20/02/2017

Ares foi confirmado como o vilão da Mulher-Maravilha

Ares foi confirmado como o vilão da Mulher-Maravilha

Ares foi confirmado como o vilão da Mulher-MaravilhaAres foi confirmado como o vilão da Mulher-Maravilha em janeiro. Agora, o Batman-News  está relatando que Ares será interpretado pelo ator de  Harry Potter David Thewlis.

O personagem não apareceu em nenhum dos trailers anteriores da Mulher-Maravilha e por isso não está claro se o estúdio ainda está trabalhando em seus efeitos especiais (ele vai ser feito basicamente de CGI) ou se eles só querem mantê-lo como surpresa. Independentemente disso, David Thewlis é um ótimo e experiente ator., ele fez Remo  Lupin em Harry Potter.

Thewlis foi creditado como um dos atores no filme, mas antes desta notícia, não sabíamos quem ele faria no filme.

Mulher-Maravilha  é dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot como Diana Prince / Mulher Maravilha, Chris Pine como Steve Trevor, Lucy Davis como Etta Candy, Connie Nielsen como Rainha Hippolyta, Robin Wright como General Antiope, Lisa Loven Kongsli como Menalippe, juntamente com Danny Huston, Ewen Bremner, Saïd Taghmaoui, Elena Anaya e David Thewlis.
O filme está nos cinemas em 2 de junho de 2017.

Veja o trailler:

                      
Sionismo o movimento nacionalista judaico

Sionismo o movimento nacionalista judaico

SIONISMO
Sionismo o movimento nacionalista judaico
O Sionismo foi um movimento nacionalista judaico iniciado nas décadas finais do século XIX, na Europa, e teve por objetivo principal a criação do Estado Judaico.
O que é sionismo?

Sionismo é um termo que deriva da palavra hebraica “Tzion”, Sião, que significa “cume,” “lugar elevado”, “monte”. Sião é uma das colinas próximas a Jerusalém, que foi conquistada pelo rei Davi, e é considerado um dos lugares sagrados das três religiões abraâmicas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Aparecido no fim do século XIX, o sionismo foi um movimento nacionalista judaico que tinha por objetivo central a defesa da formação de uma nação judaica, bem como da criação do Estado judeu, ou uma Eretz Israel, isto é, a “Terra de Israel”.

Criador do termo
Sionismo o movimento nacionalista judaico
O criador do termo “sionismo” foi o jornalista judeu e austríaco Nathan Birnbaum (1864-1937). Birnbaum empregou a palavra pela primeira vez em um debate público realizado em Viena, em 23 de janeiro de 1892. Esse jornalista foi um dos pioneiros no combate aberto ao antissemitismo presente na Europa e em outras partes do mundo nessa época. Na década de 1880, especificamente entre os anos de 1881 e 1883, os massacres (chamados de pogroms) promovidos contra a comunidade judaica russa pela polícia secreta do czar Alexandre III, a Okhrana, escandalizaram o mundo. A defesa da criação de um Estado nacional judeu começou a tornar-se forte nessa época em virtude de ações como essa. Antes mesmo de haver o I Congresso Sionista, que organizaria as propostas do movimento, muitos judeus da Rússia e de outras regiões começaram a migrar para a Palestina (então sob o domínio otomano) e lá se estabelecerem.

A primeira Aliya (1882), o Affair Dreyfus e o I Congresso Sionista (1897)

Alguns líderes religiosos, como o rabino Yehudá Alkalay (nascido na Sérvia), já haviam se estabelecido na Palestina no início do século XX. Sua geração e a geração de imigrantes do início dos anos 1880, da chamada primeira Alyia, começaram a traçar as primeiras formas de negociação com o Império Otomano para a compra de terras na Palestina. Entretanto, as terras compradas tinham apenas caráter de colônia, e não de Estado.

Em 1894, um novo escândalo internacional envolvendo um oficial judeu do Exército francês acendeu novamente o problema do antissemitismo. Tratava-se do Affair Dreyfus (Caso Dreyfus). Dreyfus, que era de família judaica, foi acusado injustamente de traição por conspiradores do Exército, que diziam que ele forneceu informações de inteligência militar para o Exército alemão. Dreyfus foi julgado e condenado a cumprir pena na Ilha do Diabo. Muitos intelectuais destacaram-se na defesa pública de Dreyfus à época. Um deles era o famoso escritor Émile Zola; outro, o jornalista judeu e húngaro Theodore Herzl, que se tornou o grande difundidor do sionismo.

Herzl foi um dos criadores da Organização Sionista Mundial, criada em 1897 e que realizou o 1º Congresso Sionista nesse mesmo ano, na Basileia. Esse congresso examinou as características da primeira imigração, dos anos 1880, e procurou estabelecer novas diretrizes paras as próximas com vistas à criação definitiva de um Estado judaico. É da autoria de Herzl, inclusive, a obra “O Estado Judaico”, na qual essas diretrizes são esmiuçadas.

