Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Líbano proíbe o filme de Spielberg e o biopic aventureiro israelense  Diretor de filmes norte-americano Steven Spielberg (L), a atriz americana Meryl Streep (C) e o ator dos EUA, Tom Hanks, colocam à chegada para a estréia européia de "The Post" em Londres em 10 de janeiro de 2018

As autoridades libanesas proibiram o último filme de Steven Spielberg, o thriller político “The Post” e o drama australiano “Jungle” para cumprir um boicote a Israel, disse um funcionário à AFP segunda-feira. “O rastreio do filme” The Post “foi proibido”, disse o funcionário da autoridade de Segurança Geral do Líbano, falando sob anonimato. Spielberg “está na lista negra do escritório de boicote da Liga Árabe, que o Líbano cumpre com”, explicou o funcionário. 

O corpo pan-árabe mantém um boicote regional de Israel e Spielberg, na lista negra, depois que ele doou US $ 1 milhão a Israel durante sua guerra de 2006 com o Líbano. Os dois países ainda estão tecnicamente em estado de guerra. Enquanto o Líbano é geralmente considerado o mais liberal dos países árabes, ocasionalmente proíbe o conteúdo considerado imoral, incitador ou solidário de Israel. Segurança geral – além de controlar as fronteiras do Líbano – é responsável pela censura de filmes, peças e livros. 

“The Post” estava programado para uma data de lançamento em 18 de janeiro nos teatros libaneses. A produção aclamada conta a história dos bastidores da publicação de 1971 do The Washington Post of the Pentagon Papers, que expôs as mentiras por trás do envolvimento dos EUA na Guerra do Vietnã. Estrelando os pesos pesados ​​de Hollywood, Tom Hanks e Meryl Streep, o filme foi aclamado por usar o poder das estrelas para destacar as virtudes de uma imprensa livre. 

– O drama de sobrevivência ‘puxou’ – O machado da censura também atingiu “Jungle”, um drama de sobrevivência sobre o aventureiro israelense Yossi Ghinsberg, que se perdeu em uma parte inexplicada da Amazônia boliviana em 1981. A produção, estrelado por Daniel Radcliffe, havia sido testada há duas semanas no Líbano, mas agora está sendo puxada, disse o mesmo oficial à AFP. 

“Recebeu uma autorização para ser rastreada, e de fato foi a triagem, mas várias queixas registradas nos levaram a retirá-lo dos teatros para evitar problemas”, afirmou o funcionário, sem precisar a natureza dos protestos. Há vários dias, o ramo libanês da Campanha para Boicotar os Apoiadores de Israel (CBSI) pediu um boicote à “Selva”, citando laços com Israel. “Trata-se de um mochileiro israelense e é baseado no livro de um autor israelense, Yossi Ghinsberg, que nasceu na entidade sionista, cresceu em Tel Aviv e serviu na marinha israelense”, afirmou a campanha. “Um dos seus produtores, Dana Lustig, também é israelense”, acrescentou. 

Ainda outra controvérsia foi produzida segunda-feira sobre o filme americano “Beirute”, sobre um agente da CIA sequestrado na capital libanesa no auge da guerra civil em 1982. O filme de ficção vai chegar aos cinemas dos EUA em 13 de abril, o aniversário do início da guerra do Líbano, mas já provocou ira na própria Beirute. O libanês criticou o filme porque não foi filmado no Líbano e não possui atores locais.



Coisas Judaicas: https://www.coisasjudaicas.com/2018/01/libano-proibe-o-filme-de-spielberg-e-o.html

