Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Rua Ben Yehuda
Rua Ben Yehuda
Rua Ben Yehuda

Se você quiser sair um pouco da atmosfera extremamente religiosa de Jerusalém, vá até a via Ben Yehuda, localizada a menos de dois quilômetros do centro histórico murado da cidade. 

Trata-se de uma área recheada de restaurantes, barzinhos e artistas de rua, que atraem jovens nativos e turistas com seu clima descontraído. 

O local é fechado a carros, o que possibilita agradáveis caminhadas. Lá, vale a pena provar os deliciosos sanduíches de falafel servidos em Israel , além de degustar algumas das boas cervejas locais. 

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Afinal existe um povo palestino?Os palestinos e sua verdadeira identidade


Os palestinos  sempre ouvem sua parcela de inverdades. Eles são usados apenas como meio para se alcançar um alvo, pois são transformados em um povo que nem existe. O nome "palestinos" deriva de "filisteus". Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: "Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles" (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.
A palavra "Palestina" é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de D´us e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aelia Capitolina". À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.
Com toda a franqueza, Zuheir Mohsen, um dos mais importantes representantes da OLP, admitiu em 1977 o abuso praticado com o nome dos árabes que vivem na "Palestina":

Afinal existe um povo palestino?O povo palestino é enganado, explorado e usado como massa de manobra contra Israel.
Não existe um povo palestino. A criação de um Estado palestino é um meio para a continuação de nossa luta contra Israel e em prol da unidade árabe... Mas na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos nós fazemos parte do povo árabe. Falamos da existência de uma identidade palestina unicamente por razões políticas e estratégicas, pois é do interesse nacional dos árabes contrapor a existência dos palestinos ao sionismo. Por razões táticas a Jordânia, que é um país com território definido, não pode reivindicar Haifa ou Yaffa. Mas como palestino eu posso exigir Haifa, Yaffa, Beersheva e Jerusalém. Entretanto, no momento em que nossa soberania sobre toda a Palestina estiver consolidada, não devemos retardar por nenhum momento a unificação dela com a Jordânia."

O povo palestino é enganado, explorado e usado como massa de manobra contra Israel. Nessa terra simplesmente viviam árabes cuja origem era, em sua maioria, síria e libanesa, mas nela também viviam judeus.  Golda Meir, que foi primeira-ministra de Israel, disse em sua época: "Eu sou palestina." Foi também Golda Meir que afirmou: "Somente teremos paz com os árabes quando o amor pelos seus filhos for maior que o ódio que eles sentem por nós".
A Margem Ocidental do Jordão e Gaza estavam sob domínio árabe de 1948 a 1967, ou seja, nas mãos de jordanianos e egípcios. Se naquela época houvesse uma "questão palestina", como a conhecemos hoje, por que não lhes foi concedido um Estado quando essa região estava sob domínio árabe? Simplesmente porque os "palestinos" nunca foram reconhecidos como um povo autônomo, mas sempre foram considerados árabes jordanianos, sírios ou de outras nacionalidades!

Na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos fazem parte do povo árabe.
O nome "palestinos" surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito:
A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense."[2]
Antes de 1964 os moradores da "Palestina" ainda eram chamados de "árabes". Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: "O governo árabe disse-nos: ‘Saiam para que possamos entrar.’ Assim, nós saímos, mas eles não entraram."


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A morte do “Açougueiro de Praga”
O general nazista Reinhard Heydrich era conhecido como a “Besta Loira” de Hitler

Em HHhH, premiado romance de estreia do francês Laurent Binet, o autor consegue discutir os limites da ficção histórica e, ao mesmo tempo, contar uma trama eletrizante
Depois das primeiras 50 páginas de HHhH, livro que deu ao jovem escritor francês Laurent Binet o Goncourt de melhor romance de estreia em 2010 , não há como o leitor não ficar intrigado. O próprio narrador parece não ter muita certeza do que está a escrever. Há anos, ele vem pesquisando a respeito do assassinato, em 1942, do general alemão Reinhard Heydrich, um dos cabeças da SS, organização paramilitar encarregada das maiories atrocidades cometidas pelo Nazismo antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Chega, no entanto, a um impasse.

O autor, que Binet jamais revela se é alguém inventado ou um alter ego dele mesmo, antes tem a proposta de escrever um romance de ficção histórica. Mas, à medida em que avança com seu projeto, ele percebe que seria desonesto inventar descrições de cenas, diálogos que não ouviu, atribuindo a personagens verídicos reflexões e sentimentos que o narrador pode apenas supor, uma vez que ele não dispõe de fontes que os sustente e comprove.
Diante desse dilema criativo, o escritor chega a uma conclusão: ficcionalizar, em certa medida, é inevitável, mas ele tem como dever se vigiar, puxar os freios de sua imaginação, na esperança de que, mesmo tendo de recorrer a uma verdade pressuposta, ele consiga manter a integrigade da fabulosa trama real na qual se baseia.