Como diz o historiador Henry Chemeris:

A partir de 1897, pôs-se fim à colonização privada meio filantrópica, meio colonial, sustentada por alguns ricos financistas judeus, sendo substituída por um programa estritamente nacionalista de colonização organizada, com objetivos políticos bem definidos e gozando do apoio da massa. Israel Cohen explicita o objetivo maior dos sionistas durante o Congresso da Basileia: “Tal foi o objetivo supremo do sionismo, formulado pelo Congresso da Basileia nos termos seguintes: o objetivo do Sionismo é a criação, na Palestina, de um lar para o povo judeu, garantido pelo direito público.” [1]


Theodor Herzl foi o principal difundidor do sionismo

Como forma de criar uma resolução para o grave problema do antissemitismo, o Estado Judeu foi idealizado por Herzl em suas linhas gerais. Para ele, o grande motivo do antissemitismo era a existência dispersa e desorganizada dos judeus mundo afora, sem uma nação que os amparasse, como explica no livro já citado:

O problema judaico existe. Seria tolice negá-lo. É um resquício da Idade Média, do qual os povos civilizados, com a melhor boa vontade, ainda não sabem desfazer-se. Certamente mostraram sua magnanimidade quando nos emanciparam. O problema judaico existe em todos os lugares em que vive um número apreciável de judeus. Lá onde não existe, é trazido pelos judeus imigrados. Dirigimo-nos, naturalmente, para onde não nos perseguem. E a nossa aparição provoca as perseguições. Isto é uma certeza e continuará acontecendo em todo os lugares, até nos países mais evoluídos, como está sendo demonstrado na França, enquanto o problema judaico não for resolvido por meios políticos. Os judeus pobres levam o antissemitismo à Inglaterra e já o levaram até a América. [2]

A partir da década de 1910, uma nova onda imigratória de judeus para a Palestina começou a ser efetuada com vistas a formas de organização mais complexas. Um dos primeiros impulsos recebidos para o estabelecimento de um possível Estado judaico na Palestina veio com a Declaração Baulfour, em 1917, que consistiu em uma carta escrita pelo secretário de assuntos estrangeiros da Grã-Bretanha, James Balfour, e endereçada ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica naquele país. Na carta, Balfour fala das intenções dos britânicos de facilitar a construção do Estado judaico.

Todavia, os inúmeros problemas que ocorreram entre o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), sobretudo envolvendo o nacionalismo árabe e a tentativa de construção de um Estado Palestino, postergaram a criação do Estado Judaico para o ano de 1947.

NOTAS

[1] CHEMERIS, Henry Guenis Santos. Os principais motivos que geraram os conflitos entre israelenses e árabes na palestina (1897-1948). Dep. de História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, PUC-RS: Porto Alegre, 2002. p. 54.

[2] HERZL, Theodor. O Estado Judaico. Trad. Dagoberto Mensh. Poeteiro Editor Digital: São Paulo, 2015. p. 9.


Por Me. Cláudio Fernandes

18/02/2017

Maior grupo judaico americano  opõe-se a embaixador escolhido por Trump

Maior grupo judaico americano opõe-se a embaixador escolhido por Trump

Maior grupo judaico americano  opõe-se a embaixador escolhido por TrumpMaior grupo judaico dos EUA opõe-se a embaixador escolhido por Trump.

Os líderes do maior grupo do judaísmo norte-americano declaram a sua oposição ao advogado de negócios David Friedman, que Donald Trump escolheu para embaixador em Israel.
A União para a Reforma do Judaísmo realçou, em comunicado distribuído hoje, que nunca se opôs à nomeação de um embaixador norte-americano para Israel.

Mas, salientou este grupo, que é a maior associação de sinagogas nos EUA, o extremismo de David Friedman e a sua falta de experiência na política externa tornam-no a pessoa errada para o cargo.

Friedman foi ouvido na quinta-feira pelos senadores da comissão dos Negócios Estrangeiros e procurou reparar os estragos feitos pelas suas declarações cáusticas contra os que divergem dos seus pontos de vista extremistas e favoráveis a Israel.

Friedman apresentou desculpas públicas e prometeu que ia ser "respeitoso e contido" se for confirmado como representante de Trump no Estado judeu.
Hezbollah ameaça Israel em reação a Trump

Hezbollah ameaça Israel em reação a Trump

Hassan Nasrallah - Coisas Judaicas

BEIRUTE (Reuters) - Os discursos feitos nesta semana pelo líder do Hezbollah tiveram como objetivo deixar claro para o novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o grupo libanês pode atingir interesses dos EUA atacando Israel, disse uma fonte a par de seu pensamento nesta sexta-feira.