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Cidade israelense nomeia cinema em homenagem à Gal Gadot
Gal  nasceu na cidade de Petah Tikva | Foto: Christopher Polk / AFP / CP
A cidade de Alto Nazaré, ao norte de Israel, anunciou nesta terça-feira que vai nomear um novo cinema em homenagem à Gal Gadot, estrela do sucesso de bilheteria e crítica "Mulher Maravilha". "É uma atriz que traz honra para esse país. E nossa decisão é uma mensagem para os nossos jovens porque Gal Gadot é um exemplo de sucesso, que mostrou que os sonhos podem ser alcançados", disse a porta-voz municipal Orna Yosef. O local terá duas salas e abrirá na quarta, com exibição de "Shelter", de Eran Riklis.
O estabelecimento está situado no centro da cidade, fundada em 1956 nas redondezas da Nazaré Bíblica. Ao todo, o município tem 50 mil habitantes, população formada por 80% de judeus, sendo o restante árabes muçulmanos e cristãos. Conforme o jornal Yediot Aharanot, os fechamentos de salas na área orbigavam os residentes a fazer uma viagem de ida e volta de cerca de 80 quilômetros para assistir a um filme na cidade costeira de Haifa.
Nascida na cidade de Petah Tikva, Gal ganhou o concurso Miss Israel em 2004, aos 18 anos. Ela cumpriu serviço militar obrigatório por dois anos e continuou uma defensora das tropas do país. No ano passado, o Líbano e a Tunísia proibiram "Mulher Maravilha" justamente pela protagonista ter feito parte das forças armadas. Depois de deixar o exército, ela ingressou na indústria cinematográfica e fez sua estreia em Hollywood com uma participação em "Velozes e Furiosos", de 2009.
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Israel tem incremento de  65% de turistas brasileiros em 2017Israel comemorou um número recorde de turistas estrangeiros em 2017. O país recebeu cerca de 3,6 milhões de visitantes e incrementou sua receita de divisas em 20 bilhões de shekels no setor. 
O Brasil contribui para este aumento, foram registrados 65% mais turistas do que em 2016, saltando de cerca de 30 mil para pouco mais de 51 mil visitantes brasileiros.Segundo Renata Cohen, Diretora-Geral do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, “o número histórico de turistas em Israel está atrelado a atividades de marketing inovadoras e criativas, que no Brasil estão no universo on e off-line para os públicos B2B e B2C, além do desenvolvimento de mercados de nicho, como o esporte, com as Maratonas, e culinária, com seus festivais gastronômicos, além de muitos outros, como aventura, bem-estar e história”.
O Ministro do Turismo de Israel, Yariv Levin, “o número recorde de turistas que visitaram Israel ano passado não é um acidente, mas o resultado de uma política clara. As ações tomadas desde que assumi a posição trouxeram ao país aumento de 700 mil turistas e recorde também para a economia, com adição de 20 bilhões de shekels na receita vindos apenas do turismo”.Dados do Ministério do Turismo de Israel foram divulgados em termos de motivação, principais emissores de turistas para o país e principais cidades visitadas: 54% do turismo foi cristão, sendo 39% católicos, 33% protestantes e 22% ortodoxos russos; 59% dos turistas visitaram o país pela primeira vez. Os principais países emissores de turistas para Israel foram Estados Unidos, Rússia, França, Alemanha e Reino Unido e as cidades mais visitadas são Jerusalém, Tel Aviv, Mar Morto, Tiberíades, Mar da Galileia e Galileia.
A hotelaria também teve bons resultados, no primeiro semestre de 2017 houve um aumento de 11% em hospedagem em relação ao mesmo período de 2016, com 402 hotéis turísticos operando em Israel com um total de 53 mil quartos. Para 2018 a novidade é que pela primeira vez em 15 anos, um novo hotel está sendo construído em Eilat: Astral será uma opção de “baixo custo”, com 400 quartos usando um modelo de negócios que permite ao hóspede decidir (e pagar) de acordo com os serviços de precisa.
As ações globais de marketing do Ministério tiveram foco em alguns países europeus, Estados Unidos e Extremo Oriente, além de colaborações com agências de viagens on-line (OTAs), como Expedia e TripAdvisor no mundo. No Brasil o investimento não foi menor do que em 2016 e seguiu com ações expressivas de relações públicas e marketing B2B promovendo além da Terra Santa, mas também o turismo segmentado como o gastronômico e esportivo.
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Morre Dora Schindel, que ajudou vítimas do nazismo a fugir para o Brasil
"Dona Dorli" ajudou a levar 48 perseguidos pelo regime nazista para Juiz de Fora, na chamada Lista de Schindel. 

Cofundadora da Sociedade Brasil-Alemanha, ela morre aos 102 anos, em Bonn.