Esse nó criativo, passado o estranhamento de ter acesso às costuras e ao processo de construção do romance, acaba, de certa maneira, dando mais vida às tortuosas histórias de Heydrich e de seus assassinos: o personagem do escritor acaba também nos aproximando de uma história ocorrida há 70 anos. Temos a oportunidade de acompanhá-lo em suas muitas viagens de pesquisa a Praga, onde o atentado ocorreu, compartilhamos suas reações frente à descoberta de documentos, livros e filmes que tratam do mesmo tema. E, ao eviscerar esse processo exaustivo de busca e escolha de fontes, Binet nos deixa com a sensação de que o fato gerador de seu romance continua muito vivo e poderoso.

“Besta loira”

Grande parte da força do livro vem do empenho do autor (Binet ou não) na construção do personagem Heydrich, desde sua infância, quando foi hostilizado na escola por acreditarem que ele tinha sangue judeu.

O livro conta sobre sua breve carreira na Marinha alemã, da qual saiu expulso, fala a respeito de seu casamento com uma jovem simpatizante da ideologia nazista, oriunda da pequena aristocracia do país, e descreve como ele ascendeu, meteoricamente, nos quadros da SS, tornando-se o braço direito do cabeça da organização, Heinrich Himmler.

Um burocrata nato, Heydrich tinha obsessão por documentos – e era, entre os integrantes do círculo mais próximo de Hitler, o protótipo do nazista ariano: loiro, alto, cruel, obediente e, sobretudo, eficiente. Não à toa também era chamado de a “Besta Loira de Hitler”.

Quando tinha apenas 37 anos, Heydrich saiu, em setembro de 1941, de certa forma, da sombra de seu chefe na SS – o título do livro, HHhH, se refere a outro de seus apelidos Himmlers Hirn heisst Heydrich , “o cérebro de Himmler se chama Heydrich”, em português. Ele assumiu o cargo de protetor dos territórios da Boêmia e Morávia, na antiga Checoslováquia, onde em pouco tempo ficou conhecido como o “Açougueiro de Praga”, por conta da crueldade com que oprimiu a população da região.

Violência

Em seu currículo, Heydrich tinha acumulados feitos infames, como a organização da chamada Noite dos Cristais, nome popularmente dado aos atos de violência que ocorreram em 9 de novembro de 1938 na Alemanha e na Áustria, quando foram destruídas sinagogas, lojas e residências de judeus residentes nos dois países. Também havia coordenado a formação dos esquadrões de extermínio, responsáveis pelas mortes de centenas de milhares de pessoas em países da Europa Central e do Leste em 1939. E, em janeiro de 1942, já como o “rei alemão” de Praga, liderou a Conferência de Wansee, ocorrida em um palacete à beira do lago Wann, a sudoeste Berlim, na qual apresentou o seu projeto de “Solução Final”, para o extermínio sistemático dos judeus do continente europeu.

Binet também apresenta, em detalhes e em paralelo, os rocambolescos caminhos percorridos pelo eslovaco Jozef Gabcik e pelo checo Jan Kubis, paraquedistas de 20 e poucos anos, escolhidos para levar a cabo a Operação Antipoide, cujo objetivo era matar Heydrich.

Hoje considerados heróis nacionais, Gabcik e Kubis cumpriram sua missão: em 27 de maio de 1942, conseguiram parar a Mercedes-Benz que transportava Heydrich. A arma do primeiro falhou, mas uma granada lançada pelo segundo feriu gravemente o alemão, que morreu uma semana mais tarde em um hospital de Praga. Nenhum dos dois paraquedistas tampouco sobreviveria à perseguição do alemães em resposta ao atentado. Binet, o romancista relutante, conta tudo de forma eletrizante. GGGG
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História Hoje: Em 1945, Julgamento de Nuremberg condenou 12 nazistas à morteO nazismo alemão criou uma das maiores atrocidades da humanidade, os campos de concentração para extermínio de judeus, identificados como grande problema do mundo na visão de Hitler. 

Ao final da Segunda Guerra Mundial, mais de seis milhões de judeus foram mortos, após sofrerem com trabalhos forçados, experiências médicas desumanas e com torturas.

O Julgamento aponta inicialmente para a abertura dos primeiros processos contra os 24 principais criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial, dirigentes do nazismo, ante o Tribunal Militar Internacional (TMI), entre 20 de novembro de 1945 e 1º de outubro de 1946, na cidade alemã de Nuremberg.

O tribunal de Nuremberg decretou 12 condenações à morte, 3 prisões perpétuas, 2 condenações a 20 anos de prisão, uma a 15 e outra a 10 anos e 3 absolvições.