Trump e funcionários de seu governo vêm usando uma retórica contundente contra o Irã, patrono político do Hezbollah, e em apoio a Israel, o que incluiu colocar Teerã "sob aviso" por causa das acusações de que o país persa violou um acordo nuclear testando um míssil balístico.

No domingo o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, descreveu Trump como um "idiota". Na quinta-feira ele disse que seu grupo, que desempenhou um grande papel para acabar com a ocupação israelense no Líbano, pode atacar seu reator nuclear em Dimona.

As palavras ásperas dirigidas a Israel e Trump tiveram por meta traçar "linhas vermelhas" para a nova gestão norte-americana, disse a fonte familiarizada com a mentalidade do grupo xiita.

"Até agora, o Hezbollah não está preocupado com a chegada de Trump no governo dos EUA, mas ao invés disso o chamou de idiota nesta semana e traçou linhas vermelhas diante de qualquer ação que ameace o Líbano ou a presença do Hezbollah na Síria", afirmou a fonte.

17/02/2017

Catálogo da IKEA em Israel exclui mulheres

Catálogo da IKEA em Israel exclui mulheres

Catálogo da IKEA em Israel exclui mulheres
Capa do catálogo da rede Ikea destinado à comunidade
 judaica ultraortodoxa de Israel.
O novo catálogo da IKEA em Israel foi mal recebido dentro e fora do país por oferecer uma imagem deliberadamente enviesada da família e menosprezar a mulher a ponto de eliminá-la, já que sua imagem pode ser considerada ofensiva a alguns judeus ultrarreligiosos. 
Mulheres e meninas desaparecem de catálogo da IKEA em Israel.Rede de móveis e utensílios se desculpa por publicação, destinada a judeus ultraortodoxos, sem a presença feminina.Com essa publicação, a filial local da rede sueca de móveis e utensílios domésticos buscava divulgar seus produtos à comunidade ultraortodoxa. O folheto, centrado na família, foi distribuído exclusivamente nas caixas de correio de bairros e localidades habitados por essa comunidade, mas também podia ser solicitado nas lojas da rede. O catálogo mostra uma família deturpada, desenhada sob medida para o público a que se destina, sem uma só imagem de mulheres ou meninas. Os protagonistas das suas fotos são sempre homens, pais e filhos, nos quais mães e irmãs estão ausentes.
Catálogo da IKEA em Israel exclui mulheres


Interior do catálogo da Ikea.


É a primeira vez em seus 16 anos de existência que a franquia israelense da IKEA lança um catálogo alternativo desse tipo – e também será a última. “Não se repetirá”, diz taxativamente ao EL PAÍS, da Suécia, Josefin Thorell, porta-voz da multinacional. Ela acrescentou que está em contato com seus sócios israelenses para que o polêmico catálogo seja tirado de circulação. A direção da empresa sueca está decidida a não permitir que nenhuma das suas franquias viole os princípios da marca que representam.
Há alguns anos, já houve um problema similar na Arábia Saudita, onde as mulheres foram apagadas da versão local de um catálogo mundial, para se adequar aos costumes do país, de maioria muçulmana. Desde então, a empresa sempre deixou claro que a igualdade de direitos é uma das suas bandeiras, “e qualquer ramo da IKEA deve atuar de modo a refletir isso, algo que a publicação local israelense não cumpre”, diz a empresa.
Inicialmente, a filial israelense justificou a publicação do catálogo sexista citando a “grande demanda e as consultas recebidas”. Mas as pressões, sobretudo da matriz sueca, levaram o diretor-geral em Israel, Shuky Koblenz, a pedir desculpas através de um comunicado em que também promete que as futuras publicações “refletirão a posição da IKEA ao mesmo tempo em que demonstrarão respeito pela comunidade haredi [ultraortodoxa]”.