Dora Schindel: "Meu coração pertence pelo menos 50% ao Brasil. Em toda a minha vida vou permanecer grata a esse país" Dora Schindel, cofundadora da Sociedade Brasil-Alemanha (DBG, na sigla em alemão) e responsável por ajudar vítimas do nazismo a fugir para o Brasil, morreu nesta quinta-feira (11/01), aos 102 anos, em sua casa em Bonn.

Schindel manteve uma estreita ligação com o Brasil, tendo sido agraciada com a Ordem de Rio Branco quando completou 100 anos. Segundo a advogada Paula Katzenstein, da DBG, Schindel adorava contar histórias sobre sua vida no país. "Ela adorava contar que, quando chegou ao Brasil, em Copacabana, com um navio a vapor, e colocou o pé na praia, saiu de lá com um bicho de pé."

Dora Schindel ajudou vítimas do nazismo a fugir para o Brasil

Nascida em 16 de dezembro de 1915 em Munique, dona Dorli – como era conhecida na DBG – emigrou duas vezes da Alemanha para escapar da perseguição nazista aos judeus. Na primeira vez, em 1938, foi para Zurique, onde estudou ciências químicas e matemática, ao mesmo tempo em que foi aluna ouvinte dos cursos de arte e literatura.

Durante um passeio por Salzburgo, na Áustria, ela conheceu seu futuro esposo, o professor Hermann Görgen, com quem organizou, entre os anos de 1940 e 1941, a fuga ao Brasil de 48 pessoas perseguidas pelo regime nazista.
No chamado "Grupo Görgen", também apelidada de "a lista de Schindel", havia judeus, mas também integrantes "arianos" que faziam parte da resistência política e religiosa da Alemanha – entre eles, o ex-governador do Sarre Johannes Hoffmann, além de pessoas oriundas da Áustria (anexada à Alemanha durante a Segunda Guerra) e da República Tcheca.

A fuga do grupo ocorreu pela Suíça – conforme explicou Schindel numa entrevista à DW Brasil em 2007 – e foi viabilizada com a ajuda do Comitê de Ajuda aos Intelectuais Refugiados e do então enviado brasileiro junto à Liga das Nações, César Weguelin de Vieira, em Genebra.
Ein alter Pass der Jüdin Dora Schindel
Passaporte antigo da judia Dora Schindel, que emigrou duas vezes da Alemanha para escapar dos nazistas
Para obter os vistos para os perseguidos, Görgen e Schindel se comprometeram a construir uma indústria metalúrgica em Juiz de Fora, Minas Gerais. 

A empresa levou o nome de Indústrias Técnicas Ltda., e Schindel assumiu a administração. Em 1955, ela retornou à Suíça e, dois anos depois, transferiu-se para Bonn, onde Görgen integrava o Parlamento da Alemanha como deputado da União Democrata Cristã (CDU). 

"Senti saudades da imensidão do Brasil e da alegria de seu povo", disse Schindel, em 2007, à DW Brasil. Em 1960, Schindel e Görgen fundaram a Sociedade Brasil-Alemanha, onde Dorli trabalhou, voluntariamente, como integrante honorária da diretoria. "Criamos a DBG por dois motivos: primeiro, em gratidão pelo fato de o Brasil ter salvado nossas vidas; segundo, para acabar com preconceitos que existem nos dois países. 

No Brasil se pensa que todos os alemães são nazistas; na Alemanha se pensa que o Brasil é só samba e favela e que sequer tem uma cultura própria", relatou. Görgen faleceu em 1994. Em sua biografia, ele conta que o Brasil poderia ter ajudado a salvar mais judeus se diplomatas brasileiros em Hamburgo e Berlim não tivessem frustrado em grande parte um acordo assinado entre o Vaticano e o governo de Getúlio Vargas, em 1939, que previa a concessão de três mil vistos de permanência no Brasil para "não arianos católicos". 

Dos três mil vistos, apenas cerca de mil foram expedidos. À DW, Schindel afirmou que aprendeu com os brasileiros a encarar a vida positivamente. "Provavelmente, eu seria muito triste, se não tivesse um contato tão intenso com os brasileiros. Meu coração pertence pelo menos 50% ao Brasil. 

Em toda a minha vida vou permanecer grata a esse país que é um presente de Deus. Deus é brasileiro, sim", disse. A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. PV/dw
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