disso, o usuário recebe notificações cada vez que é incluída uma nova postagem. Os áudios podem ser baixados no dispositivo móvel ou escutados por streaming.
Legal saber o judaísmo na palma da mãoJá o portal conta com uma moderna ferramenta de busca e a possibilidade de se ler online textos, matérias e resenhas de livros ou baixá-los em PDF. Já os áudios podem ser escutados pelo computador ou baixados em MP3.
Com atualização constante, o Legal Saber permite ao usuário acesso fácil aos grandes temas da vida e da milenar filosofia judaica.
Sobre o Rabino Y. David Weitman
Originário da Bélgica, frequentou academias talmúdicas em Israel e na França, vindo a se formar rabino pela Yeshivá Central Tomchei Temimim de Nova York. Graduou-se juiz de corte rabínica em 1979 e se estabeleceu no Brasil a mando do Rebe de Lubavitch, inicialmente disseminando o Judaísmo entre universitários e jovens casais. No ano de 1990 fundou o Centro Judaico Chabad Morumbi, cuja sinagoga e variadas atividades atendem aos moradores de uma região outrora desprovida de tais serviços. Dois anos depois estabeleceu a Instituição Beneficente Israelita Ten Yad, dedicada ao combate à fome e ao resgate da dignidade de pessoas carentes. O Ten Yad – que distribui 750.000 refeições por ano – ganhou reconhecimento nacional e internacional, sendo inclusive agraciado com vários prêmios.
O Rabino Y. David Weitman atua como Rabino-Chefe na Sinagoga Beit Yaacov da Congregação e Beneficência Sefaradi Paulista, a maior do país, situada na região de Higienópolis, em S. Paulo, e lá profere cursos e palestras sobre pensamento judaico, misticismo e temas contemporâneos.
É também editor responsável pela Editora Maayanot, que publica, há anos, obras judaicas clássicas e modernas em português. Reconhecido articulista, ele mesmo é autor do livro “Bandeirantes Espirituais do Brasil” e de ‘A Arte de Ser Mais Gente”, além de palestras gravadas em mídia CD.
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 Tefilin e computadoresIsso aconteceu no início dos anos sessenta, quando computadores enormes estavam sendo introduzidos nas empresas, numa época em que os de mesa não existiam sequer na ficção científica.
Havia um professor na Argentina que estava fascinado com aquelas máquinas. Ao mesmo tempo, ele vinha se empolgando com o Judaísmo, mas tinha uma dúvida que o incomodava muito. Portanto, ele foi visitar o Rebe em busca de uma resposta. ”Eu sei,” disse o professor, “que tudo que existe no mundo tem sua fonte em algum lugar na Torá. Se é assim, onde estão os computadores na Torá?” O Rebe respondeu de imediato: “Tefilin”.
O professor tentou entender, mas foi em vão. Pequenas caixas de couro preto que os judeus amarram nos braços e na cabeça aparentemente têm pouca conexão com algo do Século Vinte, muito menos com computadores.
“O que há de novo em um computador?”, continuou o Rebe, após uma breve pausa. “Você entra numa sala, vê muitas máquinas com as quais está familiarizado. Máquina de escrever, um gravador enorme, uma televisão, uma perfuradora, uma máquina de calcular. O que há de novo?” Mais uma pausa. O professor estava pensando profundamente. “Mas debaixo do piso”, continuou o Rebe, “sem serem vistos, fios e cabos conectam todas essas máquinas para que elas trabalhem em conjunto”. O professor assentiu, com entusiasmo. Ele próprio não tinha notado antes, mas sim, é isso que um computador é: uma síntese de aparelhos de mídia e processamento.
“Agora olhe para si mesmo. Você tem um cérebro. Está em um mundo. Seu coração está em outro. E suas mãos muitas vezes envolvem-se com algo totalmente estranho a ambos. Três máquinas diversas. Além disso, seu dia inteiro poderia seguir o mesmo caminho: você escova os dentes, reza a D’us, vai trabalhar, come seu alimento casher – cada ação um fragmento diverso, não relacionado. E assim, todo o povo judeu poderia seguir o mesmo caminho. Cada um cumpre sua mitsvá, segue sua trilha – mas aquilo que um faz não tem relação com o outro. Então você coloca tefilin. Conecta sua cabeça com seu coração com sua mão, com essas tiras de couro – tudo para trabalhar com uma só intenção. E então quando você sai para encarar o mundo, todas as suas ações encontram harmonia num único propósito coordenado. E não importa se a pessoa entende ou não”, concluiu o Rebe, “quando um judeu coloca tefilin na Argentina, isso afeta um outro judeu que pode estar lutando numa guerra em Israel.”
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