Mulheres invisíveis

A omissão das imagens femininas é uma prática habitual nas publicações dos judeus ultraortodoxos, mas até agora a IKEA de Israel se limitava a editar em hebraico o catálogo que a marca distribui mundialmente a cada ano. O slogan da campanha de 2017 é “Desenhado especialmente para você”, frase que, traduzida em 32 idiomas, encabeça o catálogo global distribuído em 48 países.
Uma máxima que, paradoxalmente, se encaixa perfeitamente na iniciativa da filial judaica, que também inclui a frase no catálogo criado para os ultrarreligiosos. Na capa da publicação polêmica, sob o slogan mundial na sua versão em hebraico, aparece um pai com trajes ultraortodoxos – calça preta, camisa branca sob a qual desponta um pequeno talit (xale), e quipá para cobrir a cabeça – folheando um livro diante de uma estante cheia de textos religiosos, na qual há também uma grande menorah (candelabro judaico). A seus pés, dois meninos brincam sobre um tapete no centro da sala. No interior do catálogo a história se repete na cozinha, com outra família também formada por três homens ortodoxos que se preparam para iniciar uma refeição, curiosamente com a mesa posta para quatro pessoas, enquanto o pai serve suco a um dos filhos.
São cenas que, além de indignação, foram motivo de piada nas redes sociais em Israel, onde muitos se mostravam ironicamente surpresos com a quantidade de famílias monoparentais masculinas entre os haredis, ou se perguntavam quando sairá um catálogo gay ou dedicado a outros setores sociais.
O ramo israelense da multinacional sueca tem três lojas, a primeira delas inaugurada em 2001. Sua popularidade entre os judeus ultrarreligiosos – 11% dos mais de 8,5 milhões de habitantes do Israel – não para de crescer. Isso ocorre não só pelas engenhosas soluções que a IKEA oferece para os pequenos espaços e a sua grande variedade de produtos infantis, mas também porque todos os seus restaurantes são kosher (comida preparada seguindo rigorosamente a lei judaica) e, além disso, fecham no shabbat (dia de descanso judeu), um gesto muito apreciado pelos setores mais ortodoxos. Algumas empresas oferecem inclusive viagens às lojas IKEA em ônibus segregados partindo de Jerusalém, a cidade com a maior concentração de judeus haredis.
Air Canada amplia rotas com Israel

Air Canada amplia rotas com Israel

Air Canada amplia rotas com IsraelFortalecendo seus laços culturais e empresariais com Israel, a Air Canada adicionou um voo nacional sem escalas entre Montreal e Tel Aviv que operará duas vezes por semana entre 22 de junho e 16 de outubro. 
Além da nova rota, ela investirá no aumento dos serviços non-stop entre Toronto e Tel Aviv, que agora terão uma frequência diária, seis dias por semana durante o ano inteiro.
“A Air Canada é a líder no mercado Canadá-Israel, o qual a empresa já atende há 22 anos. Hoje, temos o prazer de intensificar nossa capacidade em resposta à crescente demanda dos segmentos de negócios, lazer e viagens culturais entre os dois países. A partir de junho de 2017, a Air Canada lançará um novo serviço sazonal sem escalas entre Montreal e Tel Aviv, fortalecendo o hub em Montreal, que também oferecerá conexões convenientes em todo o Canadá e nos Estados Unidos”, alegou Calin Rovinescu, Presidente e Chefe Executivo da Air Canada. O representante completou dizendo que ainda neste mês, a companhia deve lançar um voo para Xangai e, no verão, as novas rotas serão Argel, Marselha, Reykjavik e Dallas, todas partindo de Montreal.
Discurso de Netanyahu na Casa Branca

Discurso de Netanyahu na Casa Branca

Discurso de Netanyahu na Casa Branca“Presidente Trump, muito obrigado pela calorosa hospitalidade que o senhor e Melania demostraram a mim, à minha esposa, Sara, e a toda nossa delegação. Valorizo profundamente sua amizade para comigo, para com o Estado de Israel. Israel não tem aliado melhor do que os Estados Unidos e eu quero assegurar ao senhor que os Estados Unidos não têm aliado melhor do que Israel.

Nossa aliança tem sido notavelmente forte, mas, sob sua liderança, estou confiante de que ficará ainda mais forte. Estou ansioso para trabalhar com o senhor para melhorar drasticamente nossa aliança em todos os campos, como segurança, tecnologia, cibernética e comércio e tantos outros. E certamente agradeço seu sincero apelo para garantir que Israel seja tratado de forma justa nos fóruns internacionais e que a calúnia e os boicotes contra Israel são repudiados poderosamente pelo poder e posição moral dos Estados Unidos da América.

Como o senhor disse, nossa aliança é baseada em um laço profundo de valores comuns e interesse comum. E, cada vez mais, esses valores e interesses são atacados por uma força malévola: o terror islâmico radical.

Presidente: o senhor demonstrou muita clareza e coragem ao enfrentar este desafio de frente. O senhor pede para que enfrentemos o regime terrorista do Irã, impedindo que o Irã transforme esse terrível acordo em um arsenal nuclear, e o senhor disse que os Estados Unidos estão comprometidos em impedir que o Irã obtenha armas nucleares. O senhor pede a derrota do ISIS. Sob sua liderança, acredito que podemos reverter a maré crescente do Islã radical. E, nesta grande tarefa, como em tantas outras, Israel estará do seu lado e eu estarei do seu lado.

Senhor Presidente, ao diminuir a força do Islã militante, poderemos aproveitar uma oportunidade histórica, porque, pela primeira vez na minha vida e pela primeira vez na vida do meu país, os países árabes da região não veem Israel como um inimigo, mas cada vez mais – como um aliado.

Acredito que, sob sua liderança, essa mudança em nossa região criará uma oportunidade sem precedentes para fortalecer a segurança e promover a paz. Vamos aproveitar este momento juntos; vamos reforçar a segurança; procuremos novos caminhos de paz e vamos elevar a aliança notável entre Israel e os Estados Unidos a alturas ainda maiores.
Obrigado, obrigado, Senhor Presidente”

16/02/2017

Israel uma viagem espiritual

Israel uma viagem espiritual

Bike nas ruas de Jaffa (Atlantide Phototravel/Getty Images)


“O mais importante é você seguir o seu próprio caminho, ser generosa, mas não se abrir demais aos outros, se doar, mas também se proteger”, disse Samir, olhando fixamente em meus olhos. Do lado de fora, a balbúrdia segue sua toada. Passa freira, passa judeu ortodoxo em passos sempre mais rápidos do que a perna, o menino do suco de romã conversa, aos berros, com o vendedor de ícones e água benta, que é muçulmano. Samir não é clérigo, rabino ou vidente, mas sim o beduíno da loja de pedras semipreciosas que me chamou para entrar, tomar um chá, mas logo esqueceu do chá (e dos conselhos) ao ver que eu não compraria a pedra. Eu poderia até levar a coisa toda como um quase golpe, mas na Cidade Velha de Jerusalém parece que mesmo tentativas de extorsão vêm com mensagens mais profundas.
A mulher observa o Muro das Lamentações (Adam Kuylenstierna/Getty Images)
Uma viagem espiritual por Israel tem de começar por Jerusalém, a cidade de 3 000 anos, sagrada para as três principais religiões monoteístas, disputada a ferro e fogo ao longo desse tempo e até agora. E, mais precisamente, tem de começar em seu centro nevrálgico, o emaranhado de ruelas no interior das muralhas erguidas pelo sultão Suleiman no século 16. É ali, num espaço de cerca de 1 quilômetro quadrado, dividido em bairros – Muçulmano, Cristão, Armênio e Judeu -, que está concentrada a maior parte dos lugares santos.
Via Dolorosa, com suas estações, incluindo a Igreja do Santo Sepulcro, onde, segundo a tradição, Cristo teria sido crucificado e sepultado (aliás, recentemente um projeto arqueológico retirou a laje que cobriu nos últimos 500 anos a pedra em que deitaram seu corpo), e os vários monastérios e igrejas erguidos em lugares que testemunharam milagres realizados por ele compõem um pacote completo para causar uma doença catalogada pela psiquiatria, a Síndrome de Jerusalém. Não raro alguém acredita ser Jesus Cristo ou Maria Madalena nesse labirinto de pedra carregado de história e religiosidade.
Para os judeus, o epicentro da fé é o Muro das Lamentações, parte ocidental do paredão de contenção que segurava a esplanada sobre o bíblico Monte Moriá, onde foi erguido e derrubado o Templo de Salomão e, séculos depois, o Segundo Templo, pelo rei Herodes, também destruído, desta vez pelos romanos, no ano 70. No alto da esplanada hoje estão as mesquitas de El Aqsa e do Domo da Rocha, com sua cúpula dourada, ambas construídas no século 7 e que representam o terceiro lugar mais sagrado para o islamismo, depois de Meca e Medina.
Esplanada das Mesquitas, Jerusalém, Israel
Muçulmanas na Esplanada das Mesquitas, em Jeruaslém (Cindy Wilk)
Mar da Galileia, Israel
No Mar da Galileia, o barco leva turistas (Godong/Getty Images)
Ruelas, Cidade Velha de Jerusalém, Israel
Cenas das ruelas da Cidade Velha de Jerusalém (Cindy Wilk)
Doces no Mahane Yehuda, Jerusalém, Israel
Doces no Mahane Yehuda (Cindy Wilk)
Rio Jordão, Israel
Cristãos em Qasr Al Yahud, no Rio Jordão, o local de batismo de Jesus (Anton Petrus/Getty Images)

Fé nervosa

Andar por estas ruelas é uma experiência intensa – se por um lado se sente o ar carregado de espiritualidade, por outro parece que é preciso enfrentar um calvário para respirá-lo. Quem espera anjinhos tocando harpas depara com hordas de gente de diferentes credos andando para todos os lados em meio a mercados barulhentos, soldados armados e vendedores insistentes – e cheios de método como Samir. O garoto passa com a caixa de pizza na frente de onde Verônica limpou o suor da face de Jesus (a própria Via Dolorosa fica bem no meio do Souq, o mercado árabe), e há filas para tocar o que teria sido a pedra na qual Jesus se apoiou na quinta estação.
No Muro das Lamentações, um olhar nem tão clínico assim pode reconhecer dezenas de diferentes linhas da fé judaica, em distintos graus de ortodoxia, rezando alto em entonações dissonantes, sons estes que em algum momento se misturam aos das preces que escapam dos alto-falantes das mesquitas da Esplanada. Até a Igreja do Santo Sepulcro tem suas disputas veladas. Propriedade de várias igrejas – a católica romana, a grega ortodoxa e as ortodoxas orientais -, decidiu-se que o mais seguro era confiar a pesada chave de cerca de 500 anos de idade a uma família muçulmana, que tem a incumbência de abrir e fechar a igreja todo dia desde o Império Otomano.
O Santo Sepulcro, aliás, nem é um consenso entre os cristãos. “Os evangélicos e protestantes consideram um outro local para a crucificação, a morte e o sepultamento de Jesus, o Jardim do Túmulo”, diz Moshico Garcia, brasileiro que emigrou para Israel em 1999, trabalhava com tecnologia da informação e, dez anos depois, largou tudo para fazer o dificílimo curso de guia (o índice de reprovação é de 45%). Desde então ele já levou para passear mais de 80 grupos religiosos brasileiros, mas nunca presenciou uma Síndrome de Jerusalém. “Apenas glossolalia”, afirma. Trata-se de uma experiência mística que ocorre especialmente entre evangélicos neopentecostais e na qual a pessoa começa a falar em uma língua estranha que se supõe ser umamensagem divina.
O Jardim do Túmulo fica próximo à muralha da cidade, mas do lado de fora do Portão de Damasco, já Jerusalém Leste, parte habitada por árabes israelenses. Ali dentro, em bom inglês britânico, Bob Lillyman apresenta os motivos que levaram, em meados do século 19, um oficial inglês, o general Charles Gordon, a apostar todas as suas fichas na crença de que o lugar é o jardim de José de Arimatéia, no qual Jesus foi sepultado. E que o monte ao lado, que realmente tem semelhança com uma caveira (“gólgota”, em aramaico, e “calvário”, em latim), teria sido o local da crucificação. Segundo a Bíblia, Jesus foi levado ao “lugar da caveira”. Hoje ao lado de um ponto de ônibus que leva às cidades palestinas da Cisjordânia.
O tour pelo jardim acaba na tumba encontrada por Gordon que os evangélicos acreditam ser a ocupada por Jesus antes da ressurreição. “Quem quer entrar para checar se ela realmente está vazia?”, provoca Lillyman.
A Cidade Velha de Jerusalém vista do Monte das Oliveiras: a muralha foi construída apenas no século 16 (Neil Farrin/Getty Images)

Padres-arqueólogos

“Aqui em Jerusalém, para cada fato bíblico há pelo menos duas opiniões de onde isso poderia ter acontecido”, diz o bem-humorado padre italiano Eugenio Alliata, que está há 37 anos na cidade. Seu “escritório” é o Mosteiro da Flagelação, segunda estação da Via Dolorosa e que compreende duas importantes igrejas – a da Flagelação, onde Jesus teria sido martirizado, e a da Condenação, onde teria recebido a cruz. Esse monastério franciscano é de 1838, mas a ordem está há mais de 700 anos na Terra Santa, e, em Jerusalém, desde 1558, quando assumiu o Mosteiro de San Salvador, também na Cidade Velha.
Padre Alliata é arqueólogo, professor do Studium Biblicum Franciscanum, faculdade que une estudos bíblicos e arqueologia, fundada ali em 1924. Em 2012 foi inaugurada a fase número 1 do Terra Sancta Museum, uma moderna exibição com projeções que contam a história da Terra Santa em 15 minutos. No final de 2017 ficará pronto o Museu Arqueológico, exposição das centenas de objetos encontrados pelos padres-arqueólogos franciscanos na região ao longo de quase 100 anos. “Precisamos estudar os lugares religiosos sob um ponto de vista histórico”, diz padre Alliata. “Tradição é muito importante para um local sagrado, mas não é o suficiente.”
O Museu Histórico do complexo será inaugurado em 2019 no Mosteiro de São Salvador e vai incluir também a parte de literatura médica desde o século 15 e de farmácia – os franciscanos eram responsáveis pelo popular Jerusalém Balm, o único remédio exportado de lá para a Europa nos séculos 17 e 18. Quanto à Síndrome de Jerusalém, o mais perto disso que padre Alliata viu é um americano que aparece por ali todo ano, descalço e vestido de branco. “Ele parece um sujeito normal que deve ter um emprego fixo e vem vagar por aqui durante o mês de férias. Nós o chamamos de Jesus.”
Placa da Via Dolorosa (Cindy Wilk)

Fora das muralhas

Quando a loucura da Cidade Velha lhe parecer um pouco demais, há toda um mundo ao redor para se refugiar e que, como a imensa maioria dos hotéis fica fora, é o caminho natural. Não que o restante da cidade seja menos intenso. O futuro até dá as caras, travestido de trens de superfície que mais parecem erro da equipe de direção de arte. E, para entender que a progressista Tel-Aviv está a 1 hora de distância, mas a anos-luz de separação, nem é preciso ir ao extremo de passear nos bairros judeus ultraortodoxos, como Mea Shearim, onde cartazes nas ruas pedem para que as mulheres se vistam “modestamente” para não ofender os moradores. Ou na área árabe de Jerusalém Leste, onde nem é preciso escrever – olhares vão lhe dizer isso. Há também muito que ver do lado de fora. Outras sinagogas, mesquitas, igrejas históricas em lugares bíblicos – no Monte das Oliveiras, com seu Getsêmani, ou em Ein Kerem. Sem falar nos sítios arqueológicos importantíssimos, como a Cidade de David, onde de fato ficava Jerusalém na época do rei judeu, com seu sistema de armazenamento de água cujos túneis podem ser percorridos em um programa bem à la Indiana Jones – com água pelo joelho – e que acabam na bíblica piscina de Siloé, onde Jesus teria curado um cego. Ainda para quem gosta de história há o ótimo Museu de Israel, onde estão os Pergaminhos do Mar Morto, e o obrigatório Yad Vashem, o Museu do Holocausto.
Gourmands e gente curiosa em geral se deliciam no gigantesco Mercado Mahane Yehuda, onde se vende kipá – o solidéu – ao lado de melancias. E, na sexta-feira de manhã, a cidade inteira baixa lá para comprar víveres que garantam a sobrevivência durante o Shabat, quando praticamente tudo fecha, ônibus não circulam e turistas incautos têm de rezar muito para encontrar algum lugar para comer um mísero faláfel.
Sinagoga de Cafarnaum, Galileia, Israel
Sinagoga de Cafarnaum, onde Jesus viveu na Galileia (Cindy Wilk)
Mea Shearim, Jerusalém, Israel
Judeu ortodoxo no bairro Mea Shearim, em Jerusalém (David H. Wells/Getty Images)

Deserto de sal

Não importa se em uma caravana liderada por um pastor, no caso dos evangélicos, em peregrinações com missas diárias, em se tratando de católicos, ou alugando um carro e indo por conta própria achar seu caminho espiritual, no caso de gente como eu, que ouve os conselhos do beduíno Samir: em geral, depois da intensa Jerusalém, o caminho natural é boiar merecidamente nas águas relaxantes do Mar Morto. Os que estão em grupo têm mais facilidade de, no trajeto, passar pelos importantes locais santos que ficam na Cisjordânia – nas cidades de Belém, Jericó e seus arredores. Já para quem está em carro alugado, com placa israelense, não é recomendável sair das estradas controladas por Israel para entrar na Cisjordânia. Melhor combinar com um motorista de táxi ainda em Jerusalém e fazer um bate e volta.
Boiar no Mar Morto não é milagre, mas ciência. A 400 metros abaixo do nível do mar, a concentração de sal na água é tão absurda que se veem até as placas. Já substâncias como bromina, magnésio e iodo funcionam como relaxantes naturais, e, somadas a uma lama que dizem também ter propriedades que fazem bem para a pele, o lugar insalubre no meio do deserto, que era refúgio de quem por algum motivo queria se esconder do mundo, virou a terra prometida para os loucos por spa. Não é força de expressão. Foi na Fortaleza de Masada que os judeus revoltosos contra a dominação romana foram se esconder – e resistiram a anos de cerco por parte das legiões romanas. Foi em Qumran que os essênios se isolaram para passar os dias produzindo os Pergaminhos do Mar Morto.
Um pouco mais ao norte, antes de o Rio Jordão desaguar no Mar Morto, está o exato ponto em que Jesus teria sido batizado por João Batista. Zona de fronteira com a Jordânia cercada por campos minados, quem fosse a Qasr al Yahud de 1948 a 1994 levava chumbo. Por esse motivo se criou um lugar alternativo – Yardenit – bem mais ao norte, já colado no Mar da Galileia. Com o acordo de paz firmado entre Israel e a Jordânia, Qasr foi reaberto em 2000 com infraestrutura bacana e clima sossegado, apesar dos soldados armados de ambos os lados da fronteira, que nesse ponto é uma corda no meio do rio. “Durante a Epifania, de 14 a 18 de janeiro, cristãos ortodoxos do mundo inteiro vão se batizar ali. Fica tão cheio que se usam tonéis de plástico por falta de espaço”, conta Mochico.
Mar Morto, Israel
Viajantes boiam na praia do Mar Morto (Patrick Syder/Getty Images)
Oliveiras no Getsêmani, Jerusalém, Israel
As oliveiras do Getsêmani: algumas são da época de Jesus (Yadid Levi/Getty Images)
Masada, Israel
No alto de Masada, jovens judeus decidem rezar (Cindy Wilk)
Antiga Jaffa, Tel Aviv, Israel
Bike nas ruas de Jaffa (Atlantide Phototravel/Getty Images)
Mahane Yehuda, Jerusalém, Israel
No Mahane Yehuda, vende-se de kipá a frutas (Cindy Wilk)

Norte cheio de graça

jornada para o norte pode ser pelo lindo litoral banhado pelo Mediterrâneo, passando pela Jaffa das histórias de Jonas ou do sonho de Pedro; por Cesareia, a grande cidade romana da época de Cristo e hoje um dos mais impressionantes sítios arqueológicos de Israel; pelo Monte Carmelo, do duelo espiritual entre o profeta Elias e os profetas de Baal. Em seguida é natural passar pela hoje cidade árabe de Nazaré, onde Jesus foi criado – nem que seja para beber água da Fonte de Maria e dar uma olhada na imensa Basílica da Anunciação, onde há restos arqueológicos da casa dela. Ou ainda fazer um piquenique no Monte do Precipício, de onde, segundo o Novo Testamento, a população de Nazaré teria tentado jogar Cristo. A vista para o Vale do Armageddom, suposto local onde se dará a bíblica Batalha Final, cercado pelos montes Gilboa, Carmelo e Talbor, impressiona.
O destino final é bem claro: o Mar da Galileia, também conhecido como Lago Kineret (afinal, é um lago de água doce), cenário da maior parte dos milagres e pregações registrados no Novo Testamento. Alguns fiéis vão a pé, umaperegrinação que começa em Nazaré e passa por Kfar Kana – conhecida como Caná da Galileia, o lugar do primeiro milagre, que transformou água em vinho durante um casamento. Por isso, na Igreja das Bodas de Caná, é comum que se faça a renovação dos votos matrimoniais. Com boa infraestrutura, o chamado Caminho do Evangelho leva cerca de dois dias e termina em Cafarnaum, a aldeia onde Cristo viveu, às margens do lago, e que hoje é um importante sítio arqueológico.
A capital do Mar da Galileia é a cidade de Tiberíades, onde se escreveu o Talmud de Jerusalém e que concentra túmulos de rabinos ilustres como Maimônides. Para os cristãos é a base para explorar o lago bíblico sobre cujas águas Jesus teria caminhado. Pela manhã, barquinhos que imitam os daquela época levam o pessoal para passear. No mesmo dia dá para visitar uma embarcação real remanescente desse período, encontrada ali, tratada por anos para não virar pó e exposta no Kibbutz Ginosar, outro milagre. Muito próximo de lá está Magdala, a cidade de Maria Madalena, sítio arqueológico em plena atividade descoberto há 20 anos. Ao redor, um enorme complexo ecumênico acaba de ser construído e um hotel está em obras. As igrejas por ali são muitas – da erguida no local da multiplicação dos peixes à bela Tabgha, que quase encosta no lago, passando pelo Mosteiro das Carmelitas, no Monte das Beatitudes.
A porta de entrada para o norte sempre foi o porto de Acre. Era onde, durante a Idade Média, fragatas descarregavam cavaleiros de todas as partes da Europa, os quais desembarcavam em frangalhos depois de uma jornada insana cujo objetivo nesse ponto estava muito próximo: chegar a Jerusalém. Muitos no entanto morriam na praia, ou melhor, no hospital da Fortaleza dos Cruzados, impressionante complexo que ficou intacto, esquecido sob construções otomanas. “Acre fica 100 anos mais velha a cada ano”, brinca Uri Jeremias, um dos únicos hoteleiros e dono de restaurante judeu em meio à cidade de imensa maioria árabe. Ele se refere às descobertas arqueológicas que hoje já atestam que Acre passa de impressionantes 5 000 anos. A casa onde está seu hotel, o The Efendi, é uma colcha de retalhos históricos na qual partes da adega chegam a ter 1 300 anos de idade.
Acre é a cidade mais sagrada para os Baha’i, os adeptos da novíssima religião cujo fundador, Bahá’u’lláh, descansa eternamente no maravilhoso jardim-mausoléu de Haifa, cidade localizada a menos de meia hora dali. Mas não costuma entrar na rota das caravanas ou peregrinações modernas, apesar de dizer muito sobre a história dessas jornadas. A minha chegava ao fim, e eu me despedi caminhando entre mesquitas sufis, ruelas infestadas de gatos, idosos assistindo à TV no meio da rua, mercados cheios de vida real. Provando os melhores baklavas (aqueles doces árabes recheados de pistache) da minha vida. E pensando que espiritualidade é de fato um caminho muito particular. Parece que me disseram isso ali em Jerusalém.